Uruguai

História do Uruguai

– 1624- Fundação pelos espanhóis do primeiro povoado em terras uruguaias, em Soriano.

– 1680- Fundação pelos portugueses do povoado de Colônia do Sacramento

– 1726- Fundação pelos espanhóis do povoado de Montevidéu.

– 1825- Independência do Uruguai

– 1839- 1851- Guerra Grande

– 1864- 1870- Guerra da Tríplice Aliança/Guerra do Paraguai

– Depois da Guerra Grande e da Guerra da Tríplice Aliança, houve um aumento assinalável da imigração, sobretudo de Espanha e Itália, aonde em 1860 os imigrantes representavam 48% da população, e em 1868 68%. Na década de 1870 entraram no Uruguai mais de 100.000 europeus, pelo que em 1879 viviam cerca de 438.000 pessoas no Uruguai, um quarto das quais em Montevidéu.

A economia viveu um acelerado crescimento depois da Guerra Grande, sobretudo na criação e exportação de gado. Entre 1860 e 1868, o número de ovelhas passou de três para dezessete milhões, devendo-se o aumento sobretudo aos novos métodos trazidos pelos imigrantes europeus.

Montevidéu tornou-se um grande centro económico, e graças ao seu porto natural tornou-se um entreposto para mercadorias da Argentina, do Brasil e do Paraguai. Também as cidades de Paysandú e Salto, ambas situadas no Rio Uruguai, viveram um desenvolvimento semelhante.

História do vinho no Uruguai

A história da indústria do vinho e da uva remonta a meados do século XVII, antes mesmo da independência nacional, quando o Uruguai era conhecido como Banda Oriental. As primeiras linhagens foram trazidas da Espanha e plantadas no sudoeste do país. Essas primeiras plantas, provavelmente o Moscatel, cresciam em treliças, produzindo uvas para mesa e consumo de vinho na família.

Essa também foi a situação durante a maior parte do século XVIII, prevalecendo até 1825, ano em que o Uruguai foi declarado um estado independente e oferecendo condições favoráveis para o aumento das vinhas.

Somente em 1870 o cultivo de vinhas começou a ser vista como um empreendimento comercial viável, e foi a partir da criação da Associación Rural del Uruguay (ARU) em 1871 que se impulsionou a indústria vitivinícola, tendo em destaque alguns de seus fundadores:

– Francisco Vidiella, natural de Tarragnona/Espanha, imigra para Salto/Uruguai e depois para Montevidéu; em 1873 viaja para a Europa e traz uma eclética seleção de cepas (Cabernet, Merlot, Garnacha, Fogoneus de Mallorca, Quebratinajas, etc…), com as quais planta um vinhedo experimental de 36 hectares em Cólon (Montevidéu).

Destas variedades obtém êxito com a Folle Noir (que ficou conhecida como Vidiella) e a Gamay Blanc; celebrou o primeiro Festival Nacional de la Vendimia em 1883 e morreu no ano seguinte.

– Pascal Harriague, natural de Hasparren/Basse-Pyrénées/França, imigra para Salto/Uruguai; em 1874 viaja para a vizinha Concordia/Argentina, aonde se estavam produzindo com êxito vinhos de estilo bordalês, e compra mudas de Tannat de seu conterrâneo basco Juan Jáuregui (apelido Lorda), variedade esta que estava bem aclimatada e era a base dos vinhos de Concordia; com o sucesso de adaptação da nova casta chega a implantar 200 hectares de vinhedos em La Caballada/Salto, que infelizmente é devastada pela filoxera 20 anos depois.

Esta variedade tem grande êxito e se expande pelo Uruguai, ficando conhecida como Harriague; somente em 1919 é que se reconheceu que era a variedade Tannat, natural da região de Madiran/França.

– Diego Pons, natural de Montevidéu, foi presidente da Sociedade Viticola Uruguaya em 1891 e presidente da ARU de 1894 a 1899.

– Pablo Varzi, natural de Montevidéu, filho de imigrantes genoveses, planta em 1887 vinhedo em Cólon, cria a Câmara Nacional de Industria e primeira bodega cooperativa do Uruguai: Sociedad Cooperativa Regional de Viticultores.

– Domingo Portal, em 1880 planta a Gamay Noir na região de Manga/Montevidéu

Nessa época também foram introduzidas novas variedades de uvas: Cabernet, Bobal, Garnacha, Monastrel, Barbera, Nebbiolo e outras variedades francesas e espanholas; e Gewürztraminer em Colônia.

