Malbec

Cahors e a Malbec

Apesar da antiga tradição vinhateira, aonde seus vinhos negros eram misturados aos vinhos mais leves Bordeaux, somente em 1951 a região de Cahors foi classificada como VDQS ((vins délimités de qualité supérieur), passando a AOC em 1971.

Situa-se no departamento do Lot, parte da região de Quercy, cuja paisagem austera é marcada por penhascos abruptos escavados pelos rios na rocha calcária. No topo das colinas, os castelos medievais lembram que ali se desenvolveram muitas batalhas da guerra secular travada entre franceses e ingleses.

A apelação é a maior do Sudoeste, com 4 mil hectares de vinhas espalhadas por cerca de 40 comunas nas duas margens do rio Lot, que produzem exclusivamente vinho tinto; seu terroir é praticamente dividido em dois:

– o Vale e seus terraços com depósitos aluviais na beira do Rio Lot.

– o Causse, entre 250 e 350 metros SNM, subdividido entre o platô de calcário e sua côtes.

Após um período de esquecimento e ofuscado pela Argentina, desde 2008 a AOC Cahors tenta se recuperar e se posicionar, principalmente no mercado externo (Gran Bretanha, Canadá e EUA), como uma opção atraente aos malbecs argentinos.

A estratégia Cahors Malbec tem colhido bons resultados com aumento firme de suas exportações, passando de 20 mil hectolitros em 2012 para 40 mil hectolitros em 2017, aonde os 3 principais países citados acima correspondem a 70% do volume das exportações.

Adaptação na Argentina.

A Malbec chegou na Argentina em 1868, trazida pelo agrônomo francês André Pouget, que com outras castas francesas, iria iniciar um projeto de melhorias dos vinhedos de Mendoza.

A Malbec adaptou-se bem ao clima seco de Mendoza, e que com sua pele grossa, aporta bastante cor e tanino ao vinho, mas que diferentemente do vinho francês, seus taninos são mais doces e macios, proporcionando vinhos mais redondos e de menor acidez.

Hoje com cerca de 45.000 ha, é o maior vinhedo do mundo desta casta, e é também a casta mais plantada na argentina, correspondendo a 22,5% do total dos vinhedos do país.

Mendoza com 38.000 ha detém 85% da totalidade de vinhedos de Malbec plantados na Argentina.

Hoje em dia há uma grande diversidade de estilos de vinhos de Malbec, desde os mais simples, até os bastantes estruturados e equilibrados.

A busca por novos terroir, o incremento de conhecimento em vitivinicultura, aliado a novos investimentos e desbravamento de novas altitudes, fazem da Malbec e dos vinhos argentinos em geral, terem um futuro cada vez mais promissor.

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