Alemanha

VINHOS ALEMÃES

História

Os Romanos introduziram as videiras e a produção de vinhos na Alemanha, a mais de 2.000 anos atrás, possivelmente pela dificuldade de transportar pesadas ânforas de vinhos através dos Alpes.

Desde a ascensão da igreja cristã, a videira tem um papel intimamente ligado à história religiosa, e o cultivo nas regiões do Rhein, Neckar, Mosel, Saar e nos vales de Ruwer são bem documentados.

Carlos Magno regulamentou o cultivo das vinhas, a produção de vinho e a subsequente venda no século VIII. 

Acima de tudo, os mosteiros eram centros de cultura do vinho e seu trabalho foi decisivo para o plantio e manutenção do baixo rendimento dos vinhedos alemães durante séculos.

A dominação do cultivo de vinho pela igreja foi abolida nas áreas na margem esquerda do Reno pelas conquistas de Napoleão. Mas os novos proprietários também atribuíram grande importância à qualidade e levaram os vinhos alemães ao sucesso internacional.

No século XIX, a filoxera interrompeu a produção de vinho. As variedades locais e os vinhedos mistos (Field blend) desapareceram. Foi somente com as chamadas vinhas de enxerto que um novo começo pode ser possivel na virada do século. O processo de enxertia, no qual as variedades de uvas domésticas eram cultivadas em raízes americanas resistentes, agora foi prescrito por lei. 

Devido ao progresso no cultivo da videira e das castas que melhor se adaptaram, surgiu uma variedade selecionada de castas, que hoje compõem a viticultura alemã, entre elas a Muller-Thurgau (Rivaner), cruzamento entre a Riesling e a Madeleine Royale (criada em 1882 pelo Dr.Herman Mueller na Hochschule Geisenheim University em Rheingau) e Scheurebe (Riesling X Bukettrebe), criada em 1916 pelo Dr. George Scheu.

No século XX as duas Guerras Mundiais afetaram profundamente a produção e a distribuição dos vinhos alemães.

A lei do vinho de 1930 estabeleceu regulamentações a nivel nacional, como a criação de vinhos naturais (não podiam ser adoçados artificialmente) e abolindo plantações de castas hibridas Américo-européia.

Com o final da segunda guerra, a competição com vinhos estrangeiros importados, forçou os produtores a se organizarem em cooperativas, alguns focando em alta produtividade e baixa qualidade, o que levou a uma expansão dos vinhedos na Alemanha.

Graças à estreita cooperação entre a ciência da viticultura e os viticultores, várias inovações na viticultura e no manejo da adega puderam ser implementadas, como o controle de doenças fungicas, seleção de clones e a proteção de geadas; novas castas foram criadas a partir de cruzamentos como a Kerner (Schiava Grossa/Trollinger X Riesling) em 1929 e a Dornfelder (Helfensteiner X Heroldrebe) em 1955 pelo Dr. August Herold.

 Em 1953 houve o plano de reestruturação agricola da terra (Flurbereinigung), aonde áreas dispersas (propriedades fragmentadas pela divisão real), em sua maioria menores, são combinadas em áreas maiores e, portanto, mais efetivamente utilizáveis.

A consolidação da terra também inclui a criação de caminhos, estradas e água, além de instalações públicas semelhantes.

No ano de 1971, a Lei do Vinho na Alemanha, foi novamente reformulada para estar em concordância com as regulamentações da União Européia e foi durante este período que a produção de vinhos combinados teve grande importância, e vinhos como o Liebfraumilch se tornaram padronizados e se difundiram mundialmente.

Infelizmente esta lei abriu brechas para a difusão de uma grande quantidade de vinhos de baixa qualidade e de baixo custo, ficando somente uma pequena quantidade de zelosos produtores, comprometidos com a qualidade de seus vinhedos e de seus vinhos.

Com isso a imagem do vinho alemão ficou associada a vinho branco adocidado de baixa qualidade; e a comprrensão de seus rótulos não ajudam um leigo, a diferenciar um vinho mediocre de um vinho de qualidade.

Felizmente no final do século XX, os principais produtores de vinhos de qualidade, num esforço em conjunto, estão implantando um sistema de classificação de vinhedos, em Grosses Gewächs ou Erstes Gewächs, aonde somente castas permitidas podem ser cultivadas  e devem manter a produtividade baixa para ressaltar a qualidade destes vinhedos.

Clima, Solo e Cultivo

Os melhores vinhedos germânicos estão localizados em ladeiras íngremes ao sudeste, contemplando os vales de rios, principalmente de Rhein, Neckar, Main, Nahe, Ahr e Mosel.

O grande desáfio da produção germânica é o clima frio e sua variação climática, que pode ser totalmente extrema de uma encosta para outra, e que nem sempre conta com insolação suficiente para garantir o amadurecimento adequado das uvas, tornando a produção de vinho um empreendimento em contínuo risco; exposição solar, geada, ventos frios e altitude elevada afetam a viabilidade de muitas localizações.

A mudança climática apresenta aos viticultores alemães novos desafios a cada ano com diferentes condições climáticas extremas. Por exemplo, em 2006 a colheita do vinho gelado foi cancelada devido ao clima excessivamente ameno e em 2007 a flor da videira começou como nunca antes. 

No geral, no entanto, os viticultores alemães aqui no extremo norte da viticultura mundial se beneficiam do aumento da temperatura média dos últimos anos, a menos que exceções como o verão seco de 2003 não ocorram regularmente. 

O perigo de que as variedades de uva de amadurecimento tardio não atinjam a maturação ideal há muito tempo. 

Com suas variedades tradicionais de uva, os produtores alemães ainda estão bem posicionados para o futuro próximo.

Os solos variam muito, com granito, ardosia, loess, greda, calcário, arenito, marga e argila.

A média dos vinhedos em propriedades rurais germânicas é muito pequena (inferior a 2 acres), e a maioria dos mais famosos vinhedos têm dúzias de proprietários com facilidades, orçamentos e filosofias vastamente diferenciadas.

Nos terraços mais ingremes as uvas tendem a amadurecer em desigualdade e a colheita manual em várias passadas deve ser feita por profissional experiente, o que tambem eleva o custo da colheita

 Regiões Vitivinicolas.

Com 102.309 hectares de vinhedos a Alemanha ocupa a 18º posição no mundo em area plantada, e com 10 Mhl de vinhos produzidos ocupa a 8º posição no total de vinhos produzidos no mundo.

Os melhores pré-requisitos para a viticultura na Alemanha são encostas expostas ao sul ou sudoeste em vales protegidos, como o Reno e seus afluentes ou o Elba, Saale e Unstrut. Isso decorre do fato de que o sol nas encostas é muito mais intenso do que na planície. Além disso, as encostas do sul se beneficiam de uma duração geral mais longa do sol. 

Os vinhedos e vinhos alemães são divididos em duas categorias principais de vinhos: Tafelwein e Qualitätswein , onde o fator crucial que distingue cada uma das categorias é o índice do açúcar contido no mosto, cujo teor é expressado de acordo com a escala de Klosterneuburger Mostwaage (KMW).

1ºKMW= aproximadamente 5ºOeschele
10ºbaume=18ºbrix= 75ºOeschele= 15KMW= D 1,075=10%alcool=180g/l de açucares no mosto.

Tafelwein

Tafelwein– vinho de mesa, sem maiores atributos, em 7 grandes áreas de cultivo

Mínimo de 13° KMW no mosto.

  • – Rhein-Mosel
  • – Bayern
  • – Neckar
  • – Oberrhein
  • – Albrechtsburg
  • – Niederlausitz
  • – Stargarderland

Deutscher Tafelwein – subdivisão do Tafelwein indicando a produção do vinho na Alemanha, sem uvas importadas. Produzidos em oito regiões demarcadas.

  • – Rhein
  • – Moseltal
  • – Saar
  • – Main
  • – Donau
  • – Lindal
  • – Römertor
  • – Burgengau

Landwein – Vinho regional, sujeito a poucas regulamentações. Produzidos em 21 subregiões demarcadas, sendo obrigatoriamente ser Trocken (seco) ou Halbtrocken (meio seco).

Mínimo 14° KMW no mosto.

  • Ahrtaler (Ahr)
  • Sübadischer (Baden)
  • Unterbadischer (Baden)
  • Taubertäler (Baden)
  • Fränkischer (Franconia)
  • Regensburger (Franconia)
  • Starkenburger (Hessische Bergstraße)
  • Rheinburgen (Mittelrhein)
  • Landwein der Mosel (Mosel)
  • Saarländischer (Mosel)
  • Landwein der Ruwer (Mosel)
  • Nahegauer (Nahe)
  • Pfälzer (Palatinate)
  • Altrheingauer (Rheingau)
  • Rheinischer (Rheinhessen)
  • Mitteldeutscher (Saale-Unstrut)
  • Sächsischer (Saxony)
  • Bayerischer Bodensee (Württemberg)
  • Schwäbischer (Württemberg)
  • Mecklenburger
  • Brandenburger

QBA (Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete).

Vinho de qualidade produzido em uma região especifica, aonde temos 13 áreas de cultivos (Anbaugebietes) demarcadas, subdividas em 43 Bereiches (áreas), 167 Grosslagen (local de um conjunto de vinhedos) e 2.658 Einzellagen (vinhedo único/single vineyard).

Minimo de 15º KMW no mosto

As Regiões (Anbaugebiete)

AHR

Possui 545 hectares, tendo 1 Bereich (Walporzheim – Ahrtal) e 1 Grosslagen (Klosterberg)

A produção de 30 mhl é focada nos vinhos tintos (87%), sendo os restantes 13% de vinhos brancos.

A maioria dos vinhos desta região é leve, feito de uvas tintas e usualmente de Spätburgunder (mais de 40%). São feitos tradicionalmente com seleção tardia e com padrões médios de doçura, mas de modo crescente poucos produtores estão apresentando amadurecimento em carvalho, ao exemplo do estilo da Bourgogne. A maioria dos vinhos é vinificada em adegas de cooperativas locais e são vendidos diretamente, especialmente aos visitantes.

BADEN

Possui 15.900 hectares, sendo a terceira maior região vinicola da Alemanha, tendo 9 Bereiche e 16 Grosslagen

Badische Bergstraße

  • Hohenberg
  • Mannaberg
  • Rittersberg
  • Stiftsberg

Bodensee

  • Sonnenufer

Breisgau

  • Burg Lichteneck
  • Burg Zähringen
  • Schutterlindenberg

Kaiserstuhl

  • Vulkanfelsen

Kraichgau

Markgräflerland

  • Attilafelsen
  • Burg Neuenfels
  • Lorettoberg
  • Vogtei Rötteln

Ortenau

  • Fürsteneck
  • Schloss Rodeck

Tauberfranken

  • Tauberklinge

Tuniberg

Esta área é geograficamente a mais extensa (se estende a 250 milhas da fronteira com Franken ao norte do Lago Constance – Bodensee – e com a Suíça ao sul). É também uma das regiões vinícolas mais quente e meridional, onde a crescente luminosidade da região fornece aos vinhos um pouco mais de álcool do que no resto do país.

Sua produção de vinhos anual é de 1,1 Mhl.

Ao norte da região, Rieslings crescem em solo de granito e são conhecidas por seu charme, delicadeza e ótima acidez. A Müller-Thurgau, Grauburgunder (Pinot Gris, também chamada de Ruländer), e Weissburgunder produzem vinhos brancos secos e doces.

A Spätburgunder (Pinot Noir) também amadurece bem nesta região, e pode ser produzida com cada uma das levemente doces uvas tintas, produzindo saborosos vinhos elegantes amadurecidos em carvalho. A vila de Durbach é especializada em ricos Traminers, das vinícolas em declives que contemplam do alto a cidade. A Müller-Thurgau e a Gutedel (Chasselas) surpreendentemente, também produzem interessantes vinhos em Baden.

FRANKEN

Possui 6.253 hectares, tendo 3 Bereiche e 23 grosslagen

Maindreieck

  • Burg
  • Engelsberg
  • Eschendorf
  • Ewig Leben
  • Hofrat
  • Honigberg
  • Kirchberg
  • Marienberg
  • Markgraf Babenberg
  • Oelspiel
  • Ravensburg
  • Rosstal
  • Teufelstor
  • Wurzburg

Mainviereck

  • Heiligenthal
  • Reuschberg

Steigerwald

  • Burgweg-Franken
  • Herrenberg
  • Iphofen
  • Kapellenberg
  • Schild
  • Schlossberg
  • Schlosstück

Esta área, cujo centro é a cidade de Würzburg, segue margeando o rio Main antes que ele se junte ao rio Rhein em Mainz. Tem verões curtos e muita geada, com poucas áreas de boas vinícolas isoladas e protegidas.

Produz 350 mhl anualmente de vinhos, sendo 80% brancos e 20% tintos.

A variedade de uva mais comum é a Müller-Thurgau, que é de qualidade razoável, sendo a Sylvaner a responsável pelos melhores vinhos da região.

As inconfundíveis e tradicionais garrafas Franken (Bocksbeutel) são usadas para vinhos secos.

HESSISCHE BERGSTRASSE

Possui 440 hectares, tendo 2 Bereiche e 3 Grosslagen

Starkenburg

  • Rott
  • Schlossberg
  • Wolfsmagen

Umstadt

Esta é uma das menores regiões vinícolas da Alemanha, produzindo 88% de vinhos brancos e 12% de vinhos tintos.

A uva principal é a Riesling, com mais de 50% da área vinícola; se parece com Rheingau em seus melhores exemplos. Mais da metade dos vinhos são secos, mas os 94 acres das propriedades rurais vinícolas de Hesse são bem respeitados por seus Eiswein. Quase dois terços dos 900 cultivadores processam seus vinhos em adegas de simples cooperativas.

O elegante vinho Hessische Bergstrasse é raramente exportado e a maioria é vendida localmente.

MITTELRHEIN

Possui 467 hectares, tendo 2 Bereiche e 12 Grosslagen

Loreley

  • Burg Hammerstein
  • Burg Rheinfels
  • Gedeonseck
  • Schloss Herrenberg
  • Lahntal
  • Loreleyfelsen
  • Marksburg
  • Schloss Reichenstein
  • Schloss Schönburg
  • Schloss Stahleck

Siebengebirge

  • Petersberg

Cerca de 85% da área cultivada com vinha é plantada com castas brancas.

Em quase todos os vinhedos de declives, com extensões cobertas de ardósia são plantadas Riesling, e a maioria tem vista para o rio Rhein. Os vinhedos Mittelrhein estão encolhendo gradualmente sob a pressão da população, ambas do norte e do sul, e o vinho não está sendo muito exportado; a maioria é vendida ou consumida localmente.

Riesling é cultivada principalmente (aproximadamente 67,2% da área cultivada com vinha), mas também Pinot Noir (9,9%), Müller-Thurgau e Rivaner (4,5%), Pinot Blanc (4,3%), Pinot Gris (3,5%), Dornfelder (2,5%), Kerner (1,5%), Schuerebe (1%) e Portugues Blue (1%).

A região de Mittelrhein produz Rieslings concentradas com uma fina estrutura ácida, com no mínimo um quarto da safra de vinhos secos (trocken ou halbtrocken). A Müller-Thurgau de vinhas de baixo rendimento, geralmente têm aqui, mais caráter e concentração do que em outras áreas.

MOSEL-SAAR-RUWER

Possui 8.792 hectares, sendo a quinta maior região vinícola da Alemanha, tendo 6 Bereiche e 19 Grosslagen

Bernkastel

  • Badstube
  • Kurfürstlay
  • Michelsberg
  • Münzlay
  • Nacktarsch
  • Probstberg
  • St. Michael
  • Schwarzlay
  • Vom Heissen Stein

Burg Cochem

  • Goldbäumchen
  • Gradschaft
  • Rosenhang
  • Schwarze Katz
  • Weinhex

Moseltor

  • Schloss Bübinger

Obermosel

  • Gipfel
  • Königsberg

Ruwertal

  • Römerlay

Saar

  • Scharzberg

Esta é a região vinícola mais bem conhecida na Alemanha.

