História do vinho no Brasil

– 1500- Descobrimento do Brasil por Pedro Alvarez Cabral

– 1531- Expedição de Martim Afonso de Sousa para estabelecer o domínio efetivo da Nova Terra.

– 1532- Fundação da cidade de São Vicente

– 1532- Brás Cubas planta as primeiras mudas de videira em solo brasileiro, primeiro nas encostas de Cubatão e depois no planalto de Piratininga (Santo André da Borda do Campo/João Ramalho).

– 1534- Implantação das 14 capitanias hereditárias, aonde tem desenvolvimento as capitanias de São Vicente (Martim Afonso de Sousa) e do Pernambuco (Duarte Coelho).

– 1535- Povoamento de Mirim (Olinda) por Duarte Coelho

– 1542- Fundação da Vila Conceição de Itamaracá por João Gonçalves, que fomentou a lavoura, principalmente o cultivo da cana, da vinha, do tabaco e algodão.

– 1546- Fundação da cidade de Santos

– 1549- Tomé de Sousa- nomeado primeiro governador geral do Brasil, funda a cidade de Salvador e traz os primeiros seis jesuítas, chefiados por Manuel da Nobrega.

– 1549- Plantio de videiras na ilha de Itaparica/Bahia

– 1554- Fundação da cidade de São Paulo

– 1601- Inicio da Bandeiras para o interior do Brasil

– 1620- Os Jesuítas iniciam o povoamento do atual Rio Grande do Sul

– 1636- Conquista do nordeste do Brasil pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais e sua administração por Mauricio de Nassau; a importância da viticultura na ilha de Itamaracá neste período pode ser vista pelo escudo da ilha de Itamaracá, mandado fazer por Mauricio de Nassau e que é ornado por vários cachos de uvas; e pelos informes de Gaspar Barléu e Van der Dussen.

Os vinhedos na Ilha de Itamaracá e em Abreu do Uma, como também na Bahia, eram todos de variedades Vitis viníferas, trazidas de Portugal e da Ilha da Madeira, as quais incluem: Bastardo, Boaes/Boal, Dedo de Dama, Ferraes, Galego, Malvasias, Moscateis e Verdelho.

– 1640- a produção, comercio e consumo de vinho já era importante na cidade de São Paulo, tanto que na primeira ata da Câmara Municipal de São Paulo, tratou da qualidade e dos preços dos vinhos aqui produzidos.

– 1668- Tratado de Lisboa

– 1697- Descoberta de ouro nos sertões de Taubaté e início do ciclo do ouro no Brasil, e a partir daí a corrida para o interior (Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais), abandonando as lavouras e consequentemente a plantação de vinhedos entra em declínio.

– Estrada Real- Caminho velho: Ligação do porto de Parati até a cidade de Vila Rica (Ouro Preto); Caminho Novo: Ligação do porto da Baia da Guanabara até a cidade de Vila Rica (Ouro Preto); provavelmente ao longo do trajeto, os pequenos armazéns (biroscas) vendiam vinhos e os produziam a partir de vinhedos plantados ao redor.

– 1720- o fluxo migratório de Portugal para o Brasil foi intenso, passando de 300 mil habitantes para mais de 3 milhões, e como consequência a implantação do idioma português em substituição ao idioma tupi antigo que mais vigorava.

Este aumento de população, aliada à riqueza proporcionada pelo ouro, eleva o consumo de vinhos no Brasil; Barriletes de 5 litros eram vendidos em Vila Rica por até 700 gramas de ouro, tanto os vinhos importados como os produzidos em São Paulo.

– 1756- imposição de cota de vinhos do Porto ao Brasil, na pratica todo vinho do Porto que a Inglaterra não comprar o Brasil é obrigado a comprar; resultado da diminuição da comercialização de vinhos produzidos no Brasil

– 1785- A Rainha Dona Maria I, baixa alvará proibindo o comércio de todo bens manufaturados no Brasil, e com isso o fim do comércio dos vinhos produzidos no Brasil.

– 1808- Chegada da corte portuguesa ao Brasil (fugindo de Napoleão), e como consequência, a abertura dos portos e a importação de vinhos de várias partes do mundo.

