Petit Verdot

A origem da Petit Verdot.

Casta com origem ainda desconhecida ou controversa, tendo inclusive alguns artigos atribuindo a sua paternidade a Duras e Tressot e outros que a Tressot é resultado do cruzamento da Petit Verdot com a Duras; ambos pouco provável, visto que a Duras é filha da Tressot com a Traminer (Savagnin).

Mas esta linha de parentesco com a Tressot pode corresponder a corrente que considera a origem da Petit Verdot no sudoeste francês, em cruzamentos espontâneos de castas da região, na idade média.

Outra corrente remete a tempos mais antigos, com sua origem na Épire, região entre a Albânia e Grécia, aonde uma casta anciã, a Volitsa (Balisca) foi introduzida na região de Rioja pelos fenícios e cartaginenses e depois levada para Bordeaux.

Nessa corrente há relacionamento com a Biturica/Vidure, que estaria mais relacionada a Cabernet Franc, e a Balisca com a Petit Verdot.

Acredito também ser possível o cruzamento de castas trazidas pelos fenícios, cartaginenses e romanos com castas Vitis viníferas sylvestris, da região de Poitiers e da borda leste da zona Cantrábrica do maciço Hésperico (Ebro).

Exames de DNA e/ou algumas características morfológicas peculiares, como o de apresentar dois bagos por broto e de bagoinhas em verde, com bagas pequenas e partenocárpicas que não amadurecem, semelhante ao que ocorre com a Lambrusco de Sobara (tanto que um dos sinônimos da Petit Verdot é Lambrusquet) nos de uma nova visão sobre a origem da Peti Verdot.

O fato é que a pequena verde (Petit Verdot) tem uma maturação fenólica tardia e se não tiver condições climáticas ideais para tanto, não irá se desenvolver bem, seja na floração ou na maturação, complementado pela influência do estresse hídrico.

A Petit Verdot é uma uva com pele grossa, que proporciona alto nível de taninos e antocianinas (cor), acidez natural e caráter picante, o qual aporta esta características para o blend, sendo uma das coadjuvantes no corte bordalês.

Na região de Bordeaux foi uma das uvas mais importante no século XVIII, mas com dizimação dos vinhedos da região pela filoxera no final do século XIX, o pouco Petit Verdot replantado sofreu um novo golpe com a grande geada de 1956, sendo hoje restrito a somente 500 hectares (0,4% dos 120.000 ha) em Bordeaux, aonde é usado quase que exclusivamente em pequenas proporções, auxiliando no blend com a Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.

Em outras partes do mundo, com regiões mais quentes e propicias para a boa maturação da Petit Verdot, tem surgidos vinhos até varietais e que demonstram uma boa opção de casta para a região; é o caso da região de La Mancha na Espanha, Alentejo em Portugal, Austrália, África do Sul, Argentina, Chile e Uruguai, e quem sabe no futuro em Minas Gerais.

Degustação vinhos de Petit Verdot pelo mundo 2015

Um site WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: