Viagem ao Piemonte e Toscana 2017

Enopira Road Piemonte e Toscana 2017

1º dia- 07/10/2017

Dia 07/10/2017 embarco para Turim/Itália, via Paris, pela Air France; chegando no dia 08/10 e se encontrando com outros três participantes da viagem no aeroporto Charles de Gaule, seguindo juntos no voo para Turim; no aeroporto de Caselle encontramos o ultimo participante a se juntar ao grupo, pego a van e seguimos para Barbaresco, numa curta viagem de 120 km.

Nos instalamos no bonito e sossegado Agriturismo Tre Stelle, em Barbaresco, e após breve descanso, seguimos para Alba, a cerca de 10 km, para visitarmos a 87º Fiera Internacionale Tartufo Bianco d’Alba.

Percorrida a feira, provando várias iguarias a base de tartufo bianco (Tuber magnatum), fomos jantar no excelente restaurante Conterosso Enosfizioteca, aonde comemos os melhores pratos de trufas de toda nossa viagem, pois foram as trufas mais frescas que nos serviram, simplesmente divinas.

Este ano foi ruim para as trufas, por ter sido muito seco, e a consequência disso é que os preços já caros foram para a estratosfera, mas valeu cada cent de euro.

Para beber Franciacorta Bellavista, Roero Arneis e Barbaresco.

Não poderia ter começado melhor.

Satisfeitos voltamos ao hotel, para ainda apreciar uma bela lua cheia, uno bicchiere de Barbaresco e uma grappa para ajudar a dormir.

2º dia- 08/10/2017

Bom café da manhã, seguimos para nossa visita a vinícola Rizzi, que dá o nome de uma das 66 MGA (Menzione Geografiche Aggiuntive) de Barbaresco, na sub-região de Treiso.

Fomos muitíssimos bem recebidos por Jole e Enrico Dellapiana, e que entre uma boa prosa e excelentes explicações técnicas provamos: espumante pas dosè, Langhe Chardonnay 2016, barbera D’Alba 2013, Barbaresco Rizzi 2013, Barbaresco Nervo 2013, Barbaresco Pajorè 2013, Barbaresco Pajorè 2014, Barbaresco Riserva Boito 2013 e Frimaio Vendemmia Tardiva.

Em seguida fomos almoçar no muito bom restaurante La Ciau del Tornavento, com uma bela vista e uma fantástica adega, vídeo da qual andou circulando como sendo de propriedade de nossos probos políticos/empresários.

Bom almoço, num menu degustação, que como de praxe uns pratos encantam e outros não; novamente um Arneis e Barbaresco e já um pouco atrasados fomos para nossa visita a Sottimano.

Outra excelente visita proporcionado por Andrea Sottimano, que nos explicava as sutis diferenças entre seus barbarescos, conforme íamos provando: Fausoni, Currá, Cottà e Pajoré; além de um Barbaresco Riserva com uvas dos vinhedos Cottà (Neive) e Pajorè (Treiso).

No final da visita ainda nos deu duas garrafas de seus vinhos para bebermos no hotel.

Voltamos para o La Cieu del Tornavento para visitar a adega e depois fomos passear em Barbaresco, observando a região do alto de sua torre.

Eu ainda passei no Produttori del Barbaresco e degustei 04 de seus Riservas, confirmando minha preferência pelo Montefico.

Após se reunirmos, provamos uns Barbarescos na Enoteca Regionale del Barbaresco, e proporcionei uma bela degustação no restaurante Antine: Gaja Rossj Bass 2016, Gaja Barbaresco 2006, Bruno Giacosa Faletto Barbaresco Asili Riserva 2011 e Bruno Giacosa Barolo Faletto 2012. O Faletto Barbaresco Asili Riserva 2011 foi o melhor Barbaresco que provei nesta viagem.

Como todo restaurante estava fechado na segunda feira, Adriana e Michelle nos providenciaram um pouco de salada, queijos e prosciutto para comermos no Tre Stelle mesmo, e tomarmos umas garrafas de Barbaresco.

