Viagem à Toscana 2017

Viagem enogastronomica pela Toscana- Setembro/2017

Dia 9/9/2017 saindo de Guarulhos com a TAP, com conexão em Lisboa para o aeroporto Fiumicino em Roma, para encontrar com meu amigo Joseli, que estava na cidade para um encontro com o Papa Francisco.

1º dia. 10/9/2017

Domingo, nos encontramos no aeroporto, que estava um caos, e carro na mão, saímos para Maremma margeando o mar Tirreno.

Caminho tranquilo, 270 km em 3 horas e as 18:00 já estávamos na nossa primeira vinícola, a Chiappini, não muito conhecida, mas literalmente no meio da Macchiole e Ornellaia.

Visita sem agendar e nem avisar, já que não sabíamos que hora chegaríamos, adentramos e encontramos o Giovanni Chiappini, já encerrando o expediente.

Obviamente que atrapalharíamos seu descanso, mas oferece a prova de um vinho, conversa vai, prova mais um vinho, cada um melhor que outro, conversa sobre o terroir de Bolgheri, prova o excelente Guado di Gemoli 2013, mostra sua linha de varietais de produção limitadíssima, curiosidade de provar, compramos uma gf de Petit Verdot, prova, muito bom (ainda prefiro o Toknar), mais conversa e compra de umas garrafas, finalmente deixamos o Giovanni ir descansar.

Já umas 19:30 seguimos mais uns 1000 metros na Strada del Vino e nos deparamos com a Osteria Magona, aonde pretendia jantar, mas estava lotada; com um pouco de conversa, conseguimos uma mesa para as 21:15.

Seguimos para o hotel Podere San Filippo, em Bibbona, check-in, banho e o próprio proprietário do hotel nos leva de volta para a Osteria Magona, para que eu pudesse beber um supertoscano sossegado.

Muito bom restaurante, especializado em carnes, aonde pedimos um bisteca (T-bone), de 1,7 kg (traz a peça, mostra e escolhe; a menor de 1,5 kg). Carne suculenta e macia, no ponto, aonde só teve de esquentar novamente depois de 20 minutos comendo e ai foi roendo até os ossos.

Conversa com o dono, muita risada e quase meia noite o carro veio nos pegar para levar de volta ao hotel.

2º dia- 11/09/2017

Bom café da manhã tomado, chegamos pontualmente na Le Machiole, aonde a simpática Giovanna nos recebeu e de forma muito didática foi mostrando a vinícola, seus vinhedos, instalações, bonita sala de barricas e finalmente a degustação de seus vinhos.

– Bolgheri Rosso DOC 2015- LO 89

– Paleo Rosso Cabernet Franc 2013- LO 94

– Scrio Syrah 2009- LO 92

– Messorio Merlot 2009- LO 93+

– Messorio Merlot 2010- LO 95

Comprei um Messorio 2010.

Saindo da Machiole, fomos almoçar na Enoteca San Guido, local bucólico, rustico e agradável, aonde fizemos por conta uma degustação de 06 vinhos em taça, para harmonizar com os pratos pedidos. Boa comida, mas nada excepcional.

Dois brancos simples, o simples Le difese, o ruim Guidalberto e um dos piores Sassicaia que provei, o 2014. Salvou um vinho desconhecido para nós Caccia al Piano Levia Gravia 2013.

Voltamos para a Strada del Vino, para a visita na Ornellaia, imponente desde a entrada, seguimos pela estrada cortando os vinhedos até a cantina, belíssima, decorada com obras de artes desde o jardim de entrada.

Visitamos os vinhedos, vinificação, bela sala de barricas e pôr fim a sala de degustação, toda de vidro, descortinando a paisagem dos vinhedos.

– Le Volte 2015- LO 89

– Variazioni in Rosso 2013- LO 90

– Serre Nuove 2014- LO 90

– Ornellaia 2014- LO 93+

Para mim é a primeira vez que um Ornellaia na mesma safra é melhor que o Sassicaia.

Depois ainda fomos degustar Grappa e Olio di Oliva, bonita embalagem, mas para mim faltou qualidade neles.

Muito boa visita, que valeu os 80 euros por pessoa, mais pela fazenda em si e instalações, do que propriamente, pelos vinhos degustados.

Saimos da Ornellaia e passamos novamente no Chiappini, para comprar vinhos, aonde comprei uma garrafa do Guado de Gemoli 2013, no mesmo nível de Ornellaia e Sassicaia.

