Viagem à Portugal e Espanha

Viagem enogastronômica por Portugal e Espanha 2017.

Desta vez com grupo reduzido, Marcelino e eu partimos dia 25 de fevereiro de 2017, sábado, rumo a Portugal, num voo direto de Guarulhos ao Porto.

Dia 26, domingo cedo, depois de pegar o carro alugado na Goldcar fomos para Braga, almoçar no restaurante Delicatum, do amigo André Antunes, que abriria especialmente para nós e nos proporcionaria uma degustação de alguns vinhos portugueses; acabei levando para a degustação dois vinhos brasileiros que queria que conhecesse por serem de São Paulo e de dupla poda: Guaspari Vista do Bosque Vigonier 2015 e Guaspari Vista da Serra 2014. Não fizeram feio.

Ele por sua vez apresentou-nos:

– Afletus Late Harvest 2015

– Quinta do Gomariz colheita Selecionada Loureiro 2015

– Aphros Loureiro 2015

– Fossil 2014

– Poços Lobo 1991

– Phanus Palhete 2015

– Aphros Vinhão 2015

– Aphros Vinhão 2013

– Muxagat Tinta Barroca 2014

– Alambre 20 anos

– Blachet 10 anos

– Quinta Santa Eufemia 10 anos

– Blandy Madeira Verdelho 10 anos

Para acompanhar os vinhos tivemos um sortido de queijos, chouriços e presuntos e em seguida a degustação um ótimo almoço com Bacalhau a Braga e um porquinho assado. Divinal.

Check-in feito no bom Villa Garden Hotel Braga, fomos dar uma volta pelo centro de Braga, e seus bonitos jardins.

Aproveitamos para degustar alguns tapas pelo centro e bebemos um Quinta do Vallado Adelaide 2011.

Dormir com uma chuvinha fina a embalar o já pesado sono.

Dia 27/02, segunda feira cedo, fomos para Melgaço, dando uma passadinha no Palácio da Brejoeira em Monção e em seguida para a Quinta do Soalheiro, sendo muito bem recebidos por Antonio Luis Cerdeira, que nos mostrou e falou sobre os vinhedos, adega, barricas, novos projetos, que sempre trazem a excelência da Alvarinho em Melgaço.

Para além das provas de vinhos ainda em estágio em inox e barricas, pudemos degustar os 2015 Soalheiro Reserva, Primeiras Vinhas, Terra Mater e um Soalheiro reserva 2003 no auge.

O convite para o almoço na Quinta da Folga foi transferido para o restaurante Adega do Sossego, para um típico cozido português, regados aos vinhos da Quinta do Soalheiro, entre eles o Granit, Opacco (Vinhão e Alvarinho) e um Dócil para a sobremesa.

De volta à Alvaredo, fomos visitar a Quinta do Regueiro, sendo muito bem recebido pelo Paulo Cerdeira Rodrigues, que nos mostrou as instalações da adega e os vinhedos, com suas diferentes alturas de conduções das videiras e as diferenças de micro climats da região.

Para a prova, além dos vinhos em estágios em inox e barricas, degustamos os excelentes Alvarinho Reserva, Primitivo e Barricas.

Como não tinha conseguido contato com o Anselmo Mendes, e já quase anoitecer demos só uma passada na Bodega As Laxas, do outro lado do Minho, em Rias Baixas e retornamos para o check-out no Monte Prado Hotel e Spa.

Para jantar fomos para o centro de Melgaço comer na simpática Adega do Sabino, aonde além de entradinhas, acompanhamos um delicioso e suculento arroz de Tamboril com um Anselmo Mendes Muros de Melgaço. Ficamos amigos do Sabino.

Novamente a chuva veio embalar nossos sonos.

Dia 28/02/2017, terça feira, partimos cedinho (tem uma hora de diferença entre Portugal e Espanha, mesmo estando no mesmo fuso horário) para a região de Ribera Sacra, atravessando o Condado de Tea em Rias Baixas e Ribeiro para uma visita a uma região muito bonita.

Ribeira Sacra situa-se imediatamente acima de Ourense e é dividida em 05 sub-zonas: Chantada do lado esquerdo do Minho, Ribeiras do Minho do lado direito do Minho até o norte do Rio Sil, Ribeiras do Sil do lado sul do Rio Sil, Amandi no centro até o lado norte do Rio Sil, e Quiroga-Bibei nas duas margem oeste do Rio Sil e no vale do Rio Bibei, fazendo fronteira com Valdeorras.

