Viagem à Itália 2019

Relatório viagem à Roma, Úmbria, Toscana, Emilia Romagna e Piemonte.

1º dia- 28/09/2019- Sábado- Roma

Depois de um voo pela Ibéria, com conexão em Madri, chego as 11:00 no aeroporto internacional de Roma (FMO), pego a Van na Locauto e sigo para o hotel Augusta Lucilla Pallace (Termini), no extremo antes da ZTL, para encontrar meus companheiros de viagem.

Van no estacionamento, malas descarregadas, check-in feito.

Alegria do encontro, fomos caminhar pelo centro de Roma, até a enoteca Costantini, na Piazza Cavour, aproveitando para apreciar as belezas arquitetônicas da cidade.

De volta ao hotel, um breve tira gosto com formaggio e uma taça de Gravner Ribolla no Amodei.

A tardezinha seguimos para o Aroma Roma, no Pallazzo Manfredi, para desfrutar de umas taças de Franciacorta/Champagne sobre a linda vista do Coliseu.

Dali seguimos para jantar no Felice a Testaccio, restaurante tradicional pelo seu Cacio Pepe, mas que não correspondeu muito; bom mas sem maiores destaque.

De volta ao hotel ainda deu tempo do último gole de cognac no Amodei.

Dormir.

2º dia- 29/09/2019- Domingo- Assis/Perugia

– Café da manhã tomado, seguimos para Assis, num percurso de 180 km, passando por várias cidadezinhas, inclusive na região de Montefalco/Trevi/Foligno com seu tânico Sagrantino.

Chegamos por volta das 13:00 em Assis e fomos almoçar no bom restaurante Taverna dei Consoli, bem no centro da cidade, aonde instalados numa mesa no terraço, podíamos contemplar o vai e vem das pessoas na Piazza del Comune Assisi.

Aproveitamos para conhecer uns vinhos do Lungarotti/Torgiano.

Após o almoço fomos passear por Assis e ir até a Basílica de San Francesco.

De Assis seguimos para Torgiano, mas chegando depois das 18:00 a Lungarotti já tinha fechado, ainda bem que provamos seus vinhos no almoço; também nada imperdível.

De Torgiano seguimos para Perugia, fazer check-in no Hotel Giò Wine e Jazz.

Jantamos no próprio hotel, aonde a comida até que surpreendeu e as opções de vinhos estava boa, espumante, branco e um Sagrantino, para comemorar o aniversário da Salete.

Uma esticada para o centro de Perugia a noite, e uma divertida rodada de destilados, com o garçom falando palavrões que conheceu no Brasil.

Dormir.

3º dia- 30/09/2019- Segunda-Toscana-Cortona e Val D’Orcia

Deixando a Úmbria, seguimos para a Toscana, para conhecer a Cortona, região que eu ainda não conhecia, só os vinhos do D’Alessandro, trazidos pela Mistral.

Visita meio turística no Tenimenti D’Alessandro, com bonitas instalações e paisagens, aonde pudemos degustar seus vinhos de Viognier e Syrah.

Fiz questão de comprar um Migliara Syrah para provarmos. Bom vinho, mas ainda acho o Il Bosco mais equilibrado.

De Cortona seguimos para Montelpuciano, aonde fomos almoçar na Cantina Gattavechi, bom restaurante, com um serviço um pouco desorganizado, vinhos de produção própria medianos.

Passeio por Montepulciano, passeio por Pienza, seguimos para Montalcino, para visitar a Casanova di Neri e aonde ficaríamos hospedados no Relais.

Visita turística sem maiores atrações, degustamos seus Brunellos, que mesmo o Tenuta Nuova e o Cerretalto não causaram forte impressão.

Check-in feito no belo Relais, pudemos se extasiar com bela paisagem ao redor e ainda ver o sol sumindo por entre as sombras da cidadezinha de Montalcino no alto da colina.

A noite seguimos para Montalcino para jantar, aonde a Taberna del Grapollo Blu nunca decepciona, ambiente rustico, mesa apertadas, atendimento lento, mas a comida simples e saborosa compensa tudo; se tiver paciência ainda dá para trocar longas conversas com o proprietário e seu filho, e quem quer a conta logo que espere. Sempre a voltar.

