Viagem à Itália 2018

Carnaval 2018 na Itália e pós carnevale em Veneza

Milão, Lombardia, Veneto, Trento-Alto Adige, Friuli e Veneza.

Dia 09/02/2018- Sexta

Saindo de Guarulhos as 17:15 pela Alitália, com destino a Milão com breve conexão em Roma, chegando no aeroporto de Linate as 11:10 do dia seguinte.

Dia 10/02/2018- Sábado

Transtorno de reserva automóvel, Weyler e eu pegamos um taxi do aeroporto de Linate até o aeroporto Caselle em Turim, num percurso de 2 horas e E$ 420.

Transtorno novamente por não ter a Van grande reservada e os dois carros oferecidos não adiantavam, cancelo a reserva na Sicily by Car (nunca mais) e consigo uma Fiat Ducato na Avis.

Com o limão da Sicily resolvo fazer uma bela caipirinha e no trajeto de volta a Milão, aproveitamos para conhecer Gattinara e Gheme, ainda na região do Piemonte.

Chegamos as 17:00 na Vinicola Nervi, que mesmo sem reserva, nos atendeu muitíssimo bem, explicando o terroir de Gattinara e de seus vários vinhedos cultivados em 28 hectares e aonde pudemos provar a linha top de seus vinhos.

O meu preferido foi o Valferana, mais direto, limpo, mineral; o do Weyler o Molsino, mais aromático, redondo, frutado.

Saindo de Gattinara fomos para Ghemme, mas como estava escurecendo, optamos por não ir na Antichie Vigneto Cantalupo, só passando ao lado e seguindo de volta para Milão.

Chegando a noite no hotel Degli Arcimboldi, de fácil acesso da rodovia e escolha estratégica para quem está com carro em Milão e quer percorrer as redondezas; e ao mesmo tempo ao lado da estação Bignami do metro.

Check-in feito, um bom banho e fomos para a Piazza Duomo, um breve passeio pela galeria Vittorio Emanuelle e ir para o jantar no restaurante VUN do chef Andrea Aprea.

Bonitas instalações, dentro do Park Hyatt Milano, ambiente sofisticado, excelente atendimento, arriscamos no menu Viaggiando Tra Nord e Sud de E$ 300 com a harmonização do sommelier.

Começamos bem com um Champagne De Saint Gall Cuvee Orpale Blanc de Blancs Grand Cru 2002, os acepipes e Seppia ala Diavola.

O encanto acabou com o Scampi e Lingua Zucca , Salsa verde; piorou com o Antinori Cervario della Salla 2016 e assim continuou com pratos belíssimos, poucos saborosos e combinações não harmônicas de textura e sabores.

As harmonizações de vinhos foram um desastres e tinha sido preferido ter ficado só no Champagne e no Meursault 2015 básico do Michelot; nem o bom Sociando Mallet 2013 conseguiu se encontrar.

Um porquinho cozido a 100 horas, com gosto de 10 minutos e uma nebbia de gelo seco com intensitá di limone completaram a apresentação.

Decepcionante para uma conta de E$ 350 per capita.

Mas no final tudo acaba bem e se não acabou bem é porque ainda não é o final.

Dormir que amanhã é outro dia.

Dia 11/02/2018- Domingo- Milão

Uma boa noite de sono, um café da manhã bom, pegamos o metro na Bignami, seguindo até a Zara e baldeação para a estação da Piazza Duomo, agora para ver de dia o que vimos de noite.

Uma conferida na loja Signorvino e seguimos para o almoço no restaurante Contraste.

Como combinado, encontramos com o casal Juvenal e Marcia, que seguiriam conosco na viagem.

Um pouco ressabiados da noite anterior, arriscamos novamente no menu degustação, e a escolha foi o reflexo, que na verdade era no escuro, a escolha e criação do chef Matias Perdono e seu braço direito Simon Press.

A proposta do menu reflexo seria refletir os gostos e personalidade do cliente, interpretado pelo chef, na lógica “Dimmi cosa mangi e ti dirò chi sono”; mas que sem me conhecer, acaba exprimindo a vontade do que o chef gostaria que eu experimentasse, apreciasse e comesse.

