Viagem à Bordeaux 2019

Viagem enogastronomica a Bordeaux 2019

16 a 24 de novembro de 2019

1º Dia 16/11/2019- Sábado

Saída de Guarulhos programada pela Airfrance para as 18:30, encontrei com o Raul no Rascal do aeroporto, e pude compartilhar um muito bom Vega Sicilia 1990, que o mesmo tinha levado.

Embarque no horário, seguimos para Paris.

2º Dia- 17/11/2019- Domingo

Chegamos as 10:00 no CDG e para passar o tempo até nosso embarque para Bordeaux as 12:35, ficamos provando uns Sancerres blanc e rouge do Mellot no aeroporto.

Chegando no aeroporto Bordeaux, pegamos o carro e seguimos para o Adágio Centre Gambetta, aonde sempre fico nas viagens à Bordeaux.

Feito check-in pegamos um taxi até a Cité du Vin, chegando a tempo para uma mesa no restaurante Le 7, embora a cozinha já estive fechada.

Uma Jacquessson 735 Dégorgement Tardif/Caviar de entrada e um Château Beychevelle 2010/Jamon de Bellota 36 meses para curtir a fina chuva que caia pela janela.

Retornamos ao hotel para uma ducha e ao me dar conta Raul já tinha encontrado o bar de vinhos Les Trois Pinardiers, pertinho do hotel.

Interessante proposta para vinhos de bom custo/benefício/dia a dia, aonde provamos uns 15 rótulos, só sendo interessante uns dois ou três, os quais não me recordo dos rótulos.

Uma passada no cubano para uns Rhum Viejo e dormir

3º Dia 18/11/2019- Segunda- Entre Deux Mers/Saint Emilion

Saímos cedo de Bordeaux com destino a visita ao Château Marjosse (Pierre Lurton) em Entre-Deux-Mers.

Provamos vários vinhos em estágios em tanques e barricas, inclusive Sauvignon Gris e por final o Château Marjosse Blanc 2018 e o Château Marjosse Rouge 2016; ambos de excelente custo benefício na faixa de E$ 15/18.

Em seguida fomos para Saint Emilion, passando pelo Château Faugéres e Valandraud, seguindo para o check-in no Logis de La Cadene e ir a pé para a visita no muito bom Clos Fourtet, com suas extensas caves subterrâneas; para provar o muito bom Château Fourtet 2016, fresco, já bastante agradável de beber.

Em seguida fomos comprar vinhos na ETs Martin, aonde comprei um Corton Charlemagne do Boillot e abrimos um Château Canon 1995 para provar.

Fomos jantar no renovado L’Envers du Decor, que correspondeu à expectativa, com uma cozinha simples, mas bem executada.

Jacques Selosse Exquise e Foie Gras/Ostras de entrada; Poisson de La Criée/vinho?; Maury/sobremesa chocolate.

Um Cognac e dormir

4º Dia 19/11/2019- Terça- Pomerol/Saint Emilion

Um ótimo café da manhã e seguimos para Pomerol, para a visita das 09:30 no Château Lafleur, aonde Caroline nos recebeu e nos conduziu na visita aos vinhedos, a pequena cave e a degustação de seus excepcionais vinhos.

Para mim o Château Lafleur é o vinho mais consistente de Pomerol, sendo excelente mesmo em safras ruins; só superado pelo Petrus e Le Pin em safras excepcionais para estes.

Começamos com os vinhos de Fronsac: Les Champs Libres, um sauvignon blanc excelente e o Grand Village Rouge.

Em seguida o diferente e fresco Pensees de Lafleur 2012 e o Château Lafleur 2012, que foi talvez o melhor vinho da viagem.

Do Lafleur um pulo até o Château Cheval Blanc, aonde infelizmente Pierre Lurton não estava para nos receber; visita rápida pelos vinhedos, sua bela e tecnológica cave, bela sala de barricas e a prova do Château Cheval Blanc 2012, que estava muito bom.

Ofereceu a garrafa para nós tomarmos, mas eu não quis, por não ter entendido direito a oferta e também por ter mais visitas. Raul me cobra até hoje mais uma taça de Cheval Blanc 2012.

Fomos almoçar no La Table de Catusseau, de ótima memória, mas que não correspondeu muito desta vez; não tinha entrada de Trompettes de la Mort e embora a entrada estivesse boa, o prato principal deixou a desejar.

Passamos em frente do Le Pin e fomos para a visita ao Château Clinet, revendo a Nathalie.

Breve visita aos vinhedos, visita as caves e fomos provar seus vinhos: o simples e bom Ronan by Clinet 2015, excelente para o dia a dia; o By Clinet 2013 que não gostei; o muito bom Château Clinet 2014 e o excelente Château Clinet 2015.

Passamos em frente ao Château Petrus e seguimos para passear em Saint Emilion.

Fui comprar uns vinhos na La Grande Cave de Saint Emilion, aonde comprei um Bonneau de Matray Corton Charlemagne e um Château Gazin 2015.

Provamos uns 12 rótulos de vinhos, incluindo o Y D’yquem 2016 que não gostei.