A antiga região de produção de vinho, Mosel, abasteceu a poderosa cidade romana de Trier, e desde então a região nunca esteve desabastecida. Os vinhedos foram plantados em ambos os lados e ao longo da extensão do rio Mosel, ainda que como sempre os quentes declives do Sul são mais favorecidos.

Produz 1,4 Mhl de vinhos anualmente, sendo 90,4% de vinhos brancos e 9,6% de vinhos tintos; sendo que a Riesling corresponde 61% da área plantada, seguida pela Muller-Thurgau (12,2%) e Ebling (5,8%).

Os Landwein correspondem a 4,4%, os Qualitätswein a 81,9% e os Prädikatswein 13,7%.

O centro de Mosel cultiva as mais elegantes uvas, e todos os seus melhores vinhos são Riesling.

Seus vinhedos em declives são de ardosias, que ajudam a conservar e a refletir o calor do sol.

Seus Riesling são produzidos em estilos tradicionais, do meio seco a meio doce. Para os vinhos a granel, há grandes quantidades de Müller-Thurgau plantados nas planícies, que são solos mais férteis. A região Mosel também tem algumas plantações remanescentes das antigas vinhas romanas Elbling, que produz vinhos leves e simplesmente refrescantes com um pouco do caráter local.

Adegas cooperativas não são muito importantes aqui, e a maioria dos vinhos é engarrafada por propriedades rurais individuais e por comerciantes de vinhos.

O vale do rio Saar, cujo severo clima proporciona Riesling para Sekt e Eiswein quase todo o ano, é também parte desta região, assim como o vale Ruwer. O rio Ruwer se junta a Mosel, rio abaixo da cidade de Trier. Possui uma bem pequena quantia de terra com vinhedos, e se empenha para produzir finos vinhos Riesling em um clima desafiador. Em anos mais quentes, a região produz notáveis vinhos secos e meio secos.

http://www.moselfinewines.com/

NAHE

Possui 4.063 hectares, tendo 1 Bereich e 7 Grosslagen

Nahetal

  • Burgweg-Nahe
  • Kronenberg
  • Paradiesgarten
  • Pfarrgarten
  • Rosengarten
  • Schlosskapelle
  • Sonnenborn

Nahe é uma região diferente, produzindo muitos tipos de vinhos. Possui um clima seco, com as últimas chuvas de verão tipicamente antes da colheita. Três quartos das terras de vinhedos são plantadas em declives. Alguns de seus excelentes produtos compartilham as qualidades de ambas as regiões de Mosel e Rheinhessen, sendo aproximadamente quarta parte de vinhos secos ou meio secos.

76% da área cultivada com vinha é plantada com castas brancas.

Riesling (29%) e Müller-Thurgau (12%) dominam a gama de vinhos brancos

Uma crescente porcentagem das áreas vinícolas é dedicada às uvas Riesling, que se tornaram a principal variedade por volta dos anos de 1990 e contribuem com cerca de um quarto do total da área vinícola. O envelhecimento em tonel de carvalho é típico nesta região. 

A Muller-Thurgau também corresponde a uma boa parte das uvas plantadas, sendo vendida como vinhos Bereich ou Grosslagen, mas também para os Liebfraumich. 

Além disso, Dornfelder (9,7%), Silvaner (4,9%), Pinot Noir (6,7%), Pinot Blanc (7,4%), Pinot Gris (8,2%) são cultivados em uma extensão significativa. 

PFALZ

Possui 23.491 hectares, sendo a segunda maior região vinicola da Alemanha, tendo2 Bereiche e 25 Grosslagen

Mittelhaardt-Deutsche Weinstraße

  • Feuerberg
  • Gradenstück
  • Hochmess
  • Hofstück
  • Höllenpfad
  • Honigsäckel
  • Kobnert
  • Mariengarten
  • Meerspinne
  • Pfaffengrund
  • Rebstöckel
  • Rosenbühl
  • Schenkenböhl
  • Schnepfenflug an der Weinstraße
  • Schnepfenflug vom Zellertal
  • Schwarzerde

Südliche Weinstraße

  • Bischofskreuz
  • Guttenberg
  • Herrlich
  • Kloster Liebrauenberg
  • Königsgarten
  • Mandelhöhe
  • Ordensgut
  • Schloss Ludwigshöhe
  • Trappenberg

Esta região inicialmente chamada de Rheinpfalz é conhecida pela riqueza de seus vinhos Riesling.

Produz 2,5 Mhl de vinhos anualmente, sendo 60% de vinhos brancos e 40% de vinhos tintos; a Riesling com 22% da área plantada é a casta principal, seguida da Muller-Thurgau com 10%.

Algumas uvas ainda produzem o clássico estilo meio doce, mas aquelas suficientemente encorpadas estão sendo usadas para os secos (trocken ou halbtrocken) Riesling, que algumas vezes chegam a ser amadurecidas em carvalho. Uma enorme quantia de vinho a granel é produzida aqui para o Liebfraumilch. A híbrida Scheurebe se desenvolve muito bem nesta região, e as versões Pfalz de Traminer e de variedades da Bourgogne como Weissburgunder, Grauburgunder e Spätburgunder recebem muita atenção, especialmente nas mãos de um número progressivo de jovens produtores de vinhos.

