Chile



Histórico

 As primeiras videiras plantadas no Chile foram trazidas em meados de 1550 pelos missionários da Espanha que queria produzir vinhos de mesa e para missa. Estes varietais espanhóis, particularmente Pais e Moscatel (produzido ainda hoje), produziram vinhos chilenos por vários séculos. Os produtores utilizavam técnicas primitivas (os vinhos eram adocicados e estabilizados, freqüentemente fervidos) para produzir vinhos rústicos.
No século XIX o Chile se tornou independente das leis espanholas, e uma classe superior recentemente próspera começaram a viajar à Europa, onde começaram a apreciar os vinhos franceses.
Com o inicio da importação dos varietais dos grandes vinhos de Bordeaux, os chilenos descobriram que podiam produzir uma classe superior dos vinhos, e a era moderna de produção começou. Em 1830, Claude Gay, um francês, persuadiu o governo para criar um viveiro oficial chamado de Quinta Normal para estudos botânicos. Um número expressivo dos seus primeiros espécimes era de videiras francesas saudáveis de Vitis vinífera, que a isolação geográfica protegeu da filoxera e de outras doenças européias. Na segunda metade do século XIX, enquanto seus vinhedos originais foram devastados, as videiras do Chile permaneceram intocadas pela filoxera e oídio – uma situação que continuava presente. Por volta de 1900, o Chile teve rendimentos generosos de Cabernet Sauvignon e Merlot assim como dos varietais espanhóis, para o mercado doméstico.

Em 1958, Don Emílio de Solminihac é o primeiro chileno a se graduar em enologia em Bordeaux, e no seu regresso ao Chile dedicou a dar assessoria técnica a vinícolas chilenas e ministrar aulas de enologia na Universidade Católica do Chile, formando toda uma nova geração de enólogos chilenos.

Durante o governo de Salvador Allende, o viés nacionalista e a situação financeira do Chile não permitia investimentos no setor, o qual ficou estagnado neste período.
Com a morte de Allende em 1973, o poder político passou ao governo militar de Augusto Pinochet, que parou o processo de nacionalização e devolveu vinhedos às famílias históricas, mas não remediou os problemas da indústria de vinho.

Em 1979, um dos primeiros investidores internacionais a chegar foi Miguel Torres, introduzindo os tanques de aço inoxidável com controle de temperatura e barricas de carvalho francês, revolucionando o processo de produção dos vinhos.

No regime ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990) a situação da indústria vitivinícola chilena continuou enfraquecida e uma boa parte do vinhedos foram destruídos (100 mil hectares em 1981 para 67 mil em 1985).

Com o retorno da democracia e a estabilidade tendo sido restaurada, os produtores internacionais estavam ansiosos para investir no potencial chileno de agricultura.

Também mundo do vinho estava pronto para uma demanda de vinhos varietais de bom custo-benefício e o Chile estava preparado para satisfazer a este nicho. Sua força de trabalho estável, clima propício e registros que o comprovaram como uma nação produtora atraiu corporações da França, dos Estados Unidos, da Espanha, da Austrália e do Japão.


As novas companhias investiram pesadamente em tecnologia moderna e revitalizaram e replantaram vinhedos. Vinte e cinco mil acres de variedades superiores, particularmente Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay, foram instalados entre 1987-1993.

Em um grande estouro de modernização, os investidores transformaram vinícolas antigas, instalaram equipamentos de produção avançados, e trouxeram uma nova geração de winemakers formados em universidades. Muitos dos novos winemakers chilenos vieram da universidade de Santiago, mas uma minoria notável de peritos franceses e americanos trouxe sua perícia para as novas vinícolas.
Os resultados foram surpreendentes e o Chile tornou-se conhecido quase que da noite para o dia como a capital mundial do vinho de custo-benefício, e seu mercado deixou de ser focado na America Latina para alcançar a Europa, América do Norte e Ásia.

Em 1988 a exportação de vinhos no Chile foi de 187 mil hectolitros, saltando para impressionantes 2,3 milhões de hectolitros em 1998; e em 1999 as exportações somaram U$ 525 milhões.

Os milhões de consumidores agora associavam o nome do país com os vinhos varietais baratos e deliciosos, prontos para beber.