Uma breve volta na cidade já adormecendo e voltamos para o Relais, que com portão fechado, o providencial controle remoto que me deram resolve o problema.

Uma última contemplada na paisagem, agora somente iluminada por uma ou outra luz no horizonte e dormir escutando o silencio.

4º dia- 01/10/2019- Terça- Toscana- Brunello di Montalcino

Um excelente café da manhã, a vontade de ficar, curtir a piscina e relaxar, saímos para o sacrifico de conhecer a região de Brunello di Montalcino.

Primeira parada: Biondi Santi, que fechado, serviu para tirar as inevitáveis fotos.

Segunda parada: Poggio di Sotto, para mim o segundo melhor Brunello di Montalcino, só atrás do Soldera; embora as vezes coloque o Riserva na frente por seu estilo mais sutil e elegante.

Novamente uma fantástica visita, aonde pode se perceber que um grande vinho é feito na seleção de uvas e nos detalhes.

Terceira parada- Abazzia de Sant’Antimo, para um pouco de reflexão.

Quarta parada- Almoço rápido na Tratoria Il Leccio em Sant’Angelo in Colle

Sem parada- passear pelos vinhedos da Argiano, Caprili, Soldera e Santa Restituta.

Quinta parada- Visita a Le Potazzine, interessante visita na bonita e bem cuidada cantina, aonde provamos seus vinhos que eu não conhecia; Parus, Rosso e Brunello di Montalcino; além de uma grapa invecchiata, das melhores que já provei.

Sexta parada- Salvioni- encontramos com a Alessia na Salvioni(Montalcino), mas infelizmente ela estava em processo di remontagem na Cerbaiola e tinha de voltar correndo para lá, não podendo nos atender. Fica para a próxima.

Sétima parada- Jantar no Osticcio/Montalcino- Pequeno restaurante em Montalcino, com ambiente bonito e clean, uma bela vista quando de dia/entardecer, atendimento gentil e profissional.

Interessante proposta de menu degustação, com pratos muito bem apresentados e bonitos.

A qualidade acaba aqui, o serviço de vinhos, embora esforçado, cometeu falhas graves, como espumante quente e vinho branco bem acima do ideal.

A comida, embora bem apresentada, não tinha sabor, personalidade, alma, cometendo o mesmo pecado de muitos restaurantes pseudo-gourmet, tem chef, mas não tem cozinheiro.

Acaba sendo muito pretensioso naquilo que não sabe fazer. Uma pena.

Só um Zacapa XO para tranquilizar.

Dormir.

5º dia- 02/10/2019- Quarta- Toscana/Maremma

Sem poder desfrutar direito o café da manhã, partimos as 8:00 com destino a Suvereto, já em Maremma para nossa visita na Tua Rita, marcada para as 10:00.

Chegando pontualmente, fomos conhecer os vinhedos de Merlot do Redigaffi, a bela cantina e depois a degustação de seus belos vinhos.

Rita Tua estava na cozinha, preparando o almoço para uns convidados, aonde largando um pouco as panelas, simpaticamente nos deu um pouquinho do seu tempo numa breve conversa.

Nos despedimos e seguimos para o almoço na boa Osteria San Guido, aonde provamos alguns vinhos da Tenuta San Guido, incluindo o Sassicaia 2016.

Dali seguimos para a visita das 14:15 na Ornellaia, majestosa como sempre, aonde provamos também o Ornellaia 2016, que para mim estava melhor que o Sassicaia.

Provamos também a Grapa e o Azeite.

Fim da visita, ao pagar os E$ 100 por pessoa, ela me comunica que em deferência ao meu trabalho com os vinhos italianos, nós seriamos seus convidados e não precisávamos pagar.

Em contrapartida eu sugeri que comprássemos uma caixa com 3 safras de Ornellaia (2011/2012/2013) que estava a venda por E$ 700 e dividisse as gfs, o que acabou acontecendo.

Saindo da Ornellaia, fomos na Macchiole.

A Macchiole é outra bela vinícola, com seus vinhos baseados nas castas francesas.

