Viagem a Bourgogne, Loire e Bordeaux 2018

Viagem enogastronomica para Bourgogne, Loire e Bordeaux

21 de outubro a 11 de novembro de 2018

1º dia 22/10/2018- Lundi- Paris/Lyon/Beaujolais

Após um voo tranquilo, saindo domingo de Guarulhos até o aeroporto CDG em Paris pela Air France, pequei a conexão até Lyon, aonde pontualmente, as 16:00, me encontrei com o Peter para pegarmos a van e seguirmos até a região de Beaujolais, aonde começaríamos esta viagem.

Beaujolais tem 12 denominações, todas somente com uva Gammay: Beaujolais, Beaujolais-Villages, e 10 crus (Brouilly, Côte de Brouilly, Régnié, Morgon, Chiroubles, Fleurie, Moulon à Vent, Chenas, Juliénas e Saint-Amour)

Para aproveitar o dia, segui direto para Broully, o cru mais ao sul dos vinhedos de Beaujolais e encravado dentro desta denominação a Côte de Broully, aonde visitamos o Domaine Les Roches Bleues, aonde Dominique Lacondemine nos recebeu e nos mostrou os seus vinhos.

Bons vinhos, frutados, leves, num perfil de vinhos que seriam as características da maioria dos vinhos que provamos de Beaujolais.

Seguindo até Juliénas fui contornando os limites oeste do território de Beaujolais, passando pelos vinhedos de Régnié, Morgon, Chiroubles, Beaujolais-Villages Émeringes, Chenas e Juliénas.

Esta parte alta de Beaujolais é muito bonita.

Check-in feito no Hotel des Vignes, fomos jantar no Le Coq Julienas, aonde apreciei os primeiros escargots da bourgogne. Uma garrafa de Juliénas e descansar.

2º dia 23/10/2018- Mardi- Beaujolais

Café da manhã tomado, seguimos para visitar o Château de Moulin à Vent, com seus bons vinhos, num perfil mais estruturados, especialmente de seus single vineyards.

Uma visita ao vinhedo Le Clos de Londres, passando pelas caixas de apicultura, de onde provem um delicioso mel.

Na continuidade seguimos para Morgon para uma rápida visita a Marcel Lapierre, uma subida até o topo da Côte du Py, principal vinhedo de Morgon e almoçar no bom restaurante Le Morgon, para bons escargots e uma Cuisse de Pintade Fermière aux lentilles du Puy acompanhada de um Morgon Côte du Py.

Uma passada do Domaine Jean Marc Burgaud, que não pode nos atender, e seguimos para Fleurie para vermos a igreja de La Madone e visitar o Domaine de La Madone, com seus bons vinhos de Fleurie de vinhas velhas, inclusive um de vinhas de 1889.

Fomos até o Domaine Jules Desjourneys em La Chapelle de Guinchay, mas Fabien Duperray não estava; então cruzamos Saint-Amour e fomos para Juliénasl, vistar o Laurent Perrachon, cujo domaine fica em frente do nosso hotel.

Muito simpático atendeu no finzinho de tarde e pude provar a vasta gama de seus vinhos, desde um Cremant de Bourgogne, um Beaujolais blanc de Chardonnay e seus crus de Saint-Amour, Chenas, Morgon, Moulis à Vent, Fleurie e 4 Juliénas.

Como em Juliénas na terça não tem restaurante aberto, tínhamos comprados uns queijos, mortadela italiana, pão e uma garrafa de Côte Rotie no Intermarché, cujo caixa perguntou se realmente íamos comprar uma garrafa de vinho de E$ 35.

Curtir o frio e a noite de Juliénas na mesa de fora do hotel, pois o mesmo não deixou fazermos nosso lauto jantar na parte de dentro do hotel. Devia ter comprado um La Turque para compensar o desconforto. Dormir.

3º dia 24/10/2018-Mercredi – Côte Maconnais, Côte Chalonnaise e Côte de Beaune

Café tomados seguimos nossa viagem, dando 5 passos e entrando na Bourgogne por Saint Veran.

Pontualmente chegamos em Fuissé para nossa visita ao Domaine Robert Denognet as 10:00. Tocamos a campainha e nada de aparecer alguém; para dar um tempo fomos na enoteca do Georges Burrier em frente e provamos uns vinhos.

Retornamos e demos sorte de encontrar Nicolas Robert que estava retornando, explicamos o acontecido e ele riu dizendo que ali as pessoas simplesmente abrem a porta e vão entrando.

Provamos seus belos vinhos, Macon-Village, Macon-Fuissé, Macon-Solutré, Saint Veran, Pouilly-Fuissé, o excelente Pouilly-Fuissé les Cras e o Monopole Pouilly-Fuissé Le Carron.

Peter tinha interesse em conhecer o Domaine Merlin, de quem já tinha comprado uns vinhos e ligando para ele conseguiu agendar uma visita para antes do almoço, então seguimos para La Roche-Vineuse e fomos recebidos por Olivier Merlin, que nos mostrou a nova e bela vinícola, de onde sai uns dos melhores vinhos da Côte Maconnais. Pudemos comprovar a qualidade de seus vinhos, muito puros, boa acidez e mineralidade, madeira muito bem integrada.