3º dia- 09/10/2017

Após café da manhã, seguimos para Bricco di Neive, para visitar Dante Rivetti.

Explicações da cantina e mostra da bonita sala de barricas e toneis, fomos para a degustação: Ivan Brut clássico, Arneis Bricodoro, Barbera D’Alba Alabarda 1999, Barbera D’Alba Alabarda 1990, Barbera D’Alba Mara, Barbera D’Alba Boschi 2014, Barbaresco Micca 2005 e Barbaresco Bricco di Neive Riserva 2004. Por minha indicação compramos o Barbaresco Bricco di Neive Riserva 1989 para bebermos a noite.

Uma breve passagem pelos vinhedos Gallina e Albesani, e na frente da Piero Busso, fomos para o almoço no restaurante Rabaya, com uma bonita vista, mas com sol, declinamos da nossa mesa na varanda, preferindo o anonimato da sala interna.

Bom restaurante, com um serviço um pouco demorado, talvez por termos ficado dentro.

Bebemos um Moccagatta Barbaresco Bric Balin 2013.

Saindo do Rabaya, fomos para o Vallegrande, visitar Ca del Baio, num breve percurso pela cantina e a prova de seus vinhos: Langhe Chardonnay Sermine, Barbera D’Alba Paolina, Langhe Nebbiolo Bricdelbaio, Barbaresco Vallgrande, Barbaresco Pora, Barbaresco Asili e Barbaresco Asili Riserva.

Seguindo o percurso, fomos para o topo da colina, visitar a Giorgio Pelissero, aonde Ilária nos aguardava para a degustação de seus vinhos: Langhe Riesling Rigadin, Langhe Nebbiolo, Langhe Long Now (Barbera e Nebbiolo), Barbera D’Alba Tulin, Barbaresco Tulin, Barbaresco Vanotu, Barbaresco Vanotu Riserva.

De volta ao hotel para um breve descanso, e logo em seguida fomos jantar no muito bom e simpático Osteria Tasté, recentemente inaugurado em Tre Stelle, pertinho do hotel, com pratos bem saborosos e muito bom atendimento. Recomendo.

Para beber um vinho do seu vizinho: Montaribaldi Barbaresco Sori Montaribaldi

E assim terminamos nossas aventuras pelas MGA de Barbaresco.

4º dia- 10/10/2017

Café tomado, check-out feito, seguir para Barolo.

Nossa primeira parada seria na Ceretto, com belíssimas instalações unindo o antigo com o moderno, num perfil de visita turística, feita para encantar o visitante e induzi-lo as compras.

Nossa degustação de E$ 45 por pessoa nos permitia provar 05 vinhos, que consegui estender para 07: Langhe Arneis 2016, Nebbiolo D’Alba Bernadina 2015, Barbaresco 2014, Barolo 2013, Barbaresco Bernadot 2013, Barolo Brunatte 2012 e Barolo Bricc Roche 2012.

Seguimos para o almoço, em Serralunga D’Alba, na Cascina Schiavenza, um muito bom restaurante e que também produzem seus vinhos.

Bebemos seu muito bom Barolo Prapó.

Seguimos contornando os vinhedos de Serralunga (Ornatto, Boscareto, Francia) até a Elio Grasso em Monforte D’Alba.

Excelente, objetiva e didática visita proporcionada por Gianluca Grasso e da degustação de seus vinhos: Langhe Chardonnay Educato, Dolcetto D’Alba dei Grassi, Langhe Nebbiolo, Barbera D’Alba Martina, Barolo Ginestra Casa Maté, Barolo Gavarini Chiniera e o Barolo Riserva Runcot. Muito bons.

Felizmente Stephanie ligou confirmando que Roberto Conterno interromperia os seus afazeres e nos receberia pontualmente as 16:30, aonde tratamos de nos antecipar e chegar as 16:20 na Locatitá Ornatti.