RHEINGAU

Possui 3.213 hectares, tendo 1 Bereich e 10 Grosslagen

Johannisberg

  • Burgweg-Rheingau
  • Daubhaus
  • Deutelsberg
  • Erntebringer
  • Gottesthal
  • Heiligenstock
  • Honigberg
  • Mehrhölzchen
  • Steil
  • Steinmächer

Os vinhos de Rheingau têm sido administrados pela igreja e pela nobreza há séculos, e a região ainda possui um grande número de propriedades, a maior parte delas composta de um número de vilas. As famosas propriedades eclesiásticas de Kloster Eberbach e Schloss Johannisberg estão aqui, tão boas quanto à mundialmente conhecida pesquisa do instituto Geisenheim de viticultura.

Os solos aqui são extremamente variados, contendo ardósia azul altamente valiosa para Riesling, a variedade mais comum.

Produz 280 mhl de vinhos anualmente, sendo a Riesling a casta principal com 78% da área plantada, seguida da Pinot Noir (12,2%); outras variedades brancas ocupam 7,6% da área e outras variedades tintas complementam os 2,2%.

O clássico estilo Rheingau é rico, porém viçoso, com um sinal de terra e uma final longo. O clima é levemente menos severo que Rheinhessen ao sul, e é um imã natural para a abundância de botrytis, permitindo aos produtores criar ótimos Riesling de colheita tardia,

Beerenauslese, Trockenbeerenauslese e Eiswein, que podem envelhecer bem por 20 anos ou mais. Há também crescentes plantações de Spätburgunder (Pinot Noir), e a região produz tintos secos e profundos ao estilo moderno, em maior demanda.

A alta qualidade do grupo CHARTA, cujos membros cultivam somente Riesling, requerem rigorosos testes ao vinho, superando os padrões do governo, e promove vinhos exclusivamente secos.

RHEINHESSEN

Possui 26.578 hectares, sendo a maior região vinicola da Alemanha, tendo 3 Bereiche e 24 Grosslagen

Bingen

  • Abtey
  • Adelberg
  • Kaiserpfalz
  • Kurfüstenstück
  • Rheingrafenstein
  • Sankt Rochuskapelle

Nierstein

  • Auflangen
  • Domherr
  • Güldenmorgen
  • Gutes Domtal
  • Krötenbrunnen
  • Petersberg
  • Rehbach
  • Rheinblick
  • Sankt Alban
  • Spiegelberg
  • Vogelsgärten

Wonnegau

  • Bergkloster
  • Burg Rodenstein
  • Domblick
  • Gotteshilfe
  • Liebfrauenmorgen
  • Pilgerpfad
  • Sybillinenstein

Produz 2,5Mhl de vinhos anualmente, sendo que 70% da área é plantada com castas brancas, sendo que o cultivo da Riesling (17% da área total) está concentrado no Reno, nas cidades de Nackenheim, Nierstein e Oppenheim.

A maioria dos vinhos de Rheinhessen é produzida para Liebfraumilch, um dos mais bem conhecidos vinhos de mercado que parecem vir de qualquer parte, e de nenhum lugar em particular. Rheinhessen também produz amáveis Riesling e ótimos Sylvaner.

SAALE-UNSTRUT

Possui 760 hectares, tendo 2 Bereiche e 5 Grosslagen

Schlossneuenburg

  • Blütengrund
  • Göttersitz
  • Kelterberg
  • Schweigenberg

Thüringen

  • Mark Brandenburg

Inicialmente sob controle do governo do leste da Alemanha, os vinhedos de planícies de Saale-Unstrut foram recuperados após anos de negligência. O clima frio do norte apresenta geadas freqüentes, mas uma baixa quantidade anual de chuvas.

A característica climática e a péssima condição dos vinhedos fazem com que os mesmos tenham baixos rendimentos e pouco álcool, mas regularmente possuem ótima concentração. Todos os vinhos são completamente secos, e podem ser muito bem balanceados. As variedades são Müller-Thurgau, Sylvaner, Bacchus, Gutedel (Chasselas), e Weissburgunder (Pinot Blanc).

SACHSEN (Saxonia)

Possui 462 hectares, tendo 3 Bereiche e 4 Grosslagen

Dresden

  • Elbhänge
  • Lössnitz

Elstertal

Meissen

  • Schloss-Weinberg
  • Spaargebirge

Sachsen é a menor e a mais ao norte região vinícola da Alemanha, com clima continental frio de inverno e geadas tardias, porém com verões quentes. As principais variedades de uvas são Müller-Thurgau, Riesling, Weissburgunder (Pinot Blanc), Traminer e Ruländer (Pinot Gris).

WüRTTEMBERG

Possui 11.345 hectares, tendo 6 Bereiche e 17 Grosslagen

Bayerischer Bodensee

  • Lindauer Seegarten

Kocher-Jagst-Tauber

  • Kocherberg
  • Tauberberg

Oberer Neckar

Remstal-Stuttgart

  • Hohenneuffen
  • Kopf
  • Sonnenbühl
  • Wartbühl
  • Weinsteige

Württembergisch Bodensee

Württembergisch Unterland

  • Heuchelberg
  • Kirchenweinberg
  • Lindelberg
  • Salzberg
  • Schalkstein
  • Schozachtal
  • Staufenberg
  • Stromberg
  • Wunnenstein

Württemberg inclui a cidade de Stuttgart e Heidelberg e continua com os vinhedos de Baden (ao norte) com suas áreas de vinhedos alinhadas livremente com o rio Neckar.