Entramos na sub-zona de Amandi por Sober e fomos até Amandi, para uma vista no Mirador de Amandi, na beira do Rio Sil, passando pela Bodega Rectoral de Amandi.

Em seguida seguimos para a Adega Algueira em Doade, aonde fomos muito bem recebidos por Fernando Gonzalez, que nos mostrou a filosofia e luta da vitivinicultura heroica de Ribeira Sacra, dos seus terraços, da adaptação da Mencia, Godello e outras uvas, para fazerem vinhos de baixos rendimentos e de qualidade surpreendentes.

Provamos os vinhos: Escalada, Cortezada, Brandam, Mencia Joven, Carravel, Carballo Galego, Merenzao (Trousseau/Bastardo), Brancellao (Alvarelhão/Alvarello), Fincas, Pizarras, Maldialeva e Souzón.

Vinhos de bastante personalidade, frescos com boa acidez e notas minerais, eu estava bastante interessado em ter uma comparação dos Mencias de Ribera Sacra e Bierzo; os primeiros tendem para serem mais frescos e minerais; a mesma conclusão se pode dar aos Godellos de Ribera Sacra e Valdeorras, mas já não dá para generalizar.

Almoçamos no bom restaurante Castelo da Adega Algueira e pedimos o vinho que mais gostamos o Algueira Pizarra Mencia 2013.

Aproveitamos para dar uma olhada de perto nos vinhedos e descemos para o cânion do Rio Sil, atravessando o rio para o lado de Ribeiras do Sil; na volta paramos na Bodega Regina Vinarum, que mesmo estando fechada neste dia, deu para ter uma bela visão dos vinhedos e do vale.

Ainda andando pela região de Amandi fomos até Sanmil para conhecer Pedro Rodriguez Pérez e visitar a Adega Guimaro, mas sem ter marcado a visita.

Ao entrar pelas poucas vielas de Sanmil, já sem passagem direito para carros, encontramos um senhor, ao qual pedimos informação da localidade da Adega Guimaro.

Nos mostrou que era logo ali e ao ser indagado se o Pedro estaria, me questionou se eu conhecia o filho dele, e diante da resposta negativa, me informou que o filho tinha ido na comparsa de Monforte de Lemos, mas se quiséssemos nos mostraria a adega.

Perguntado se não seria inconveniente (logico que era), o senhor Manolo nos abriu a adega, mostrando as instalações e nos dando de provar vários vinhos em estágios e nos brindou com uma garrafa Guimaro tinto.

De Sanmil seguimos para Monforte de Lemos para o check-in no parador, hotel este situado na fortaleza/monastério, muito bonito.

Nos informaram sobre a comparsa e descobrimos que era um carnaval de rua, aonde as famílias/grupos desfilavam apresentando temas e alegorias variadas. Fomos assistir.

Simples desfile de blocos, mas muito animado e com alegria contagiante, com gerações de família desfilando e se divertindo sem malicia; coisas que perdemos a muito tempo em nossos carnavais.

Retornando a pé para o parador, já sem folego de tanta subida, fomos jantar no restaurante Enxebre no próprio hotel, menu no qual ficou marcado as melhores Zamburiñas (Vieiras) da nossa viagem, que foi escoltada pelo Karma de Sil Maga Godello.

Dormir que teríamos de sair cedo.

Dia 01/03, quarta-feira, saímos direto para Cacabelos atravessando a Galícia e penetrando em Castilla Y Léon, para visitar a Losada Vinos de Finca, na DO Bierzo.

Chegamos no horário e fomos muito bem recebidos por Silvia que nos mostrou toda a nova bodega, muito bonita e funcional e a seguir passamos para o terraço que dava uma belíssima visão das antigas e novas videiras de Bierzo, majoritariamente de Mencia, mas que no outono as videiras de Alicante Bouschet (Garnacha Tintorera) podem ser identificadas por suas folhas vermelhas.

Num corte de terreno pudemos observar bem a composição do solo, na maior parte composto por argilas vermelhas e Ph ácido.

Provamos os vinhos que eu já conhecia bem, a exceção do básico Pajáro Rojo: Pajáro Rojo Mencia 2015, Losada 2015, Alto de Losadas 2015, La Bienquerida 2013.