Como ainda era cedo, fomos dar uma passada para conhecer a Caccia al Piano, que gentilmente nos atendeu, sem ter reservado; como o vinho estava mais caro que na Enoteca San Guido e o Joseli ia comprar várias garrafas, decidimos voltar para comprar na Enoteca.

Ainda demos uma passada na Cantina Vaira e provar uns vinhos, voltamos na Enoteca San Guido para comprar os vinhos, demos uma passeada pelas (5) ruas de Bolgheri, conferimos os preços nas enoteca, e tudo muito mais caro, inclusive na Tognoni e antes que escurecesse fomos para a Locanda dell’Aioncino aproveitar o pôr do sol.

Bonito restaurante e cantina, aonde mesmo esfriando um pouco decidimos ficar no jardim/gramado aproveitando a belíssima vista e provando os vinhos deles, acompanhado de alguns antepastos e relaxar com o pôr do sol, crepúsculo e pôr fim a bela noite iluminada por pequenas lamparinas no jardim. Com certeza mais apropriado para o desfrute de um casal.

Boa comida, bons vinhos, satisfeitos, fomos para Bibbona dormir, a longíssimo 3 km dali.

3º dia- 12/09/2017

Saída de Bolgheri com destino ao Chianti Clássico, passando perto de San Gimigniano e adentrando pelas colinas até chegar pontualmente a Isole e Olena, sendo recebidos pela gentil Sra. Marta de Marchi, que nos mostrou as paisagens de seus vinhedos em Isole, as instalações em plena atividade e no final a degustação de seus belos vinhos, tanto da Toscana, como do Piemonte.

– Sperino Uvaggio, Isole e Olena Chianti Clássico, Sperino Lessona, Isole e Olena Colezione di Marchi Syrah, Isole e Olena Ceparello, Isole e Olena Colezione di Marchi Chardonnay, todos muito bons ou excelente, para mim o destaque foi o Ceparello.

E por fim um fantástico Vin Santo, que já sabendo, brinquei com Marta, cadê o Catuccini, que de pronto respondeu que seu Vin Santo não é para ser tomado com biscotti, mas sim de meditação.

Seguindo nossa viagem paramos no restaurante La Cantoniera, mas estava fechado, seguimos para o Castello di Ama, para ver se o Il Restoro estava aberto, mas também fechado; tinha agendado visita, mas tínhamos de comer alguma coisa, fizemos uma degustação de seus belos vinhos, inclusive o L’Apparita, sem visita e seguimos para o Castello di Brolio, para ver se ainda dava tempo de almoçar na Osteria.

Com um pouco de paciência e conversa, conseguimos uma mesa para dois na bonita osteria.

Fizemos uma degustação dos vinhos do Castello di Brolio.

Os fracos Barone e Campo Ceni, os bons Brolio e Casalferro e o muito bom Castello di Brolio.

Dali seguimos para o hotel Le Pozze di Lecchi.

O hotel fica encravado no meio de floresta e vinhedos, numa paisagem muito bonita; o hotel é tipo de charme, com bonitas instalações e uma bela piscina.

Para nossa sorte também conta com um bom restaurante, o Monna Ginevra, aonde decidimos jantar ali mesmo e cancelar a reserva na Osteria di Castello di Brolio, visto que já tínhamos almoçado lá.

Aproveitamos e fizemos uma caminhada morro acima, para poder apreciar ainda mais a linda vista.

Para acompanhar o jantar a base de Chinghiale, dois vinhos da La Casa di Bricciano: Chianti Clássico Riserva 2009 e o Il Ritrovo 2008.

Boa cama e bons sonhos.

4º dia- 13/09/2017

Muito bom café da manhã e pé na estrada para Panzano in Chianti, para pontualmente nos apresentarmos na Fattoria La Massa, sendo recebidos pelo gentil e simpático Francesco Mazzi, que nos mostrou toda a cantina, belíssima, toda pensada e planejada para o melhor; e seus vinhos refletem exatamente isso.

Na sala de degustação Giampaolo Motta nos cumprimenta, e provamos o La Massa, Carla 6, Giorgio Primo 2013 e no decorrer da conversa Francesco nos serve um Giorgio Primo 1996, mas que já não estava a altura do 2013 e para mim na descendência.

Comprei um Giorgio Primo 2013.

Saindo de La Massa, fomos almoçar no restaurante Il Vescovino, em Panzano, que pertence a uma família de brasileiros de Barretos, o casal Sergio e Renata e o filho Felipe; Sergio cuida da cozinha e Renata e Felipe do atendimento.

