São Paulo

O estado de São Paulo possui uma área de 7.238 hectares de vinhedos e produção de 138.055 toneladas de uvas, que corresponde em torno de 10% da produção nacional (2018- PAM IBGE).

Para 2019/2020/2021 há uma estimativa de um bom aumento da área plantada e da produção de uvas, passando dos 8.200 hectares de vinhedos.

No estado de São Paulo vamos encontrar macro/microrregiões distintas de variedades de uvas plantadas:

Macrorregião de Campinas e Sorocaba (Campinas, Jundiaí, Bragança Paulista e Sorocaba), com 3.926 hectares de vinhedos implantados, aonde o cultivo de uvas é direcionado para o consumo in-natura (uvas de mesa) e produção de vinhos de mesa, sendo a uva Niágara rosada a mais plantada.

Destaque para as cidades:

– Jundiaí- 1.300 hectares

– Indaiatuba- 560 hectares

– Louveira- 329 hectares

– Elias Fausto- 270 hectares

– Itatiba- 250 hectares

– Porto Feliz- 230 hectares

– Jarinu- 200 hectares

– Monte Mor- 82 hectares

– Vinhedo- 80 hectares

– Atibaia- 75 hectares

– Valinhos 65 hectares

– São Roque- 45 hectares

Macrorregião do Sudeste Paulista (Piedade, Itapetininga e Capão Bonito), com 2.279 hectares de vinhedos implantados, aonde o cultivo de uvas é direcionado para o consumo in-natura (uvas de mesa), destaque para as variedades finas (Itália, Rubi), mas também variedades rusticas.

Destaque para as cidades de:

– São Miguel Arcanjo- 1.500 hectares

– Pilar do Sul- 540 hectares

– Itapetininga- 90 hectares

– Capão Bonito- 30 hectares

– Ribeirão Branco- 5 hectares

Macrorregião do Noroeste e Oeste Paulista (Jales e Presidente Prudente), com 951 hectares de vinhedos implantados, aonde o cultivo de uvas é direcionado para o consumo in-natura (uvas de mesa). As uvas plantadas são um misto de variedades finas (Itália, Brasil, Benitaka), Niágara e variedades desenvolvidas pela Embrapa (BRS Vitória, BRS Nubia e BRS Isis).

A microrregião noroeste do estado de São Paulo tornou-se num importante polo de produção de uvas de mesa do estado de São Paulo, aonde desde 1993, a Estação Experimental de Viticultura Tropical (EVT), da Embrapa Uva e Vinho, localizada em Jales, tem se consolidado como uma base de desenvolvimento de projetos de pesquisa e na geração de tecnologias para o setor produtivo e com isto contribuindo para o crescimento sustentável da viticultura na região; a EVT conta com uma estação meteorológica convencional e uma estação meteorológica automática, disponibilizadas em ações de cooperação com o IAC e com a Embrapa Monitoramento por Satélite. Com as bases de dados geradas nestas estações, que representam o mesoclima da região vitícola de Jales, foi possível realizar a caracterização do clima vitícola da região.

Destaque para as cidades de:

– Palmeira D’Oeste- 309 hectares

– Jales- 176 hectares

– Tupi Paulista- 124 hectares

– Dracena- 11 hectares

Microrregião do Norte Paulista, com 54 hectares de vinhedos implantados, aonde o cultivo é de variedades viníferas finas, direcionadas principalmente para a produção de vinhos finos.

Destaque para as cidades de:

– Espirito Santo do Pinhal- 40 hectares

– Ituverava- 6 hectares

– Santo Antonio do Jardim- 3 hectares

– Amparo- 3 hectares

– Caconde- 2 hectares

Microrregião do Vale do Paraíba Paulista, com 14 hectares de vinhedos implantados, aonde o cultivo é de variedades viníferas finas, direcionadas principalmente para a produção de vinhos finos.

Destaque para as cidades:

– Campos do Jordão- 7 hectares

– São Bento do Sapucaí- 5 hectares

– Santo Antonio do Pinhal- 2 hectares

Vinhos Finos de São Paulo.