Após a visita na cantina, bela sala de barricas, fomos provar seus vinhos, aonde desta vez achei o Paleo Rosso (Cabernet Franc) melhor que o Messorio (Merlot) e Scrio (Syrah).

Acabei comprando uma gf do Messorio 2006, que eles me arrumaram para a degustação de grandes Merlot que vou fazer na Probat Maximum 2020.

Dali andamos uns 200 metros e fomos fazer o check-in no Agriturismo Chiappini, no meio dos vinhedos, lugar tranquilo e bucólico.

Aproveitamos para degustar uns vinhos do Chiappini, inclusive o muito bom Guado de Gemoli.

Um breve descanso e fomos comer uma das melhores bisteca fiorentina da Itália, na Osteria Magona, praticamente ao lado.

Aproveitar para beber o Caccia al Piano Levia Gravia, de excelente custo benefício.

Sonhos de sucuri.

6º dia- 03/10/2019- Quinta- Toscana- San Gimignano/Chianti/Siena

Saímos cedo com destino a San Gimignano, com passagem por Volterra.

Passeio por San Gimignano, sem deixar de provar um gelato.

Um mata fome com pizza e Vernacchia.

Seguir para a região de Chianti, para visitar uma das melhores cantina desta região: Isole e Olena, de Paolo e marta de Marchi.

Marta de Marchi nos atendeu com sua simpatia, carinho e sinceridade peculiar, aonde faz parecer que tudo é simples e fácil, na confecção de alguns dos melhores vinhos da Toscana, tanto seu Chardonnay, seu Syrah e o Cepparello. Para finalizar o excepcional Vin Santo.

Nos apresentou também os vinhos de seu filho Luca, Proprietá Sperino (Piemonte), o Uvaggio e o Lessona.

Marta nos reservou uma surpresa incrível, a prova de dois Cepparello 2015, ambos da mesma barrica, mas vedados de forma diferente, um com rolha e outro com Screw Cup; ao serem abertos se revelaram dois vinhos completamente diferentes, sendo o de Screw Cup muito mais fresco e direto e o de rolha mais contido e complexo.

Ela disse que seu marido prefere o mais fresco.

Nos despedimos de Marta e seguimos para Siena, para o check-in no Hotel San Marco, localizado estrategicamente na entrada/saída sul de Siena.

Uma passada na Enoteca I Terzi para pegar uns vinhos que eu tinha comprado e beber um espumante.

Se perder nas ruas de Siena para encontrar o restaurante Tar-Tufo e por fim jantar.

Muito bonito ambiente, atendimento gentil e profissional. Boa opções de vinhos. Infelizmente a comida deixou um pouco a desejar; bonita apresentação, mas faltou sabor e personalidade.

Retornar ao hotel e dormir.

7º dia- 04/10/2019- Sexta- Toscana/Chianti/Siena

Saímos cedo para Panzano, para a visita na Fattoria La Massa.

Chegamos no meio do recebimento das uvas, aonde pudemos acompanhar todo o processo, desde a seleção da uvas, até ver a remontagem das cubas que já estavam em fermentação/maceração.

Aqui tudo é feito com esmero, prestando atenção a cada detalhe, numa limpeza de instalações surpreendente, mesmo no meio da vinificação.

Giampaolo é um aficionado pela Ferrari, e construiu a sua sala de vinificação tendo como inspiração o motor da mesma, seis cubas de cada lado, perfazendo os doze cilindros do motor, entre elas o chão quadriculado, como na bandeirada de chegada.

Pudemos cumprimentá-lo na chegada para a prova de seus vinhos.

La Massa 2015, Carla6 2015 e Giorgio Primo 2015, este último meu favorito.

Uma rápida passada por Panzano, para cumprimentar a Renata/Sergio no Il Vescovino e fazendo confusão com o horário da visita no Castello di Ama (pensei que era as 11:30 e não vi que era as 11:00).

Para complicar tentei cortar caminho, mas errei e peguei um atalho antes, subindo um morro que não deu em nada, tendo de voltar e achar o atalho correto, perdendo mais tempo.

No final chegamos no Castello di Ama, as 11:45.

Visita pela cantina, sala de barricas e principalmente o belo jardim das artes.