– 1821- Dom João VI retorna para Portugal

– 1822- Dom Pedro I proclama a independência do Brasil

– 1824- Autorização para o fluxo migratório para o sul do Brasil, para consolidar a fronteiras com Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os primeiros imigrantes são os alemães, que formam a colônia de São Leopoldo, perto de Porto Alegre

– 1840- Introdução da uva Isabel (cruzamento interespecífico da Vitis labrusca linne X Vitis vinífera Meslier Petit), originária dos EUA, na ilha dos marinheiros/RS por Thomas Messiter

– 1850- Lei Eusébio de Queiroz proibindo o tráfico de escravos para o Brasil e consequentemente a diminuição de mão de obra escrava, e com isto o aumento da necessidade de mais imigrantes.

– 1850- Lei de Terras, primeira legislação para questões fiduciárias, abolindo o regime de Sesmarias, estabelecendo que só poderia haver ocupação de terras por meio de compra e venda, ou autorização da Coroa, todos que já estavam nelas receberam o título de proprietários, mas tinham de residir e produzir na terra.

Este sistema impactou o sistema de imigração, visto que os colonos não mais recebiam terras de doações, e sem condições financeiras para a aquisição das terras, se viram obrigados a trabalharem em esquema de parcerias nas fazendas, esquema estes que beiravam a escravidão, devido as péssimas condições de trabalho e a dificuldade de adquirir a sua própria terra.

– 1859- Proibição pela Prússia da imigração ao Brasil (decreto Heydt), devido aos maus tratos dos alemães nas culturas cafeeira de São Paulo; está restrição seria revogada apenas para os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, originando a concentração de imigrantes alemães nesta região do sul do Brasil.

– 1860- Cultivo de uvas na região do sul de Minas Gerais, principalmente em Caldas, Andradas e Santa Rita de Caldas, aonde devido a altitude de mais de 1.200 metros e as constantes geadas, davam baixos rendimentos a cultura de café.

– 1865- Doutor Eusébio Stevaux inicia uma pequena plantação na sua fazenda em Pantojo, na cidade de São Roque.

– 1870/71- Fim da Guerra Franco-Prussiana, unificação da Alemanha e da Itália; o governo brasileiro, deixou de subsidiar a imigração alemã (Luterana) e passou a priorizar a imigração italiana (Católica).

– 1871- Lei do Ventre Livre

– 1872- o Censo contabiliza 40.056 alemães no Brasil, na terceira posição de população no Brasil, atrás dos portugueses (125.876) e africanos (176.057).

– 1872- o governo imperial decide povoar áreas da província de São Pedro do Rio Grande do Sul, com o objetivo de ocupar vazios do território na sua porção mais meridional e de intensificar a produção de alimentos para abastecer as cidades.

– 1874- Colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves) e Conde d’Edu (Garibaldi)

– 1875- Colônia Fundos de Nova Palmira (Caxias do Sul)

– 1875- Imigrantes italianos se instalam no Vale do rio Tijucas (Nova Trento/SC)

– 1877- Silveira Martins (próximo a Santa Maria)

– 1877- a cidade de São Roque possuía 5.448 habitantes e a produção de vinhos era de 50.400 litros.

– 1878- imigrantes italianos se instalam na cidade de Urussanga/SC dando início a vitivinicultura catarinense.

– 1881- Colônia Maciel

– 1884- Colônia Álvaro Chaves (Veranópolis)

– 1884- Giuseppe Panceri, oriundo de Concorezzo (Lombardia) desembarca no Brasil e se instala em Caxias do Sul, e desenvolve ai a indústria de tecelagem (Tecelagem Panceri); posteriormente seu filho Luigi Panceri se instala no vale do Rio do Peixe, no meio oeste catarinense, região em que atualmente os descendentes de Eduardo Panceri mantém suas atividades no setor vitivinícola na cidade de Tangará/SC (Vinícolas Monte Vecchio e Vinícola Panceri).

– 1885- Colônias de São Marcos e Antônio Prado

– 1887- Núcleo Colonial Barão de Jundiaí

– 1887- Imperial Estação Agronômica de Campinas

– 1888- Leia Aurea- Libertação dos escravos no Brasil

– 1888- Na cidade de Andradas/MG o Coronel José Francisco de Oliveira plantou em duas propriedades, vinte variedades de videiras provenientes da França

– 1888- Dr. Luiz Pereira Barreto adquire o Sitio Santa Carolina que já continha 10 mil videiras de diversas qualidade, e fazendo intercambio com escolas de viticulturas europeia, desenvolve uma coleção de 400 variedades de uvas, sendo 350 europeias e 50 americanas.