Belíssimas instalações da Giacomo Conterno, tanto na fachada, como na cantina e sala de barricas.

Conversar e entender um pouco da filosofia de elaboração de um grande vinho, da precisão e cuidado que se estende da vinha a cantina, na premissa que são estes detalhes que norteiam o nascimento, afinamento, evolução e por fim o objetivo final, que é proporcionar deleite para quem o sabe e pode apreciar.

Provamos: Barbera D’Alba Francia, Barolo Ceretta, Barolo Francia e por fim Roberto nos levou de volta para a sala de afinamento, fazendo nos prometer que não iriamos cheirar ou provar o vinho lá.

Nos serviu um pouco de um tonel de Barolo Francia 2013 e explicou que aquele tonel provavelmente se tornaria o Monfortino 2013.

Minha experiência com Monfortino se reduz a 3 safras, mas pelo que já mostrou, acredito que este será um belo Monfortino em 2020, para os dispostos a pagar E$ 800 por uma garrafa.

Seguimos pelos vinhedos de Monforte, Barolo e La Morra, até o B&B Roche Costamagna Arts Suits, que também possui uma vinicola.

Para jantar fomos no Mangé, praticamente em frente do hotel, boa massa e boa comida.

Depois dos vinhos do Giacomo Conterno não tive muita escolha e na falta do Aldo Conterno Gran Bussia, fomos do Giuseppe Mascarello Barolo Monprivato 2010; outro grande vinho.

Também começamos bem em Barolo.

5º dia- 11/10/2017

Um belo café da manhã e fomos para a visita na Renato Ratti, num misto de visita técnica e turística, aonde nos apresentou um vídeo de introdução muito bem elaborado, extremamente didático.

Como eu conhecia um pouco da MGA de Barolo, deu para checar as marcações cartográficas que Renato Ratti fez anteriormente, por fim uma bela vista e a degustação: Roero Arneis 2016, Dolcetto Colombé 2016, Langhe Nebbiolo Ochetti 2015, Monferrato Villa Pattono 2014 e por fim o muito bom Barolo Marcenasco 2013.

Seguimos para o nosso almoço na Locanda in Canubbi, mas antes aproveitamos para visitar a cantina de Serio e Battista Borgogno, ao lado.

O Locanda é um bonito restaurante, com uma bela vista, aonde comemos nosso segundo melhor menu de trufas brancas, comprando uma trufa de 50 gramas, por E$ 250, a qual foi fatiada nos nossos pratos de ovos, massa e risotto. Muito bom.

Bebemos um excelente Rivetto Barolo Bricollina 2010.

Prosseguimos para a nossa visita a Paolo Scavino, outro grande nome de Barolo.

Uma boa visita a cantina e seguimos para a degustação de seus vinhos: Barbera D’Alba Affinato in Carati 2015, Langhe Nebbiolo 2016, Barolo Carobric 2014, Barolo Bricco Ambrogio 2014, Barolo Bric del Fiasc 2014, Barolo Bric del Fiasc 2012 e Magnum de Barolo Bricco Ambrogio 2002. Excelentes.

Saindo da Paolo Scavino, fiz um percurso pelos vinhedos de Castiglione Faletto (Fiasco, Codana, Monprivato, Bricco Rocche, até Poderi Aldo Conterno e retorno por Villero, passando por Sandrone), e dali seguindo para Barolo, para um breve passeio pela cidadela.

Provamos uns barolos na Enoteca Regionale del Barolo, e na Enoteca do museu do Cavatappi provei um Gaja Barolo Dragomis 2012 (bom) e um Giacomo Conterno Barolo Monfortino 1947 (muito bom, vivo, mas já decaindo).

Voltamos para La Morra, e só fomos beber e petiscar no UVE; e no final comendo uma rapsódia de frutas e sorvetes com Barolo Chinato. E uma bela grappa para dormir sem ouvir o sino da igreja de uma em uma hora, que amanhã tinha estrada.