Pelo que pude apurar (ligando para as vinícolas, pesquisa na internet ou mesmo visitando vinícolas), no estado de São Paulo há somente 147,9 hectares de vinhedos de variedades finas de uvas, que são propicias à elaboração de vinhos finos.

A grande maioria dos vinhos finos paulistas são os vinhos de colheita de inverno (dupla poda).

Vinhos de Colheita de Inverno.

A viticultura que origina os chamados vinhos de inverno tem apresentado um crescimento surpreendente desde que teve início a produção comercial destes vinhos no ano de 2004. Diferentemente da viticultura tradicional, na qual a videira apresenta um ciclo vegetativo e uma colheita por ano, esta nova viticultura diferencia-se por ser desenvolvida em duas podas e uma colheita por ano, utilizando a técnica da dupla poda, cujas uvas dão origem aos vinhos de inverno.

Os vinhedos estão sempre localizados em regiões de altitude, que podem chegar a 1.300 m, em zonas de clima subtropical ou tropical de altitude.

As regiões de viticultura produtoras dos vinhos de inverno caracterizam-se por apresentar clima com temperaturas diurnas amenas, temperaturas noturnas frescas e baixa precipitação pluviométrica no período de maturação das uvas, possibilitando à colheita de uvas com elevado potencial enológico.

Com o tempo, observa-se o agrupamento de produtores em torno de regiões vitivinícolas que se têm estruturado, buscando a produção e a valorização dos vinhos de inverno.

As duas variedades de uvas que mostraram melhores resultados nesta técnica de dupla poda foram a Syrah e Sauvignon Blanc (maiores altitudes/900), seguida da Cabernet Franc em São Roque (menor altitude/770 metros), mas outras variedades seguem sendo testadas e acompanhadas ano a ano.

A evolução da produção dos vinhos de inverno já configura uma coletividade de produtores de uvas e vinhos.

Criada em 2016, a Associação Nacional de Produtores de Vinhos de Inverno (Anprovin) tem por objetivo congregar, em nível nacional, os produtores de uvas colhidas no ciclo de inverno, bem como os produtores dos vinhos finos elaborados a partir destas uvas.

A Anprovin considera vinhos finos de inverno somente os elaborados com uvas produzidas por variedades de Vitis vinifera L., provenientes de vinhedos conduzidos em regime de dupla poda para colheita no período de inverno, situados em diferentes Estados brasileiros e que apresentem características próprias e qualidades vinculadas aos locais de produção.

Regiões de vinhos finos do estado de São Paulo.

São Roque- 11 hectares

– Vinícola Góes- 10 hectares

– Vinícola Bella Quinta- 1 hectare

Microrregião de Campinas- 57,5 hectares

– Vinícola Guaspari (Espirito Santo do Pinhal) – 50 hectares

– Vinícola Terra Nossa (Santo Antonio do Jardim) – 3 hectares

– Vinícola Terrassos (Amparo) – 3 hectares

– Vinícola Micheletto (Louveira) – 1,5 hectares

Norte/Noroeste/Centro- 32,4 hectares

– Vinícola Verrone (Itobi) – 12 hectares

– Vinícola Marchese di Ivrea (Ituverava) – 12 hectares

– Vinícola Terras Altas (Ribeirão Preto) – 6 hectares

– Vinícola Paulo Girardi (Fazenda Amazonas/SJ Rio Preto) – 1,2 hectares

– Vinícola Ferracini (Penápolis) – 1,2 hectares

Altos da Mantiqueira- 42 hectares

– Vinícola Villa Santa Maria (São Bento do Sapucaí)- 25 hectares

– Vinícola Entre Villas (São Bento do Sapucaí)- 3 + 12 hectares

– Vinícola Raízes do Baú da Fazenda Portal da Luz (São Bento do Sapucaí)- 2 hectares

Sudeste- 5 hectares

– Vinícola Davo (Ribeirão Branco) – 5 hectares

Obs- estas foram as vinícolas que pude apurar que tem uvas finas viníferas plantadas no estado de São Paulo para a produção de vinhos, sejam de colheita de inverno ou de verão.

Conforme forem surgindo dados mais atualizados vou alterando.

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