Quando funciona é ótimo, pois foi a nossa melhor refeição desta viagem, com pratos bonitos, equilibrados, harmônicos e principalmente muito saborosos, numa sinergia da vitalidade do moderno com a sabedoria anciã; uma cozinha que nos remete ao velho fogão de lenha com suas nuances afumicattas, mas que é apresentada numa roupagem vistosa e elegante.

Em vez do Contraste de influencias uruguaia, argentina e italiana, o que se vê é o reflexo destas mesmas culturas canalizadas pelo prisma da amizade para a sua origem latina.

Parabéns e sucesso também com o EXIT.

Para não deixar de ser Luiz Otávio, só os Rinones de Coniglio que poderiam terem sidos rapidamente escalfados, para perderem a sensação de crus.

Para beber, embora o Contraste contasse com o Thomas Piras de sommelier, não quis arriscar novamente e escolhi um Franciacorta de aperitivo, um Coppo Monteriolo e um Luciano Sandronne Barolo Le Vigne.

Café, Grappa e Cognac.

A conta E$ 250 per capita.

Voltamos para a Piazza Duomo, fomos provar e comprar uns vinhos no Signorvino; acabamos abrindo um amarone Marion e petiscando uns formaggios e prosciutto, saindo já perto da meia noite para nosso hotel.

Dormir que nossa jornada começaria no dia seguinte.

Dia 12/02/2018- Segunda- Franciacorta, Lago di Garda e Valpolicella

Saímos as 10:00 para Brescia, num percurso de uma hora até a Ca del Bosco, para a visita de Franciacorta.

O portão solar de bronze da entrada da Ca del Bosco já impressiona, e é o cartão de visita do que vimos, uma cantina muito bonita, com obras de arte espalhadas pelos jardins e instalações, muito moderno e que exprime no conceito de alegria e comemoração do espumante, mas ao mesmo tempo a elegância e austeridade dos grande espumantes.

Visita de praxe de cantina, com a novidade de usarem um sistema de lavagem das uvas, que não ficou muito bem explicado; para mim mais para tirar as leveduras autoctones do que para tirar poeira.

Provamos alguns Franciacortas, mas o destaque ficou para o AnnaMaria Clementi 2008, um pas dose RD 2017, com 55% Chardonnay, 25% Pinot Bianco e 20% Pinot Nero.

Um breve circuito até os vinhedos da Bellavista e seguimos para Sirmione.

Um passeio pelas poucas ruelas de Sirmione, sem tempo para um gelatto, fomos almoçar no La Rucola.

Muito bom e simpático restaurante, aonde tivemos de fazer uma refeição ligeira, mas fomos muito bem atendidos e demos muitas gargalhadas.

Ambiente confortável, comida excelente e preço bastante amigável.

O Juvenal que já era velho conhecido do garçon, conseguiu uns mimos a mais para a Marcia.

À voltar a Sirmione para provar o Gelatto e não o Bardolino, pois nós ficamos mesmo foi no Ripasso de Valpolicella.

Saída as pressas pois ainda tínhamos mais estrada pela frente até Valgatara na Ca la Bionda.

Felizmente chegamos no horário, para a visita as 16:00 e fomos recebidos pela Valentina, que posteriormente nos apresentou o Alessandro Castellani que nos conduziu na visita.

Nossa primeira visita a la Luiz Otávio, de conversa produtiva, nada programada e falas decoradas.

Alessandro é um apaixonado pelo que faz, um Contadini da gema, que ama a terra e que se orgulha de cada suor derramado para extrair dela a sua melhor expressão em cada grapollo de uva.

São 29 hectares e uma cantina, tendo como esteio seu pai Pietro e Alessandro e Nicola como suas pernas.

Seus vinhos refletem a sua filosofia de trabalho, aonde Valpolicella tem de parecer com um bom Valpolicella, a expressão direta e limpa de uma Corvina, um Ripasso tem de ser Ripasso e não um pequeno ou grande Amarone, os Amarones tem exprimir a expressão do terroir, mas mais da filosofia de cada produtor e o Reciotto a contemplação e celebração de uma safra abençoada.

O Signor Pietro se juntou a nós na degustação de seus vinhos.

As 19:00 conseguimos sair da visita, numa bonita e fria noite e nos dirigimos para o Agriturismo Corte Galvani, pertinho dali.