Um passeio até a Rocha de Solutré e seguimos para a Côte Chalonnaise até o Château de Chamirey em Mercurey.

Comemos um sanduiche de queijo que restou da noite anterior, na frente do Château, vendo estampada na traseira de uma carreta que carregava vinhos, a foto do Airton Senna.

Visitamos o Château de Chamirey, degustamos seus vinhos e pudemos ver os vinhedos de Mercurey da sua bela sacada.

Seguimos para Santenay, já na Côte D’Or e ainda deu tempo de ver os vinhedos de Chassagne-Montrachet e Puligny-Montrachet.

Retornamos a Santenay para o check-in no charmoso B&B Prosper Maufoux Maison des Grands Crus, aonde a simpática Pascale nos proporcionou uma degustação dos vinhos do Château de Saint Aubin na sua cave. Comprei um Criots-Batard-Montracher e um Batard-Montrachet.

A noite fomos jantar no Le Terroir, bom restaurante no outro lado da pracinha do hotel. Dormir

4º dia 25/10/2018- Jeudi- Bourgogne- Côte de Beaune

Bom café da manhã, fomos a pé até o Domaine Roger Belland, mas não puderam nos atender então seguimos até Meursault aonde degustamos os vinhos do Château de Citeaux (Philippe Bouzereau), de Chouet Noel e do Château de Meursault.

Seguimos para Pommard para uma degustação de vinhos de AF Gros no Jefferson’s Club, com uma dose de Richebourg 2013 a E$ 80.

Cancelei minha reserva de almoço no restaurante ED.Em em Chassagne Montrachet, já que Peter não iria almoçar.

Retornamos ao hotel, aonde o Peter fez o check-out e o levei até Chalon Sur Saone para que pegasse o carro na locadora e partisse para Nuits Saint Georges e no dia seguinte para Luxemburgo.

Retornei ao hotel para um breve descanso e fui jantar sozinho no restaurante L’Ouillette. Excelente restaurante.

Uma taça de Krug de aperitivo, uma garrafa de Bachelet-Ramonet 1 er Cru Grandes Ruchottes 2015 para o peixe, uma taça de Maury para o Poire Belle Helene, um Chapoutier Vin de Paille para o sorbet, um Marc de Hospice de Beaune para o Epouisse. Cognac XO Excellence e café. Dormir.

5º dia 26/10/2018- Vendredi – Bourgogne- Côte de Beaune

Sem compromisso na parte da manhã, pude dormir até mais tarde e tomar o café da manhã as 10:30.

Provar uns vinhos na lojinha da esquina aonde comprei um Clos de La Pucelle Monopole.

Check-out feito segui para Meursault para almoçar no restaurante Le Chevreuil, do chef brasileiro Tiago, mas estava fechado.

Segui para Beaune para o check-in no Ibis Styles.

Passear por Beaune e tentar reservar algum bom restaurante, mas tudo lotado.

Consegui uma mesa para dois, no Piqu’Boeuf, na esquina do hotel.

Ricardo chegou a noite e fomos comer um grande Côte de Boeuf, acompanhado de um Pommard. Dormir.

6º dia 27/10/2018- Samedi – Bourgogne- Corton e Hautes Côtes de Nuits

Saímos cedo para visitarmos o Château de Corton André e provarmos seus vinhos, um passeio pelos vinhedos de Corton e serguimos para a visita ao Château de Villars-Fontaine nas Hautes Côtes de Nuits; Jean Claude Cara não estava, mas fizemos a degustação com o Louis e um breve papo com o Bernard.

Muito bons os Les Jiromées Grand Tradition blanc e os Les Genevriéres Grand Tradition rouge.

Em seguida fomos almoçar no bonito restaurante Le Charlemagne, com uma vista privilegiada dos vinhedos de Charlemagne, aonde para acompanhar o menu Il Etait une Fois pedimos uma garrafa do Bonneau de Matray Corton Charlemagne 2005 e para o Pigeon de Corton uma taça de Corton Bressandes.

Depois do almoço fizemos por conta uma degustação de Armagnac Vieux, Cognac XO e Whiskies japoneses (Yamazaki, Nikka).

Ricardo aproveitou para comprar um charuto e fumar no terraço.

Retornamos para Beaune e as 17:30 em ponto estávamos defronte a portinha da Cave Vieux Millesimes, do Jean Claude Cara, que chegou em seguida, acompanhado de dois casais de brasileiros de Goiás.

Satisfação de ver JC, fomos conhecer a sua cave, na qual ele garimpa preciosidades da ancienne bourgogne.

Provamos um Vieux Beaujolais excelente, pedi para abrir um ancienne Aligote, que surpreende mente estava bom, e abriu mais dois ótimos vinhos.

