Viagem ao Chile 2012

Viagem EnoGastronômica ao Chile

Dia 10 a 19 de novembro de 2012

Saimos no dia 10/11/2012 de Guarulhos as 09:05 pela Tam e chegamos a Santiago as 12:00h.

Vôo lotado e uma certa demora na alfândega, consegui pegar a Van alugada da Transbetel as 13:00h e partimos pela ruta 68 com destino a Casablanca.

Nosso destino era a Kingston Vineyards, mas fizemos uma parada na Casa del Bosque para um pequeno almoço no restaurante Tanino, e provarmos um Pinot Noir para tirar a poeira da garganta.

O vinho escolhido foi o Pequenas Produciones Pinot Noir 2010, que estava ótimo.

Compartilhamos várias empanadas, entradas, pratos, que estavam ótimos. Recomendo.

Esta parada foi extra, pois eu tinha agendado a visita na Casa del Bosque para o outro dia.

Saciada a fome e a sede, fomos para a Kingston, pertinho dali, aonde a Angela Mochi e a Judith Ramirez aguardava-nos.

A Kingston Vineyards é de família americana e possuem em torno de 150 ha de vinhedos em Casablanca, mas só vinificando 10% disto para seus vinhos próprios, sendo as uvas restantes vendidas para terceiros (Montes, Undurraga, Villard, etc…).

http://www.kingstonvineyards.com

Outros compram as uvas e vinificam nas próprias instalações da Kingston, como é o caso Tunquen Wines, da amiga Angela Mochi, que junto com seu marido Marcos Attilio fazem jus a autodenominação de Passionate Winemakers.

Visitamos as instalações da Kingston e fomos para um agradável caramanchão, aonde a Angela/Marcos apresentou os vinhos da Tunquen Wines e a Judith os vinhos da Kingston.

Provamos 11 vinhos e gostei do Sauvignon Blanc, Malbec e Cabernet Franc da Tunquen e do Alazan Pinot Noir e Bayo Oscuro Syrah da Kingston.

É interessante frisar que no Chile todas as visitas são comerciais, ou seja, se paga por elas e os preços dependem dos vinhos a serem provados; a única degustação que não pagamos foi da Tunquen, as outras variaram de U$ 30 a U$ 80 por pessoa.

E nestes preços normalmente não estavam inclusos os vinhos ícones, as quais eram bem mais caras, e no nosso entendimento a melhor maneira de apreciarmos foi o que fizemos: comprávamos uma garrafa dos vinhos ícones, degustávamos na vinícola e o restante da garrafa levava para apreciar na pousada/restaurante

Terminada a visita seguimos para a Pousada La Mirage Parador, em Tunquen, já a beira do pacifico.

www.lamirage.cl

Eu escolhi a La Mirage (e nossas outras hospedagem no Chile) por ser em circuito off, com atendimento dos próprios donos, num modelo mais intimista, quase que de charme.

No caso particular da La Mirage, ainda tinha o diferencial de contar com um bom restaurante, o que facilitaria na volta das visitas, aonde eu poderia beber um vinho sossegado, sem a preocupação de dirigir.

Infelizmente eles perderam a equipe de cozinha e ainda não tinham conseguido encontrar outra para substituí-la, e não nos restou outra alternativa a não ser ir até Algarrobo (7 km) para jantarmos no restaurante Cava Fe.

Restaurante simples, com decoração peculiar, atendimento muito hospitaleiro, aonde logo parecíamos da família.

Tínhamos iniciado na Casa del Bosque um procedimento de refeições que se estenderia por toda a nossa viagem ao Chile: o compartilhamento e degustação de todos os pratos, aonde dividíamos as entradas, saladas, primeiro prato, segundo prato e sobremesas, numa harmonia dificilmente vista entre comensais.

Começamos com os ceviches, de 3 tipos, os melhores que comemos em todo os Chile.

Em seguida um Caldillo de Congrio, muito bom, aonde meus companheiros adoraram, mas eu chato que sou, achei que faltou um pouco de tempero.

Na sequência veio uma Paila marina (tipo nossa caldeirada) sensacional, a melhor que comi no Chile ( a do Galino estava boa).