Seguimos para o restaurante aonde iriamos fazer o almoço harmonizado com seus vinhos, no qual eu inclui o L’Apparita.

Bonito restaurante, aonde ficamos no terraço e pudemos apreciar uma boa comida com os vinhos e o belo visual. Esperava mais do l’Apparita, que tal qual o Messorio, me pareceu um fruta mais cozida que o normal, desconfiei que era garrafa aberta a um certo tempo.

Sem ter outra para abrir no momento, ficou a dúvida.

Dali demos uma rápida passada no Castello di Brolio e em seguida fomos para Castenuovo Berardenga para visita a Felsina.

Boa visita, embora um pouco turística, provamos seus vinhos Berardenga Riserva, Rancia, Colonia e Fontalloro, este último meu favorito.

Muito interessante também os seus azeites, inclusive varietal das azeitonas Pendolino, Moraiolo, Raggiolo e Leccino.

Dali retornamos para o hotel em Siena.

Cansados para sair, resolvemos cancelar a reserva que tínhamos no restaurante Mugolone e fazer uma mesa de queijos e presuntos no próprio hotel, para que pudéssemos beber umas birras artesanais do monastério de Sant’Antimo e uma garrafa de Fontalloro.

Para jantar fomos no Michelle, restaurante ao lado do hotel, para comer uma pizza e beber um vinho.

Dormir.

8º dia- 05/10/2019- Sábado- Chianti/Florença

Saímos com destino a Florença, dando uma parada para visitar a Antinori e seguir para Sant’Andrea in Percussina, para o almoço na Villa Machiavelli, local de exilio do Nicolau, que nos remete ao passado, numa imersão na cultura fiorentina do século XVI.

Ambiente rustico e agradável, bom atendimento e boa comida. Para beber não pude deixar de ir de Il Principe, embora o seu vinho melhor seja o Fontalle, do qual pedi uma taça.

Visita ao museu e seguir para Florença.

Check-in feito no Dedo Boutique Hotel, seguimos para passear por Firenze.

A noite fomos jantar no Vetreria Ristorante Boutique, ao lado da Piazza del Duomo.

Descontraído e agitado restaurante, aonde a especialidade são as carnes, como contrariamos a lógica, lógico que nos demos mal pedindo pratos mais gourmet.

Nada que um bom vinho não conserte o erro.

Um passeio pelo Duomo, agitado nesta noite de sábado, aonde pessoas jovens se divertiam e nós após umas doses de cognac/armagnac/calvados e grapa também celebramos a vida.

Uma curva a direita em vez da esquerda e tivemos de apelar para um taxi para voltar para o hotel. Dormir

 9º dia- 06/10/2019-Domingo- Florença

Dia livre para bater perna por Firenze a procura de vinhos e gilet.

Para almoçar voltamos no Vetreria e desta vez fomos de pizza/Gin tônica e Birra.

A noite fomos almoçar no Savini Tartufi Truffle, bom restaurante dentro do hotel NH Porta Rossa.

Restaurante de charme, atendimento cortes e profissional. Comida saborosa e sem frescura, aonde o macarrão e os ovos com trufas brancas estavam muito saborosos. Boa carta de vinhos, com preços justos.

Dormir, sem esticar.

10º dia- 07/10/2019-Segunda- Bologna

Saímos cedo com destino a Bologna, mas primeiro esticando até San Giovanni In Persicetto, aonde fomos almoçar na Osteria del Mirasole.

Fomos muito bem recebidos nesta Osteria, que trabalha com produtos de produção própria ou familiar, como são os parmegianos do caseificio Sant’Angelo. Excelentes gnocos fritos e embutidos, comida de sabor, boa opção de vinhos.

Retornamos para Bologna aonde ficamos no funcional Suite Hotel Elite, perto o suficiente para ir a pé até o centro.

Uma passada do Ristorante Franco Rossi para ver se achava um Sassicaia 1998 e seguimos para o Ristorante Enoteca da Lucia.

Pequeno restaurante, com atendimento simpático e gentil, comida saborosa, sem frescura, com apresentação esmerada. Boa carta de vinho a preço justo.