Século XXI

O Chile chega ao século XXI com sua indústria vitivinícola consolidada entre os grandes do mundo, mas agora com planos mais ambiciosos, os mesmos produtores internacionais que incrementaram o vinho chileno barato, também querem chegar à categoria mais refinada de vinhos, e na busca para impressionar “connoisseurs”, os winemakers criaram vinhos de diferentes estilos, mas principalmente se baseando em Bordeaux, na busca por vinhos de maior complexidade e elegância e com isso agregando valores mais altos.

Sua área de vinhedos atingem os 100 mil hectares plantados em 2000 e uma produção de 6 milhões de hectolitros de vinhos, e continua a implantação de vinhedos em novas regiões.

Em 2010 a área de vinhedos atingem os 200 mil hectares plantados e sua produção de vinhos é de 10 milhões de hectolitros, sendo o oitavo maior produtor de vinhos do mundo.

Nos próximos anos houve uma estabilização, e em 2018 a área plantada de vinhedos situa-se nos 212 mil hectares e uma produção de 13 milhões de hectolitros de vinhos, dos quais 9,3 milhões de hectolitros foram exportados, gerando um faturamento próximo dos 2 bilhões de dólares, sendo no mundo, o quarto em volume e quinto em faturamento.


O Clima

O Chile possui um território incomum, com 4 300 quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura, o que dá ao país um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo — o Atacama — no norte do país, a um clima mediterrâneo no centro, até um clima alpino propenso à neve ao sul, com geleiras, fiordes e lagos.

Os fatores mais importantes que controlam o clima chileno são o Anticiclone do Pacífico, a área de baixa pressão circumpolar sul, a fria Corrente de Humboldt, a escala do litoral chileno e a Cordilheira dos Andes.

As regiões

Desde 1995, pelo decreto nº 464 se estabeleceu a demarcação das Denominações de Origem dos vinhos chilenos, cujos vinhos são provenientes das regiões indicadas abaixo, elaborados com as variedades que se indica na letra b) do artigo nº 3 deste decreto e cumpre com os demais requisitos estabelecidos para esta categoria, sendo que 75% do vinho deve ser da variedade e do exato local que aparecem no rótulo, permitindo que apenas 25% possa variar a essas especificações.

1-     Região Vitícola de Atacama- Sub-regiões:

– Valle de Copiapó: O vale do vinho mais ao norte, recentemente incluído nas áreas produtoras do país, faz parte da região de Atacama, no Chile, e abriga o deserto não polar mais seco do mundo. Neste clima desértico, pequenos projetos de vinho são regados com água de oásis naturais. A maioria das vinhas de Copiapó é plantada com uvas Pisco, usadas para a produção desse destilado de uva nacional.

– Valle del Huasco: É uma nova fronteira e descoberta para o vinho chileno. Localizado na fronteira do deserto de Atacama, sob esse clima extremo, você pode fazer vinhos excepcionais. Esta região pode ser subdividida em 2 regiões: Huasco Costa e Huasco Alto. Em Huasco Costa, a cerca de 20 km do Oceano Pacífico, os vinhos de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Syrah crescem sob a nova influência costeira da névoa da manhã e da forte brisa da costa do Pacífico. A combinação desses fatores, juntamente com os solos calcários, produz vinhos elegantes e complexos, com acentuada acidez natural e notas minerais e salgadas. Por outro lado, em Huasco Alto, interior de Vallenar, conhecida como região do Alto del Carmen, foram produzidos vinhos historicamente frescos, doces e aromáticos, chamados de pajarete (uma mistura de diferentes uvas moscatel, muito aromáticas) cultivadas a mais de 1.100 metros acima do nível do mar.

2- Região Vitícola de Coquimbo- Sub-regiões:

– Valle de Elqui: Localizado na região de Coquimbo. Elqui continua sendo uma região com características áridas, com céu cristalino e dono de alguns dos mais importantes observatórios astronômicos do mundo. Nesse território, as vinhas conseguiram buscar vegetação nas montanhas da Região, pousando em solos extremamente rústicos que conseguiram dar às vinhas o ambiente indicado para o seu desenvolvimento, com as principais vinhas da região sendo Syrah, para os tintos e Sauvignon Blanc entre os brancos.

– Valle de Limari e Valle de Choapa: O rico patrimônio arqueológico da região indica que os dois vales foram apreciados por sua importância agrícola desde os tempos pré-hispânicos. A topografia da região é responsável pela presença da névoa chamada Camanchaca, que traz umidade ao vale todas as manhãs e desaparece resfriando os terroirs com a brisa do mar à tarde. O vale de Limarí é reconhecido no território chileno pela presença de solos calcários e seu excelente potencial para a produção de Chardonnay. Da mesma forma, os Syrah do vale foram reconhecidos mundialmente, começando também a produzir excepcional Pinot Noir em nos últimos anos. O pequeno vale de Choapa, mais para o interior e localizado nas montanhas, também produz Syrah muito interessante.

