Degustação Uma viagem ao Chile e suas regiões.

Enopira- 12/03/2015

Vinhos apresentados:

 

1-      Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2013-DO San Antonio Valley

Produtor- Casa Marin- Lo Abarca- Cartagena- Chile

Castas- 100% Sauvignon Blanc

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- Sem passagem em madeira.

Preço- R$ 150,00

Serviço- Servido a 8º C

Muito bom vinho, boa acidez, mineralidade, cítrico, notas vegetais (aspargo), muito bom retrogosto. Nota 91

 

2-      Siebenthal Rio Mistico Viognier 2013- DO Panquehue (Aconcagua Valley)

Produtor- Viña Von Siebenthal- Panquehue- Aconcagua- Chile.

Castas- 100% Viognier

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- Fermentado, malolática e estágio por 11 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 250,00

Serviço- Servido a 12º C

Muito bom vinho, nariz refinado, com notas de creme brulée, zest de laranja, notas de lichia, rosas, mel de jatai e doce de laranja cavalo.

Boca harmônica, boa acidez, leve untosidade, macadâmia, notas de caramelo, notas de leveduras, laranja lima, damasco, pêssego muito bom retrogosto.

Mais uma vez me remeteu para os bons Condrieu. Nota 92+

 

3-      Kingston Alazan Pinot Noir 2008- DO Casablanca Valley

Produtor- Kingston Family Vineyards- Casablanca Valley- Chile

Castas- 100% Pinot Noir

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 120,00

Serviço- Aberto uma hora antes e servido a 16º C

Bom vinho, corpo médio, equilibrado, frutado, tostado, cereja, muito bom retrogosto. Nota 89

 

4-      Valdivieso Eclat CMS 2008- DO Maule Valley

Produtor- Viña Valdivieso- Santiago- Chile

Castas- 65% Carignan, 20% Mourvèdre e 15% Syrah

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 120,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16º C

Muito bom vinho, equilibrado, num estilo mais rustico, com frutas vermelhas e pretas maduras, boa acidez, notas licorosas, muito bom retrogosto. Nota 91

 

5-      Almaviva EPU 2012- DO Puente Alto (Maipo Valley)

Produtor- Viña Almaviva- Puente Alto-Maipo- Chile

Castas- 65% Cabernet Sauvignon, 24% Carmenère, 8% Cabernet Franc, 2% Petit Verdot e 1% Merlot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 19 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 250,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Bom vinho, bom nariz, bom equilíbrio embora se note algo de taninos não tão finos, floral, amora, framboesa, notas de mentol, especiarias, tostado, caramelo e bom retrogosto; está muito longe do Almaviva. Nota 90

 

6-      Altair 2010- DO Cachapoal Valley

Produtor- Altair Vineyards & Winery- Cachapoal- Chile

Castas- 76% Cabernet Sauvignon, 13% Syrah, 7% Carmenère e 4% P.Verdot

Teor alcoólico- 14,9%

Amadurecimento- 10 meses em barricas (50% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 480,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido 18º C

Muito bom vinho, viril, complexo, madeira, café, frutas negras, ameixa, leve canfora, taninos muito finos e agradáveis, muito bom equilíbrio e excelente retrogosto. Nota 92

 

7-      Cousino Macul Lota 2007- DO Maipo Valley

Produtor- Viña Cousino Macul- Santiago- Chile.

Castas- 85% Cabernet Sauvignon e 15% Merlot

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 meses em barricas (85%novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 480,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Bom vinho, mas um pouco over para mim, frutas bem maduras, notas licorosas, madeira, tostado, cocada preta, café com leite, goiabada, notas de canela, muito bom retrogosto. Nota 90

 

8-      Siebenthal Tatay de Cristóbal 2010- DO Panquehue (Aconcagua Valley)

Produtor- Viña Von Siebenthal- Panquehue- Aconcagua- Chile.

Castas- 90% Carmenère e 10% Petit Verdot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 24 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 1.100,00

Serviço- Decantado por 3 horas e servido a 18º C

Excelente vinho, bom nariz, com floral (violeta, cashmere bouquet), madeira, frutas e merken (pimenta seca defumada).