Fiquei um pouco frustrado de não ter conhecido nenhuma mortadela especial, pois as que nós comemos não eram superiores as mortadelas italianas que encontramos aqui no Brasil.

Retornar ao hotel e dormir.

11º dia- 08/10/2019-Terça- Modena

Partimos para Modena e fomos visitar a Acetaia Malpighi, que mesmo sem reserva e vendo nosso interesse nos proporcionou uma breve, mas muito didática visita pela acetaia, fazendo-nos compreender toda diversidade dos diferentes tipos de acetos, desde os tops DOP, até os mais básicos, passando pelos IGP, engarrafados em Modena, misturas com caramelo, etc…

Resumo- DOP, só com mosto de uva, que é cozido e passado para um barril, aonde permanece em lenta fermentação pelo período de 2 anos; em seguida segue o envelheciemento, em sistema de solera, em pequenas barricas de diversas madeira (Amoreira, Zimbro, Castanheira, Cerejeira e Carvalho), com tamanho de 50/40/30/20 e 15 litros; desta última após um mínimo de 12 anos de envelhecimento, uma vez por ano é retirado 1 litro, e este litro subdividido em 10 gfs padronizdas de 100 ml.

A barrica de 15 litros que foi retirado um litro é complementada com 1 litro da barrica de 20, esta complementada com 1 litro da barrica de 30, está com 1 litro da barrica de 40, está com 1 litro da barrica de 50 litros e está recebe o mosto novo do ano.

Os IGP devem ser produzidos em Modena e são feitos com mosto de vinho, vinagre de vinho e caramelo, envelhecidos em um único barril, com um tempo mínimo de envelhecimento de 60 dias.

Os Aceto de Modena podem ser feitos em qualquer parte do mundo e engarrafado em Modena.

Resumo para saladas IGP; para ocasiões/comidas especiais DOP; na falta de tu vai o que tiver. Se o dinheiro der vai de DOP extra vecchio (mínimo 25 anos).

Dali seguimos para a visita agendada na Acetaia Giusti, a mais antiga de todas, produzindo aceto desde 1605.

Bonita acetaia, visita turística, acetos de todos tipos, mas com uma qualidade excelente.

Meu dinheiro não deu para o Giusti 100 anos (E$ 540) e nem para o 50 anos (E$ 280), frustrado não comprei nenhum.

Seguimos para Modena para fazer o check-in no bom Vitorio Veneto 25, um B&B sem breakfast, mas que reservei por ser a 100 metros da Osteria Francescana (tinha esperança), do lado de fora da ZTL e a 10 metros da entrada no centro. Não tem recepção, não tem elevador, cobra antecipado, só tem 06 quartos, dois em cada andar, mas mesmo assim eu recomendo como opção em Modena.

Atrasados e com endereço errado, conseguimos almoçar no pequeno Hosteria Giusti.

Quase perdemos nossa reserva nesta hosteria, devido a desencontro de endereço, eu fui no endereço da Farini, 75, mas estava fechado e não sabia que a entrada era pelo vicolo squalore.

Depois de quase uma hora de atraso, conseguimos acertar a entrada e eles gentilmente nos acolheram, mesmo tendo de abrir a salumeria em seguida.

E valeu a pena.

A hosteria Giusti é uma pequena joia encravada em Modena, com uma comida simples, mas ao mesmo tempo de uma expressão única, unindo as lembranças da Nonna com uma sutileza de sabores que remete a técnicas atuais, num emaranhado de passado e presente que raras vezes eu vi ser expressada num prato.

Bravíssimo.

Um passeio por Modena e a noite fomos jantar no Ristorante AnnA.

Muito bom restaurante, um pouco afastado de Modena, mas que vale o deslocamento.

Ambiente bonito e agradável, atendimento simpático, gentil e profissional.

Fomos de menu degustação para conhecer a cozinha do Chef Emilio Barbieri e não nos arrependemos, pois estava tudo muito bom, desde as entradas até o prato principal, que entendemos ser o carro chefe da casa: Carrelllo di Bolliti e arrosto di maialino, visto que várias mesas só pediram isto.

Este prato é servido pelo próprio Emilio.

Muito boa carta de vinho, com preços justos, alguns mais baratos que em enoteca.