Sem ter reservado restaurante, fomos jantar no Chevalier, aonde novamente os escargots estavam excelentes e o Calvados continua bom. Dormir

7º dia 28/10/2018- Dimanche- Beaune

Era dia livre, mas como Ricardo não conhecia os vinhedos de Montrachets, retornei até Santenay e mostrei toda a trilha de vinhedos da Côte de Beaune, de Santenay, Saint Aubin, Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet, Meursault, Volnay, Monthélie e Pommard.

Retornando a Beaune, uma chuva fria, sem muita opção de almoço fomos comer uma pizza na Pizza Bufala e ouvindo o pizzaiolo cantar Pink Floyd pedimos um Montepulciano D’Abruzzo, único vinho decente da casa.

Muito boa pizza, mas tive de pedir uma biéres belges para acompanhar, pois o Montepulciano não desceu.

Consegui reservar uma mesa para 4 no Puiq’Boeuf para jantar.

Italo e depois Juvenal chegaram e fomos jantar, com direito a champagne e tudo o mais, até que botaram uma vassoura atrás da porta para poderem fechar o restaurante. Dormir

8º dia 29/10/2018- Lundi- Bourgogne- Côtes de Nuits

Já com um grupo de 4 pessoas saímos para a Côte de Nuit, passando pelos vinhedos de Nuits Saint Georges e passeando pelos vinhedos de La Tache, La Grande Rue, La Romanée, Romanée Conti, Romanée Saint-Vivant e Richebourg.

As 11:00 em ponto estávamos no Domaine François Lamarche para visita, aonde fomos recebidos por Nicole Lamarche, que após uma apresentação do domaine nos serviu seus vinhos da safra de 2017: Bourgogne Pinot Noir, Bourgogne Hautes Côtes de Nuits, Vosne-Roamnée, Vosne-Romanée 1er Cru Les Chaumes, Vosne-Romanée 1er Cru Suchots, Vosne-Romanée Les Malconsorts, Echezeaux Grand Cru, Clos de Vougeot Grand Cru e La Grande Rue Grand Cru Monopole. Excelente.

Partimos de Vosne-Romanée atravessando os vinhedos de Echezeaux e Grands Echezeaux e fomos almoçar no muito bom restaurante do Castel de Tres Girard.

Após o almoço seguimos a pé até o Domaine de Dujac, para uma visita com o Alec Seysses, que nos conduziu a cave e provamos uns 8 de seus vinhos de 2017, ainda nas barricas, tiradas em pipetas por ele. Excelentes vinhos, mesmo ainda não prontos, aonde se pode constatar a diferença do Clos San Denis do Clos de La Roche, o primeiro mais sutil e elegante e o segundo mais viril e tanico. Para o final uma garrafinha de Clos de La Roche 2016.

Difícil visitar uma vinícola deste nível, sem ter uma boa litragem de seus vinhos, pois não se tem muito parâmetros para conversar e a chance fazer uma pergunta fora de contexto é grande.

Seguimos para Gevrey Chambertin, aonde o pessoal ficaria hospedados no excelente B&B Les Chambertines e eu ficaria hospedado no Ma Maison, pois no Les Chambertines só tem 4 quartos e nenhum com cama de solteiro, só de casal.

Aguardamos o Olivério chegar para compartilhar uma garrafa de vinho branco com nossa anfitriã Margareth.

Em seguida fomos jantar no Bistrot Lucien, ao lado, do qual eu não gostei.

Caminhar até o Ma Maison embaixo de uma chuva gelada. Dormir

9º dia 30/10/2018- Mardi – Bourgogne- Côte de Nuits

Pode aparecer bizarro pela época, mas amanheceu nevando, numa boa nevasca, de encobrir os telhados, teto dos carros e a rua. Sorte que parou.

Um bom café da manhã e agora num grupo de 5, seguimos para Clos de Vougeot, passando pelos vinhedos de Musigny, para visitar o Chateau de La Tour as 10:30.

Claire nos recepciona e falante nos mostra uma parte do Château, na cave Edouard Labet nos encontra e entra no bate papo, em seguida vamos provar seus vinhos.

Bons vinhos e muito bom o Vielles Vignes.

Em seguida fomos almoçar no restaurante Le Chambolle, muito bom, com comida típica e saborosa, aonde comemos um bom boeuf bourguignon, acompanhado de um Chambolle Musigny 1er Cru que não lembro qual.

Um passeio pelos vinhedos de Gevrey Chambertin, incluindo o Clos Saint Jacques, seguimos para a visita ao Domaine Drouhin-Laroze a côte do hotel.

Fomos recebidos pela simpática e elegante Christine Drouhin, que nos mostrou a cave, contou um pouco da história da família e por fim num terraço envidraçado, com um jardim de vinhedos, pudemos provar seus vinhos: Gevrey Chambertin Em Champs 2015, Gevrey Chambertin 1er Cru Lavaut Saint Jacques, Latricières Chambertin Grand Cru 2015 e Chambertin Clos de Beze 2015. Excelentes.

Voltamos para o hotel e para terminar fomos jantar no restaurante Chez Guy.

Não gostei nem um pouco. Comida média e atendimento péssimo e grosseiro.

Dormir.