Na Corte Galvani fomos recebidos pelo senhor Vittalino, muito solicito e gentil; nos acomodamos no rustico, simples e muito bom B&B.

Logo em seguida seguimos para o Ristorante al Ritrovo, já que a pizzeria da Gigi estava fechado na segunda.

Como taxi era difícil ali e eu queria poder beber uns vinhos sossegado, o próprio Vittalino pegou o seu carro e nos levou no restaurante, se prontificando em ir nos buscar quando quiséssemos. Gentilíssimo.

Tinha combinado de encontrar com um casal de amigos brasileiros que moram praticamente em frente (Al Vitrovo/Negrar), o Luciano e a Izaura.

O Luciano se formou em Sommelier la no Veneto e agora trabalha com vinhos (garimpando vinhos italianos), de quem compro alguns vinhos, que são enviados diretamente para o Brasil.

Encontro em prima, mas que parecia que já éramos velhos amigos.

Muito gentil, nos levou um Soave DOC (Fasili Gino Pieve Vecchia 2016), afinado em barrica, que nos mostrou uma expressão da Garganega que é rara nos Soaves normais.

Bom papo, boas risadas, boa comida, bons vinhos, o compartilhamento da amizade ao redor da mesa; mas o cansaço foi batendo e meus companheiros resolveram ir descansar.

Para não chamar o Vittalino, o Luciano levou-os até o Galvani e retornou para prosseguirmos.

Conversa se prolonga, as taças se enchem e se esvaziam e já batia as 2:00 da madrugada, quando retorno ao Galvani.

Desmaiar na cama.

Dia 13/02/2018- Terça- Valpolicella

Muito bom café da manhã, preparado pelo Vittalino, com seu excelente omelete e frutas da azienda própria.

Seguimos para Tregnano, do outro lado de Verona, para a visita a Dal Forno.

Fomos primeiramente recepcionados pela Senhora Loretta dal Forno, que com grande simpatia nos fez a honra da companhia, até que seu filho Michelle pode nos receber e conduzir a visita.

A cantina e instalações são belíssimas e grandiosas, aportando algumas invenções tecnológicas desenvolvidas pelo próprio Senhor Romano dal Forno.

Aqui o sentido da precisão e cuidado são levados quase ao extremo, e que seus vinhos expressam muito bem.

Aqui já não é mais o Contadini a produzir seus vinhos, mas sim o Ourives Inventor.

Filosofias divergentes e convergentes que se cruzam numa garrafa de Amarone, sejam passificadas em caixas de madeira ou de plástico.

No final da visita provamos o Valpolicella Superior (que é um amarone), o Amarone e o Recioto Vigna Serè. Todos excelentes. Comprei um Amarone 2010 por E$ 250.

No final, enquanto esperávamos os vinhos que tínhamos comprados, encontramos com o Senhor Romano dal Forno, numa conversa animada.

Terminada a excelente visita, partimos de volta para Negrar, atravessando por Verona e um breve pit stop para comer algo no Signorvino da estrada.

As 14:30 em ponto estávamos na Quintarelli, aonde tivemos de esperar uns 20 minutos até a chegada de outros dois participantes, que por coincidência eram um casal de brasileiros.

Linda vista do vale de Negrar, a partir da colina da Quintarelli, com os vinhedos a seus pés.

Fomos recebidos por Francesco Quintarelli, que nos mostrou toda a bela cantina, seus toneis entalhados de história e representações familiares, as paredes aonde as garrafas como obras de artes contam o desenvolvimento de seus vinhos.

Aqui agora é a expressão do Mestre Artesão na intersecção de duas trajetória.

Após a visita degustamos o Primofiore, Valpolicella Superiore, Rosso del Bepi, Amarone, Alzero e para finalizar o Recioto. Faltou só o Riserva 2007.

Giuseppe Quintarelli pode descansar em paz, pois seu legado de Mestre Artesão foi transmitido com sucesso para seus netos.

Comprei um Alzero 2007 por E$ 220.

Saímos correndo para a visita na Tommaso Bussola, que tinha frisado para ser pontualmente as 16:00, pois fecharia as 17:00.

Pontualidade britânica, fomos recebidos pelo filho do Tommaso Bussola, que meio timidamente foi apresentando a cantina e o frutaio.