– 1889- Luiz Pereira Barreto faz o cruzamento interespecífico de Vitis rupestris X Chasselas doré, originando a primeira variedade de uva genuinamente brasileira, a Campos da Paz (em homenagem ao seu discípulo Dr. Campos da Paz).

Pereira Barreto também publica os artigos a Vinha e a Civilização e A Viticultura no Brasil na revista agrícola.

– 1889- Proclamação da República do Brasil

– 1875 a 1904- mais de 1 milhão de imigrantes italianos, principalmente da região norte (Lombardia, Trento e Veneto) chegam ao Brasil, os quais correspondem a mais de 57% do total de imigrantes e posiciona o Brasil como o terceiro maior receptor dos imigrantes italianos, atrás dos EUA e Argentina.

– 1892- As primeiras videiras plantadas por italianos em Andradas/MG, quando as famílias Marcon e Piagentini, recém-chegados ao país, se instalaram na cidade e iniciaram seus parreirais. Nos anos seguintes, diversas outras famílias vindas da Itália também se mudaram para a cidade, fazendo crescer a cultura vinífera, que chegou no seu auge a ter mais de 70 adegas na cidade.

– 1897- o governo brasileiro mapeou uma grande porção de terra na Serra Gaúcha, traçou estradas, dividiu lotes e inicia a venda desses lotes às famílias italianas, que tinham 12 anos para pagarem por essas terras.

Giuseppe Miolo, viticultor da região de Vêneto/Piombino Dese – Padova, adquire um lote de terra de 24 hectares, que trazia em sua Escritura o número da Parcela denominada Lote 43 da Linha Leopoldina.

– 1897- Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

– 1898- Escola de Agricultura e Viticultura e o 1º Laboratório Enológico da Estação Agronômica Experimental.

– 1898- Dr. Campos da Paz, publica o Manual Prático do Viticultor Brasileiro

– 1898- Primeira exportação de vinhos da Serra Gaúcha para a cidade de São Simão/SP, feito em lombo de burro por Antonio Pierucini.

– 1900- Abramo Eberle faz exportação de vinhos para a capital paulista por via marítima.

– 1904- Introdução da uva Folha de Figo/Bordô no Brasil

– 1908- Vinícola Mônaco, primeira vinícola do Brasil

– 1910- Vinícola Salton e Dreher

– 1912- Fundação da Federação das Cooperativas do Rio Grande do Sul

– 1912- Fundada a Associação Vinícola Marcon em Andradas/MG

– 1913- Estação Experimental de Caxias do Sul

– 1913- As variedades de Vitis viníferas tiveram dificuldades de adaptação ao clima da Serra Gaúcha e 96% das uvas plantadas no Rio Grande do Sul eram da variedade Isabel, mais resistentes e produtivas.

– 1913- o imigrante italiano Manuel Peterlongo, que havia chegado ao Brasil em 1899, produz o primeiro espumante no país.

Neste mesmo período foi fundada a Granja Santo Antonio (Pindorama S/A – Vinhos e Champanhas) pelos irmãos Maristas na cidade de Garibaldi.

– 1914- Escola de Engenharia de Porto Alegre contrata um grupo de professores italianos, especialistas em vinicultura, liderados pelo enólogo e engenheiro Celeste Gobbato, que posteriormente edita o Manual do Viti-Vinicultor Brasileiro.

– 1915- inaugurada a a estrada de ferro Caxias / Montenegro, por onde o vinho era levado até a Lagoa dos Patos e o Porto de Rio Grande e daí de navio para o resto do país.

– 1915- Fundação da Vinícola Peterlongo, dando início a tradição de espumantes no Brasil

– 1920- Cartolas (barris de 400 litros) de vinhos das uvas Isabel e Bonarda são comercializados em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em seguida surgem os garrafões de 5 l de vidros, tampados com rolhas e lacre de gesso.

– 1926- primeiras vinícolas em Jundiaí/SP no bairro de Caxambu (Vinícola Traldi e Vinhos Santa Isabel)

– 1927- Criação do Sindicato Vinícola do Rio Grande do Sul, controlando a produção e a comercialização de todo o vinho produzido no Rio Grande do Sul.

– 1928- Fundada a Estação Experimental de São Roque por Fernando Costa, ajudando na melhoria das castas híbridas (Seibel, Seyve Villard, Bertille Seyve e Gaillard), americanas e vinífera (Pinot, Moscateis e Pirovanos, esta última obtida por Angelo Pirovano, em 1911, na Itália, por meio do cruzamento entre ‘Bicane’ e ‘Moscatel de Hamburgo’).