Para tentar manter o nível do Lafleur, Cheval Blanc e Clinet, compramos e abrimos um Château Beychevelle 1989 (para comparar com o 2010 do Le 7).

Jantamos no Logis de La Cadene, mas diferente de 2018, eu não gostei muito da comida, perdendo a harmonia e a mão no tempero/cocção, que eu tinha elogiado no ano anterior (o milho queimado encobriu o gosto da lagosta). Acho que terminamos as garrafas do Beychevelle 1989 e do Clinet 2015, mas não lembro ao certo.

O carrinho de queijos continua excelente.

No final um Champagne com o Chef Alexandre Baumard, aonde relatei as minhas impressões acima.

Ainda bem que era só subir as escadas e desmaiar na cama.

 

5º Dia 20/11/2019- Quarta- Saint Emilion

– Café da manhã com tempo mais tranquilo para desfruta-lo, seguimos a pé para a visita ao Château Beau-Sejour Bécot.

Muito boa visita, com suas caves subterrâneas e a prova de seus muito bons vinhos: Château Joanin Becot 2014, Château Bernon Becot 2016, Château Beau-Sejour Bécot 2013, com destaque para o Château La Gomerie 2001, que por coincidência eu já tinha comprado.

Para tirar a má impressão do Château Beau-Sejour Bécot 2013 (safra ruim), compramos uma garrafa do Château Beau-Sejour Bécot 2005 e abrimos na degustação, o que deu para notar a grande diferença entre uma safra ruim e uma boa. Levamos o resto do vinho para o almoço.

Voltamos para Saint Emilion e passeando fomos visitando algumas lojas de vinhos, provando seus vinhos.

Acabamos almoçando na ruim La Pizzerie du Vieux Lavoir, um mata fome.

Retornamos a provar vinhos nas caves, num total de uns 20 rótulos (Chateau Trapaud 2011, Roc de Cambes Côtes de Bourg 2012, Gracia 2016, etc..).

Destes vinhos eu gostei bastante do Château Enclos Haut Mazeires Héritage 1830 Pomerol 2016, um Merlot, que comprei para a grande degustação de Merlots.

Seguimos para a visita ao Château Pavie, e que embora só estivéssemos nós dois, foi num perfil bem turístico e no final a prova de um muito bom Château Pavie 2008.

Acabei passando na loja do Thunevin e pude provar algumas safras do Vallandraud, e que embora o 2015 e 2016 estejam excelentes, eu ainda prefiro o 2010.

Jantamos novamente no Logis de La Cadene, desta vez no menu do dia e a impressão meio esquisita se manteve, com um lombo de porco mal passado e sem gosto.

Falo que carne de porco e de frango tem gosto ruim, se não forem temperadas; cruas pior ainda.

Para beber Laurent Perrier Cuvée Roseé, Château Lafon-Rochet 2015 e Klein Constantia Vin de Constance 2013.

Um cognac para relaxar e dormir.

 

6º Dia 21/11/2019- Quinta- Pessac e Margaux

– Saímos cedo para Pessac, pegando parte da estrada com congestionamento, mas mesmo assim chegando pontualmente no Château Haut Brion, as 10:00.

Muito boa visita, embora desta vez a tonelaria estivesse fechada.

Provamos o Clarence de Haut Brion Blanc e o Château Haut Brion rouge, não conseguindo provar o Château Haut Brion blanc.

Seguimos para Margaux e paramos na Cave L’Avant Garde aonde encontrei um Château Lafleur de Gay 2010 para comprar e por indicação deles fomos almoçar no restaurante Le Lion D’Or que se mostrou muito bom, com um prato do dia saboroso; o vinho da casa é ruim, mas o Château D’Arcins 2015 até que estava bom.

Em seguida fomos visitar o Château Margaux, novamente muito boa visita no seu chai novo; provamos o Pavillon Blanc, Pavillon Rouge e Château Margaux.

Fomos fazer o check-in no Relais de Margaux e jantamos no mesmo.

Para beber um excelente Château Smith Haut Lafite Blanc 2010, Baron de Brane 2010 e Château Brane Cantenac 2009.

7º Dia 22/11/2019- Sexta- Medoc e Pauillac

A Sonia Ozane é velha conhecida do Château Pichon Baron e tinha reservado a visita com ela, mas na semana anterior a minha viagem ela me informou que tinha tido uma proposta de trabalho e estava saindo do Pichon, não podendo nos receber.

Ainda era segredo, mas me confidenciou que seria a nova diretora do Château Escot, uma propriedade em Lesparre-Medoc (que foi comprada por um casal Theco, que conheceram a Sonia no Pichon e se tornaram amigos), e que estariam pelos próximos dois anos trabalhando para edificar um novo chai e aumentar a qualidade dos mesmos, sendo que já na safra de 2019, estariam fazendo algumas experiências, as quais ela me convidou para provar, se eu tivesse tempo de ir até o Medoc.

Claro, sacrificando um pouco o café da manhã, saímos as 8:00 para a vista as 9:00, já que teríamos a visita no Pichon Baron as 11:00.