3- Região Vitícola de Aconcagua- Sub-regiões:

– Valle del Aconcagua: Sua bacia é composta pelo rio Aconcagua, que vai da Cordilheira dos Andes até o Oceano Pacífico. Nas suas margens existem terraços aluviais e coluviais, ideais para o cultivo de uvas. As variedades vermelhas têm uma longa tradição no vale interior perto dos Andes, enquanto Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir, cepas que amam o frio, estão prosperando e apresentando excelentes resultados na área costeira do vale.

– Valle de Casablanca: A pioneira região vinícola de clima frio do Chile, Casablanca, é conhecida pela influência marítima do Pacífico que refresca seu clima, a névoa matutina que se instala no vale e os antigos solos de argila de granito que criam uma rica tapeçaria de terroirs, todos Esses fatores contribuem para tornar este vale um dos principais produtores de vinho branco no Chile. Elevações mais altas, mais quentes e sem geadas são propícias a variedades vermelhas como Merlot e Syrah, enquanto áreas mais frias e baixas são propícias a brancos vibrantes com mineralidade característica que tornam Sauvignon Blanc e Chardonnay as variedades mais icônicas do vale de Casablanca.

– Valle de San Antonio: O pequeno e relativamente novo Vale de San Antonio possui três setores principais, Leyda, Lo Abarca e Rosario, transformando-se em uma área em contínua evolução. O solo é caracteristicamente fino e rochoso como resultado da proximidade do vale com o Oceano Pacífico, uma área produtora de vinhos brancos reconhecidos por sua intensa mineralidade e acidez e também de tintos cheios de frutas concentradas e acidez natural persistente. Com encostas íngremes nas colinas costeiras que abrigam as vinhas da região, o Vale de San Antonio mostra um grande potencial para a produção de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir. Mais para o interior estão alguns dos melhores e mais intensos Syrahs para clima frio do país.

4- Região Vitícola del Valle Central- Sub-regiões:

– Valle del Maipo: O Vale do Maipo é uma das regiões vinícolas mais reconhecidas do Chile, que ganhou reputação por ser o berço de excelentes e renomados vinhos tintos. Suas vinhas são privilegiadas com um clima mediterrâneo ameno, com verões quentes e secos e invernos frios e úmidos. A região possui vinhedos orientais localizados no sopé dos Andes e vinhedos ocidentais que se estendem aos solos arenosos da Cordilheira da Costa. A principal variedade plantada é o Cabernet Sauvignon, caracteristicamente complexo com taninos bem estruturados. Outras variedades vermelhas que prosperam no vale são Merlot, Syrah e Carménère.

– Valle de Cachapoal: Situado na metade norte do grande vale de Rapel é tradicionalmente conhecida por seus vinhos tintos, principalmente Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot, que representam aproximadamente 80% da produção total da região. O vale apresenta microclimas variados que criam o ambiente certo para uma ampla variedade de vinhos, desde variedades de climas frios nas altas vinhas do sopé dos Andes até variedades mais exigentes nas áreas ao redor do lago Rapel, das colinas costeiras. Neste vale, a brisa suave do Oceano Pacífico e os solos argilosos criam sinergia para dar lugar a uma das regiões produtoras mais destacadas de Carménère no país.

– Valle de Colchagua: Situado na metade sul do vale de Rapel, o vale de Colchagua evoluiu nos últimos vinte anos, de uma extensão tranquila de terras agrícolas para ser uma das maiores e mais ativas regiões vinícolas do país. A elevação relativamente baixa das colinas costeiras permite que a brisa do Pacífico interaja com os ventos andinos, esfriando o vale e prolongando o período de maturação da região, o que beneficia a preservação da acidez das uvas, gerando tintos de excelente coloração, grande frescura e muito boa capacidade de armazenamento. A grande maioria do vinho produzido aqui é tinto, com uma propensão particular a produzir Carménère, Cabernet Sauvignon e Merlot, embora as recentes plantações próximas à costa também tenham se mostrado uma região com grande potencial para vinhos brancos de clima frio.