Para tentar minimizar as condições desfavoráveis do clima para as cepas de Vitis viníferas, é introduzida (do Brasil) a uva Isabella/Frutilla, uma variedade hibrida, e também algumas espécies labruscas, mais aptas a se desenvolverem em climas úmidos.

Em 1892 o consumo per capita do uruguaio era de 29 litros, sendo 2,7 milhões de produção nacional (13%), 18,5 milhões de vinhos importados (87%) para uma população de 742.000 habitantes.

Com a experiência desses pioneiros como padrão, somada ao trabalho de tantos outros que os seguiram, a viticultura se consolidou no Uruguai e alcançou um crescimento que conseguiu substituir grande parte da produção estrangeira; os estabelecimentos se multiplicam e a atividade prospera.

Em 1898 já existiam 2.883 hectares de vinhedos, mas uma praga (filoxera) se instalou nos vinhedos, exigindo medidas drásticas para a sua contenção (Ley Anti-Filoxérica, promulgada em 14 de julho de 1893), sendo queimado todas as videiras atacadas pela praga e a obrigação de substitui-las por plantas enxertadas no pé americano.

A recuperação foi lenta, mas eficaz, e já no início do século XX a produção começou a retomar sua trajetória de crescimento.

Os vinhedos que antes se concentravam ao longo da costa do rio da Plata/Uruguay (Colonia, Paysandu e Salto) passam a se concentrar ao redor de Montevidéu.

A novidade deste processo é que a videira enxertada se revelou significativamente mais produtiva do que a plantação direta, e junto com a adoção de fertilizantes orgânicos, criou uma nova viticultura.

Foi assim que o crescimento vertiginoso desta indústria fez com que fosse considerada um verdadeiro símbolo de civilização e progresso.

Mas este crescimento também provocou uma onda de vinhos adulterados (vinho artificial) que começaram a ser produzido no final do século XIX, ameaçando rapidamente o vinho genuíno e natural, tanto pelo preço baixo como pelo desconhecimento que a maioria dos consumidores tinha sobre a origem e proveniência do vinho. A crescente concorrência do vinho artificial foi vista com alarme pelos produtores de vinho, que começaram a encontrar sérias dificuldades na colocação da sua produção.

Em 1902, os deputados da Comissão de Finanças elaboraram e apresentaram à Câmara um relatório sobre o imposto sobre os vinhos artificiais e a regulamentação dos naturais.

Nesse mesmo ano, o poder executivo pediu à assembleia que promulgasse uma lei do vinho para reprimir a adulteração do vinho, iniciativa que se baseava na forte queda da arrecadação tributária decorrente da queda nas importações de vinho entre 1889 e 1900.

Em 17 de julho de 1903, foi aprovada no Uruguai a primeira Lei do Vinho, regulamentando a produção e a comercialização do “vinho natural”, e no ano seguinte começaram os controles de qualidade e a produção recenseada.

Apoiada num enquadramento jurídico adaptado à realidade empresarial, a indústria do vinho iniciou uma visível fase de consolidação.

Controle de qualidade, início do registro de dados e recenseamento da produção em 1904, o posterior ensino de viticultura na Faculdade de Agronomia da Universidade da República e na Escola de Viticultura, e o crescimento das empresas nacionais durante a primeira metade do ano.

O século XX marcaram a consolidação da indústria do vinho como uma empresa viável e lucrativa.

Em 1904 o Uruguai possuía 3.600 hectares de vinhas e em 1910 passaram para 6.100 hectares.

A população do Uruguai praticamente dobra em 30 anos, passando de 1 milhão de habitantes em 1900 para 1,727 milhões em 1930 e com isto um aumento significativo de consumo do vinho nacional, substituindo os importados.

Em 1930 o consumo per capita manteve os mesmos 29 de litros (incluindo toda a população), sendo 49,5 milhões de vinho nacional (98%) e somente 1 milhão de vinhos importados (2%), para uma população de 1.727.000 habitantes

Em 1930 tinha uma área de 12.492 hectares implantados, distribuídos por 4.964 vinhedos, cujas 52 500 000 videiras produziam 78.415 toneladas de uvas, de mais de 50 variedades.

Em 1930 é formada a Santa Rosa de Passadore (Albérico Passadore), Carrau (Juan Carrau Sust) y Mutio (Juan Ángel Mutio).

Em 1940 é fundada a Escola Industrial de Enologia.

O crescimento constante do setor chega ao seu ápice na década de 1950, aonde 19.000 hectares abrigam 80 milhões de videiras.