Produz 1 Mhl de vinhos anualmente, sendo 70% de vinhos tintos e 30% de vinhos brancos, aonde a Trollinger a casta mais plantada (20%), seguida da Riesling (19%) e Lemberger (15%).

Tipos de vinhos:

– Weiswein– Vinho branco

– Rotwein– Vinho tinto

– Roséwein– Vinho rose

– Weisherbst– Blanc de Noir

– Sekt– Espumantes

Por teor de açúcar residual:

– Trocken– Seco- 4 g/l até 9 g/l dependo do teor de acidez do vinho

– Halbtrocken– Meio seco- 4,1 g/l até 18 g/l dependendo do teor de acidez

– Feinherb– Meio doce- ligeiramente mais doce que o Halbtrocken

– Lieblich– Meio doce- 18 a 45 g/l de açúcar residual

– Süss ou Edelsüss– Doce- acima de 45 g/l de açúcar residual

Tipos regionais de vinhos:

– Liebfraumilch– Qualitätswein semi-doce de Rheingau, Nahe, Rheinhessen ou Pfalz, constituído por pelo menos 70% das variedades Riesling, Müller-Thurgau, Silvaner ou Kerner. 

Na prática, há muito pouco Riesling em Liebfraumilch, uma vez que os vinhos Riesling rotulados com variedades tendem a buscar um preço mais alto. 

Liebfraumilch não pode conter uma designação varietal no rótulo. 

Liebfraumilch é provavelmente o tipo de vinho mais famoso da Alemanha e é, em princípio, uma designação de vinho de qualidade média, embora seja mais comumente considerado um vinho de baixa qualidade, tanto em casa quanto no mercado de exportação.

– Moseltaler– Um Liebfraumilch da região de Mosel

– Rotling– Um vinho produzido a partir de uma mistura de variedades vermelhas e brancas. Um Rotling deve ter cor vermelho pálido ou vermelho claro

Schillerwein- Um Rotling da região vinícola de Württemberg, que deve ser Qualitätswein ou Prädikatswein.

Badisch Rotgold- Um Rotling da região vinícola de Baden, que deve ser Qualitätswein ou Prädikatswein. Deve ser fabricado com Grauburgunder e Spätburgunder e as variedades devem ser especificadas no rótulo.

As Classificações dos vinhos Alemães

No empenho de produzir uvas saudáveis em um ambiente de crescimento marginal, as regulamentações de vinho da Alemanha têm se posicionado entre as mais rigorosas do mundo, e seus rótulos são mais específicos e contêm mais informações. A Lei do Vinho de 1971 manteve as regulamentações da Alemanha em linha com outros países europeus, e comprometeu-se a elucidar a complicada história pela abolição de muitas designações históricas, com resultados vantajosos. Atualmente, os vinhedos alemães são classificados dentro de várias categorias, as mais amplas delas são as regiões de cultivo de uvas (Anbaugebiete) (veja em áreas): Ahr, Mittelrhein, Mosel-Saar-Ruwer, Rheingau, Nahe, Rheinhessen, Franken, Hessische Bergstrasse, Rheinpfalz, Wurttemberg, Baden, Sachsberg, e Saale-Unstrut.

Na mais baixa escala de qualidade, cada região vinícola é divida em amplos grupos regionais chamados de Bereich, e dentro do grupo Bereich, divididos em Grosslagen, que são pequenas vilas ou grupos regionais que teoricamente possuem atributos em comum. Em minoria, a mais alta categoria potencial é a Einzellagen, ou vinícolas únicas, indicadas no rótulo da garrafa por vilarejo e vinhedo, por exemplo, Erdener Prälat, que vem do vilarejo de Erden e do vinhedo Prälat.

Infelizmente, pode ser fácil confundir o rótulo de um Einzellage com o inferior Grosslage por que a nomenclatura Grosslage freqüentemente leva o nome de um famoso vilarejo da mesma região. Os reguladores têm percebido que o sistema é muito variável, e a designação Ursprunglage (ainda vista em alguns rótulos) será substituída pela velha categoria Grosslage. Assim como os Grosslagen, os Ursprunglagen são vinhos produzidos regionalmente por vinícolas coletivas, mas elas são requeridas a apresentar um estilo e características unificadoras, e deste modo fornecer aos consumidores uma forma mais significante de identificação de vinhos.

Ao contrário dos Grand Crus franceses, grande parte dos vinhedos alemães não é oficialmente classificado de acordo com suas qualidades históricas (ainda que haja um momento de crescimento para fazê-lo). Ao contrário, pelo princípio de que uma uva naturalmente doce indica maturidade (e desta forma, ela tem potencial para vinhos de alta qualidade), os vinhos são examinados por si só a cada safra, pelos laboratórios supervisionados pelo governo e são classificados de acordo com suas devidas importâncias. Em teoria, os vinhos precisam ser fiéis às suas heranças e seguidos do vinhedo até o consumidor, ainda que na realidade os vinhos sejam julgados brandamente. Além das especificações do governo, o consumidor mais interessado precisa aprender quem são os melhores produtores e as melhores vinhas.

Á duas categorias principais de vinhos: Tafelwein, Qualitätswein ,onde o fator crucial que distingue cada uma das categorias é o índice do açúcar contido no mosto – expressada de acordo com a escala de Klosterneuburger Mostwaage (KMW).