Retornamos para a Galícia, fazendo o check-in no hotel Calzada em Arcos de Valdeorras, e fomos até A Rúa para almoçar, já que não tinha conseguido encaixar a visita Bodega Rafael Palácios na agenda.

O restaurante Pillaban estava sem cozinheiro, então fomos para a Marisqueria Peyma comer uns camarões/gambas e pescados, para acompanhar um Godellón Godello Valdeorras.

Fomos para a visita a ValdeSil, chegando um pouco cedo, interrompendo o trabalho de poda do Borja Prada, mas que mesmo assim nos recebeu muitíssimo bem e nos proporcionou uma das visitas mais completas do ponto de vista de viticultura, sendo levados para vários vinhedos, de diferentes exposições e composições de solos, observando as sutis diferenças de pizarras (ardosias) e a maior densidade da pizarra negra de Valdeorras.

Pode se notar a paixão de Borja pelos seus vinhedos e o cuidado que dedica as vinhas velhas, em especial ao seu jardim de Godello de Pedrouzos; cuidados estes que evidentemente se refletem em seus vinhos.

Eu que sempre gostei de seus vinhos, fiquei ainda mais admirado por todo o esforço em preservar o que é considerada a origem das primeiras Godello plantadas na Galícia, no final do século XIX (1855), em pé franco, e que resistiu a filoxera; e que nos canteiros de mudas esses clones são transmitidos para novas videiras.

Depois da visita aos vinhedos e bodega fomos para a prova de seus vinhos: Montenovo Godello 2015, Valdesil Godello sobre Lias 2015, Pezas da Portella Godello 2013, o Chao Godello 2013, Valteiro Maria Ardoña (Trosseau) 2014, Valdeorra Mencia 2014 e Valdeorra Carballo Mencia. Me encantei pelo O Chao 2013.

O Pedrouzos 2008 já tínhamos provado no Enopira Road.

Voltamos ao hotel Calzada e jantamos no próprio restaurante do hotel, por sinal muito bom, aonde comemos umas Zamburiñas (não tão boas quanto Monforte), uma bela posta de Besugo, e um filé de Atun Rojo, ambos maravilhosos no sabor e na cocção.

Para beber um Rafael Palácios As Sortes, Valdesil O Chao, Algueira Pizarras Mencia e Losada La Bienquerida.

E assim encerramos nossas visitas pela Espanha, dormir, que tinha estrada cedo até o Douro.

Dia 02/03, quinta-feira cedo partimos de volta à Portugal, passando por Chaves, Vila Real, até a Quinta da Gaivosa, entre Cumieiras e Santa Marta de Penaguião, sendo recebidos pelo Tiago Alves de Souza, que daquelas boas amizades faz parecer que foi ontem e não a 9 anos a minha última visita a Gaivosa.

Dia bonito, ensolarado, diferente dos chuvosos de todos os dias anteriores, era o Douro nos dando boas-vindas.

Tiago nos proporcionou uma visita completa pelos vinhedos, revendo as vinhas Abandonado, Lordello, a implantação/reconversão de novas vinhas na Raposa, a difícil preparação do solo no duro Xisto, enfim novamente o duro trabalho na terra para colher os seus frutos.

Uma visita pela nova e bonita adega, e uma prova de vinhos já acelerada pelo meu atraso na próxima visita.

Provamos: Alves de Souza Pessoal Branco 2008, Quinta da Gaivosa tinto 2008, Reserva Pessoal tinto 2008, Abandonado 2013 e Quinta da Gaivosa Porto Tawny 20 anos.

Saímos correndo para a Quinta de Nápoles, chegando meia hora atrasados e já na metade da visita pelas instalações da Niepoort, se integrando ao um grupo de clientes portugueses, com apresentação da Gabriela Santos.

Após a visita foi nos servido um excelente almoço com pratos típicos da culinária portuguesa escoltados pelos vinhos: Niepoort Bical/Maria Gomes Bairrada 2013, Tiara 2015, Coche 2015, Redoma 2014, Batuta 2014, Robustus 2009, Porto Colheita 2015, Bioma Vintage 2013 e Porto Vintage 1983.

Novamente correndo saímos para ir até a Quinta da Terra Feita, aonde Jorge Moreira nos recebeu na Poeira, sem deixar de nos dar os parabéns por termos conseguido encontrar e chegar na Poeira sem ele ter de buscar lá na estrada.