Consegui encontrar um Miani Friuli Filip Merlot 2012 e abri para provar e beber, fantástico; pedi uma outra garrafa para comprar para minha degustação de grandes Merlot, e não tinha mais nenhuma; se soubesse tinha aberto um Solaia e guardado está garrafa para trazer, visto que não consegui encontrar mais em nenhum lugar, nem o Filip e nem o Buri.

Não conseguimos ir na Osteria Francescana, mas ficou a impressão que Modena, além de ser bonita, é um centro gastronômico de peso, e não só pelo Massimo Bottura.

Dormir.

12º dia- 09/10/2019- Quarta- Modena/Piemonte

Saída as 9:00 para Barolo, num percurso de 300 km, aonde demos sorte e em vez da previsão de chuva o tempo todo, pegamos só alguns trechos de chuva leve.

Fomos direto para o Eremo della Gasprina, um B&B no meio dos vinhedos de La Morra, com uma vista linda.

Deixamos as malas e seguimos para comer alguma coisa em Barolo, parando no Easy Cosi, aonde todos pedimos uma lasagna de funghi porcini e tartuffo; simplesmente não conseguimos comer de tão ruim estava, puro molho branco de leite e trigo.

Seguimos para a nossa visita ao Paolo Scavino, aonde Andrea nos mostrou toda a cantina e degustamos alguns de seus principais vinhos, com destaque para o Bric del Fiasc e o Rocche Annunziata riserva. Muito bons.

Dei uma passada pelo vinhedo Ravera e tentei comprar um VignaElena no Elvio Cogno, sem sucesso; seguimos pelos vinhedos de Novello e La Morrra, aonde fizemos uma breve para em la Morra para visitar a vinícola Rocche Costamagna e comprar um Barolo Rocche dell’Annunziata Riserva 2012 para beber no hotel.

Jantamos no próprio Eremo della Gasprina.

Os jovens proprietário do Eremo della Gasprina, Simone Burlotto (sempre pensei que fosse mulher) e sua mulher Giulia, comandam tudo deste a hospedagem, até a parte do restaurante, aonde ele Simone comanda a cozinha e a Giulia cuida da sala.

Me vi um pouco neles e sendo assim Narciso gosta do que é espelho.

Comida com sabor que une a tradição da comida de longo cozimento, com a sutileza de apresentação e um toque de modernidade. Trufas de boa qualidade.

Dormir.

13º dia- 10/10/2019- Quinta- Piemonte- Barolo

Felizmente eu tinha conseguido confirmar nossa visita na Giacomo Conterno, aonde Roberto nos iria receber as 15:30.

Café da manhã tomado, um dia nublado fomos para Castiglione Faletto para visitar o Poderi Aldo Conterno, minha primeira visita nele.

Chegamos pontualmente e fomos recebidos por Giacomo Conterno (filho mais novo de Aldo).

Uma simpatia de pessoa, que com elegância nata, nos mostrou toda a cantina, contou estórias e histórias e pôr fim a prova de seus vinhos.

O melhor branco do Piemonte para mim, o Bussiador; o Barbera Conca Tre Pile, Barolo Bussia, seus crus Colonnello, Cicala e Romirasco e encantado com o conhecimento de vinhos dos brasileiros, abriu um GranBussia Riserva 2006, que estava fantástico.

Nos despedimos e seguimos para um breve passeio em Barolo, aonde no museu de Cavattappi eu provei um Mascarello Monprivato 2006 e um Conterno Monfortino 1995.

De Barolo fomos almoçar na Locanda In Cannubi, que continua excelente.

A vista dos vinhedos são espetacular. Atendimento simpático e gentil. Comida saborosa, com trufas frescas e de qualidade. Sem dúvida uma das melhores opções de refeição na região de Barolo.

Apressando o garçom para trazer a conta, saímos as pressas para a visita na Giacomo Conterno, em Monforte.

Chegamos pontualmente, mas Roberto Conterno estava ocupado e ficamos aguardando por um tempo.

Quando finalmente nos recebeu, se desculpou, e avisou que devido estar em vinificação a visita seria rápida.