10º dia 31/10/2018- Mercredi- Chablis

Saimos cedo com destino a Chablis, aonde eu decidi ir pela Combe de Lavaux, para mostrar os cortes geológicos e também para cortar caminho.

Tinha tentado reservar a visita com o Vincent Dauvissat, mas o mesmo tinha me dito que só poderia ver no final de outubro e não consegui resposta.

Chegando a Chablis fui conversar com ele, que se desculpou, mas que tinha outros compromissos e não poderia nos atender. Paciência.

Segui até o Raveneau, mas também não consegui que nos recebesse, como opção fomos até o Willian Fevre, que nos proporcionou uma aula do terroir de Chablis através de seus vinhos: Chablis 2016, Chablis 1er Cru Côte de Léchet 2016, Chablis 1er Cru Beauroy 2016, Chablis 1er Cru Fourchaume 2016, Chablis Grand Cru Les Preuses 2016, Chablis Grand Cru Bougros 2016, Chablis Grand Cru Bougros 2014 e Chablis Grand Cru Bougros 2013.

Almoçamos no muito bom restaurante do Hostellerie des Clos e em seguida fui mostrar os vinhedos de Montmains, Vaillons, Côte de Lechet e Beauroy na margem esquerda; e os vinhedos de Fourchaume, os grands crus, Monte de Tonnérre e Mont de Milieu na margem direita.

Fomos para o hotel du Vieux Moulin para deixar as malas e um breve passeio por Chablis.

A noite fomos jantar no bom restaurante Les Trois Bourgeons e bebemos uma garrafa do Dauvissat La Forest e uma do Raveneau Monte de Tonnérre. Dormir.

11º dia 01/11/2018- Jeudi- Saint Bris, Pouilly Fume e Sancerre

Feriado nacional, tomamos café e partimos para o Loire, passando pelos vinhedos de Saint Bris, Irancy e Coulanges La Vineuse, este o ultimo vinhedo de bourgogne antes de entrar no Loire.

Seguimos para Saint Andelain, mas eu quis mostrar um pouco dos bosques de Nevers, então entrei na floresta de carvalho de Cessy les Bois e Saint Colombe Les Bois, e demos sorte de ver carvalhos recém cortados na beira da estrada, todos etiquetados, pronto para seguir para a tonelaria.

Segui até o domaine Didier Dagueneau só para mostrar os vinhedos, cruzei os vinhedos de Tracy Sur Loire e atravessando o rio Loire fomos visitar e almoçar na cidade de Sancerre.

Restaurante de la Tour e L’Auberge Joseph Mellot lotados, fomos comer uma pizza na pizzaria Sacripanti e beber uns Pouilly-Fumê e Sancerre.

Em seguida subimos a Tour des Fiefs, com sua linda visão panorâmica de todo o vale.

Seguimos para Chavignol, fizemos check-in no hotel La Côte des Monts Damnés e conseguimos ainda fazer uma excelente visita no Domaine Henri Bourgeois, comparando vinhos de Pouilly-Fumê, Sancerre e de Marlborough na Nova Zelândia.

Gostei muito do Sancerre Jadis.

Jantamos no restaurante do próprio hotel, com um serviço meio complicado e provamos os famosos Crottins de Chavignol de différents affinages, mas não no contexto que eu gostaria, que seriam harmonizados com vinhos de Henri Bourgeois de diferentes idades. Dormir

12º dia 02/11/2018- Vendredi- Périgord e Bordeaux

Saímos cedo com destino a Bordeaux num percurso estimado de 650 km.

Viagem tranquila, com duas paradas técnicas a cada 150 km, até chegarmos a cidade de Perigueux para almoçarmos.

Na dúvida entre almoçarmos e passearmos pela cidade, optamos por comer uma tosta e passear. Bonita e elegante cidade, vale uma parada com mais calma.

De volta a estrada, seguimos para Bordeaux, chegando no finzinho da tarde, com um transito intenso, normal de Bordeaux.

No check-in no Adágio Gambeta encontramos o Felipe, último a se juntar ao grupo.

Como a van não entrava no estacionamento do hotel e nem nos públicos ao redor, fui procurar uma vaga para estaciona-la na rua mesmo, achando uma a uns 700 m do hotel.

Van estacionada, dei uma passada no Chez le Pépère, para tomar um gin tônica e tirar a tremedeira das mãos.

Juntos fomos jantar no Bistro Reno, muito bom restaurante, aonde fomos atendidos muito bem.

Um passeio pela agitada noite de Bordeaux. Desmaiar na cama.

13º dia 03/11/2018- Samedi- Bordeaux

Dia livre, de manhã cada um foi cuidar dos seus interesses e na hora do almoço decidimos ir a pé até a Cité du Vin, para conhecermos e almoçar.

Passeio tranquilo pela orla do Garone, chegamos na Cité du Vin e fomos direto para o restaurante Le 7, na cobertura.

Bonito espaço e sem reservas conseguimos uma mesa.

Para começar uma garrafa de Bollinger e 30 g de caviar Sturia Prestige Osciètre.

Para continuar um Jacqueson Rosé Terres Rouge Rosé com Salmão Gravlax e Jamon Pata negra.