1ºKMW= aproximadamente 5ºOeschele
10ºbaume=18ºbrix= 75ºOeschele= 15KMW= D 1,075=10%alcool=180g/l de açucares no mosto.

Qualitätswein – equivalente ao AOC francês para os padrões da União Européia.

Eles são analisados por laboratórios sancionados pelo governo para falhas técnicas e precisões regionais, e determinam números de controle (AP) que aparecem nos rótulos; estes indicam o ano em que o vinho foi examinado e o número de vinhos autorizados por ano pelo seu produtor.

AP – Amtliche Prüfungsnummer
São cinco séries de números: a bbb ccc ddd ee
a Estação de Testes (são 7)
b Local sede da propriedade
c Identificação do Produtor
d Número da amostra (füder)
e Ano em que a amostra foi apresentada (geralmente não é o ano da colheita)

As 7 estações de testes são:
1 – Koblenz (Mosel-Saar-Ruwer)
2 – Bernkastel (Mosel-Saar-Ruwer)
3 – Trier (Mosel-Saar-Ruwer)
4 – Alzey (Rheinhessen)
5 – Neustadt (Pfalz)
6 – Bad Kreuznach (Nahe)
7 – Bad Kreuznach (Nahe)

Qualitätswein (antes QBA)– Qualidade de vinho de uma região específica. Mínimo de 15º KMW no mosto. O mosto pode ser chaptalizado por até 4,5 g/l de açúcar, até o maximo de 19ºKMW para os vinhos brancos e 20ºKMW para os vinhos tintos. O índice de álcool mínimo é de 9% para os brancos e 8,5% para os tintos. Tradicionalmente, estes têm sido os vinhos menos distintos, mas na atual tendência rumo aos vinhos de mesa mais secos, alguns produtores podem escolher esta categoria pela liberdade de experimentações que eles permitem (como por exemplo o amadurecimento em carvalho).

Prädikatswein (antes QMP)– “vinho de qualidade com atributos especiais”. É o mais alto nível de qualidade dos vinhos alemães. Nesta escala o mosto precisa ter no mínimo 17ºKMW, não pode ser chaptalizado, e o açúcar residual deve ser proveniente da interrupção natural do processo de fermentação, aonde nenhum “Süssreserve” (suco de uva concentrado doce) pode ser acrescentado.O vinho finalizado pode ter caracteristicas bem menos doce, particularmente, dentro das categorias Spätlese (amadurecimento tardio) e Auslese (especialmente eleita), onde um alto nível de acidez (típico nos vinhos alemães) pode balancear um certo nível residual de açúcar, resultando em um seco balanceado ou um efeito de semi-seco. Existem seis “atributos especiais”, também mencionados nos rótulos, indicando um determinado nível de maturação durante a colheita. Os principais produtores fazem diversas incursões nos vinhedos para colher as uvas somente no momento que atingem esse nível. Fazendo a colheita em outubro e novembro (ou até além) as uvas continuam a amadurecer lentamente e desenvolvem grande concentração de fruta e caráter, embora mantendo altos níveis de frescor e acidez.

Os Prädikatswein se dividem na seguinte escala de concentração de mosto:

Kabinett – equivale a um vinho reserva;( tem esse nome, diz uma lenda, porque os melhores vinhos eram guardados em um gabinete).

Mínimo de 17ºKMW e 7% de álcool.

São vinhos leves, trocken ou halbtrocken, vinificados de uvas totalmente maduras.

Spätlese (colheita tardia) são vinhos de colheita tardia, feito com uvas inteiramente maduras, colhidas no mínimo sete dias ou mais após a colheita principal, contendo grande conteúdo de açúcar. São vinhos intensos e concentrados em versões Trocken, Halbtrocken e Süss

Mínimo de 19ºKMW e 7% de álcool.

Auslese (especialmente selecionadas) – cachos de uvas muito maduras colhidos de maneira selecionada, muitas vezes afetados por botrytis (uvas desidratadas pela ação de um fungo, deixando um suco residual extremamente doce), onde todas as uvas defeituosas ou não maduras devem ser excluídas.

Normalmente são doces, mas também podem ser halbtrocken e mais raramente trocken.

Mínimo de 21ºKMW e 7% de álcool.

Beerenauslese (seleção de bagos) – colheita individual de bagos super maduros podendo ou não ser afetados por botrytis, produzindo vinhos muito doces e ricos para acompanhar sobremesas ou como vinho de meditação. Normalmente de teor alcoólico baixo e açucar residual alto.

Mínimo de 25ºKMW e 5,5% de álcool

Trockenbeerenauslese ( seleção de bagos secos ) –colheita individual de bagos super maduros normalmente muito afetados por botrytis e enrugados como uvas passas. Somente produzidos em boas safras quando o clima de outono é favorável, produzindo vinhos deliciosos, doces e incrivelmente concentrados com acidez refrescante. Vinho raro e muito caro.

Mínimo de 30ºKMW e 5,5% de álcool.

Eiswein – vinhos de intensidade Beerenauslese, feito de uvas não atacadas pela botrytis cinérea, colhidas e prensadas ainda congeladas. A temperatura precisa atingir os -8ºC (oito negativo) para congelar as uvas.Raro e caro, Eisweins têm doçura e intensidade de uvas passas, mas retém um traço ascendente de acidez. É um vinho sem igual.  

Mínimo de 25ºKMW e 5,5% de álcool.