– 1928- para regular a produção e melhorar a qualidade do vinho foi criado o Instituto Riograndense do Vinho

Neste período as autoridades sanitárias e fiscais exigem que os vinhos gaúchos tenham acidez tartárica entre 7,5 e 8 g/l para exportação; com essa acidez elevada, o vinho tornava-se agressivo e o consumidor começa a adicionar açúcar para “melhorar” o produto.

– 1929- José de Moraes Vellinho funda, na cidade de Porto Alegre, a Sociedade Vinícola Riograndense e a criação do rótulo Granja União.

Na década de 30 foram iniciados experimentos no vinhedo Granja União para adaptar novas castas europeias ao clima e aos terrenos regionais, com vistas à produção de vinhos finos.

– 1931- Fundação da Cooperativa Vinícola Aurora em Bento Gonçalves e da Cooperativa Garibaldi em Garibaldi.

– 1934- Fundação da Cooperativa Vinícola e Agrícola de São Roque, tendo à frente o italiano Antonio Maria Picena, formado em enologia em Alba/Piemonte.

– 1935- Com a Sociedade Vinícola Rio-Grandense dominando o mercado nacional e exportando mais de 10 milhões de litros, foi criado o Instituto Rio-Grandense do Vinho.

– 1936- Fundado por membros das colônias italiana e portuguesa, o Sindicato da Indústria do Vinho de São Roque, do qual um dos fundadores foi Vitório Vigliotti; nesta época São Roque produzia em torno de 300 mil litros de vinhos.

– 1936- Por iniciativa dos próprios viticultores, foi inaugurado, um dos primeiros centros de pesquisa em uvas e vinhos do Brasil, a Estação Experimental de Viticultura e Enologia (EEVE), em Caldas/MG, no mesmo local onde funcionou a primeira estação, em 1860.

– 1937- Em 20 de outubro de 1937 foi criado o Laboratório Central de Enologia, com Sede no Rio de Janeiro e três Estações de Enologia com sede no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Em 1937 a lei federal 549, de 20/10/37, unificou a legislação brasileira de vinhos, que até então era determinada por cada estado, constituindo-se como a primeira Lei Brasileira do Vinho.

– 1940- Criado o Laboratório Central de Enologia encarregado de aplicar a lei vitivinícola.

Na década de 40 a produção brasileira já atingia 50 milhões de litros de vinho.

– 1941- foi colocada a pedra fundamental da Estação de Enologia de Bento Gonçalves.

– 1941- inicia a exportação de vinhos, enviando produtos para os Estados Unidos e Venezuela. A comercialização interna é realizada predominantemente em barris de pinho, transportados por navios até os centros de consumo.

– 1942- Primeira Festa do Vinho de São Roque/SP, que nesta época já produzia perto de um milhão de litros de vinhos e que chegaria no final da década de 1940 com 2 milhões de litros de vinhos produzidos.

– Na década de 1940, teve início no IAC um programa de melhoramento varietal da videira, que contou com a participação de destacados pesquisadores, como José Ribeiro de Almeida Santos Neto, da Seção de Viticultura; Júlio Seabra Inglez de Sousa, da Estação Experimental de Jundiaí; e Wilson Corrêa Ribas, da Estação Experimental de São Roque.

– 1946- Santos Neto faz o cruzamento da Seibel 11342 X Syrah e obtem a variedade Máximo (IAC 138-22), reputada como a melhor variedade produzida pelo IAC para elaboração de vinhos tintos; outra variedade produzida neste ano: Rainha (IAC 116-3, cruzamento entre Seibel 7053 e Burgunder Kastenholtz)

– 1949- variedades Dr. Júlio (SR 496-15, cruzamento Seibel 7053 e Gewürztraminer) e Dr. Seabra (SR 496-16, também cruzamento entre Seibel 7053 e Gewürztraminer)

– Na década de 1950 a vitivinicultura brasileira ainda é muito insipiente em sua tecnologia. A falta de domínio do cultivo das videiras e algumas práticas enológicas inadequadas fazem do vinho brasileiro um produto de qualidade medíocre; até esta época os vinhos finos ainda eram feitos com a adição de vinhos de mesa.

“A Isabel, com sua difusão vitoriosa através do RS, contribui poderosamente para atrasar o surto vitivinícola rio-grandense, no sentido de expulsar deste estado as castas produtoras de vinhos de alta classe” – Dr. Celeste Gobatto.