Excelente restaurante. Recomendo.

Para bebermos levamos os Sauvignon Blanc e Pinot Noir da degustação da Tunquen/Kingston.

Saciados e felizes voltamos para a La Mirage, para dormir o sono dos justos e se estar em forma para as visitas do dia seguinte.

2º dia- Vale de Casablanca e San Antonio- 11/11/2012- Domingo

Tomamos o café da manhã na pousada e fomos para a visita na Casa del Bosque, as 10:30h.

Estava lotado, com turistas de várias partes do mundo, aonde as visitas eram divididas conforme a proficiência em espanhol ou inglês.

Visita turística, aproveitando alguns detalhes como os grandes ventiladores nos vinhedos, sistema automático de punch down (pigeage).

Terminado o recorrido, fomos para a degustação; bons vinhos, mas nada excepcional, ficando com a sensação que o Pinot Noir que tomamos no dia anterior foi o melhor de todos.

Saímos as pressas para a visita e almoço na Matetic.

Chegando na Matetic, íamos almoçar e depois fazer a visita, mas sendo informado de dois ônibus lotados de turistas e já entediado de uma visita turísticas, resolvemos ir até a vinícola (uns 10 km do restaurante) e em vez de fazer a visita, compramos um belo EQ Sauvignon Blanc 2010 e fizemos a prova e visita por conta nossa mesmo, até dar tempo para a nossa reserva no restaurante Equilibrio.

O restaurante estava lotado, pedimos um EQ Chardonnay, um EQ Pinot Noir e um EQ Syrah.

Sinceramente esperava mais do restaurante, bom, mas nada surpreendente, talvez devido ao dia lotado e a prioridade tenha sido para o churrasco sendo preparado para a excursão.

Seguimos até El Tabo, para visitar a casa de Neruda em Isla Negra.

Muito bonita, com detalhes e vista impressionante; só não pode fotografar.

No café da casa, provamos um pisco sour nerudiano, um pouco doce para o meu gosto.

Voltamos para a La Mirage, aonde o Kim (proprietário) nos prepararia um típico e delicioso pastel de choclo para o jantar, que acompanhamos com um Amayna Sauvignon Blanc 2010 e um Leyda Pinot Noir Lot 21 2010.

Um bom sono nos esperava.

3º dia- Vale de Leyda- 12/11/2012 – Segunda Feira

Café da manhã tomado, saímos com destino a Casa Marin, em Lo Abarca/Cartagena, onde num frio danado, o atencioso e simpático Sr. Oswaldo Marin estava nos aguardando.

A visita começou com uma amostra do solo da região, feita num barranco, as instalações de vinificação, salas de barricas e a degustação de seus vinhos.

Provamos o Cipreses Sauvignon Blanc 2011, o Casona Gewurztraminer, o Miramar Riesling, o Lo Abarca Pinot Noir e o Miramar Syrah.

Vinhos excelentes, com muita tipicidade; o único senão ficou por conta do Syrah, que na minha opinião estava comprometido com um forte aroma de borracha queimada (Disulfureto de dietilo) e uma boca desequilibrada. Espero que não seja no lote todo.

Saimos de Lo Abarca e fomos até o Valle de Leyda, para conhecer o vale e ver os vinhedos de Leyda e Viña Garces, já que não tinha conseguido agendar visita com eles.

Retornamos até Algarrobo para almoçarmos no restaurante Al Muelle.

www.almuelle.cl

Ceviches variados, pulpo crocantes, camarões equatorianos de entrada.

Chupe de locos e Ravioles rellenos de jaiba algarrobina na sequência.

Atun de isla de pascua com crosta de sésamos, acompanhado de tabule de quinoa.

Bife de chorizo com salsa de vino.

Sobremesa

Não lembro dos vinhos que pedimos no restaurante.

Muito bonito e excelente restaurante, meu terceiro da lista das melhores refeições no Chile.

Voltamos para a pousada, para uns pisco sour e aguardar as deliciosas empanadas de mariscos que o Kim nos prepararia para o jantar; as melhores empanadas que comi no Chile.

Tambem não me lembro que vinho abrimos para o jantar. Amnésia.