Para terminar assiette de fromages e armagnac.

Descemos para conhecer a parte interativa da Cité du Vin e em seguida retornarmos de trem para o hotel.

A noite cada um optou por comer individualmente; eu dei uma passada no Bistro Chez Lolotte para comer um tapa de jamon belotta e manchego, uma taça de Cava e uma taça de Protos Verdejo. Dar uma olhada na van e dormir.

14º dia 04/11/2018- Dimanche- Bordeaux

Check-out feito, saímos cedo para Moulis em Medoc, para deixar a van no Domaine de Giron, aonde encontraríamos o Plinio Oliveira, as 10:00, o qual nos levaria para um passeio pelo litoral de Bordeaux.

Plinio Oliveira é brasileiro e mora em Bordeaux, trabalhando com serviço de motorista e conciérge, principalmente para brasileiros que visitam Bordeaux; eu já tinha feito as minhas duas últimas visita a Bordeaux com ele.

Satisfação de reencontra-lo, seguimos para a Duna de Pilat, aonde felizmente o tempo estava ensolarado e deu para subir na Duna e desfrutar da sua bela paisagem.

Em seguida fomos no Le Coorniche aonde pedimos uns tapas ibéricos e uma Drappier.

Em seguida fomos dar um breve passeio por Arcachon e seguimos para Cap Ferret para comermos ostras e camarão no La Barraque, acompanhadas de um fraco vinho branco de Bordeaux.

Voltamos a tardezinha para o Domaine de Giron para o check-in e brindarmos com o vinho da casa: Château Lestage D’Arque Grand Poujeaux 2016.

A noite fomos para Arcins, comer pizza no Dolce Vita, único lugar aberto. Dormir

15º dia 05/11/2018- Lundi- Margaux, Saint Estéphe e Pauillac

Café da manhã tomado, partimos para nossa primeira visita a vinícola de Bordeaux.

As 10:00 em ponto estávamos no Château Margaux, aonde Emilie nos recepcionou e nos levou para conhecer as bonitas instalações do novo chai, incluindo a tonelaria própria.

Em seguida fomos para a sala de degustação para provarmos o Pavillon Rouge 2009 e o Château Margaux 2004. Para mim 91 e 94 pontos respectivamente.

Ainda em Margaux fomos almoçar no bom restaurante Le Savoie.

Demorou até conseguirmos pagar a conta e saímos atrasados para a visita no Château Cos D’Estournel.

Para complicar estava interditado uma rua em Pauillac e o GPS me enviou pela orla do rio Gironde, e para complicar a estradinha estava interditada com caminhões cortando plátanos; acabei cortando caminho pelos vinhedos de Saint-Estéphe até Marbuzet e me perdi, acabando chegando 14:30, meia hora atrasado. Lei de Murphy.

Já prevendo o cancelamento da visita, me desculpei, mas no fim Anais nos recebeu e providenciou uma rápida visita nas bonitas instalações do Château Cos D’Estournel.

Em seguida fizemos a degustação do Les Pagode De Cos 2011 e Château Cos D’Estournel 2008. Para mim 90 e 92 pontos respectivamente.

Ainda tiramos uma foto no sofá do marajá.

Saindo de Saint-Estéphe fomos para Pauillac para a visita no Château Pichon Baron.

Satisfação de rever a Sonia, que alegremente nos recebeu e levou para conhecer todas as instalações do chai.

Em seguida a degustação de seus vinhos: Les Tourelles de Longueville 2015, Les Griffons de Pichon Baron 2015, Château Pichon Baron 2015 e Pichon Baron 2010.

Para mim 89, 91, 94 e 96 pontos respectivamente.

Pedi para a Sonia abrir um 2005 e um 2000 para podermos comparar, mas ela alegou que a quantidade destas gfs que tinha em estoque eram mínimas e não podia abrir.

Compramos uma garrafa do Pichon Baron 2010 para bebermos no jantar.

De volta ao Domaine de Giron, Christian Grosbois, proprietário, iria nos preparar o jantar.

Para início Christian nos recepcionou com um bom cremant de Bordeaux, o Jaillance Cuvée de l’Abbaye brut rosé, em seguida com o camarão e avocado pedi um branco de Bordeaux, que não lembro qual; para o Côte de Veau Grillée duas gfs do Château Lestage D’Arque Grand Poujeaux 2016 e uma do Château Pichon Baron 2010.

Café, Armagnac e dormir.

16º dia 06/11/2018- Mardi- Saint Julien e Pauillac

Café da manhã tomados, fomos para Saint Julien visitar o Château Ducru Beaucaillou, embaixo de uma chuva fria.

Mr. René Lusseau nos atendeu e muito simpático e brincalhão nos mostrou a frente do castelo e nos conduziu pela visita ao chai, um misto de tradição e modernidade.

Provamos o Lalande Borie 2014, La Croix de Beaucaillou 2012, e Château Ducru Beaucaillou 2006. Perdi minhas notas dos vinhos.