6º dia- 12/10/2017

Saímos cedo para a Toscana, por Alexandria, Genova, La Spezia, até Pisa, aonde paramos para almoçar no excelente restaurante de frutos do mar La Scaletta, passear um pouco por Pisa e ver sua torre inclinada e prosseguir para San Gimigniano, suas torres, o burburinho de turistas e seus deliciosos gelatos.

Prosseguir até Siena e cansados, jantar no Da Michelle, ao lado do nosso Hotel San Marco, aonde comi um belo Calzone di Carciofi e para beber um Vermentino e um Chianti Riserva.

7º dia- 13/10/2017

Saída cedo para o coração do Chianti clássico, para a visita a Fattoria La Massa, aonde Francesco Mazzi fez a deferência de nos receber no sábado.

Mostra dos vinhedos, cantina e sala de barricas, tudo estava calmo, em contraponto a agitada atividade de setembro, aonde peguei em plena colheita e vinificação.

A prova de seus vinhos: La Massa, Carla e Giorgio Primo, aonde mais uma vez o Giorgio Primo 2013 se destacou. Comprei uma garrafa para compartilharmos.

Fomos almoçar no restaurante Il Vescovino, em Panzano, sendo recebido novamente pela Renata, que fez a gentileza de deixar abrir o Giorgio Primo 2013 para acompanhar nosso almoço. Obviamente que pedimos uma garrafa de Franciacorta para compensar e acompanhar as entradas.

Logo após chega a família La Massa, com Gianpaolo Motta, sua mulher e seus filhos Giorgio e Carla, que dão seus nomes a seus vinhos.

Nos cumprimenta e nos felicita ao ver seu Giorgio Primo 2013 no decanter na nossa mesa.

Após o almoço seguimos para o Castello di Ama, que estava restrito a uma festa particular, e voltamos para Siena.

A noite somos para Siena passear, aonde dois companheiros de viagem foram a ópera e outros dois e eu ficamos bebendo e comendo na La Speranza, na Piazza del Campo, e observando o vai e vem de turistas de todo o mundo.

8º dia- 14/10/2017

Check-out feito, seguimos para Montalcino, deixar nossas bagagens na Azienda Podere Brizio, e seguir para Monticchielo, para uma breve visita e almoçar.

Como a Osteria La Porta estava sem opção de mesas, acabamos achando a Taverna di Moranda, que acabou se revelando excelente, serviço no seu ritmo, já que eram somente uma senhora na sala e seu marido na cozinha.

Um carré de Agnello muito bom, minha tagliata com tartufo nero também muito boa, mas o destaque acabou ficando por conta do funghi Porcini frescos assados no forno e no Piccione do Gioia, delicioso (me lembrou das codorninhas que caçava e assava).

Um assortimento di Pecorino di Pienza também estava excelente.

Eu pedi um Bruno di Rocca 1995, que teve até direito a usarmos taças especiais, e que por sinal estava excelente. Recomendo a Moranda, nosso terceira melhor refeição.

Seguimos para Pienza, bonita cidadela, e para aproveitar melhor a vista fomos bebericar uma birra rossa no La Terrazza del Chiostro.

Voltamos para Montalcino, compramos uns queijos trufados, salumi e prosciutto e voltamos para o Poderre Brizio para fazer um repasto noturno, com direito a champagne Aubry para comemorar o compleanno de Gioia, e mais duas botellas de Barbaresco Ca del Baio.

Segundo aniversário que passamos juntos, Bordeaux e Toscana, que muitos mais ajam meu amigo.

Morfeu cantando Simon & Garfunkel.

9º dia- 15/10/2017

Fomos para a visita a Col D’Orcia, aonde Nicola nos apresentou as instalações e fizemos a degustação de seus vinhos: Pinot Grigio, Nearco Sant’Atimo Rosso, Rosso di Montalcino Banditella e o muito bom Poggio al Vento Brunello di Montalcino riserva.