Visita rápida, fomos provar os vinhos: Valpolicella, Valpolicella Superiore Ca del Laito (Ca é uma corruptela de casa), Valpolicella TB, Amarone Clássico, Amarone TB e o Reciotto Classico. Muito bons vinhos, num perfil mais moderno.

Voltamos ao Galvani para um rápido descanso e asseio e fomos jantar na Locanda 800, aonde desta vez não quis abusar da gentileza do Vittalino e fui conduzindo nosso próprio carro.

Muito bonita instalações, cordialidade e gentilezas foram nossas primeiras impressões.

Pedimos uma Franciacorta Bellavista e um Amarone Tommaso Bussola TB Vigneto Alto.

Uns acepipes de cortesia do chef, seguido de antipastos, pesce intero del giorno, costeletas de agnello e guancia di vitelo all’amarone, fizeram muitíssimo bem as apresentações da casa.

Comida saborosa, ponto de cocção excelentes, boas apresentações e principalmente a cordialidade, fizeram desta noite nossa segunda melhor refeição da viagem e com um excelente custo benefício.

Retornamos ao Galvani felizes com o dia produtivo de um duro lavoro.

Desmaiar, mas antes lembrar de arrumar as malas, que sairíamos cedo.

Dia 14/02/2018- Quarta-feira- Trento e Alto Adige

Mais uma vez Vittalino nos preparou um bom café da manhã e assim nos preparamos para adentrar pelo vale do Adige.

Chegamos na Ferrari 15 minutos adiantados e esperamos para começar a visita.

Muito bonita instalações, moderna, na produção, de para mim, os melhores espumantes da Itália.

Após conhecer todo o processo, fomos degustar Ferrari Perle Nero 2009, Ferrari Riserva Lunelli 2008 e Giulio Ferrari 2006 RD (excelente).

Dali seguimos para a Locanda Margon, imersa no meio dos vinhedos, para o nosso almoço, aonde optamos pelo menu Terroir.

Bonita instalações, atendimento profissional e simpático, fomos recebidos com os acepipes mimos do chef e Ferrari Perle.

Sequência de prato de boa apresentação e sabor, falhando somente na Coscia di Coniglio (novamente o coelho não saiu da cartola), que estava muito duro.

Fiquei surpreso com a humildade do Alfio Ghezzi, que reconheceu o erro e não cobrou esta parte do menu. Rara atitude para um chef.

Tranquilos, saímos as 15:00 da Locanda Margon para prosseguir até Termeno, um congestionamento na estrada devido a um acidente, e um passeio pela estrada do vinho do Campo Rotaliano (Mezzolombardo/Mezzocorona), Cortachia e Tramin chegamos pontualmente as 16:00 para a visita a Elena Walch. Perfeito

Só que nossa visita era as 15:00 e eu não conferi a agenda, estava crente que era as 16:00.

Constrangimento, desculpas, no fim o Wine Bar estava aberto e fomos provar seus vinhos.

Provamos uns 12 rótulos; para mim os brancos melhores que os tintos, com destaque para o Behind the Clouds, Sauvignon, Pinot Grigio e Chardonnay dos vinhedos Castel Ringberg e o Gewurztraminer Kastelaz. Gostei também do Gewurztraminer passito Cashmere.

No final ainda fizemos um rápido recorrido pelas instalações da cantina, que são de um antigo mosteiro e que serviu bunker para abrigar o povo dos bombardeios das guerras mundiais.

Estávamos pertinho e fomos para o hotel fazer check-in.

O hotel Traminoff é um Bike Hotel, todo estruturado para ser base dos circuitos de bicicleta pelas dolomitas e seus vales.

Por ser inverno e baixa temporada, o restaurante do hotel estava fechado e fomos até o centro da cidadezinha procurar algum lugar para comer.

Como era dia de San Valentin (dia dos namorados) todos os 3 restaurantes da cidade estavam lotados; acabamos no Burgerstube e comendo uma pizza e bebendo umas birras Erdinger e Paulaner.

Para aguentar o frio de -5º C da rua devia ter tomado uma grappa.

Comemorei San Valentin nos braços de Morpheus.

Dia 15/02/2018- Quinta – Dolomitas, Valdobbiadene, Conegliano e Mestre Veneza.