Muito equilibrado, sutil, elegante, complexo, frutas negras maduras, tamarindo, madeira muito bem integrada, taninos finíssimos, chocolate com licor de cereja, excelente retrogosto. Nota 94

Para mim melhor que o Carmin de Peumo, Kai, Armida e Purple Angel.

 

Abs,

Luiz Otávio

Enopira_Chile_2015












Uma viagem enogastronômica ao Chile.

Dia 13 de fevereiro de 2015, embarquei para Santiago, para visitar vinícolas e restaurantes de algumas das regiões vitivinícolas do Chile, percorrendo os vales de Cachapoal, Colchagua, San Antonio, Casablanca, Aconcagua e Maipo.

Meu foco de visão seria como o Chile tinha evoluído nas áreas de viticultura, vinificação e gastronomia desde 2012.

A minha percepção foi que a evolução se deu mais na viticultura, com novas aéreas de exploração e uma melhor percepção do ciclo de maturação da Carmenère, e de qual tipo de solo/clima melhor se adapta; e algumas gratas surpresas com castas não convencionais no Chile, como a Verdejo, Viognier e Petit Verdot.

Nas brancas a Sauvignon Blanc ainda é o destaque, firmando seu Terroir nos vales de San Antonio, Casablanca e potencial no sul (Itata) e norte (Limari).

A Chardonnay ainda que tenha avançado um pouco e alguns bons resultados em Quebrada Seca e Malleco ainda não me convenceram.

A Syrah tem se esforçado e mostrado uma boa versatilidade de adaptação em diferentes climas e terroir, apresentando bons resultados tanto em áreas mais frias como San Antonio e Casablanca, como em Aconcagua e Maipo Alto.

A Carignan continua se destacando, principalmente em Maulle e a Cot (Malbec) ensaia uma tímida amostra do seu estilo além da Viu Manent.

A Cabernet Sauvignon continua sendo a rainha das uvas chilenas, mas que fica melhor com sua corte bordalesa.

Por outro lado, no Chile continua atirando para todos os lados, em buscas de novas aéreas de viticulturas e da melhor adaptação de cepas nestas regiões, aonde castas como Garnacha, Mazuelo, Cinsault, Tempranillo, Riesling, Gewurztraminer, Semillon, etc... estão sendo testadas.

Na aérea de vinificação não observei grandes avanços, a não ser a já esperada micro oxigenação e os testes com Vat Eggs e algumas apostas nas selecionadoras opticas.

As Viejas Tinajas no meu modo de ver são apostas de riscos.

Na parte comercial, a agressividade é aparente, tanto na conquista de novos mercados, na valorização de preço de seus vinhos e até na parte de visitas, aonde tudo é business.

 

Só que mostrar tudo isto acima não é suficiente, se os vinhos também não puderem falar bem de si mesmo, e nem sempre eles conseguem.

Os Reservas e Gran Reservas, quase sempre são sinônimos de vinhos básicos ou muito básicos e estas classificações estão se tornando pejorativos e algo mais sério deveria ser feito para um melhor enquadramento destas classificações.

Eu não gosto muito de citar notas, mas não tenho como fugir delas, e para se situarem numa escala mundial de vinhos, talvez tivessem de descontar uns 04/05 pontos das notas avaliadas nos guias e publicações; não vejo nenhum vinho chileno com nota acima de 94/95 e estes seriam raríssimos. Na minha forma de ver, a maioria dos ícones estariam nos 91/92 pontos.

Ou a escala teria de ser de 80 a 120 pontos e não mais de 80 a 100.

Esta é minha opinião e vale o que vale.

 

Indo para a parte das visitas propriamente dita, como visitei algumas vinícolas duas vezes, não vou detalhar e vou só dar uma visão genérica das mesmas:

1- Colchagua, vale a pena ficar um ou dois dias, em vez do bate e volta de Santiago.

- Casa Silva- Boa visita, valeu mais o papo com o Mario Geisse, do que a visita propriamente dita.

Vinhos recomendados: Sauvignon Blanc Cool Cost, Micro Terroir Carmenere e Altura.

- Restaurante Club House (Casa Silva)- Muito bom restaurante, boa comida, linda vista. Recomendo.

- Montes- Na primeira visita, muito conturbada; na segunda visita muito boa; muito bonita vinícola.

Vinhos recomendados: Outers Limits CGM, Purple Angel, Folly e M; não provei o Taita.