Belíssima vista, apreciando a Conca D’Ouro, fizemos uma ótima refeição, com uns raviólis muito bons, provando uns vinhos simples em taça.

Após o almoço fomos para a Fontodi, para a visita, nos mostrando a novidade que são as experiências com vinhos vinificados e estagiados em ânforas de argilas.

Depois provamos seus vinhos: Meriggio, Pinot Nero, Syrah, Chianti Clássico, Vigna del Sorbo Chianti Clássico Gran Selezione e Flaccianello della Pieve.

Comprei um Flaccianello 2013.

Em seguida fomos para Radda in Chianti visitar a Montevertine, outro lugar muito bonito, numa colina, completamente circundada de seus vinhedos.

Excelente visita técnica e depois a prova de seus vinhos: Pian del Ciampolo, Montevertine e Le Pergole Torte. Excelentes.

Retornamos para o hotel, ainda a tempo de apreciar o pôr do sol e tomar uma taça de vinho tranquilo na beira da piscina.

Jantamos novamente no Monna Ginevra.

5º dia- 14/09/2017

Saída cedo para o Val D’Orcia, para a visita na Tenuta del Trinoro, a uns 100 km, cortando caminho por Sarteano, aonde me equivoquei numa entrada para pegar a estrada para Castiglioncello del Trinoro e chegamos 15 minutos atrasados, sendo recebidos por Enea, que estava preocupado se tínhamos nos perdido nas estradinhas de terra.

É uma nova região para vinhos, e a qualidade dos vinhos da Tenuta di Trinoro é uma indicação que tem muito futuro.

Enea nos conduziu na visita aos vinhedos, instalações e uma prova de vinhos fantástica com os vinhos da Franchetti, tanto da Sicília como da Toscana.

Passorosso 2015, Le Cupole 2015, Franchetti 2013, Palazzi 2014, Tenuta di Trinoro 2007 e Tenuta di Trinoro 2009.

Não provamos os single vineyards de Cabernet Franc Campo di Camagi, Campo di Tenaglia e Campo di Magnacosta.

Comprei uma garrafa do Tenuta di Trinoro 2009.

Saindo de Trinoro seguimos para Montepulciano, cortando caminho por Castellucio e fomos almoçar no muito bom Le Logge del Vignola e provamos alguns bons Nobile di Montepulciano.

Após almoçar, passeamos pelas ruelas de Montepulciano e fomos provar vinhos na La Bottega del Nobile, aonde comprei uma garrafa de Le Pergole Torte 2013 e uma do Stella di Campalto Brunello Riserva 2010.

Já atrasados só passamos por Pienza e San Quirico e tentamos pegar aberto a Casanova di Neri, chegando 15 minutos atrasados, já que fechou as 18:00.

Seguimos para Montalcino, deixando as malas na Piazza Cavour, já que dali em diante era ZTL e nos instalamos no B&B da Idolina, bem localizado, mas que é para gente mais jovem, pois é simples e tem escadas íngremes.

Após breve descanso e banho, fomos passear por Montalcino e jantamos na Pizzaria San Giorgio, com uma pizza muito ruim; como tinha vinhos em taças, provamos vários Brunellos, mas nenhum interessante. Afinar muito o bico é um problema.

6º dia- 15/09/2017

Café da manhã meia boca, saímos para Castelnuovo dell Abate, mas no caminho passamos na Biondi Santi, sem agendar, fechada, parei o carro no estacionamento e uma pessoa verificando o vinhedo ao lado me inquiriu se eu ia demorar, dito que não, mas se precisasse tiraria o carro.

Respondeu que não, e foi minha vez de perguntar se estava cuidando do vinhedo, e me explicou que era fotografo e iria tirar umas fotos para book da Biondi Santi.

Conversando contou que tinha morado em Curitiba, e andando fomos até a entrada da Biondi Santi e nos apresentou a Sabine, que explicou que a vinícola estava fechada por estar vinificando, mas ofereceu se queríamos provar um vinho. Obvio que aceitamos.

Serviu um Rosso 2014 e um Brunello 2012; conversando com ela contei o que fazia e ela foi para dentro buscar um Riserva 2011, muito bom; como ela percebeu que não tinha conseguido me encantar, foi para dentro novamente e trouxe um Riserva 1997, ai sim, foi o melhor Biondi Santi que provei até hoje, no auge e que vai mais uns 10 anos assim, no que ela concordou totalmente.