– Valle de Curicó: Com uma tradição vitivinícola que remonta ao século XIX, o Vale do Curicó é até hoje com vinhedos seculares, uma das áreas vinícolas mais reverenciadas, diversificadas e maiores do Chile. A região apresenta uma grande diversidade de solos de origem vulcânica e aluvial, com texturas francas e argilosas, de diferentes conteúdos e níveis de retenção de umidade, o que também permite escolher a condição de solo mais apropriada para cada variedade e, assim, expressar sua máxima potencial. O clima mediterrâneo, de dias quentes com radiação solar adequada e também noites frias, fornece a amplitude térmica necessária para obter uvas de qualidade. Da mesma forma, a precipitação de 600 mm por ano, concentrada principalmente nos meses de inverno, cria um equilíbrio vital entre o vigor das plantas e a produção de uvas saudáveis. Favorecendo especialmente a produção de Cabernet Sauvignon e Sauvingnon Blanc, que são as principais variedades plantadas no vale.

– Valle del Maule: A maior região vinícola do Chile também é uma das mais diversificadas geograficamente e climáticas, abrangendo os Andes a leste, os vales planos e ensolarados ao longo do corredor central e as colinas costeiras a oeste, permitindo que ambos Variedades vermelhas como o branco encontram um terroir ideal para serem cultivadas. Com clima mediterrâneo e grande influência do vento frio que vem da Cordilheira dos Andes à noite, o que aumenta a oscilação térmica diária e reduz o período de temperaturas máximas, ajudando a amadurecer lentamente e em boas condições. Ao contrário de muitas outras regiões em crescimento no Chile, o vale do Maule não tem influência marítima, mas mantém um diferencial de temperatura diurna favorável. Estas condições climáticas conferem uma intensidade aromática característica ao Carménère, caracteristicamente cheio de especiarias e pimenta preta desta região e permitem que o Cabernet Sauvignon e Merlot também floresçam. Maule também abriga algumas das mais antigas vinhas do país, uma viticultura de sequeiro e formação de cabeças, uma excelente área para encontrar Carignan excepcional.

5- Região Vitícola del Sur- Sub-regiões:

– Valle del Itata: Com mais de 500 anos de história, o Vale do Itata, uma das áreas vinícolas mais antigas do país e cujo nome significa “pastagem abundante” em Mapudungún, já que foram os mapuches que habitaram o local antes da chegada dos conquistadores, Geograficamente localizado na região de Bío-Bío, província de Ñuble. Seu clima mediterrâneo úmido, presença de temperaturas mais baixas do que em outros vales e com estações bem diferenciadas, solos arenosos, granitos e ricos em minerais que dão origem a alta produtividade e favorecem variedades tradicionais como País e Moscatel de Alejandría, predominantes na região. Atualmente, as vinícolas estão tentando resgatar esse antigo legado do vinho que havia sido esquecido, cultivando variedades finas das variedades Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Tintórera, Semillón, Chardonnay e Sauvignon Blanc, entre outras, visando a produção orgânica e altos padrões de qualidade.

– Valle del Bio-Bio: O Vale Bío-Bío marca a verdadeira transição para o sul chileno profundo que antes era considerado muito sul para a viticultura, embora nos últimos tempos a Região Austral tenha se juntado, ainda mais ao sul. As condições de clima frio são favoráveis ​​para as variedades Borgonha, Chardonnay e especialmente Pinot Noir, oferecendo resultados muito promissores. É também uma área adequada para outras variedades brancas, como Sauvignon Blanc e Riesling, ao sul do rio Biobío. Com tempo frio e ventoso perto do Bío Bío, mesmo no verão; suas precipitações atingem 1.100 mm anualmente. Seus solos são naturalmente arenosos e pedregosos, e os depósitos orgânicos fluviais o tornam fértil e produtivo.

– Valle del Malleco: Localizado entre a Cordilheira dos Andes e Nahuelbuta, é a subzona menor e mais ao sul que se estende até 40º, o Vale Malleco é transformado em um berço de variedades de clima frio, como Chardonnay e Pinot Noir.

6- Região vitícola Austral- Sub-regiões:

– Valle de Cautín- Com um punhado de hectares dedicados à produção de vinho, Cautín faz parte da região Austral, no extremo sul do Chile. Existem duas sub-regiões no vale de Cautín: Perquenco e Galvarino.