- Neyen- Muito boa visita, vale a pena a visita as videiras centenárias.

Vinhos- Neyen de Apalta, um dos melhores custo benefício que encontrei- U$ 55

- Montgras- Bonita vinícola.

Vinhos- De básicos a médios.

- Viña Santa Cruz- Belíssima vista do morro do teleférico, muito bonita as casas indígenas, instrutiva produção de Merken dos Mapuches, e os adereços dos Rapanui, além das lhamas. Vale a pena a visita.

Vinhos básicos e rústicos.

- Restaurante Rayuela (Viu Manent)- Muito bom, as costillas de cordero estavam excepcionais, como sempre. Vinho- El Incidente Carmenere e Viu 1. Recomendo.

- Restaurante Etiqueta Negra- Muito bom; excelente Lomo Vetado (Ancho).

- Restaurante Casita de Barreales- Boa comida peruana, mas sem maiores atrativos.

- Restaurante Casa Colchagua- Muito bom restaurante chileno, Pastel de Choclo e Plateada muito saborosos.

- Restaurante Azul Profundo- Péssimo.

- Hotel Terraviña- Muito bom, simples, mas funcional, bela vista no meio dos vinhedos e funcionários muito atenciosos. Recomendo

 

2- San Antonio, Casablanca e Valparaiso- Vale a pena a visita, seja num bate e volta ou melhor ainda para pernoitar um ou dois dias.

- Casa Marin- Boa e instrutiva visita, bons vinhos e impressão de uma leve decadência.

Vinhos- Cipreses Sauvignon Blanc

- Matetic- Bonito lugar, visita turística, bonita Casona.

Vinhos- Básicos a médios.

- Veramonte- Turístico

Vinhos- Básicos a médios.

- Restaurante Tanino (Casa del Bosque)- Excelente- Recomendo

Vinhos- Pequenas Produciones Pinot Noir

- Restaurante El Muelle (Algarrobo)- Bom, bela vista, mas o serviço estava atrapalhado devido a muita gente (último final de semana dos chilenos antes da volta as aulas). Congestionamento por todo lado, desde Cartagena até Algarrobo.

- Restaurante Fuego Lento (Valparaiso)- Excelente Cordero al Palo (Magallanico)

- Hotel Alto Mirador (Valparaiso)- Bom para os quartos de baixo e bom + para os quartos de cima. Bela vista do mar de Valparaiso e Viña del Mar.

 

3- Aconcagua- Vale muito a pena a visita, pode ser em bate e volta de Santiago.

- Errazuriz- Belíssima vinícola e estonteante paisagem; visita turística que não tira a boa impressão.

Vinhos- De básicos a muito bons- Don Maximiano, Kai e Seña; não provei o Chadwick.

Tenho me decepcionado um pouco com o Seña, até 2007 era o meu vinho chileno favorito, depois perdeu a elegância e deu uma anabolizada, e não tem se encontrado.

- Von Siebenthal- Ao lado da Errazuriz, não tem o mesmo impacto visual que a anterior e tudo é mais simples e prático, mas ao chegar aos vinhos vê-se que o esforços do Mauro tem produzido resultados, com vinhos de personalidade e muito a muitíssimos bons.

Estava cético ao provar um Viognier e fiquei espantado com a qualidade do mesmo, principalmente sendo a primeira e limitada produção do Rio Mistico 2003, no melhor estilo de Condrieu. Meu melhor vinho branco chileno provado. Nota 92.

Os tintos muito bons, desde o Carabantes, passando pelo Montlig e o surpreendente Toknar (Petit Verdot); o Tatay eu não provei, mas comprei uma garrafa para a degustação aqui na Enopira.

- Restaurante El Jabali- Restaurante de beira de estrada, simples, mas bom, tinha acabado o javali e fomos do que tinha, um belo lomo vetado. Deixou abrir os vinhos que sobrou da Von Siebenthal.

 

4- Santiago e Maipo- Santiago lotado de brasileiros, continua bonita, limpa e ponto de partida para as visitas do Maipo.

- Perez Cruz- Muito bonita vinícola em Paine, no extremo sul de Maipo Alto.

Vinhos- De médio a muito bons, seus vinhos tem um ótimo custo benefício; destaque para o Chaski, um Petit Verdot com uma pitada de Carmenère.