Uma visita pelos vinhedos e da bela visão da Quinta da Terra Feita e do outro lado do rio Pinhão o Vale de Mendiz e os vinhedos da Quinta do Noval.

Jorge nos explicou as influências da exposição ao norte no Douro e a busca pelos vinhos diferenciados, com boa acidez, frescos e da opção de ter plantado Alvarinho num pequena parcela de 1 hectare, que resultaram nos seus dois vinhos brancos.

Eu já conhecia um pouco dos tintos Poeira e Pó de Poeira, mas os brancos eram novidades para mim.

Depois da visita na minimalista e pratica adega, tendo provados alguns vinhos em barricas, inclusive os que sua mulher Olga está desenvolvendo, fomos provar os vinhos: Pó de Poeira branco, Poeira branco, Pó de Poeira tinto e Poeira tinto.

Passamos na Casa das Pipas (Quinta do Portal) para ver se restaurante abriria para o jantar, mas estava fechado, optamos por fazer o jantar no próprio Hotel Quintas Manhãs Douro, com uma boa comida, a qual acompanhamos com os Poeiras que o Jorge Moreira gentilmente nos disponibilizou para levarmos depois da prova. E que ficaram ainda melhor com o tempo em aberto.

Dia 03/03, sexta-feira, novamente amanheceu nublado e com uma chuvinha fria, mas nos animamos para vistar à Quinta do Crasto e entre tantas curvas chegamos britanicamente no horário. Infelizmente nem a Catia Barbeta e nem o Manuel lobo estavam na Quinta, para poder revê-los, mas a Andréa nos proporcionou a visita, mesmo embaixo de chuva, dando novamente todo ao panorama da vinhas em socalcos, terraços, vinhas ao alto, ao lado e os vinhedos Maria Teresa e da Ponte, além de mostrar a nova sala de barricas, com armações de ferros com rodízios, para rolar as barricas na batonage.

Provamos; Crasto branco, Crasto tinto, Quinta do Crasto Reserva vinhas velhas e Quinta do Crasto Porto LBV.

Saímos com tempo para a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e nosso almoço no restaurante Conceitus.

Chovendo não quis fazer a visita que já conhecia e também preferimos não fazer a prova de vinhos, optando por prova-los no almoço.

Para esperar o horário de almoço provamos um Porto Vintage 1997, sem grandes atrativos.

Desta vez não teve muita escolha de pratos, pois só tínhamos duas opções de menu degustação e como estávamos sempre fazendo, cada um pediu um diferente, para ter uma visão mais alargada da gastronomia.

Muito bom, na verdade surpreendeu, pois tanto as peripécias gastronômicas para uma nova apresentação de pratos típicos funcionaram a contento, unindo o belo visual a um paladar que se não foi excepcional, pelo menos eram muito saborosos.

O serviço de mesa também foi muito atencioso e funcional.

Para os vinhos não quis a harmonização e decidimos provar todos os vinhos em taças e abrir uma garrafa do Mirabilis branco, o custo ficava o mesmo da harmonização.

Provamos: Pomares branco, Grainha reserva branco, Mirabilis branco, Grainha Reserva tinto, Quinta Nova Unoaked tinto, Quinta Nova Reserva tinto, Quinta Nova Grande Reserva tinto, Quinta Nova Grande Reserva Referência tinto e Porto Vintage 1995.

Terminado o almoço, seguimos para a Wine & Soul, no vale do Mendiz, passando pelos belos vinhedos da Quinta do Noval.

As instalações da Wine & Soul estão sendo ampliadas, e estão no momento em fase de construção, tendo de adaptar-se nesta situação.

Jorge Serôdio e Sandra não estavam, sendo feita a apresentação pela enóloga auxiliar (que infelizmente não consigo lembrar o nome) que mostrou as instalações e proporcionou a prova de: Guru branco, Manoella, Pintas Caracter, Manoella Vinhas Velhas e Pintas.

Ainda passamos pela frente da Quinta do Passadouro e cortei caminho por Celeiros até Provesende, tendo a bela visão de outra parte do Douro.

Caiu uma bela nevasca no início da noite, e ainda bem que o restaurante Papas Zaide em Provesende era pertinho do hotel.

Das opções perna de porco e galinha, ficamos com a segunda. Abrimos um Passadouro branco e um Passadouro reserva.