Surgem os varietais da Granja União (Cabernet, Merlot, Riesling, Bonarda, Malvasia di Candia, entre outras) e o garrafão de 5 litros do Sangue de Boi (Vinícola Aurora)

– 1951- a vinícola francesa Georges Aubert se instala no Brasil e é a primeira a produzir espumantes pelo método Charmat; todos os equipamentos vieram da França, pois no Brasil não havia tecnologia para a produção de tanques de aço inox com pressão controlada, e ainda levaria muito tempo para que os fabricantes conseguissem produzir esses tanques no País.

– 1954- 1º Festa do vinho na cidade de Andradas/MG

– 1956- São Roque já produzia 6,6 milhões de litros de vinhos

– 1956- a empresa Cinzano S.A. plantou 100.000 pés de uvas híbridas para elaboração de vinhos no Vale do Submédio São Francisco.

– 1959- Escola de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves/RS, que a partir de 1995 passou a ofertar o Curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia, sendo pioneira no país.

– Década de 1960

Em Jundiaí e São Roque (interior de São Paulo) a vitivinicultura é fomentada pela Cinzano e Gancia.

No Rio Grande do Sul, além da introdução de novas castas europeias, é implementado o cultivo da uva em sistema de condução espaldeira e novas tecnologias de vinificação são difundidas pela região da uva e do vinho.

– 1967- Vinícola Lovara

– 1968- primeira tentativa de Oscar Guglielmone (Adega Medieval) de fazer vinhos de suas videiras de Nebbiolo em Viamão/RS

– 1968- Juan Carrau Pujol inicia as instalações do que seria a Vinhos Finos Santa Rosa SA (Château Lacave/Caxias do Sul), com participação minoritária da National Distillers, que foi inaugurada em 1975, com seus enormes tonéis de carvalho de Nancy (França) e sendo uma das primeiras vinícolas a utilizar barricas de carvalho francês.

– 1968- Vinícola LC Marcon (Campino e Casa Geraldo) em Andradas/MG

– Década de 1970

Devido ao forte protecionismo do governo brasileiro para os vinhos brasileiros e os altos impostos para os vinhos importados empresas multinacionais de bebidas se instalam na Serra Gaúcha e na fronteira com o Uruguai; com grandes recursos, enólogos estrangeiros e na busca de novos terroir, elas iniciam a modernização da vitivinicultura brasileira.

Começa a se consolidar a produção de vinhos finos no Brasil, aonde nomes como Phillipe Coulon, Dante Calatayud, Ernesto Cataluña, Mario Geisse e Adolfo Lona, ajudaram na elaboração de vinhos com mais qualidade.

– 1973- Enquanto Juan Luis Carrrau Bonomi se encarregava do Château Lacave, Javier Carrau Bonomi com assessoria do professor Harold P.Olmo (Universidade da Califórnia) buscam as terras mais apropriadas para o projeto de implantação de um grande vinhedo para a National Distillers e sua subsidiaria vinícola Almadén; as terras iniciais selecionadas ficavam entre Bagé e Piratini (Campanha Gaúcha), com uma área propicia estimada de 20.000 hectares, estabelecendo uma área experimental de 20 hectares (que passou a 60) com implantação de vinhedos com 70.000 videiras de clones selecionados vindas de avião 707 diretamente da França.

O viveiro de mudas não dá certo no local inicial e o projeto se muda para Santana do Livramento e Cerro Chapéu.

– 1973- Martini & Rossi (Adolfo Lona)

– 1973- Moet & Chandon (Phillipe Coulon)

– 1973- Heublein

– 1973- Vinícola Luiz Valduga e Filhos (Casa Valduga) e Vinícola Marson

– 1974- Vinícola Monte Lemos (Dal Pizzol)

– 1974- Seagram’s (Forrestier)

– 1974- National Distillers (Almadén)

Os toneis de madeira de amendoim, grápia e pinho começam a ser gradativamente substituídos por tanques de aço carbono revestidos de epóxi ou tanques de concretos revestidos com epóxi; os de aço inox ainda eram inviáveis nesta época; barricas de carvalho também raras.

A partir de meados da década de 70 o setor vitícola já apresenta sensíveis sinais de melhoria da qualidade de seus produtos; as novas variedades, a tecnologia empregada nos vinhedos e na vinícola dão sinais nítidos do potencial do vinho brasileiro.