Nos explicou brevemente a história e fomos ver a cantina, aonde estavam vinificando/amadurecendo seus vinhos.

Em seguida provamos seus vinhos; Barbera Francia, Barolo Arione, Barolo Francia e Monfortino 2013.

Perguntei se teve Monfortino 2012 e disse que não.

Contei que estive em 2017 e ele nos levou para pegar amostra de um barril de Francia 2012, não nos deixando provar na sala de barrica, só de volta a mesa; explicando que aquele provavelmente seria o Monfortino, mas que não poderia afirmar; eu como entendo tudo de vinho, alegremente disse que pela qualidade da amostra servida, seguramente aquele seria um Monfortino 2012; pelo jeito resolveu me contrariar só para não dar o braço a torcer. Rs

Visitar os dois Conternos mostrou muito bem porque fazem vinhos com a qualidade e consistência safra após safras, e porque são caros. Qualidade tem preço.

Na volta ao Eremo della Gasprina tive uma feliz surpresa, meu cartão de credito estava lá. Explico no abastecer no único posto de la Morra (só com auto atendimento) o burro aqui enfiou o cartão no buraco errado e a máquina engoliu meu cartão de credito; o Simone ligou pra o dono do posto e eles entregaram o cartão para ele, só em cidade pequena mesmo. Não tive de cancelar o cartão.

Resolvemos jantar novamente no Eremo della Gasprina, desta vez sem menu.

Escolhi um risoto de funghi porcini com trufas brancas, que estavam melhores que do dia anterior.

Fiquei com curiosidade de provar um prato que eles fazem com pé de porco e miúdos, fica para o ano que vem.

Dormir.

14º dia- 11/10/2019- Sexta- Piemonte- Barbaresco

Deixamos Barolo e fomos para Barbaresco, na verdade para a comuna de Asti, visitar a Spinetta.

Boa visita privê meio turística, aonde nossa guia de origem japonesa, se esforçava para manter o ritmo e a ordem, e ao mesmo tempo ser objetiva e engraçada.

Acho que conseguiu contando a história dos rótulos, do porquê do Rinoceronte (Barbaresco) e do Leão (Barolo).

Degustamos seus vinhos, aonde mais uma vez demonstraram a qualidade de seus Barbarescos Bordini, Starderi, Gallina e Valeriano e seu Barolo Campé.

Resolvi retornar pelo alto, mostrando os vinhedos de Bricco de Neive e seguir até Barbaresco, aonde a Cantina dos Produttori del Barbaresco estava recebendo uvas bem na frente e não pudemos degustar seus vinhos.

Para almoçar acabamos conseguindo uma mesa no Antiné

Bonito e aconchegante espaço com atendimento cortes e profissional.

Infelizmente estávamos com um pouco de pressa e não deu para desfrutar do menu degustação, ficando cada um só com um prato.

Gentileza de servirem amouse bouche.

Muito boa comida, feita com esmero.

Muito boa carta de vinhos, com bom preço para restaurante.

Sensacional seleção de queijos.

Em seguida fomos para a visita agendada na Moccagatta, as 15:00.

Fomos recebidos por Martina Minuto, proprietária e enóloga da Moccagatta, que nos deu um breve visão de seus vinhedos, desde o vigneto Bric Balin onde está a cantina, até do vigneto de Chardonnay na parte mais baixa do triangulo de seus vinhedos, que recebe uma brisa mais fria proveniente do Tanaro.

Nos mostrou a cantina e a prova de seus muito bons vinhos, que pelo custo perfazem um excelente custo benefício.

Langhe Chardonnay, Barbera D’Alba, Barbaresco e seus MGA Cole, Basarin, e Bric Balin.

Agradecemos a visita e seguimos para o B&B Villa Incanto em Treiso, a poucos metros do restaurante la Ciau del Tornavento.

Como éramos vizinhos, fui até a porta da casa do Pio Bonfá, no Bricco de Treiso e retornei para acertar a entrada do Villa Incanto.

O Villa Incanto é um pequeno B&B de charme, no alto da colina de Bricco de Treiso, com um vista maravilhosa da parte sul e norte dos vinhedos de Treiso.