Café da manhã muito bom, saímos revigorados para enfrentar nossa jornada mais gélida, cruzar as dolomitas pelo Passo San Pelegrino.

Tempo bonito, só 2º C, sairíamos as 10:00, para chegar aos 2.000 metros ao meio dia, e pegar só – 8º C, em vez de -17º C a noite.

Van abastecida com gasólio ártico (para a parafina do diesel não congelar e entupir a alimentação de combustível), partimos por Ora, Montagna, Cavalese, Predazzo, Moena e San Pellegrino.

Muitas curvas e paisagens de neve, e a partir de Cavalese estações de esqui pelo caminho.

Muito bonita paisagens, embora quase dicromática de branco e cinza.

Paramos em San Pellegrino, para observar as estações de esqui e beber um chocolate quente; como previsto -8ºC.

É muito bonito ver famílias inteiras esquiando, com filhos a partir dos dois anos de idade já tendo domínio do esqui e da neve.

Seguimos nosso caminho por Falcade, Agordo, Santa Giustina, Trichiana e paramos para almoçar na entrada do Passo San Boldo, na Osteria La Muda.

Como chegamos depois das 14:00, a cozinha já estava fechada, mas foi possível arrumar uma porção de queijos e salames, um paio de pão e uma excelente zucca com pinoli.

Seguimos pelo íngreme e bonito Passo San Boldo, já saindo em Tovena e dali seguimos para a visita na vinícola Perlage, no coração de Valdobbiadene/Conegliano.

Voltando a nossa boa índole britânica, pontualmente chegamos no horário agendado e fomos conduzidos para a visita pela Jéssica Zanette.

O recorrido de praxe, visita aos vinhedos, algumas perguntas sobre a Glera, a diferença entre os Prosecco DOC e o DOCG, fomos para a degustação de seus espumantes.

Muito bons espumantes e nossa preferência foi para o Col di Manza Extra Dry Biodinamico e para o Aleph, um método tradicional de Incronzio Manzoni (Riseling X Pinot bianco).

Compramos algumas garrafas e seguimos para Mestre Venezia, atravessando Conegliano.

Muito bonito o hotel Villa Barbarich, num ponto estratégico para quem está de carro e quer se deslocar pelos arredores de Veneza.

Jantamos no próprio restaurante do hotel, o Malipiero; bom, mas não me encantou, tanto pelo sabor, como pela falta de opções e originalidade.

Bebemos um excelente Prosecco do restaurante (Merotto Prosecco di Cartizze), um Prosecco Perlage nosso e o Nervi Gattinara Molsino do Weyler.

Dormir.

Dia 16/02/2018- Sexta-feira- Friuli Venezia Giulia

Saímos cedo para Gorizia, para visita no Gravner as 11:00.

Um pouco adiantados, fomos recebidos por Jana Gravner, que nos apresentou sua vinícola e suas famosas ânforas.

Muito interessante e novamente retornamos ao Contadini no seu extremo de ligação com a terra e a natureza.

Gravner consegue retornar a 8.000 anos nas suas ânforas caucasianas e levar todo o conhecimento do século XXI para a produção de vinhos âmbar, mas sem os seus defeitos. Vinhos diferentes, mas diretos, limpos, complexos, como que acredito que seriam improváveis de serem produzidos 50 anos atrás.

Outra coisa importante é que toda a filosofia de Steiner e da biodinâmica estão tão implantadas no seu dia a dia, que não precisam ficar discursando sobre suas vantagens e benefícios, pois sabem que seus vinhos podem falar por si próprios e são seus melhores interpretes para as mais diferentes culturas.

Mas sabem também que o bom gosto não está ao alcance de todos e que do vale só se consegue enxergar a próxima colina.

Conversaram conosco o Bianco Breg, o Ribolla, o Rosso Gravner, o Rosso Breg Pignolo e o Ribolla Riserva 98. Excelente conversa.

Saímos da Oslavia pela Eslovênia, e fomos até Dolegnano para a visita a Livon.

Acabamos almoçando na Osteria Al Buco, para um piatto del giorno rápido.

Na Livon fomos recebidos pelo Matteo Livon e logo em seguida pelo Maurizio Dalmassons, que iria nos ciceronear.

Começamos pela sede em Dolegnano, aonde vinifica alguns vinhos, mas que engarrafa todos os vinhos e é o centro de distribuição.