Os vinhos espumantes que até então eram produzidos por poucas vinícolas começam a tomar espaço nas adegas; os vinhos varietais começam a se apresentar como um estilo dos vinhos finos, enquanto os vinhos de variedades americana continuam predominando em volume de produção, mas cada vez com mais qualidade.

Muitas famílias descendentes dos primeiros imigrantes italianos entenderam bem o que se passava e não deixaram escapar a oportunidade de se profissionalizarem oficialmente, criando então novas empresas ou solidificando as já existentes.

– 1976- A Almadén compra 1.200 hectares de terras em Palomas (Santana do Livramento) e começa a implantar vinhedos com 52 variedades diferentes de uvas.

– 1976- Lançado o vinho Velho do Museu (Château Lacave), safra 1971, assemblage de 60% Cabernet Franc e 40% Merlot, rótulo que sairia ao mercado depois de 5 anos de amadurecimento/envelhecimento, sendo 18 meses em barricas de carvalho, 18 meses em toneis de carvalho e 24 meses em garrafa

Processamento de uvas no Rio Grande Sul, década de 1970.

– Década de 1980

– 1980- Surge a SBAV (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) em São Paulo, tendo à frente Carlos Cabral, Rodrigo Castanheira e Antonio Filangieri Gonzaga.

– 1980- Construção da adega da Almadén em Palomas, sendo a primeira vinícola na Campanha Gaúcha.

– 1982- a uva Niagara (Concord X Cassady) de origem americana, que originalmente era branca, sofre mutação aos longos dos anos na região de Jundiaí e dá origem a Niagara Red; em 1982 surge uma nova mutação, a Niagara Red Seedless (Rosinha), sem sementes.

– 1983- Surge a ABS (Associação Brasileira dos Sommeliers) no Rio de Janeiro, tendo à frente Danio Braga

– 1983- das 52 variedades de uvas do projeto da Almadén em Palomas, menos da metade sobreviveram, em 1983 sai no mercado o primeiro vinho produzido pela Almadén, a qual chega a ter 730 hectares de vinhedos implantados do total de 1.200 hectare, sendo os vinhedos mais antigos conduzidos em espaldeiras no Brasil.

– 1984- Vinícola Vale do São Francisco em parceria com a Maison Forestier (Vinicola Botticelli)

– 1985- Vitivinícola Santa Maria em Lagoa Grande/PE

– 1986- Vinícola Dom Cândido

– 1987- Lançamento dos vinhos varietais Semillon Blanc e Merlot 1986 pela Vinícola Almadén.

– 1988- Adriano Miolo se forma em enologia na Facultad Don Bosco de Enología y Ciencias de la Alimentación, em Mendoza/Argentina.

– 1989- Vinícola Miolo em Bento Gonçalves

– Década de 1990

Nesta década vale ressaltar a implementação da vitivinicultura de altitude, que passa a ser desenvolvida no planalto catarinense a partir de estudos iniciados na década de 1990 pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), e atraiu investimentos de empresários de outras regiões; entre estes há pessoas descendentes de italianos do Sul do Estado de Santa Catarina, do Estado do Rio Grande do Sul e do Estado do Paraná.

A produção de vinhos finos de altitude continuou em expansão, tendo empresários motivados pelas características geoclimáticas e também pela possibilidade de empregar sofisticadas técnicas enológicas, utilizando modernas instalações produtivas, como ocorreu nos primeiros investimentos.

– 1990- Vinícola Panceri em Tangará/SC

– 1992- Lançamento dos vinhos varietais Merlot 1990 e Sauvignon Blanc 1991 pela Vinícola Miolo

– 1995-Pequenos produtores vitivinícolas da atual Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, fundaram a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e iniciaram o desenvolvimento de uma indicação geográfica

– 1997- Vinícola Don Giovanni

– 1997- Vinícola Valmarino

– 1998- criado o IBRAVIN

– 1998- Vinícola Lidio Carraro

– 1998- Vinícola Pizzato

– 1999- Vilmar Bettú começa a elaborar seus vinhos em Garibaldi, primeiro de Isabel e depois de Vitis viniferas

– 1999- Vinícola Quinta da Neve, na cidade de São Joaquim/SC, implanta os vinhedos e lança seu vinho em 2004, tendo depois a consultoria do enólogo português Anselmo Mendes.

