Viagem ao Rhône e Bourgogne 2018

Viagem ao Rhône e Bourgogne

14 a 24 de Setembro de 2018

1º dia- Saída do Brasil dia 14/09 (sexta) em voo da Airfrance de Guarulhos para Marsella com conexão em Paris, chegando a tarde de sábado no aeroporto para pegar carro na locadora, encontrar com o Weyler e ir para o hotel Kyriad Marseille Provence-Aéroport para pernoitar.

Bom hotel funcional, novo; mas não tem restaurante, então tivemos de ir até o Grill Courtepaille (Ibis) para jantar, e para nossa surpresa comemos uma bela carne, acompanhada de uma garrafa de Champagne Blanc de Blancs para tirar a poeira da viagem e um tinto do Rhône.

2º dia- 16/09/2018- Domingo- Ventoux

Café da manhã feito, saímos cedo com destino ao Monte Ventoux, numa viagem tranquila de mais ou menos duas horas.

O último trecho da estrada para atingir os seus 1912 metros de altitude estava bloqueado, pois estava tendo um desafio de supercarros, e ficamos assistindo as largadas de Ferraris, Porsches, Lamborghinis, Masseratis, e outros carros.

Nos estacionamentos ao longo da estrada uma profusão de ciclistas, carros antigos, supernovos e destacando entre eles um Fiat 500 antigo superconservado.

Na descida do Monte Ventoux, lá vem o Fiat 500 e me ultrapassa com tudo, sumindo no meio de tantas curvas.

Como ainda era cedo para almoçar, resolvemos ir até o Château Pesquié, para fazermos uma visita.

Bonita propriedade e estruturada para receber visitas, aonde fizemos uma bela degustação de seus vinhos mais emblemáticos, 2 brancos e 6 tintos.

Para mim o melhor foi o Artemia, o qual comprei uma gf para apresentar aqui em Piracicaba.

Voltamos ao pé do monte Ventoux para almoçar no restaurante Les Mas des Vignes.

Dia bonito optamos pelo terraço, com uma vista linda; e para acompanhar o menu de lagosta um Champagne rosé.

Bom restaurante, mas o menu poderia ter sido mais saboroso, para valorizar a lagosta.

Retornamos um trecho da estrada para chegar em Chateauneuf du Pape, pegar a chave do Les Bosquets (excelente casa do Domaine de Pegau, bem no centro da cidade), guardar o carro e tomar um banho.

Como o dia só estava escurecendo as 20:00, saímos bater pé pela cidade, enroscando no primeiro caveau, aonde o simpático Dominique (Chevreuil) nos apresentou uma bela seleção de vinhos, tantos de brancos como de tintos, aonde gostamos muito do Cuvée Roussanne nos brancos e do CDP Vendages du Roy Vieilles Vignes 2012, que comprei uma garrafa.

Sem muita opção de restaurantes aberto no domingo, fomos jantar no La Maisouneta.

Bom restaurante, mas sem maiores atrativos.

Descansar.

3º dia- 17/09/2018- Segunda- Gigondas e Chateauneuf du Pape

Sem muita opção de um café da manhã decente em Chateauneuf du Pape, saímos cedo para Gigondas para a visita no Château de Saint Cosme.

Chegando cedo, deu para dar um passeio pela bucólica cidade de Gigondas e ao estacionar o carro a coincidência de encontrar com um casal, que moram ali e que ela é brasileira.

Beber um café no Nez Bar à Vins e seguir até o Château de Saint Cosme.

Degustamos os diferentes vinhos, que são referências para a região e comprei uma garrafa do Château de Saint Cosme Gigondas para apresentar aqui.

Fomos a pé até a chapelle de Saint Cosme, rodeada de vinhedos e um linda vista.

Em seguida fomos para o sopé da subida para o Les Dentelles de Montmirail, uma breve degustação de vinhos do Domaine des Florets e almoço no restaurante do bonito hotel Les Florets.

Um bom menu déjeneur e uma boa garrafa do Les Pallieres Gigondas Terrasses du Diable satisfizeram o nosso almoço.