Dentro de seu estado individual, o sistema Prädikat é um bom indicador de qualidade, e a maioria de suas mais altas considerações (medidas em graus Oechsle) geralmente indica o mais alto potencial para o tradicional estilo de vinhos Riesling. Falando tecnicamente, qualquer vinícola é livre para produzir vinhos de qualquer qualidade, mas os melhores produtores têm padrões altíssimos para seua vinhos. O mesmo vinhedo pode se tornar um realmente fino Spätlese ou simplesmente um adequado Auslese, por exemplo. Então, cabe ao consumidor manter-se mais informado sobre os nomes dos bons produtores e seus vinhedos, pois estas coisas não são medidas pelo sistema

A designação do rótulo Gutsabfüllung, engarrafado na propriedade, indica que o vinho foi cultivado, colhido, vinificado e engarrafado pelo produtor, cujo nome aparece no rótulo. Além do que, seu produtor deve ter treinamento especializado em enologia, e o vinhedo que abastece as uvas deve ter sido cultivado nos últimos três anos pelo produtor.

Erzeugerabfüllung é uma designação um pouco menos rigorosa, que significa que foi engarrafado pelo produtor; os vinhos Erzeugerabfüllung são mais variáveis em sua qualidade do que aqueles rotulados como Gutsabfüllung.

Categorias Especiais

Com início em setembro de 2000, duas novas designações para vinhos secos, Clássico e Selecionado, foram introduzidas para dispersar a confusão dos consumidores com os vinhos secos produzidos de categorias tradicionalmente doces, por exemplo: Spätlese e Auslese.

O rótulo clássico certifica vinhos de mesa que são harmoniosamente secos e de regiões singulares, feitos exclusivamente de variedades tradicionais. Nos rótulos são dadas informações quanto à região, safra, produtor e variedade, mas nenhuma descrição adicional de estilo (assim como trocken, halbtrocken, etc) além de clássico é permitida. Além do que, os vinhos clássicos devem ter teor de álcool de, no mínimo, 12% de seu volume (Mosel 11,5%).

O vinho Selecionado é um vinho de um único vinhedo. Também é feito de variedade tradicional da região, deve ser sempre seco a não ser que seja feito de Riesling, que é sujeita a uma fórmula específica que permite a acidez de no máximo de 12g por litro. Os rótulos Selecionados devem indicar o endereço da vinha e a região, a safra, o produtor e a variedade sem nenhuma descrição suplementar além de Selecionado. As uvas devem ser colhidas manualmente. Os vinhos Selecionados são sujeitos a avaliações independentes e devem ter, no mínimo, 12,2% de álcool.

Em resposta à crescente demanda entre os mais elegantes produtores para a efetivação de uma padronização na distinção de seus vinhos, a região Rheingau inaugurou a designação de qualidade Erstes Gewächs no verão do ano de 2002, com seus primeiros vinhos (da safra de 1999) liberados em setembro do mesmo ano. Similar à designação Grand Cru entre os vinhos da França, a classificação Erstes Gewächs está projetada para eventualmente incluir somente 2 ou 3 por cento da produção total da região de Rheingau.

A categoria indica vinícolas excepcionais de Riesling ou de Spätburgunder (Pinot Noir), com campos limitados a 50 hectolitros por hectare. As uvas devem ter sido amadurecidas artesanalmente e são inspecionadas de acordo com padrões bastante rigorosos. Até agora mais de 75 cultivadores se registraram para a designação, e quase um terço das vinícolas de Rheingau foram aprovadas para a classificação Erstes Gewächs.

O vinho resultante deve então passar pela avaliação de um conselho independente. Os vinhos que tiveram êxito ao ganhar a certificação Erstes Gewächs são vendidos pelo preço mínimo de aproximadamente US$ 12.00, e devem ser mantidos intactos até no mínimo o primeiro dia do mês de setembro do ano seguinte à colheita. Eles são reconhecidos com o símbolo Erstes Gewächs e pelo emblema de três duplas de românticos arcos. É recomendado, mas não requerido, que eles sejam comercializados com as inconfundíveis garrafas azuis de Rheingau.

O mais conhecido grupo particular de produtores da Alemanha é o VDP (Verbe Deutscher Prädikats- und Qualitätsweingüter e. V.) que se formou inicialmente em Rheingau no ano de 1897. Este grupo é constituído pelos mais prestigiados e comprometidos proprietários rurais produtores de vinho preocupados com a qualidade. Os vinhos membros são monitorados e suas operações são estritamente delimitadas, com a meta fundamental de criação dos melhores vinhos naturais (os não adoçados). O grupo requer padrões acima dos requerimentos do governo germânico, em viticultura e enologia, com no mínimo 70% de áreas vinícolas a serem plantadas nas variedades tradicionais (não híbridas). Os membros exibem o logotipo VDP (uma Águia) em suas garrafas, o que garante que seus campos são estritamente regulamentados e seguem o padrão ambiental verde de vinícolas. Este difícil padrão tende a manter o número de associados sempre baixo, mas o status (e o desafio) da organização sempre alto.

No ano de 1984, mais de 30 produtores de vinho de Rheingau formaram o prestigiado grupo CHARTA.

Em 1999, o grupo CHARTA e a divisão VDP de Rheingau juntaram suas forças em pró do nome VDP-Rheingau.

A organização exerce pressão sobre a mais alta qualidade de vinhos Rieslings secos, e teve força poderosa sob as novas regulamentações Erstes Gewächs.

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