Século XXI

– 2000- Projeto Seival (Vinícola Seival) da Miolo, instalado na Estancia Fortaleza do Seival, em Candiota/RS (Campanha Gaúcha)

– 2000- Plantio do vinhedo da RAR no município de Muito Capões (Campos de Cima/RS) e os viveiros Rasip em parceria com a empresa Bio Plantas visando a oferecer mudas livres de viroses, clones selecionados das melhores variedades de videiras em combinação com diversos portas-enxertos.

– 2001- Murillo de Albuquerque Regina (Mestre em Viticultura e Enologia pela Université de Bordeaux II (1990), Doutor em Viticultura e Enologia pela Université de Bordeaux II (1993) e  com pós-Doutorado pela Etablissement National Techinque Pour L’amélioration de La Viticulture (2000), em associação com a Epamig/Caldas e o médico Marcos Arruda Vieira, o Projeto de implantação de vinhedos na Fazenda da Fé (Três Corações/MG) e o desenvolvimento da técnica de Dupla Poda/Colheita de Inverno; nesta técnica as uvas são colhidas em julho/agosto em vez de janeiro/fevereiro.

A Vinícola Estrada Real, primeira vinícola a utilizar está técnica., lançando seu primeiro vinho, o Primeira Estrada Syrah em 2010.

– 2001- Casa Pedrucci

– 2001- Vinícola Villa Francioni (São Joaquim/SC) implanta os vinhedos e lança seu vinho em 2005, tendo como enólogo chefe Orgalindo Bettú

– 2001- Vinícola Suzin (São Joaquim)

– 2001- Vinícola Miolo, junto com a Vinícola Lovara iniciam o projeto Terranova, na fazenda Ouro Verde, no município de Casa Nova/BA, no Vale do São Francisco

– 2002- A IP Vale dos Vinhedos foi reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, tornando-se a primeira IG brasileira. Compreende uma área geográfica delimitada de 81,23 km2 e protege produtos vitivinícolas, como os vinhos finos e espumantes, dentre outros.

– 2002- Vinícola Sanjo (São Joaquim)

– 2002- Vinícola Pericó (São Joaquim)

– 2002- Vinícola Villaggio Grando (Agua Doce/SC)

– 2003- Vitacea Brasil (Caldas/MG), criada pelos sócios Murillo de Albuquerque Regina, Patrick Arsicaud e Thibaud de Salettes, com o propósito de produção de mudas clonadas de videira obtidas de material vegetal com garantia de pureza genética e sanitária.

– 2003- Associação da Vitivinícola Santa Maria com a portuguesa Dão Sul, formando a ViniBrasil (RioSol) e a vinda dos enólogos portugueses Carlos Lucas e João Santos.

– 2004- Adolfo Lona deixa a Martini & Rossi e cria a Vinícola Adolfo Lona em Garibaldi/RS

– 2004- Vinícola Quinta Santa Maria (São Joaquim)

– 2004-  Vinícola Santo Emilio (Urupema/SC)

– 2004- Vinícola Serra do Sol (Urubici/SC)

– 2005- Villaggio Bassetti (São Joaquim)

– 2005- ACAVITIS (Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude), composta de 3 regiões produtoras: Campos Novos (abrangendo os municípios de Campos Novos e Monte Carlo), Caçador (Caçador, Água Doce, Salto Veloso, Treze Tílias, Videira e Tangará) e São Joaquim (São Joaquim, Urupema, Urubici, Bom Retiro, Painel e Campo Belo do Sul). Agora é denominada Associação Vinhos de Altitude.

– 2008- O enólogo português Miguel Ângelo Vicente Almeida é contratado para unir-se ao Grupo Miolo e junto com o enólogo Adriano Miolo e assessoria de Michel Rolland tocar os projetos do grupo na Campanha Gaúcha.

– 2009- Miolo/Lovara e Randon adquirirem a vinícola Almadén do grupo Pernord Ricard.

– 2009- Projeto Bella Vista State, na Campanha Gaúcha, parceria de Galvão Bueno com o Grupo Miolo, do qual viria a ser acionário da empresa (2013), junto às famílias Miolo, Benedetti, Tecchio e Randon.

– 2010- reconhecida a IP Pinto Bandeira, segunda IG brasileira de vinhos

– 2019- Fim do IBRAVIN, passando a União Brasileira de Vitivinicultura (UVIBRA) incorporar suas atividades.

-2020- reconhecida a IP Campanha Gaúcha.

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