Para mim uma das visitas marcantes, por ser conduzida por um dos grandes mestre de chai de Bordeaux, reverenciado por todos os funcionários enquanto passávamos.

Fomos almoçar no bom restaurante Le Saint Julien, em frente do Château Léoville Poyferré.

Escaldados do almoço anterior, tentamos antecipar para as 11:45, mas não teve jeito, só abria as 12.

Um almoço meio corrido, a sempre demora para conseguir pagar a conta e um pouco atrasados cruzamos a rua para a visita no Château Léoville Poyferré.

Eu já tinha escolhido e pago a visita que iriamos fazer, mas como tínhamos a visita no Château Lafite as 15:30, e tinha sido instruído para ser pontual, declinei da visita completa no Château Leoville Poyferré e após breve mostra e explicação do chai, fomos para a degustação de seus vinhos, harmonizados com chocolate.

– Château Léoville Poyferré 2017 (amostra barrica) e chocolate Hasnaâ São Tomé Forastero 67%.

Muito bom vinho, já bastante agradável e mostrando o que vai ser. 93 pontos

Não harmonizou com o chocolate.

– Château Léoville Poyferré 2012 e chocolate Hasnaâ Costa Rica Trinitario 70%.

Bom vinho, num perfil menos estruturado e mais fácil. 90 pontos

Este conseguiu fazer um acompanhamento interessante com o chocolate.

– Château Léoville Poyferré 2005 e chocolate Hasnaâ Ecuador Arriba 72%.

Muito bom vinho, já num ótimo momento. Nota 94 pontos

Não harmonizou com o chocolate, ficando bem melhor sozinho.

Para finalizar comprei uma garrafa do Château Leoville Poyferré 2010 para tomarmos e seguimos para o Château Lafite.

As 15:30, pontualmente, chegamos no Château Lafite Rothschild, e após esperarmos um pouco o Nicolas Quillet nos atendeu e nos proporcionou uma excelente visita, mostrando desde o chai até os vinhedos.

Ainda na sala de barricas provamos o Château Lafite 2007, que embora não seja um grande Lafite, pelo momento estava muito bom. 94 pontos.

Nos despedimos do Medoc e partimos para Pessac-Léognan, aonde ficaríamos hospedados no Château de Léognan.

Uma hora e meia de transito pesado de Bordeaux, chegamos nos Château e após o check-in provamos uma gf de Château de Léognan blanc 2016.

Acomodados fomos jantar no restaurante La Manège, dentro da propriedade do Château de Léognan.

Bebemos um Château La Louvière blanc com as vieiras e um Château de Léognan rouge 2011 com as carnes. Calvados e Cognac. Dormir.

17º dia 07/11/2018- Mercredi- Pessac Léognan

Enfim pudemos dormir até mais tarde, visto que nossa visita no Château Haut Brion era somente as 11:00.

Chegando pontualmente, fomos recebidos pela Elsa, que nos mostrou a sala de vinificação e sala de barricas, em seguida fomos até a tonelaria, observar o mestre toneleiro confeccionando uma barrica (faz 4 ou 5 por dia, num total de 800 anual).

Em seguida provamos o Château Haut Brion rouge 2011. 94 pontos.

Em seguida fomos para o Château Smith Haut Lafite, para almoçarmos no bom restaurante La Table du Savoir.

Para bebermos pedimos uma gf do Château Smith Haut Lafite blanc 2010, que estava excelente; uma taça do Château Smith Haut lafite blanc 2014 (mais fresco, mas sem o brilho do primeiro) e uma gf do Château Smith Haut Lafite rouge 2011.

Em seguida fomos visitar o Château Haut-Bailly, aonde Jessica nos mostrou os vinhedos, as instalações e provamos o muito bom Château Haut Bailly 2015.

Retornamos ao Château de Léognan e sem muita opção fomos jantar novamente no Le Manège.

Para bebermos uma gf do Château Larrivet Haut Brion Blanc 2010, uma gf do Domaine de Chevalier blanc 2006 (que estava com notas oxidadas e passado e depois no finalzinho como por que milagre ressuscitou e ficou ótimo), Uma garrafa do Château Pape Clement rouge 2014 e abrimos nossa gf do Château Léoville Poyferré 2010.

18º dia 08/11/2018- Jeudi- Pomerol

Deixamos a margem esquerda e partimos para o Pomerol, chegando pontualmente na nossa visita das 10:00, no Château La Conseillante, aonde Elodie nos aguardava.

Nos guiou pela bonita e nova sala de vinificação, toda circular, com seus tanques de beton, a sala de barricas, dividida no momento numa sala quente para a fermentação malolática de 2018 e numa sala fria para a elevage dos vinhos de 2017.

Após a visita fomos para a bonita sala de degustação com vista para o Château L’Eglise.

Provamos o muito bom Château La Conseillante 2017 (amostra de barrica).

Tinha reserva no La Table de Catusseau, mas chegando lá encontramos um bilhete dizendo que estavam congés (férias, licença); sem outra opção fomos para o La Terrasse Rouge e felizmente conseguimos uma mesa.