Dormir, que no dia seguinte teríamos de acordar cedo, para um esticão de 200 km até Curicó, com visita marcada para as 10:30h na Viñedos Puertas.

4º dia- Vale de Curicó/Colchagua- 13/11/2012- Terça Feira

Saímos cedinho de Tunquen, indo até San Domingos e pegando a carretera de la fruta (ruta 66) com destino a Curicó.

Chegamos na Viñedos Puertas as 10:30h e fomos atendidos pelo enólogo Carlos Torres, que nos mostrou toda as dependências da vinícola.

A Viñedos Puertas possui mais de 650 ha de vinhedos próprios e sua vinícola é enorme, com equipamentos de vinificação e controle de qualidade de ultima geração, inclusive uma maquina selecionadora de uvas automática, que dispensa  a seleção manual na esteira.

Produz entorno de 25 milhões de litros por ano, tanto de vinhos próprios, quando para terceiros.

Na visita pudemos ver o envasamento de contêineres Bin, para exportação.

Fomos para a sala de degustação e pudemos comprovar a qualidade de seus vinhos, como Lujuria Chardonnay/Viognier, Tronador Ensemblaje, El Milagro Reserva Carmenere, Corona de Aragon Reserva Cabernet Sauvignon, Aguanegra Malbec, Caballo Azul e Toro de Casta.

Como o seu vinho ícone, o Puertas, não estava disponível para degustação, compramos uma garrafa e abrimos para comprovar a sua excelente qualidade.

Terminada a visita nos dirigimos para a Miguel Torres, também em Curicó, aonde tinha reservado visita e almoço para as 13:00h.

Como vimos que a visita seria turística, resolvemos cancelar e fomos direto almoçar.

O restaurante é muito bonito.

Acomodamos-nos, pedimos um Cordilheira Brut Pinot Noir para as entradas e para abrir um Manso de Velasco e decanta-lo.

Começamos nossa degustação de pratos: salada, entradas diversas, primeiro prato (Mero), um prato de carne para o Manso, sobremesas.

O serviço foi meio demorado, principalmente para pagar a conta, mas mesmo assim valeu e muito, pois foi a melhor refeição que fizemos no Chile.

Tinha visto comentários que o de Santiago não era bom, mas o de Curicó recomendo fortemente.

Com a demora, já era 16:00h não daria mais tempo para irmos até Santa Cruz e fazermos a visita a Casa Lapostolle, que estava agendada para este horário.

Partimos para a pousada, na estrada entre Santa Cruz e Lolol.

Bonita pousada, com uma vista maravilhosa e um atendimento super simpático da Oriana.

http://www.bellavistadecolchagua.cl/

Instalados aproveitamos para descansar um pouco a beira da piscina e provarmos pisco sour, que após o quarto já estava do jeito que queríamos. Rs

Pedimos para re-agendar a visita na Lapostolle para o dia seguinte, as 16:00h.

Resolvemos não sair para jantar e fizemos uma refeição mais leve na pousada mesmo, terminando com a garrafa do Puertas, que tínhamos comprado.

Eu estava cansado e dormi como uma pedra.

5º dia- Vale de Colchagua – 14/11/2012- Quarta Feira

Café da manhã tomado, partimos para a visita na Montes.

Chegamos ainda com um pouco de serração; muito bonito o lugar e a vinícola.

Como chegamos um pouco cedo e tínhamos de aguardar a chegada de outros visitantes, pedimos um Montes Reserva Chardonnay 2011 para iniciar os trabalhos do dia.

Muito bonita as instalações, desde a recepção das uvas, tonéis de carvalho para a vinificação dos vinhos Premium, interessante sistema de elevador para remontagem por gravidade.

Sala de barricas e uma sala de degustação com uma vista maravilhosa para o vale.

Provamos o Montes Sauvignon Blanc 2011, o Montes Alpha Carmenere 2010 e Montes Folly 2003. Compramos um Montes Alpha M 2009 e abrimos também; um dos melhores ícones que provei no Chile.

Terminada a visita, fomos almoçar no restaurante La Rayuela, na Viu Manent.