- Viña Santa Rita- tinha agendado o almoço no restaurante Doña Paula, mas por um erro de comunicação a pessoa não se deu conta que a data agendada era na segunda feira (lunes), dia em que eles não abrem. Demos como a cara na porta fechada. Na volta ao Brasil encontrei o e-mail comunicando que estavam cerrado em lunes e solicitando a troca para martes; mas ai já era tarde.

- Viña Almaviva (Puente Alto)- Muito bonita e muito cuidada vinícola, tudo minimalista e limpo; caro (U$ 80) para provar um vinho só, mas vale a pena conhecer. O Álvaro Gonzalez que conduziu as visitas foi extremamente profissional e com um conhecimento bastante apropriado.

Vinho- Almaviva 2009, excelente, o melhor vinho provado no chile. Nota 94

Comprei um Almaviva 2010 para o Torneio Mundial de Vinhos 2015 e um Epu 2012 para a degustação na Enopira.

- De Martino (Isla de Maipo)- Muito boa visita, os vinhedos, buraco no solo para ver a composição, os foudres e tinajas viejas, bela sala de degustação e até um pequeno terremoto completaram a visita.

Vinhos- Bom Chardonnay de Quebrada Seca e  muito bom Alto de Los Toros.

- Undurraga- O que era para ser uma visita turística, se transformou na mais objetiva e sincera visita junto com o enólogo, que mostrou todo o processo de vinificação, não se furtando de nenhuma pergunta.

Vinhos- TH e Altazor.

- Altair (Cachapoal)- Muito bonita vinícola e paisagem.

Vinhos- Sideral (bom) e Altair (muito bom).

- El Principal- Difícil de encontrar, encravada na parte mais sudeste de Maipo Alto.

Bonita paisagem e bela vista do mirador.

Vinhos- Gonzalo Guzman está lançando o Kiñe, um verdejo, inspirado na Ossian de Rueda.

Calicanto (médio), Memorias (bom), El Principal (muito bom)

 

- Restaurante Baco y Vino- Continua excelente, comidas muito boas, com destaque para as ostras, tartar de salmão, pulpo e sopa de lentilhas com foie gras; a sua proposta de vinhos em taças é fantástica e com um custo muito bom. No restaurante os vinhos são mais baratos que em muitas lojas de vinhos ou supermercado. Comprei o Almaviva 2010 e o Lota lá. A não perder.

- Restaurante OX- Excelente carnes, e na minha opinião os de Angus melhores que os de Wagyu; se a comida estava boa, o serviço foi péssimo e o atendimento do pseudo sommelier surreal.

- Astrid y Gaston- Muito bom restaurante, sem ser excepcional- Ceviche honestos, bom robalo e um gnocchi com molho de tinta de lula excelente.

- Galindo- Simples, muito bom, barato e porções fartas.

- Panko- Simples, boa opção de comida japonesa para jovens, escorrega no excesso de cream cheese.

- Bocanariz- Bom bar de vinhos no centro, mas não se compara com o Baco y Vino em opções e preço. Boa música.

 

Hotel Torremayor- duas experiências.

- Providência- Tendo feita reservas no Torremayor Lyon, ao fazer o check-in, fui informado que tinham transferidos nós para o Torremayor Providência, uns 300 m acima (overbooking?), bem no meio da agitação; sem o que fazer, aceitei, pensando que por ser mais novo seria melhor; ledo engano, tivemos problema com falta de agua fria, mangueira vazando, box sem muita vedação do blindex, ar condicionado muito barulhento, enfim ruim.

- Lyon- Mais velho, mas muito mais bonito e charmoso, num lugar mais tranquilo, a apenas 300 metros da agitação; simples, mas com boas instalações, funcionários bastante atenciosos, enfim muito bom.

 

Vinhos chilenos- Denominações de Origem

Vinhos com Denominação de Origem.

Desde 1995, pelo decreto nº 464 se estabeleceu a demarcação das Denominações de Origem dos vinhos chilenos, cujos vinhos são provenientes das regiões indicadas abaixo, elaborados com as variedades que se indica na letra b) do artigo nº 3 deste decreto e cumpre com os demais requisitos estabelecidos para esta categoria.