O la Terrasse Rouge é meio que incontornável pela vista dos vinhedos ao redor, mas a comida sempre deixa muito a desejar e mais uma vez foi assim.

Bebemos um bom Château La Dominique 2010.

 Em seguida fomos para a visita no Château Clinet, as 14:30 em ponto, aonde Nathalie nos aguardava e nos mostrou os seus vinhedos e dos arredores, frisando na diferença de coloração das folhas dos mesmos quando novos, velhos e biodinâmicos.

Nos mostrou a nova chai e a sala de barricas, e em seguida fomos provar seus vinhos: Ronan By Clinet 2015 e Château Clinet 2014, o primeiro um vinho jovial para beber descontraidamente e segundo muito bom, entre os grandes de Pomerol.

Para comparar compramos uma gf do Château Clinet 2009, abrimos para provar e levamos o resto da garrafa para bebermos depois.

Tomando cuidado para não se atrasar, chegamos no Château Lafleur, uma das visitas mais aguardada por mim (junto com o Dujac).

Estaciono a van, e não observo nenhum movimento, toco o que penso ser campainha e nada, dou a volta no edifício e nada, já apreensivo cruzo o vinhedo e vou para a estrada, ver se tinha alguma entrada pela frente, nada.

Voltando para a entrada, sou informado por um dos nossos, que apareceu alguém, que estava com visita, mas que logo iria nos receber. Alivio.

Finalmente fomos recebido pelo Omri, animado, que conseguiu falar mais que o Felipe.

Nos explicou os vinhedos, o terroir, o ênfase pela Bouchet (Cabernet Franc), e eu tinha ficado intrigado com um certo vinhedo, acabou nos explicando, que tentaram implantar um vinhedo de Cabernet Franc de mudas selecionadas do Loire, mas que após vários anos, estas não corresponderam ao esperado e que decidiram cortar os troncos das Cabernet Franc e enxertar a Bouchet proveniente de seus próprios vinhedos.

Nos explicou que a exigência de qualidade é muito alta e que quase tudo é feito na vinha, aonde conhecem pé por pé das suas 21.000 plantas.

Nos explicou também que seus vinhedos é um só bloco, num quadrado quase perfeito, mas que dentro dos 4,5 ha de vinhas, há diferenças de solos, e que em uma faixa especifica, que corta em meia lua o vinhedo, o solo é diferente, uvas das quais eles fazem o Pensées de Lafleur.

Perguntei se esta faixa correspondia a ancestral rio que cortava o que seria o platô hoje, e ele confirmou.

Explico isto, pois para mim o Château Lafleur é o vinho com mais consistência de qualidade em Pomerol, numa qualidade excepcional, mesmo em anos ruins, sendo talvez superado pelo Petrus em anos quentes e pelo Le Pin em anos úmidos.

Fomos conhecer o novo chai, inaugurado este ano, todo simples e funcional.

Em seguida degustamos seus vinhos: Les Champs Libre Blanc 2015, Les Pensees de Lafleur 2014 e Château Lafleur 2011.

Terminada a visita, fomos até o Château Hotel Grand Barrail, para fazer o check-in.

Como ainda era cedo, resolvi ir mostra o Château Valandraud, a bonita vista do Château de Pressac, o Château Faugères e retornar ao hotel.

A noite fomos jantar no restaurante do hotel, mas foi decepcionante, tanto no quesito comida, como no atendimento.

Um Habana Monte Cristo para o Felipe e um Hennessy XO para mim. Dormir

19º dia 09/11/2018- Vendredi- Pomerol e Saint Emilion

Café da manhã tomados, seguimos para nossa visita para o Château Belair-Monange do grupo de Jean-Pierre Moueix, responsável para elevar o nome de Pomerol ao status que tem hoje.

Chegamos pontualmente e aguardamos um pouco até a chegada da Madame Nathalie Millaire, que se desculpou pelo atraso e no terraço, com vista para o que era os vinhedos do Château Magdelaine, nos explicou sobre o grupo JP Moeuix, suas diversas propriedades tanto na França, como nos EUA; a época da colheita e a enorme festa que fazem com todos os funcionários, juntando tanto os que vem colher as uvas, como a família, numa celebração exemplar.

Após a vista as caves do Château Belair-Monange, fomos até Pomerol para visitar o imponente castelo do Château Lafleur Petrus.

Nos mostrou o novo chai, e em seguida fomos degustar os seus vinhos: Château Belair-Monange 2015, Château Lafleur Petrus 2016.

Todos ótimos mas meu preferido foi o Lafleur Petrus.

Seguimos para a cidade de Saint Emilion para almoçar no bom restaurante LaTertre e tomarmos uma gf de vinho branco e uma de vinho tinto que não me recordo qual, só sei que foi bizarro pois nossa carteira não dava para comprar nenhum dos vinhos que estávamos visitando em Pomerol ou Saint Emilion.

Em seguida, a pé fomos visitar o Clos de Fourtet, aonde Corinne nos mostrou a sala de vinificação e a incrível sala de barricas, um labirinto de cave de mais de 2 km de galerias, de onde tiraram as rochas para a construção da cidade de Saint Emilion.