O restaurante tem estilo rústico.

Pedimos um chardonnay e para decantar um Viu 1.

Alem das entradas, peixe, pedimos umas short rack de cordeiro que estava divina e harmonizou muito bem com o Viu 1, tanto que repetimos a dose. Muito bom

Voltamos para o vale, para a visita na Casa Lapostolle.

Muito bonita e moderna vinícola, encravada na montanha, e com uma vista maravilhosa do vale.

Aguardamos um pouco numa bonita sala de espera e logo começamos a visita.

Tonéis de carvalho para vinificação; e eu saciei a minha curiosidade de ver de perto um Vat Egg.

Sala das barricas.

Corte da montanha.

Sala de degustação e entrada da adega particular.

Provamos um Cuvée Alexandre Chardonnay, um Cuvée Alexandre Carmenere e um  Borobo, que estava muito bom.

Compramos um Clos Apalta 2009 e provamos também; dos vinhos ícones provados foi o que menos me encantou.

Voltamos para a pousada, para mais uma rodada de pisco sour, e jantamos por lá mesmo, terminando de beber o Clos Apalta 2009.

No final não fomos em nenhum restaurante de Santa Cruz.

Dormir, que teríamos de pegar estrada cedinho amanhã.

6º dia- Vale Cachapoal, Isla de Maipo e Maipo- 15/11/2012- Quinta Feira

Café da manhã tomado, despedimos da Oriana (recomendo a Bellavista Colchagua) e seguimos rumo a Viña Altair em Requinoa.

Chegamos no horário e a Danitza Olivarez nos recepcionou num bonito quiosque de frente para os vinhedos.

Depois de um chá com petit fours, fomos para a visita.

Representação da Estrela Altair na constelação da Águia e quadro do terroir de Altair.

Instalações de vinificação.

Prensa e Bomba peristáltica para remontagem.

Sala de barrica e degustação.

Depois da visita fomos para a degustação, aonde em vez de degustar somente o Sideral e o Altair 2007, pedimos para abrir também um Altair 2003 e 2005 fazendo uma mini vertical (eu acabei provando também um Altair 2006 na Baco Y Vino).

Excelente degustação, aonde minhas impressões foram:

2003- fantástico, no auge.

2005- o mais estruturado, novo.

2006- ainda com algumas arestas e menos equilibrado que os outros.

2007- outro estilo, mais pronto, sem arestas.

Agradecemos a Danitza e seguimos para a De Martino em Isla de Maipo.

Chegamos um pouco atrasados e fomos direto para o almoço, num quiosque ao ar livre, aonde fizemos à degustação de 06 vinhos, harmonizados com o almoço a base de grelhados.

Compramos uma garrafa do De Martino Familia e degustamos juntos.

Almoço ao ar livre num dia ventando muito, não foi uma boa combinação.

Fizemos uma rápida visita, vendo os pontos de mais destaque, como os foudres de carvalho para a vinificação dos vinhos Premium, as Tinajas, etc…

A bateria da minha maquina acabou e não pude tirar mais fotos.

Saímos as pressas para a visita na Perez Cruz, mas um pneu murchado no caminho nos atrasou e só conseguimos chegar na Perez Cruz, as 16:30, e não foi possível fazer a visita.

Pena fica para outra oportunidade.

Seguimos para Santiago, passando por umas periferias meio complicadas, mas chegando intactos no Mito Casa Hotel, no inicio da Av.Providencia.

Muito bom hotel, mas logo de cara pude sentir o seu maior senão: não tem estacionamento.

Deixei o pessoal e fui procurar o estacionamento indicado, por um é logo ali, sem endereço.

Transito congestionado das 18:00h, sem saber direito aonde ir, fiquei rodando por mais de meia hora, até que sem querer passei na frente e verifiquei que era no sub-solo da Universidade San Sebastian em frente ao Patio Bellavista.

Deixei a Van e segui de volta ao hotel.

Acomodado, um belo banho, curtir o resto da garrafa do De Martino Familia e esperar para ir ao Liguria.

Tem certos dias que de noite é assim mesmo: pegamos um taxi, mas que alem de se atrapalhar para achar o Liguria, o mesmo ainda estava fechado para reformas.