Um Spinetta Starderi para poder relaxar um pouco e contemplar a linda paisagem ao redor, que ainda nos brindou com um pôr do sol lindíssimo.

A noite fomos jantar no La Ciau.

O La Ciau continua com sua atmosfera magica, tendo um ambiente refinado, uma vista espetacular e uma fantástica adega no sub-solo.

A comida continua muito boa e nesta temporada de trufas se acrescenta este toque especial.

O atendimento continua um pouco confuso e pretensioso, mas tendo um pouco de paciência fica a parte.

Uma excelente opção de refeição, aonde não pode ter pressa.

Dormir.

15º dia- 12/10/2019- Sábado- Piemonte- Alba

Fomos para Alba, para visitar a Pio Cesare, aonde fomos recebido pelo Davide, que mostrou toda a cantina e sua história, quando estávamos provando os vinhos, Cesare se junta a nós por pouco tempo e damos boas risadas.

Provamos o Barbera Fides, Barbaresco, Barbaresco Bricco, Barolo, Barolo Mosconi e Barolo Ornato.

Nos despedimos e na saída ainda encontramos o Cesare no estacionamento.

Seguimos para o almoço na Enosfizioteca Conterosso.

Retornando a Alba, não poderia deixar de visitar novamente a Conterosso e não me arrependi, pois apreciando trufas por toda nossa viagem, desde a Toscana, Emilia Romagna e Piemonte, no Conterosso foram novamente as melhores trufas que comi. Frescas, tenras e aromas deliciosos.

O atendimento continua muito bom e o custo benefício excelente.

Dali seguimos para visitar a Fiera Internazionale del Tartufo Bianco D’Alba, com suas bancas, aonde pode-se constatar a variedade de tipos de trufas.

Depois de muito custo para conseguir reservar mesa para jantar no Piazza Duomo, tínhamos decidido cancelar a mesma; e assim depois de circular um pouco por uma muito movimentada Alba, assistir um pouco de um jogo medieval estranho, encontrar o Pio Bonfá na rua, seguimos de volta para o hotel, aonde uma noite fria me tirou o ânimo de sair para matar fome.

Dormir, sendo acordado por uma explosão de fogos de artifícios nas colinas de Treiso.

Será que alguém ganhou na loteria?

16º dia- 13/10/201- Domingo- Turim

Café da manhã tomado, seguimos para Turim, aonde preferi pegar uma caminho alternativo para mostrar as cidadezinhas e a região de Roero.

Chegamos no Hotel Best Western Crystal Palace, em frente da estação de trem Porta Nova e no limite da ZTL, aonde pudemos fazer todo o centro de Turim a pé.

Turim é uma bela cidade, muito cultural e vale a pena permanecer uns dois dias se quiser desfrutar de seus inúmeros museus.

Comemos umas focaccia de mata fome no almoço e para jantar eu cancelei a reserva no Piccolo Lord e fomos comer por perto, no Prima e Poi, que uma fritada de frutos do mar estava bom; devia ter provado os mexilhões antes.

Em vez de vinho Gim tônica. Sobremesa Fragola com Gran Marnier.

Dormir.

17º dia- 14/10/2019- Segunda- Retorno ao Brasil de Turim

Café da manhã tomado, seguimos ao meio dia para o aeroporto de Turim, aonde eu teria de devolver a Van.

Van devolvida, tudo certo, esperar até abrir o despacho das malas e embarcar as 19:00 para Madri.

Para passar o tempo, beber birra e ver um robô tirando chopps, que por sinal estava intragável.

Melhores birras foram as da Sardegna, e uma que levava Trigo Turco (milho) foi a melhor.

Embarque, conexão em Madri, voo tranquilo, chegada em São Paulo no dia seguinte, as 05:40; aeroporto lotado, pegar as malas, sair e seguir para Piracicaba.

Como eu tinha um monte de coisas/degustações para resolver só hoje consegui fazer este relatório, feito de memória, aonde não vou ler, para não ter de corrigir.

Essas são as minhas impressões da viagem, obviamente outro participante pode ter outras lembranças e visões.

Grato a todos que participaram deste tour de force enogastronômico.

Agora preparar para Bordeaux, mês que vem.

Abs,

Luiz Otávio

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