Uma passagem por Vacqueyras, seguindo cortando caminhos por entre vinhedos da Côte du Rhône até Courthézon e desbravar o terroir de Châteauneuf du Pape.

Os Galets roulés de Domaine de Marcoux e Château de Beaucastel; o Sable e Marga de Le Clos du Caillou (aonde fizemos uma bela degustação); Argiles Rouges de Château Rayas; Calcário e Safre de Château de Valdieu (outra bela degustação).

Breve visita as ruinas do castelo de Châteauneuf du Pape.

E mais uma visita aos caveaux de Chateauneuf du Pape (Perrin, Vinadea, The Bet Vintage, Trintignants).

Como o Verges des Papes estava fechado, optamos por jantar no La Mule du Pape, no menu do dia. Funcional

4º dia- 18/09/2018- Terça- Chateauneuf du Pape

Mais escolados fomos tomar o café da manhã no La Mule de Pape, comprando uns croissant na limitada boulangerie da frente.

Seguimos a pé para a visita ao Domaine do Pegau, marcada para as 10:00.

Excelente visita, com explicação dos terroir, degustação de seus belos vinhos e uma visita a cantina de vinificação. Comprei um Cuvée do Capo.

Passamos no Château de la Nerthe e degustamos uns vinhos e em seguida fomos para Vieux Télégraphe, mas era hora de almoço e estava fechado.

Retornamos para o Château de Fines Roches para almoçar, mas estava lotado (aproveitamos para degustar alguns de seus vinhos).

Voltamos para a cidade e fomos almoçar no Le Pistou, que acabou se revelando um achado, com uma comida excelente, belas e suculentas vieiras, e uns excepcionais camarões gigantes.

Gostamos tanto que reservamos para o jantar também.

Seguimos a pé para visitar o Pierre Usseglio, com uma bela degustação de seus vinhos e desta vez eu preferi o Reserve 2 Fréres ao Mon Aeuil.

Em seguida passamos no Bosquet des Papes e mais uma vez o Gloria de Mon Grand Pére foi meu favorito.

Retornamos para o Vieux Télégraphe e quase fechando fiz uma bela degustação, e o La Crau foi o destaque.

Retornando a cidade ainda deu tempo de passar na Ogier e degustar o bom Clos de L’Oratorie, mas que é um patamar abaixo do nível dos vinhos que estávamos degustando.

A noite retornamos no Le Pistou para jantar e embora a comida estivesse muito boa, a do almoço foi melhor.

Desmaiar na cama.

5º dia- 19/09/2018- Quarta- Saint Peray, Cornas, Crozes Hermitage e Hermitage

Saímos com destino ao Rhône norte, passando por Saint Peray e seguindo até Cornas para a visita à Jean Luc Colombo.

Chegamos pontualmente as 10:00 e Jérémie nos aguardava, para num 4X4 nos levar até as íngremes encostas da parte alta de Cornas e nos mostrar o vinhedo La Ruchets.

Após a visita aos vinhedos retornamos a sede para a degustação de uma vasta gama de vinhos, em especial aos single vineyard de Cornas (Vallon de L’Aigle, Les Ruchets e La Louvee). Excelentes.

Após a visita fomos a pé até vinícola Clape e Thierry Allemand, mas ambas fechadas.

Uma parada estratégica para almoçar em Roche de Glum, no restaurante Monnet.

As 14:00 chegamos Domaine Graillot, aonde Antoine nos recebeu rapidamente, devido estar ocupado com a vinificação de seus vinhos.

Muito boa visita, com degustação de vinhos em vinificação, em barricas e já engarrafados. Excelentes vinhos de Crozes Hermitage e uma pequenina parcela em Hermitage.

Nossa próxima parada seria no Domaine Aléofane, aonde a simpática Natacha Chave nos aguardava para mostrar seus vinhos, em estilo diferente ao Graillot, mas também encantadores, com uma fruta muito limpa. Vinhos de excelente custo benefício.

Seguimos para conhecer os terroir de Hermitage (Doigniéres, La Croix, Les Murets, L’Homme, les Grands Vignes) até chegar na La Chapelle e os vinhedos de L’Hermite e Bressards; no retorno para Tain passando pelos vinhedos de Chante Alouete, les Beaumes, Le Meal e Les Greffieux.