De volta ao hotel e sem animo para procurar outro lugar, resolvemos comer um lanche nas imediações da praça Baquedano mesmo.

Dormir que no dia seguinte iríamos cedo até a Errazuriz, em Aconcagua.

7º dia- Aconcagua e Maipo- 16/11/2012- Sexta

Talvez o maior inconveniente deste tipo de viagem é ter de acordar cedo todo dia.

Café da manhã tomado, fui buscar a Van no estacionamento e agora com mais dois integrantes na nossa comitiva, partimos para Aconcagua.

Chegamos no horário na Errazuriz, e começamos a visita.

Visita turística, com um guia que falava para caramba.

Muito bonita as instalações da Errrazuriz, mesclando o antigo e o moderno, numa composição muito harmônica.

Visita feita, fomos para a degustação da linha Max (Chardonnay, Carmenere e Cabernet Sauvignon). Gostei do Cabernet Sauvignon.

Compramos uma garrafa do Don Maximiano 2009 e degustamos no terraço ao lado, com uma bonita vista para as montanhas. Muito bom.

Como tínhamos de pegar uma amiga no aeroporto de Santiago, as 13:00h, descartamos a visita no vale de Ocoa e rumamos para Santiago.

O vôo atrasou e não pudemos ir almoçar no El Meson da Patagônia (comemos um lanche no Le Fournil do aeroporto mesmo);  também não conseguimos ir fazer a visita a Almaviva, que estava programada para as 16:00h.

Voltamos para o hotel, deixei a Van no estacionamento e fomos de taxi fazer uma visita na Wain, para ver se tinha alguns vinhos interessantes e em conta.

Muito bonita loja, mas os preços não ajudam.

Como não estava mais dirigindo e estava meio decepcionado com os chardonnay do Chile, comprei uma garrafa do Sol de Sol Chardonnay e abri para bebermos na própria loja. Bom vinho, mas a impressão é que já tinha provado Sol de Sol melhor e não conseguiu tirar a impressão que os Sauvignon Blanc chilenos são melhores.

Ei tinha ido com a intenção de comprar Seña, mas a 120.000 pesos chilenos (U$ 250) desisti; acabei comprando um Montelig, um Payen e um Morande Carignan, não muito diferente do preço que conseguiria comprar aqui no Brasil.

Voltamos para o hotel e reservamos uma mesa para jantar no Cumarú.

Gostei do estilo do Cumarú, que classifiquei como chique despojado, com uma área central aberta, estilo bar, para fumantes e separado por vidros, a parte de não fumantes.

Mesas e cadeiras meio rústicas, num clima descontraído, mas com uma comida muita atenta na apresentação, textura e sabores.

Um serviço bem executado, que nos deixou a vontade para o nosso ritual de degustações de pratos, sem cara feia para pratos e talheres extras e mantendo-se eqüidistante o suficiente para não nos atrapalhar e ao mesmo tempo ser solicito quando precisávamos.

Pedimos um Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2010 para as entradas, ceviches; e para decantar um Seña 2009, que acompanharíamos com as melhores carnes de boi que comi no Chile.

Foi a segunda melhor refeição que fiz no Chile. Recomendo.

Solicitamos um taxi e voltamos muito satisfeitos para o hotel.

8º dia- Maipo- 17/11/2012- Sábado

Saimos cedo para ir até Pirque e visitar a El Principal.

Caminho tortuoso e difícil, chegamos pontualmente na vinícola, mas estava fechada.

Ao conseguir falar com a vinícola, nos informaram que tentaram confirmar a nossa visita, mas como eu estava incomunicável (não tinha visto e-mail desde que sai daqui no dia 10) consideram que não iríamos fazer a visita.

Não adiantou justificar que tinha confirmado a visita com o Gonzalo Guzman.

Fica o alerta para quem agendar visita em vinícolas com bastante antecedência, para confirmar as mesmas na época da viagem, ou na própria viagem.

Paciência, demos meia volta e seguimos para a Santa Rita.

Resolvi ir por outro caminho e passar na vinícola Haras de Pirque, mas sem agendamento não foi possível fazer a visita.