A galinha meio caipira estava boa, mas só veio o peito, perguntei se não tinha os miúdos e asas, e me informou que seria um insulto se tivesse servido estas coisas, mas se queria, ia ver se arranjava, e por sorte veio um pouco de corações, moelas e duas asinhas. Salvou meu jantar e alguém ficou sem comer estes e teve de trocar pelos peitos. Ou a canja ficou mais pobre, só com as partes nobres. rs

Depois de umas boas risadas com uns holandeses que não sabiam o que eram grelos (fora nós, eram os únicos clientes), fomos dormir, não sem ter de tirar uma boa camada de neve do para-brisa do carro.

Dia 04/03, sábado, um problema inesperado no nosso carro (diesel) que começava a acusar baixo nível de óleo e dar alerta, me forçou a entrar em contato com a locadora e levar num mecânico para averiguação, sendo obrigado a cancelar a visita na Quinta da Covela e ficar para outra vez comer um Anho na Tasquinha do Fumo em Baião.

Talvez tenha sido até bom, pois na volta para o Porto, as montanhas estavam com seus picos cobertas de neve e não sei como seria a travessia de Baião até a A4.

Chegamos no Porto por volta das 15:00 e após check-in no Descobertas Boutique, na Ribeira, fomos até o El Corte Ingles em Gaia, passamos pelo Yeatman para ver se podíamos almoçar, mas não foi possível, e descemos para passear pela movimentada beira de Vila Nova de Gaia.

Passamos pela Noval, mas decidimos comer algo antes de provar vinho do Porto.

Sem saber direito aonde ir, fomos até o começo e enroscamos na Taberninha do Manel, atraídos pela Gorete, uma figura de atendente, que fala, ri, canta fado, canta os clientes, esquece os pedidos, enfim não se leve tão a sério e descontraia observando o vai e vem de pessoas e o inevitável fim do Douro no Oceano Atlântico. Assim é a vida.

Pedimos porção de queijos (ótimos), Ameijoas à Bulhão Pato (boas), moelas de galinha (boas), rojões a moda do Porto (péssimo).

Para beber pedimos um soalheiro Primeiras Vinhas e um Muxagat tinto.

Voltamos para a Quinta do Noval e saindo do pack de prova, fizemos uma degustação de 08 vinhos: Noval Black, Noval LBV, Noval Tawny 10 anos, Noval Tawny 20 anos, Noval Tawny 30 anos, Noval Tawny 40 anos, Quinta do Noval Colheita 1997 e Quinta do Silval Vintage 2000.

O Noval Nacional não deu para encarar.

Voltamos para o hotel para um breve descanso e fomos jantar no Ode Porto Wine House.

A minha reserva no Ode estava marcada para as 19:30 e fiz questão de pedir para a recepcionista do hotel confirmar a tarde para mim.

19:15 me ligam que estávamos atrasado para a reserva.

Muito bom restaurante, com bons pratos, ambiente tranquilo, muito bom serviço.

Como a maioria dos restaurantes de “alta gastronomia” algumas coisas funcionam melhores que outras e é muito difícil manter o alto padrão de todos os pratos, e tem hora que os sabores tem de ser priorizados em favor da textura/apresentação.

A carta de vinhos é muito boa, mas parece no Brasil com preços o dobro da compra normal, fazendo que escolhamos vinhos medianos pelo preço de bons vinhos.

Dormir.

Dia 05/03, domingo, íamos almoçar no restaurante Loureiro, mas o check-out tardio não foi possível e acabamos optando em ficar pelas imediações do hotel, acabando por fazer um passeio a pé pela igreja de São Francisco, Palácio da Bolsa, Torre dos Clérigos, estação de trem São Bento, Catedral da Sé, Igreja São Lourenço, e acabamos por tapear no bom restaurante Jima Jimão.

Partimos para o aeroporto com transito no Porto já começando a ficar infernal, ainda bem que não íamos por Matosinhos.

Embarcamos com conexão em Lisboa e depois de um cansativo voo chegamos na manhã de segunda-feira em São Paulo, para enfrentar 1 km de fila para sair pela alfandega (sem vistoria, só volume de gente mesmo) e depois o congestionamento da Airton Senna e Marginal Tiête.

Até a próxima na Itália.

Abs,

Luiz Otávio

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