– Valle de Osorno- Tradicionalmente, uma região para a produção de gado e leite, com solos virgens de origem vulcânica, as vinhas foram plantadas pela primeira vez em 2000 como experimentação e, desde então, as plantações vêm aumentando. Com uma alta quantidade de precipitação que cai ao longo do ano e um regime térmico que tende a ser frio, uma temperatura média anual que atinge 10 ° C e solos profundos, estratificados e vulcânicos, o Vale do Osorno tornou-se cortar os vales de clima frio, apresentando excelentes resultados em Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Riesling. Até agora, as plantações de vinha estão perto do Lago Ranco e do vale do Rio Bueno. Os vinhos resultantes têm um ótimo caráter mineral, são elegantes, intensos e têm uma acidez refrescante com menos teor alcoólico. Também estão sendo desenvolvidos vinhos espumantes de alta qualidade na região.

Em 2013 o Ministério da Agricultura modificou o Decreto 464 e aglomerou-as áreas, conforme a sua situação de influência geográfica e climática: Andes, Entre Cordilheiras e Costa.

Para poderem rotular as novas denominações 85% das uvas tem de ter procedência destas áreas.

•      Costa: A brisa fresca do Oceano Pacífico, colidindo com o vento vigoroso da Cordilheira dos Andes, gera um clima frio especial e benéfico na área da Costa, onde as variedades de vinho branco do Chile e tintos de climas frios encontram seu ponto ideal de maturação.

Graças à influência da corrente do mar de Humbold, é produzido um ambiente natural fresco para a viticultura, que, acompanhado pela mineralidade do solo e pela presença quase constante de névoa da manhã, permite que as uvas amadurecem lentamente, resultando em vinhos extremamente complexos, aromáticos e elegante, com tons minerais presentes e alta acidez natural.

Áreas: Ovalle, San Juan, Marga Marga, Lolol, Portezuelo e Colemu.

•      Entre Cordilheiras: A vibrante viticultura do Chile concentra-se historicamente no Vale Central, uma longa faixa de terra emoldurada pelos Andes a leste e as montanhas da Cordilheira da Costa a oeste que encapsulam “entre cordilheiras”, oferecendo uma infinidade de terroirs marcado pelo clima mediterrâneo, alta radiação solar, solos sedimentares e presença de noites frias, que promovem uma viticultura muito saudável e a gestação de vinhos tintos profundos e característicos, com notável capacidade de guarda.

Áreas: Punitaqui, Panquehue, Isla de Maipo, Talagante, Melipilla, Alhué, María Pinto, Rancagua, Peumo, Nancagua, Santa Cruz, Palmilla, Peralillo, Marchigue, Rauco, Sagrada Familia, Talca, Pencahue, San Rafael, San Javier, Villa Alegre, Parral, Linares, Cauquenes, Chillán, Quillón, Yumbel, Mulchén e Traiguén.

•      Andes: A Cordilheira dos Andes, a maior cordilheira do mundo, é sem dúvida um dos fatores que define a geografia do Chile, criando uma fronteira natural oriental que se estende do deserto seco do norte ao deserto exuberante do sul da Patagônia.

Com solo sedimentar e uma brisa fresca da montanha que é transportada de uma grande altura para descer ao vale; A cordilheira dos Andes oferece frescor, controle de temperatura e regulação solar. Estes efeitos climáticos ajudam as videiras a ter um processo de maturação lento, preservando a acidez dos frutos, gerando vinhos com muito boa acidez natural, excelente coloração e equilíbrio.

Áreas: Vicuña, Paigunao, Monte Patria, Río Hurtado, Salamanca, Illapel, Santiago, Pirque, Puente Alto, Buin, Requínoa, Rengo, San Fernando, Chimbarongo, Romeral, Molina e San Clemente.

Produção de vinhos no Chile

A produção total de vinho em 2018 atingiu 1.289.896.983 litros, 35,9% superior ao ano anterior, dos quais 1.052.781.944 litros corresponde a vinhos com denominação de origem (81,6% do total declarado); 135.891.894 litros para vinhos sem denominação de origem que inclui também os vinhos declarados que não especificam uma variedade (10,5% do total declarado); e 101.223.145 litros para vinhos feitos a partir de uvas de mesa(7,9% do total declarado). A produção de vinho para Pisco foi 82.649.592 litros.

Produção de vinhos com denominação de origem em 2018
Em relação à produção de vinhos com denominação de origem que
atingiu 1.052.781.944 litros, 65,8% equivalente a 692.914.556
litros, correspondiam a vinhos tintos e 34,2%
equivalente a 359.867.388 litros, aos vinhos brancos.

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