Seguimos para a Santa Rita, aonde tinha reserva para almoçar, mas ao chegar na mesma nos informaram que o restaurante estaria restrito para uma festa de matrimonio.

Paciência novamente e fomos visitar o jardim, o Museu Andino, comprar um Casa Real e provarmo-lo no café da vinícola.

Na volta mudei o caminho, passando em frente da Concha Y Toro e dirigi até o portão da Almaviva. Isto que é fazer 05 visitas às vinícolas em meio dia. rs

Voltamos para Santiago e fomos para a Bellavista para almoçarmos.

O Galino estava muito cheio e para um grupo de 8 pessoas não tinha como esperar desocupar uma mesa.

Incrível a disparidade, um monte de restaurante vazio e no Galino saindo gente pelo ladrão. Resolvemos almoçar na cebicheria do Pátio Bellavista.; ceviches medianos, pisco sour também, salvou um camarão a la plancha que estava muito bom.

Um longo almoço, 3 garrafas de vinhos e voltamos para o hotel.

O pessoal foi descansar, deixei a Van no estacionamento e com mais um amigo fomos de taxi até a Baco Y Vino para conhecer e ver se achava algum vinho mais em conta.

O Baco Y Vino é um bistrô que serve uma boa gama de vinhos em taça e conta com uma pequena loja de vinhos a parte.

Ele ainda não estavam aberto, mas mesmo assim me serviram um bom pisco sour, uns tapas e uma taça de Altair 2006.

Preços melhores que na Wain, meu amigo comprou umas garrafas de vinhos e eu comprei um Almaviva 2009 por 89.000 pesos (R$ 410,00 quando chegou a fatura do cartão).Muito caro.

Voltamos para o hotel e a noite fui jantar na Coquinaria com amigos.

Bonito lugar, o Coquinaria é um tipo de empório gourmet, que serve lanches e também conta com um restaurante.

Eu pedi um pisco sour, que veio numa bonita copa de argila, mas que estava intragável devido um limão passado.

Ceviches medianos, uns tapas também medianos e um Mero bom, com boa cocção, acabou satisfazendo, mas não empolgando.

O atendimento também não é lá estas coisas.

Os vinhos são a preço de prateleira, mas tem poucas opções de vinhos melhores.

Pedimos duas garrafas de vinhos, mas não lembro quais foram.

Voltei para o hotel e desmaiar; ainda bem que não teria de acordar cedo no outro dia.

9º dia-Santiago- 18/11/2012- Domingo

O domingo não tinha programação e cada um poderia optar para fazer o que melhor lhe agradasse.

Como não tínhamos conseguido almoçar no Galino no dia anterior, resolvi ir almoçar no mesmo, junto com um amigo.

Como sempre o Galino estava lotado, mas com um pouco de espera conseguimos uma mesa para dois.

Deu para ver porque de tanto movimento, a comida é mediana, mas é farta e barata, o que faz a festa de estudantes, turistas e nativos.

Pedi uns pisco sour, que estava muito bom, uma paila marina (enorme, boa) e para contrariar bebi cerveja, já que as opções de vinhos eram pobres.

Voltamos para o hotel e aproveitei para fazer a devolução da Van para a TransBetel.

O Oscar (proprietário do Mito Casa Hotel) me presenteou com uma garrafa de um vinho que trouxe de Limari e queria saber minha opinião.

Em virtude disto nos reunimos a tarde, no jardim do hotel para degustá-lo, junto com outro vinho que comprei. Ficha de degustação feita (dei 84 para o vinho), deixei com a Tamara na recepção.

Agradecemos a Tamara/Oscar e ao Mito Casa Hotel toda a cordialidade e empenho para conosco no período em que ficamos hospedados ali.

A noite foi fazer um lanche e dormir, pois amanhã de madrugada, pegaríamos um taxi até o aeroporto, pois nosso vôo sairia as 06:50h

Retorno sem contratempo, ficaram estas felizes lembranças, as quais relato agora, ainda vivas, mesmo já se passando mês e meio desta viagem.

Até uma próxima.

Abs,

Luiz Otávio

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