No final da década de 1950, com o decréscimo da procura por produtos agrícolas no mercado mundial, o Uruguai passa a ter sérios problemas econômicos, onde se inclui inflação, desemprego em massas e uma queda abrupta no nível de vidas dos trabalhadores uruguaios; e em decorrência a procura por vinhos baratos e de baixa qualidade.

Estes vinhos eram produzidos com uvas hibridas (Isabella/Frutilla) e mesmo variedades viníferas não apresentavam boa sanidade e bom manejo de vinhedos.

Em 1957 é implantado o Sistema de Advertência para enfermidades das vinhas.

Os esforços para mudar este panorama começam na década de 1970, iniciado por alguns vitivinicultores, que sentiram a necessidade de modernizar seus vinhedos.

Em 1974 é criado o primeiro grupo CREA (Centro Regionales de Experimentación Agropecuaria) do setor vitivinícola (CREA Viticultores J.O.Borsani), aonde donos de vinícolas se reuniam para debater a situação de cada casa e tentar encontrar soluções viáveis.

Em 1976 Juan Carrau Pujol retorna do Brasil e inaugura a Bodega Vinos Finos Juan Carrau em Cólon/Montevidéu.

Em 1978 o governo uruguaio encomenda um estudo para o professor Denis Boubals, da universidade de Montpellier/França, que após visitar os vinhedos, chega à seguinte conclusão: “Se não mudar suas plantas e os sistemas de gestões dos vinhedos, esta viticultura morrerá em poucos anos”.

E assim o processo de reconversão dos vinhedos uruguaios, que até hoje é exemplo mundial, se inicia com pioneiros como Javier Carrau, Dante Irurtia, Juan Pedro Toscanini, Reinaldo de Lucca, entre outros, que viajam para conhecer os vinhedos europeus e em intercambio com especialistas franceses em vitivinicultura, passam a desenhar um novo modelo de vitivinicultura para o Uruguai, baseado na reconversão dos vinhedos por mudas viníferas importadas, livres de vírus; novos manejos dos vinhedos, modernização das bodegas, etc…, tendo como objetivo a produção de vinhos de qualidade.

Em 1980 é criado o CREA Ing.Luis Fernandez.

Em 1982 vinícolas uruguaias importaram da França as primeiras mudas sadias e certificadas; Javier Carrau já tinha experiência na implantação de vinhedos no Brasil, tendo trabalhado em conjunto com o professor Harold P.Olmo.

Em 1985, com a redemocratização do país, depois de 12 anos de ditadura civil-militar, o novo governo instituiu um programa de reconstituição da viticultura uruguaia, com empréstimos do Banco Interamericano (BID).

Até 1987 a responsabilidade quanto ao setor do vinho era o Ministério de Ganaderia, Agropecuária y Pesca, porem em 10 de novembro de 1987 se cria o Instituto Nacional de Vitivinicultura (INAVI) e a partir de janeiro de 1988 começa a operar formalmente como o organismo responsável pela política vitivinícola do pais; esta medida acelerou a reconversão dos vinhedos, com mudas sadias e seleção clonal.

O INAVI é uma instituição pública não estatal, dirigida por organizações empresarias do setor e presidida pelo Poder Executivo do Governo Federal.; é composta pelo Ministério de Ganaderia, Agropecuaria y Pesca; Ministério da Industria, Energia e Mineria; Ministério da Economia y Finanzas; Asosiación Nacional de Bodegueros; Centro de Bodegueros del Uruguay; Centro de Viticultores del Uruguay e Organización Nacional de Vinicultores.

http://www.inavi.com.uy/

Em 1989 houve o primeiro esforço para inserção do vinho uruguaio no mercado internacional, com a participação de 5 bodegas na feira Anuga, na cidade de Colônia/Alemanha.

Em 1991 é formado o Mercado Comum do Sul (Mercosul) entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Vender para o mercado internacional não era fácil, pois a concorrência era grande, e Javier Carrau que estava empenhado em abrir novos mercados, fazendo apresentação de seus vinhos pela Suiça, Polonia, China, Holanda e Estados Unidos, intuiu que o grande diferencial e especialidade uruguaia era a Tannat; em 1993 vende uma remessa do Castel Pujol Tannat 1988 para a Gran Bretanha.

Mas a pratica era mais complicada que a teoria e logo os donos das vinícolas descobriram que só a reconversão não tinha resolvido todos os problemas, pois para competir com os vinhos de outros países, eles tinham de elevar ainda mais qualidade, deixando de produzir Tannat rústicos, com taninos verdes e para isto precisavam investir no manejo dos vinhedos para conseguirem boa maturação fenólica, investimento na adega, tanques de inox com controle de temperatura, maquinários modernos, barricas novas de carvalho de boa procedência, etc…; o que dependia de grandes investimentos.