Em seguida fomos a alguns km pra visitar a unidade Masarotte, unidade de vinificação de seus crus e de afinamento em barricas dos vinhos brancos.

Ali estão seus vinhedos Eldoro (Pignolo) e Riul (Refosco del Penduculo Rosso).

Depois para o Ronc Alto, com seus vinhedos de Ribolla Gialla e Cabernet Sauvignon do lado do parque de floresta de Plessivas em Ruttars.

Seguindo até a divisa com a Eslovênia, fomos no topo da colina, numa bonita casa, na qual faríamos a degustação.

Um deck sai bem em cima do vigneto Braide Alte, com uma vista belíssima da fronteira, no lado oposto o vigneto Manditocai de Friulano, no sótão da casa uma bela acetaia, com as piccola botte de 20, 30, 50 anos de balsâmico só para consumo próprio.

Eu já conhecia praticamente a linha toda, importada para o Brasil pela Mercovino.

Degustamos Ronc Alto Ribolla Gialla, Braide Grande Pinot Grigio, Pinot Bianco, Valbuins Sauvignon Blanc, Soluna Malvasia Istriana, Manditocai Friulano, Braide Alte, Eldoro Pignolo e por fim o Cumins Picolit.

Fantástica visita, fechando com chave de ouro nossa jornada pelas vinícolas.

Mandi Maurizio e pegamos a estrada de volta para Mestre Veneza, chegando já noite.

Um rápido banho e nos aprontamos para assistir a “Opera e Commedia dell’Arte” seiscentista no próprio Villa Barbarich.

Não entendi niente, mas dei boas risadas; na verdade pensei que a confusão iria se alastrar por ser o pretendente interessado na serva e não na filha do senhorio, mas no fim levou a mão da filha e os ducados, e tudo acabou bem, e se acabou bem é o fim.

No preço estava incluso um buffet e vinhos, mas noi non apprezziamo o Prosecco servido e pedimos uma garrafa do Cartizze.

Descansar que foi um duro lavoro.

Dia 17/02/2018- Sábado- Veneza

Dia tranquilo, sem maiores compromisso a não ser entregar a Van no aeroporto Marco Polo e o jantar no Terrazza Danielli em Veneza.

Obrigação feita, carro entregue, meu contrato com São Pedro acaba e ele logo muda o tempo para chuva.

A tarde pegamos um taxi até a Piazza Roma, atravessamos a ponte degli Scalzi e começa a chover, compro um guarda-chuva no primeiro camelô e seguimos para a Ponte di Rialto e dali até a Piazza San Marcos, num burburinho de pessoas e congestionamento de guarda-chuvas.

Após passear um pouco pelas vielas de Veneza e pelo Fondaco dei Tedeschi, fomos para o Hotel Splendid Venice collezione, se encontrar com o Juvenal e Marcia (agora hospedados ali), para bebermos uma garrafa de Perlage Incronzio Manzoni, que tínhamos comprado na vinícola.

Em seguida fomos para o jantar no Terrazza Danielli.

Bonito local, vista prejudicada pela chuva.

Atendimento um pouco confuso.

Pedi um Prosecco di Cartizze e o pseudo sommelier me disse que Cartizze era só marketing, que bom era um outro; aceitei a sugestão e não gostamos do Prosecco sugerido.

Parei de aventurar e fui para o porto seguro da Giulio Ferrari.

Serviço continuou confuso, a comida sem graça e sem sabor; como era pos carnevale e ainda tinha alguns mascarados pedi um Inferno (Valtellina).

Conta E$ 250 per capita, conseguiu suplantar o VUN em pior custo benefício.

Retornamos a pé, deixamos Juvenal e Marcia no Splendid e seguimos até a Piazza Roma, aonde pegamos um taxi até o Villa Barbarich.

Dia 18/02/2018- Domingo

Uma noite mais longa de sono, café da manhã tomado no limite das 11:00, as 15:00 segui para o aeroporto.

Check-in feito, embarquei as 19:35 pela Alitália, com destino a Roma e em seguida para Guarulhos.

Cheguei na segunda feira cedo, com tempo meio frio, e o congestionamento habitual de São Paulo.

Como é bom estar em casa!

Mas já estou pronto para outra.

Abs,

Luiz Otávio

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