Um breve passeio por Tain e seguimos para Tournon-sur-Rhône para o check-in no hotel Les Amandiers.

Em seguida fomos a pé jantar no Le Cerisier.

Bonito e clean restaurante, mas que deixou a desejar tanto no sabor da comida, como pelo pecado de servirem um Champagne em temperatura muito acima do ideal.

Bebemos um Graillot La Guiraude até o Champagne esfriar.

Dormir.

6º dia- 20/09/2018- Quinta- Hermitage e Saint Joseph

Um bom café da manhã e seguimos para Tain para a visita a M.Chapoutier.

Após visitar os vinhedos de Plantiers com vista para La Chapelle fizemos uma excelente degustação, com mais de 10 vinhos, só faltando os tops Pavillon, L’Ermitas e l’Oreé.

Em seguida fomos na Vineum (Jaboulet) para almoçar, acompanhado de uma taça do Chevalier de Sterimberg Hermitage blanc 2014 e uma taça do La Chapelle 2011.

Depois do almoço fomos visitar a Cave de Tain, aonde seus vinhos não me impressionaram.

Seguimos para Mauves para ver se o JL Chave estava aberto, mas nada; seguimos então para visitar o Domaine de Coursodon e degustar seus belos Saint Joseph.

A noite fomos jantar no muito bom Le Tournesol, aonde o chef Cyrill Jamet faz uma comida de fusão muito saborosa.

Muito boa carta de vinhos da região, aonde provamos alguns bons vinhos indicados pela Hea.

Dormir.

7º dia- 21/09/2018- Sexta feira- Saint Joseph, Condrieu e Côte Rotie

Saída cedo seguindo por caminho alternativo e passando pelos diversos terroir de Saint Joseph.

Passeio pelos vinhedos de Condrieu, indo até a entrada do Château Grillet.

Seguimos até o bonito e imponente Château D’Ampuis e ao Domaine Rostaing ao lado.

Pierre estava ocupado na vinificação e seu pai René, mesmo com pé machucado foi quem nos recebeu.

Muito simpático nos explicou os seus vinhos e as diferenças de estilo da Cote Blonde e Brune, e mesmo com vinhedos em La Landonne a vê como muito marketing e de vinhos mais fáceis.

Depois da degustação de vários de seus vinhos, de fato a minha preferência ficou com o seu Côte Blonde e em segundo o La Landonne.

Fomos almoçar no Auberge La Source, aonde a simpática Lucie tinha me indicado para não deixar de visitar a Natacha Chave em Crozes Hermitage.

Muito bonita vista do restaurante, com uma comida bastante saborosa, aonde fomos do prato do dia; bons vinhos em taças completaram nossa refeição.

Seguimos para Chonas L’Ambalan para o nosso check-in no bonito, sossegado e charmoso Domaine de Clairefontaine.

Retornamos para Ampuis e fomos passear pelos vinhedos da Côte Blonde, Lancement, uma breve passagem e degustação no Domaine Chambeyron, Tartaras, Champin, Cõte Baudin. Uma esticada até o Domaine Jamet, mas não estava aberto.

Uma parada em Ampuis para garimpar vinhos nas enotecas e aproveitamos para fazer uma degustação de Condrieu no Las Cercle des Vignerons, aonde alguns vinhos de Georges Vernay estavam excelentes.

Aproveitei para provar o Lancement 2011 do Ogier, mas não correspondeu ao que esperava.

Como o restaurante do Domaine de Clairefontaine é estrelado e sofisticado, decidimos que exaustos seria desperdício neste dia jantar lá e optamos por comprar uns queijos e embutidos e fazer um repasto por nossa conta. Decisão acertada.

Dormir.

8º dia- 22/09/2018- Sábado- Côte Rotie

Após poder acordar mais tarde e desfrutar de um exclente  café da manhã, fomos passear pelos vinhedos da Côte Rotie, passando pelos vinhedos de  La Landonne, Côte Razier, Rochins, La Brosse, Ritolas e Cote Brune.