Em 1993 o INAVI como medidas para melhor a imagem do vinho uruguaio proibiu o uso de nomes de vinhos estrangeiros (Chablis, Rioja, etc…) em suas etiquetas, outorgou subsídios para a reconversão de vinhedos de uvas hibridas e americanas para viníferas de qualidade, dividiu o os vinhos em classes distintas:

Vino de Calidad Preferente (VCP), produzidos a partir de variedades Vitis vinífera de boa qualidade, com graduação alcoólica mínima de 12%, acondicionado em embalagem de 750 ml ou menos; se tiver menção da variedade, esta tem de ter o mínimo de 85%.

Vino Común (VC), ou vinho de mesa, produzidos a partir de variedades viníferas ou hibridas, com graduação alcoólica mínima de 10%, acondicionados em embalagem de garrafões, Tetra Pak, etc…

O continuo intercambio de conhecimento levou Francisco Carrau agregar conhecimento com David Ramsey, Paul Hobbs na Califórnia (1994) e com Paul Henschke e Patrick Iland em Barossa/ Austrália (1999) na gestão de vinhedos; e o aprimoramento da compreensão da microbiologia e bioquímica do vinho, como tambem da compreensão da microbiologia do solo e sua correlação com os aromas do vinho.

Em 27 de novembro de 1995 o Uruguai sedia o XXI Congresso Mundial da Vinha e Vinho em Punta del Este, o qual se repetiu em 2018 com o XLI Congresso.

O Uruguai chega em 2000 tendo como resultado do programa de reconversão, a diminuição de 50% da área plantada de vinhedos (em comparação com 1950), com 9.500 hectares implantados, mas com a qualidade de seus vinhos elevados a outro patamar.

No século XXI vemos uma continua diminuição da área de vinhedos plantados, mas um aumento significativo da qualidade dos vinhos produzidos.

O consumo per capita que tinha se mantido na faixa de 30 litros/ano até 1999 (1.050 mhl), cai para a faixa de 25 l na primeira década do século XXI, e na crise de 2009 cai para 20 litros per capita (considerando a população total).

A partir do relatório anual da OIV de 2012 o consumo per capita passou a considerar somente a população acima de 15 anos; aonde o consumo per capita uruguaio aparece com 34 l em 2005 (854 mhl), 29 l em 2009 (774 mhl), 24 l em 2012(641 mhl), mantendo o mesmo resultado em 2014 (647 mhl).

Dados de 2017 mostram que a produção de vinhos no Uruguai somou 67,3 milhões de litros, sendo 32,1 milhões de vinhos tintos, 23 milhões de vinhos rosados, 4,7 milhões de vinhos clarets e 7,5 milhões de vinhos brancos.

As exportações alcançaram 4,6 milhões de litros (6,8%), no total de U$ 14,6 milhões, sendo que 3,1 milhões de litros correspondem a vinhos engarrafados e 1,5 milhões de vinho a granel.

O Brasil foi o principal destino das exportações, seguido dos Estados Unidos e México; sendo que estes três países representam 85% do total das exportações de vinhos.

As importações totalizaram 3,6 milhões de litros, a um custo de U$ 12,1 milhões.

Em 2020 temos uma área de 5.991 hectares plantados, divididos em 1.213 vinhedos, tendo 880 produtores e 798 empresas.

Do total da área plantada 96% são destinados para vinhos e 4% para uvas de mesa.

Regiões vinícolas do Uruguai

– Metropolitana

Esta região possui 4.961 hectares, e compreende a maior quantidade de vinhedos (82,8%) e produção vitivinícola do pais, concentrando mais de 70% das vinícolas; abriga 3 departamentos:

Canelones:

É a maior região vitivinícola, sendo responsável por mais de 60% da produção nacional.

Este departamento apresenta uma geografia plana, com suaves ondulações e uma grande variedade de solos, normalmente ricos e densos, destacando alguns que contem granitos rosas degradados, com origem de mais de 600 milhões de anos.

Possui 3.958 hectares, divididos em 804 vinhedos, que corresponde a 66,1% do total de vinhedos no pais.

Montevideo:

É na capital do pais que se encontram alguns dos vinhedos mais antigos do pais, atraídos pela proximidade do mercado principal.