Chegamos pontualmente, apesar de uma interdição na estrada, mas a Sonia não, aonde fomos direto conhecer o velho chai e conversar com o enólogo Hubert Rouy, que nos explicou o novo trabalho nos vinhedos, que possuíam alguns vinhedos de excelente qualidade, num terroir similar a Saint Estéphe.

A Sonia chega, alegria do reencontro, conta as novidades e ali começamos a provar as experiências.

Prova de tanque, prova de tonéis, prova de barricas, prova de blend de barricas e toneis e pôr fim a prova do Château Escot 2011.

Fantástica prova e muito didática, aonde para mim o 2019, corte de Cabernet Sauvignon e Merlot estagiando em barril de 600 litros foi o mais equilibrado e complexo de todos, surpreendentemente já pronto.

Vinhos na faixa de E$ 10, muito bons; a procura de importador no Brasil; vinhos que pela proposta futura só tendem a melhor (e subir de preço).

Fui convidado para a inauguração do novo chai em 2021, a conferir.

Nos deu uma garrafa do Château Escot para bebermos no hotel e fomos embora.

Retornamos para Pauillac para a visita no Château Pichon Baron, excelente como sempre, sendo para mim uma das melhores visitas em Bordeaux.

Provamos o Les Tourelles de Longueville 2016, o Les Griffons de Pichon Baron 2016, O Pichon Baron 2016 e a meu pedido o Château Pichon Baron 2015 e o meu preferido Château Baron 2010. Excelente.

Em seguida fomos almoçar no Café Lavinal, que estava muito bom, melhor que as vezes anteriores, talvez por estar quase vazio.

Pedimos um vinho branco e um Pichon Longueville Lalande 2005.

Foi dado para o Raul provar e estranhou, pediu para eu provar e cheirei, não observando nada de errado autorizei servir.

Raul insistiu que o vinho estava bouchonée e ao provar percebi que não era o que eu esperava do Lalande 2005.

Discussão boa, para o Raul estava bouchonée; para mim que tenho baixa percepção de bouchonée, o vinho estava esquisito na boca, sem vivacidade, mas eu não conseguia afirmar que estava bouchonée.

O que fazer? Chegamos num acordo de pedir outra garrafa, se a anterior estivesse ruim, pagávamos só uma garrafa, se estivesse igual pagaríamos as duas (E$ 350 cada).

Comunicamos ao sommelier nossa decisão e ao servir quis trocar por um Duffort Vivens 2005, o que não aceitamos, pois queríamos nos certificar do que era.

Abriu a outra garrafa do Lalande 2005 e era outro vinho na boca, vivo, delicioso, complexo; Raul tinha toda a razão e eu vou ficar mais esperto com pequeno bouchonée.

Só cobrou uma garrafa.

Dali seguimos para a visita no Château Lafite Rothschild, excelente novamente.

Provamos o Château Duhart-Milon 2006 e o Château Lafite 2004, melhor que o 2007 da visita anterior.

Estranhei que no centro da sala de barricas não tinha mais o círculo com as 5 flechas e questionei, aonde me mostrou ele num canto, que tinha sido retirado para a limpeza do piso.

Passamos no Château Leoville Poyferré só para mostrar e voltamos para o Relais de Margaux, para bebermos uns vinhos sossegado na bela sala.

Jantamos ali mesmo. Para beber Château D’Issan 2012.

8º Dia 23/11/2019- Sábado- Sauternes/Pessac

Check-out feito, saímos com destino a Sauternes.

Almoçamos no Le Sapriens, que estava meia boca.

As 14:00 horas fomos visitar o Château D’Yquem, muito bom e muito bonito.

Provamos o Y de Yquem 2017 que estava muito melhor que o Y 2016 que provamos em Saint Emilion; provamos o ótimo Château D’Yquem 2016.

Voltamos para Pessac, para o Château Pape Clement.

Enquanto eu fazia o check-in, Raul provou os vinhos deles na sala de recepção, só salvando o Château Pape Clement 2014.

Na recepção do hotel nos deram um taça bem servida de Château pape Clement 2016, com a qual fomos fazer a visita.

Visita turística, com um monte de gente, que acabou ficando entediada e abandonamos, indo fazer a visita na sala de barricas por nossa conta.

Acabou o vinho nas nossa taças, mas na sala de barricas tinha uma garrafa do Château Pape Clement 2015 aberta e nos servimos. Rs

Solicitamos um taxi para levar o Raul ao aeroporto, visto que ele embarcava no sábado.

Nos despedimos e eu retornei ao Château para o pernoite.

Sem muita disposição para sair sozinho para jantar, ainda mais de carro com chuva, pedi uma porção de jamon e queijos e ganhei o resto da garrafa do Château Pape Clement 2016.

Dormir.

9º Dia 24/11/2019- Domingo- Retorno ao Brasil

Excelente café da manhã, enrolar pelo Château até as 12:00, check-out feito, seguir para o aeroporto e entregar o carro.

Voo de volta tranquilo.

Agora esperar para retornar a Bordeaux em 2020.

Abs,

Luiz Otávio

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