Conseguimos ainda visitar o JM Gerin em Vérenay e provar seus excelentes vinhos Les Grands Places e La Landonne.

Comemos uns mata fome na boulangerie e retornamos para o hotel para descansar.

A noite fomos jantar no estrelado restaurante do hotel, do chef Philippe Girardon.

Optamos pelo menu Signature harmonizado com vinhos e foi simplesmente a melhor refeição desta nossa viagem.

Comida saborosa, tempo entre passos perfeito, harmonização acertada, serviço profissional e simpático.

Um Calvados antigo para finalizar um dia excelente. E$ 210 muito bem pago.

Desmaiar na cama.

9º dia- 23/09/2018- Domingo- Bourgogne

Roteiro alterado seguimos para Bourgogne em vez de ficar em Lyon.

Passagem pelos vinhedos de Beaujolais, Macon, visita a Rocha de Solutre, rota alternativa pelos vinhedos da Côte Chalonaise e com 5 minutos de atraso chegamos no Le Montrachet para nosso almoço das 13:30.

Bonito restaurante, com serviço profissional, comida boa, embora sem maiores atrativos, preços dos vinhos caros, enfim incontornável mas não indispensável.

Em seguida fomos vistar os vinhedos dos Montrachets, seguindo até Santenay e dali para Meursault, Pommard e Beaune.

Se na Côte du Rhône estava um calor de Brasil (33º C) em Beaune choveu e esfriou, chegando nos 10º C.

Chech-in no Ibis Style e um breve passeio pela cidade.

A noite embaixo de chuva procuramos restaurantes, mas tudo lotado, encharcados fomos no primeiro que tinha mesa, o Les Chevaliers, na cave, e não sei se pela situação, o fato é que comemos bem (escargots, porco) e bebemos melhor ainda (Meursault Genévrieres).

Ainda bem que a chuva passour na hora de voltar ao hotel.

Para finalizar abrimos no bar do hotel, uma garrafa do Château de Saint Cosme que estava em excesso na bagagem do Weyler.

Dormir.

10º dia- 24/09/2018- Segunda- Bourgogne e retorno Brasil

Um café da manhã bem mediano, saimos para visitar os vinhedos da Côte de Nuits.

Segui direto até Gevrey Chambertin, visitando os vinhedos do Clos Saint Jacques e adentrando a La Combe Lavaux-Jean até Chamboeuf.

Retorno pela route de Grands Crus, passando pelos vinhedos de Chambertin, Clos de La Roche, Musigny, Clos de Vougeot, Grands Echezeaux, Richebourg, Romanée Saint Vivant, Romanée Conti, La Grande Rue, La Romanée, Reignots, Cros Parantoux, La Tache; passando pelo meio dos vinhedos de Malconsorts e Les Chaumes.

Passagem pelos vinhedos de Corton e seguindo até Pernand Vergeless para almoçar no Le Charlemagne as 12:00.

Novo, bonito e clean restaurante, com bela vista dos vinhedos de Corton.

Serviço profissional, embora um pouco impositivo, boa comida e preço razoável.

Boa carta de vinhos, embora desta vez, não fiz companhia no vinho com o Weyler, ficando só na agua com gas.

Terminado o almoço, segui para Beaune para deixar o Weyler no hotel e prossegui para o aeroporto de Saint Exuperry em Lyon.

Viagem de 200 km tranquila, aonde cheguei as 16:00, entregando o carro na locadora e despachando as malas.

Tranquilo, com uma espera de 2 horas, já que meu voo saia as 19:50 para conexão no CDG as 23:30 para Guarulhos.

Com atraso, o voo saiu de Lyon as 21:45, chegando no Charles de Gaule as 22:50; até sair do terminal F para o terminal E, tendo de pegar navete até a porta K, pensei que ia perder o voo. As 23:15 consegui embarcar, antes das portas se fecharem.

Imprevisto acontecem.

Cheguei no dia seguinte as 06:20 em Guarulhos e segui para Piracicaba.

Agora dia 21 retorno para Lyon, para uma viagem para Bourgogne, Loire e Bordeaux.

Até mais.

Abs,

Luiz Otávio

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