Como 800 euros é pesado para Brunello, me contentei em deixar para comprar um Biondi Brunello 2010 em Montalcino por 160.

Já teria válido o dia, e seguimos à Abazia de Sant’Antimo para agradecer por tudo.

Em seguida fomos na Poggio di Sotto, pontualmente e sendo recebidos pela simpática e eficiente Luigina.

A Poggio di Sotto é uma pequena joia, tanto nos vinhedos, como nas instalações e processo de vinificação, com muita precisão. Para mim é um dos melhores Brunellos, pelo estilo que gosto, não muito extraído, fino, delicado, elegante, preciso, e com certo frescor e mineralidade.

Vendo tudo de perto deu para entender melhor o seu estilo.

Provamos dois vinhos da Tenuta San Guido, recentemente comprada: Rosso Ciampoletto e o Brunello Ucolforte, estilos frutados, pesados, sem finesse.

E da Poggio di Sotto o Rosso 2014, melhor que muitos Brunellos 2012 e o Brunello 2012, o melhor de todos os Brunellos 2012 que provei.

Comprei uma garrafa do Poggio di Sotto Brunello 2007.

Seguimos para Sant Angelo in Colle, para almoçar na Tratoria Il Pozzo, quase ao lado da Il Poggione.

Boa comida, mas sem maiores atributos.

Seguimos à visita ao Castello di Romitório, aonde o gentil Daniele nos esperava e nos conduziu a visita.

Foi muito importante para mim, verificar o contraste do estado das uvas nas diversas regiões de Montalcino, enquanto em Castelnuovo, seco e quente, uma parte das uvas estava passificada no pé, na região de Nacciarello, mais fresca as uvas estavam perfeitas, gordinhas.

Em seguida provamos seus vinhos: Romito Sant’Antimo 2014, Rosso di Montalcino 2015, Brunello 2012 e Brunello Filo di Seta 2012.

Ganhei uma garrafa do Castello di Romitório Brunello di Montalcino Riserva 2007.

Seguindo viagem passamos na Poggio Rubino de propriedade da família do B&B Idolina, mas não deram muita atenção a nós, prosseguimos viagem de volta a Montalcino, fechando o quadrado de Brunellos.

Fomos garimpar vinhos por Montalcino, achando a excelente Enoteca La Grotta del Brunello, com os preços mais baixos da cidade, aonde depois de provar vários vinhos comprei uma garrafa do Biondi Santi Brunello 2010 e uma garrafa do Luciani Brunello Riserva 2010, além de uma garrafinha de aceto di Modena Gocce 8 anos.

Fomos jantar no muito bom Taverna del Grapollo Blu e bebemos um bom Brunello Canalicchio di Sopra.

Dormir que outro dia tinha estrada.

7º dia- 16/09/2017

Saída para Roma, decidindo ir por Grosseto e conhecer a parte mais sudoeste de Brunello.

3 horas de viagem tranquila, e uma breve parada para um lanche, as 14:30 já estava no aeroporto Fiumicino para deixar o Joseli, que embarcava para Vitória no mesmo dia.

Eu só embarcaria no outro dia de manhã, as 6:00, então reservei um hotel em Fiumicino para pernoitar.

Segui até o B&B Happy Home, para deixar minhas malas e abastecer o carro.

Giuseppe me recepcionou muito bem, e se prontificou em ir me pegar no aeroporto, após a devolução do carro (por 15 euros).

Carro devolvido, vou tentar encontrar o Joseli e ver se estava tudo certo; encontro de imediato, até parecia que combinamos, tudo certo, nos despedimos e ligo para o Giuseppe vir me pegar.

O BB Happy Home não aprece o que é, visto de fora, excelente instalações, tudo de muito bom gosto, muito limpo e bonito.

Para jantar o Giuseppe me indicou o Contro Corrente a um quarteirão dali, outra joia em Fiumicino, carne de primeira qualidade, ponto de cocção perfeito e uma simpatia no atendimento do Roberto e sua equipe.

Como combinado, pontualmente as 4 da manhã, o filho do Giuseppe, está esperando para levar-me ao aeroporto. Rapidinho.

Despacho as malas, um pouco de espera, voo de Roma a Lisboa, duas horas de conexão, e de Lisboa a Viracopos pela Azul, chego no domingo as 19:00.

Pego as malas e um pulo para Piracicaba.

Acabou, mas em outubro tem mais, desta vez embarco dia 07 para Paris/Turim, para fazer Piemonte e Toscana e retorno dia 20.

Abs,

Luiz Otávio

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