Achamos umas ossadas de um enófilo que se perdeu por lá. Rs

Também vimos o início destas galerias no Belair-Monange e elas são inter-comunicantes.

Depois fomos provar o Château Fourtet 2016, que eu considero um dos muito bons vinhos de Saint-Emilion e que tem um belo custo benefício.

Em seguida fomos para o que dentro do programa seria a última visita em vinícolas, e chegamos pontualmente no Château Canon La Gaffelière, do Vignobles Comtes von Neipperg.

Uma breve espera e Emilie nos leva para conhecer os vinhedos, agora já nas cotes de Saint Emilion, vinificação e sala de barricas.

Em seguida vamos degustar seus vinhos : Château d’Aiguilhe 2012, Clos D’Oratorie 2013, Château Canon La Gaffelière 2011 e Château Mondotte 2006. Muito bons

Terminada a visita voltamos ao Grand Barrail e a noite voltamos a Saint Emilion para jantar no Logis de La Cadene. Muito bom restaurante.

Como eles já sabiam que falamos muito, nos colocaram numa sala prive, no andar superior do restaurante, só que a sala de baixo estava mais barulhenta. Rs

Deu dó só das garçonetes terem de levarem o pesado carrinho de fromage para cima e depois para baixo. Rs

Como estava preste a terminar a viagem e Felipe já seguia cedo para Paris, bebemos um Champagne para comemorar.

Retornar ao hotel, beber um cognac e dormir.

20º dia 10/11/2018- Samedi- Saint Emilion

Café da manhã tomado, nos despedimos do Felipe que embarcava de trem para Paris.

Era para ser um dia livre, aproveitar para descansar um pouco, mas o Italo contatou a Alexandra Forbes, que o convidou e por tabela nós, para irmos visita-la no Château Marjosse.

Então fomos para Entre-Deux-Mers, mais precisamente em Tizac-de-Curton, e chegamos pontualmente as 10:30, aonde Alexandra nos esperava.

Nos recepcionou e sentamos a mesa para degustar o bom Château Marjosse blanc 2017, fresco, me surpreendeu pela qualidade e preço.

Enquanto estávamos a mesa, Pierre Lurton chega, após uma viagem pela Asia.

O normal seria ir descansar, mas não, senta-se conosco à mesa.

Divertido, bom papo; provamos o Château de Marjosse rouge 2016.

Na mesa uma excelente tabua de queijos, inclusive um Canastra brasileiro.

E também compota de figo, feita pelo próprio Pierre.

Alexandra nos convida para irmos almoçar no Le Caffé Cuisine, em Branne.

Pierre resolve se juntar ao grupo.

Chegando no Caffé Cuisine, Pierre consegue avisar sua mãe que chegou e consegue que a mesma se junte ao grupo. Madame Hélène é de uma simpatia contagiante.

Para começar Alexandra comanda uma entrada de ostras, que estavam fantásticas, melhores do que as que comemos em Cap Ferret.

Para beber Château Marjosse Blanc e Clos Canarelli blanc, um vinho da Córsega, feito com uva Biancu Gentile, autóctone e considerada extinta, até ser resgatada por pequenos produtores; interessante que notei umas notas fumadas nele.

Com as ostras o Marjosse ficou melhor.

Alexandra deu a dica de pedir carne ou pato, mas eu insisti num prato de vieira, que infelizmente até que ficou bom com o vinho que veio a seguir, pois o bacon encobriu o gosto das vieiras.

Para beber Petit Cheval Blanc 2011 e Petit Cheval Blanc 2006.

O 2011 estava bom, mas o 2006 estava ótimo, para mim muito perto do Château Cheval Blanc 2006.

Em seguida para os fromages, um Château D’Yquem 2007, que estava fantástico, com boa acidez, mel de acácia e tudo mais.

Comentei com Hélène e Pierre da delicadeza e elegância dele, com uma botrytis discreta.

Terminado o almoço, nos despedimos e voltamos para o Grand Barrail e em seguida fomos para Libourne, fazer umas comprinhas.

Paramos na Brasserie du Lycee para umas biéres e acabamos comendo um bom omelete de cepes como jantar.

Retornar ao Grand Barrail e dormir.

21º dia 11/11/2018- Dimanche- Retorno ao Brasil

Café da manhã tomado, Ricardo e eu nos despedimos do Olivério, Juvenal e Italo, que retornariam de trem de Libourne a Paris.

Check-out as 12:00 feito, partimos para o aeroporto de Merignac/Bordeaux, aonde devolvi a van na Sixt e fomos despachar nossas malas para retorno.

Aguardávamos nossos voos, Ricardo para Madri/SP, eu para CDG/SP, no restaurante do aeroporto, bebendo um champagne Ayala e comendo uma salada com tosta de Reblochon.

Portões diferentes, nos despedimos e cada um pegou seu voo.

 Retorno tranquilo, chego em São Paulo no outro dia cedo, um transito complicado, e chegando em Piracicaba, um calor de 35º C.

Bom estar em casa de novo.

Abs,

Luiz Otávio

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