Saímos para o Castello di Banfi, aonde iriamos almoçar, e chegando cedo deu para percorrer as bonitas instalações, seu museu e apreciar a bonita vista.

A opção de almoço era um menu degustação, mediano, com vinhos medianos.

Viu está visto, não precisa retornar.

Atrasados saímos para a Poggio di Sotto, aonde Luigina me puxou as orelhas pelo atraso, mas que tinha aberto e decantado um Poggio di Sotto 2008. Grazie mille.

Degustação de um rosso e um Brunello da Tenuta San Giorgio, num perfil mais rustico, e o rosso da Poggio di Sotto 2014 (melhor que muitos brunellos) e o Poggio di Sotto 2008, viril, estruturado e elegante.

Compramos um Rosso 2014 para bebermos no hotel.

A seguir fomos para a Uccelliera, outro grande de Brunello, aonde Agnes nos proporcionou uma experiência fantástica ao provarmos seus vinhos de 2016, de dois vinhedos distintos afinando em botti e barrica, e depois fazer o blend destes vinhos para ter uma noção do que serão estes vinhos em 2021; em seguida a mesma coisa com os vinhos de 2015 e a percepção de como eles serão em 2020; a prova em botti já assemblado do 2013, depois o rosso já engarrafado de 2015 e 2014, o Rapace 2014 e 2012, o Magnum Costabate IGT Sangiovese 2011 e o Ucceliera Brunello di Montalcino Riserva 2008.

No final Andrea Cortonesi interrompe seu trabalho de pulverização de cálcio nas videiras e conversa um pouco conosco e ainda nos faz a gentileza de nos presentear com uma garrafa do Rosso 2014 para bebermos no hotel.

Compramos umas garrafas do Uccelliera Riserva 2010.

Visita maravilhosa.

De volta ao hotel, resolvemos repetir o repasto noturno da noite anterior e confrontar o Poggio di Sotto Rosso di Montalcino 2014 e o Ucceliera Rosso di Montalcino 2014.

Dois estilos um pouco diferente, o Poggio levou vantagem por sua maior elegância e finesse, contra a fruta e estrutura do Ucceliera.

10º dia- 16/10/2017

 Dia mais tranquilo, deixando a parte da manhã para descanso, embora eu tenha ido sozinho visitar as instalações da Podere Brizio.

As 11:30, para quem quis, fiz um breve passeio mostrando os vinhedos de Caprili, Soldera, Tenuta Santa Restituta, Maté e Fattoi Ofelio.

Fomos passear em Montalcino e um frugaz almoço no Grapollo blu.

As 14:30 estávamos na Tenuta Il Greppo, para a visita na Biondi Santi, com uma mostra de seus vinhedos velhos.

Em seguida a prova de seus vinhos com fichas técnicas em nome da Enopira: Rosso di Montalcino Fascia Rossa 2014, Brunello di Montalcino 2012 e Brunello di Montalcino Riserva 2011 (excelente). Eu fiquei esperando provar uma das duas garrafas remanescente do 1888, mas a Sabine me enrolou e não abriu. Quem sabe na próxima visita ela abre pelo menos a 1988.

Terminada a visita, voltamos para Montalcino, aonde não queria me atrasar, pois Alessia deixaria seu trabalho de colher azeitonas, para nos receber na Salvioni as 17:00.

E chegando na Piazza Cavour, Alessia estava estacionando o carro. Quem diz que brasileiro é sempre atrasado.

A Salvioni é muito familiar e suas instalações são bem simples, mas em compensação seus vinhos são uns dos melhores que há, limpos, estruturados, viris, elegantes, verdadeiros punhos de ferro em luva de pelica.

Alessia nos proporcionou outra grande experiência, provando seus vinhos em botti e fazendo nos antever o quanto seu 2015 será um grande Brunello.

Não é à toa que vende toda a sua produção antecipadamente e quem entende sabe o valor de um Cerbaiola. E em safras ruins seu rosso é melhor que muitos Brunellos.

Compramos um Brunello 2012 para bebermos no hotel.