Possui 714 hectares, divididos em 185 vinhedos, que corresponde a 11,9% do total de vinhedos no pais.

San José:

É o quarto maior produtor de vinho do pais; tendo características climáticas e solos similares a Canelones, aonde a uva Tannat se destaca.

Possui 289 hectares, divididos em 43 vinhedos, que corresponde a 4,8% do total de vinhedos no pais.

– Litoral Sul

Esta região abriga 3 departamentos, com um total de 339,2 hectares (5,7%):

Colônia:

Este departamento é marcado pela riqueza patrimonial, abrigando a primeira cidade do pais e a bodega mais antiga do pais.

Os solos diversos vão do limo-argilosos, limos-calcáreo a arenosos, e os pedregosos de Carmelo; seu clima ameno sofre forte influência do encontro dos rios Uruguay e Paraná, que formam o Rio de la Plata, e são adequados para variedades de maturação tardia como a Cabernet Sauvignon.

Possui 335 hectares, divididos em 80 vinhedos, que correspondem a 5,6% do total de vinhedos do pais.

Rio Negro:

Menor área plantada das regiões vinícolas, com apenas 1 vinhedo de 0,2 hectares.

Soriano:

Possui 4 hectares de vinhedos plantados, divididos em 04 vinhedos.

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– Litoral Norte

Esta região abriga 03 departamentos, com total de 184 hectares (3%):

Paysandu:

Clima úmido, tendo forte influência do rio uruguay; solo fértil com incidência de calcário, sendo bom para a Tannat, Cabernet Sauvignon e Syrah.

Possui 115 hectares, divididos em 19 vinhedos, que correspondem a 1,9% do total de vinhedos do pais.

Salto:

Clima úmido, tendo forte influência dos rios Uruguai e Daymán que proporciona uma ótima amplitude térmica, fazendo 40º C de dia e 20º C a noite; solos limosos e arenosos cobertos por pedras, que proporcionam uma boa drenagem, aonde a Tannat se desenvolve muito bem.

Possui 55 hectares, divididos em 14 vinhedos, que correspondem a 0,9% do total de vinhedos do pais.

Artigas:

Se encontra numa altitude ligeiramente mais alta, entre 50 e 60 metros sobre o nível do mar.

Possui 14 hectares, divididos em 3 vinhedos, que correspondem a 0,2% do total de vinhedos do pais.

– Centro

Esta região abriga 03 departamentos, com total de 42 hectares (0,7%)

Se caracteriza por um clima mais quente e mais horas de sol que outras regiões; solos ácidos e de fertilidade média/baixa, com textura franca ou franco arenosa.

Durazno:

Suas características climáticas permite uma maturação mais precoce, o que evita as chuvas tardias de outono.

Possui 17 hectares, divididos em 03 vinhedos, que correspondem a 0,3% do total de vinhedos do pais.

Florida:

Possui 17 hectares, divididos em 04 vinhedos, que correspondem a 0,3% do total de vinhedos do pais.

Lavalleja:

Possui 8 hectares, divididos em 04 vinhedos, que correspondem a 0,1% do total de vinhedos do pais.

– Norte

Esta região abriga 02 departamentos, com total de 36 hectares (0,6%)

Tacuarembó:

Possui 8 hectares, divididos em 05 vinhedos, que correspondem a 0,1% do total de vinhedos do pais.

Rivera:

Se caracteriza por vinhedos em colinas e cerros, com solos de terra roxa e clima continental, sendo que em Cerro Chapeu na divisa com o Brasil, podem chegar a 220 metros sobre o nível do mar, com solos de areia vermelha e muito boa drenagem, que aliada as estações mais secas e mais horas de sol são excelente para a Cabernet Sauvignon, que tem maturação mais tardia.

Possui 28 hectares, divididos em 02 vinhedos, que correspondem a 0,5% do total de vinhedos do pais.

– Oceânica

Esta região abriga 02 departamentos, com total de 430 hectares (7,2%)

É uma região de influência atlântica, apresentando maior altitude e diversidade geológica que as outras regiões, possuindo solos distintos como solos degradados de rochas cristalinas com incrustações de quartzo, solos aluviais e pedregosos no valle e em particular nas proximidades da lagoa Garzón, que remontam de origem cristalina de 2.500 milhões de anos, os mais antigos do planeta.

Rocha:

Possui 19 hectares, divididos em 04 vinhedos, que correspondem a 0,3% do total de vinhedos do pais.

Maldonado:

Possui 411 hectares, divididos em 38 vinhedos, que correspondem a 6,9% do total de vinhedos do pais.

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