De volta ao Podere Brizio, tínhamos agendados de jantar no restaurante do hotel.

Um bom menu degustação e para bebermos o Tenuta Le Colone Vermentino 2016, o Podere Brizio Brunello 2012 e o Salvioni Brunello 2012; embora muito bom o Podere Brizio não acompanhou o Salvioni.

Morfeu novamente nos embalou ao som do silencio.

11º dia- 17/10/2017

Check-out feito, partimos para Florença, aonde faríamos uma parada na Antinori, para conhecermos as novas instalações e almoçarmos no restaurante Rinuccio.

Grandiosa e bonitas instalações e já de entrada não nos permitiram entrar com a van, tendo de deixar no estacionamento fora e uma van deles faz o trajeto até as instalações. Imponente.

Tudo muito bonito, grandioso e turístico, aonde tem a opção de visita da cantina e sala de barricas e prova de diferentes vinhos, tudo extremamente caro, pela qualidade de seus vinhos.

Já sabendo disso tinha considerado só almoçar no Rinuccio e no máximo pagar E$ 120 numa garrafa de Tignanello.

Eu tinha feito reserva para três pessoas, e depois enviei e-mail pedindo alteração para 05; no chegar só tinha reserva para 03, conversando consegui a mesa para 05, mas ao sentarmos estava sol na mesa e ao pedir a troca de mesa, me deram a opção do bar.

Ok, fomos para o bar, pedimos o que tinha disponível, um Guado al Tasso Vermentino para beber e a leve impressão que já vai tarde. Nunca mais, os turistas que se divirtam, prefiro comprar umas garrafas de Solaia.

Seguindo para Florença, chegamos no B&B Dimora Bandinelli, fora da cidade, mas ao mesmo tempo perto para ir a pé.

Transtorno de se acomodar em hotel que não tem elevador, com malas pesadas de vinhos, enfim pude ir entregar a van na Budget/Avis na Borgo Ognissanti, tendo o cuidado de não entrar em nenhuma ZTL.

Todos acomodados fomos comprar malas em Firenze, que as nossas já não cabiam mais vinhos.

Tudo resolvido, foi cada um cuidar de seus interesses e após levar as malas para o hotel, retorno a cidade passeando pelas ruas até a Piazza del Duomo, aonde sento numa mesa do Bottegone, beberico um Mojito, uma birra Dolomiti rossa e comendo uma Mozzarella di Bufala, com pomodoro e prosciutto; e vendo a multidão passar, cantando coisas de amor.

As 20:30 como combinado nos encontramos no restaurante C’Est La Vie, que embora com um cantante cantando um pouco alto, nos divertimos e comemos muito bem a especialidade da casa que é peixes e frutos do mar. Recomendo, para quem é desafinado e tem os ouvidos iguais aos meus.

Bebemos um vinho branco e um Chianti Clássico Riserva, e fomos os últimos a deixar o restaurante.

Dormir, sem pensar em esticar.

12º dia- 18/10/2017

Dia livre, nosso voo era somente as 17:40, então deu tempo de passear um pouco por Florença, apreciar uma belo gelato de nocci e pistácio, arrumar as malas e as 14:00 pegamos um taxi para o aeroporto.

Dois de nossos amigos ainda ficaram em Florença, seguindo depois para Roma, Weyler indo para Paris e Gioia para Lisboa.

Vera, Henrique e eu, seguimos de Florença para Charles de Gaule, pela Air France, e conexão para Guarulhos as 23:30, chegando as 07:00 da sexta feira.

Transito complicado, enfim chegamos a Piracicaba, antes do almoço.

E hoje estou escrevendo estas lembranças, antes que as mesmas se percam em novos acontecimentos.

Um muito obrigado a todos que nos receberam e em especial aos meus companheiros de viagem, que me aturaram e me proporcionaram muitas risadas nestes dias.

Até a próxima, em fevereiro 2018 com pós carnaval em Veneza.

Abs,

Luiz Otávio

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