1-      Região Vitícola de Atacama- Sub-regiões:

- Valle de Cupiapó

- Valle del Huasco

 

2- Região Vitícola de Coquimbo- Sub-regiões:

- Valle de Elqui

- Valle de Limari

- Valle de Choapa

 

3- Região Vitícola de Aconcagua- Sub-regiões:

- Valle del Aconcagua

- Valle de Casablanca

- Valle de San Antonio

 

4- Região Vitícola del Valle Central- Sub-regiões:

- Valle del Maipo

- Valle del Rapel

- Valle de Curicó

- Valle del Maule

 

5- Região Vitícola del Sur- Sub-regiões:

- Valle del Itata

- Valle del Bio-Bio

- Valle del Malleco

 

No decreto nº 464 já estava prevista subdivisões em zonas e áreas, mas na prática os rótulos estampavam as regiões e sub-regiões; conforme foram tendo desenvolvimento e prestigio, as subdivisões foram sendo estampadas nos rótulos, primeiramente as zonas:

- Região Aconcagua; Sub-região- Valle de San Antonio;  Zona- Valle de Leyda

- Região del Valle Central; Sub-região- Valle del Rapel; Zona- Valle de Cachapoal e Valle de Colchagua

- Região del Valle Central; Sub-região- Valle de Curicó; Zona- Valle del Teno e Valle de Lontué

- Região del Valle Central; sub-região- Valle del Maule; Zona- Valle del Claro, Valle del Loncomilla e Valle del Tutuvén.

 

Mais recentemente o Ministério da Agricultura modificou o Decreto 464 e aglomerou-as áreas, conforme a sua situação de influência geográfica e climática: Andes, Entre Cordilheiras e Costa.

Para poderem rotular as novas denominações 85% das uvas tem de ter procedência destas áreas.

·         Costa: recebe influência do Oceano Pacífico. É marcada por temperaturas mais baixas, o que implica um período de amadurecimento mais lento das uvas e traz expressão aromática intensa, além de frescor e boa acidez.
Costa- Áreas: Ovalle, San Juan, Marga Marga, Lolol, Portezuelo e Colemu.

·         Entre Cordilheiras: é uma das zonas vitivinícolas mais antigas do Chile. Eqüidistante do mar e da cordilheira, recebe a influência de ambos é dá origem a vinhos elegantes e com notável capacidade de guarda.
Entre Cordilleras- Áreas: Punitaqui, Panquehue, Isla de Maipo, Talagante, Melipilla, Alhué, María Pinto, Rancagua, Peumo, Nancagua, Santa Cruz, Palmilla, Peralillo, Marchigue, Rauco, Sagrada Familia, Talca, Pencahue, San Rafael, San Javier, Villa Alegre, Parral, Linares, Cauquenes, Chillán, Quillón, Yumbel, Mulchén e Traiguén.

·         Andes: é a cordilheira mais extensa do mundo. Sua altura, largura e o domínio da corrente fria de Humboldt impedem o deslocamento de nuvens que, de outro modo, provocariam significativa quantidade de chuva. Sua formação natural possibilita o controle da temperatura e sua altura permite o desenvolvimento de tintos e brancos em latitudes que em outras circunstâncias não entregariam vinhos de qualidade.
Andes- Áreas: Vicuña, Paigunao, Monte Patria, Río Hurtado, Salamanca, Illapel, Santiago, Pirque, Puente Alto, Buin, Requínoa, Rengo, San Fernando, Chimbarongo, Romeral, Molina e San Clemente.



 

 

 


Viagem EnoGastronômica ao Chile

Dia 10 a 19 de novembro de 2012

 

 

1º dia- Guarulhos/Santiago/Casablanca

 

Saimos no dia 10/11/2012 de Guarulhos as 09:05 pela TAM e chegamos a Santiago as 12:00h.

cord_aviCordilheira















Vôo lotado e uma certa demora na alfândega, consegui pegar a Van alugada da Transbetel as 13:00h e partimos pela ruta 68 com destino a Casablanca.

Nosso destino era a Kingston Vineyards, mas fizemos uma parada na Casa del Bosque para um pequeno almoço no restaurante Tanino, e provarmos um Pinot Noir para tirar a poeira da garganta.Casa_del_Bosque Restauante_Tanino
















O vinho escolhido foi o Pequenas Produciones Pinot Noir 2010, que estava ótimo.

Compartilhamos várias empanadas, entradas, pratos, que estavam ótimos. Recomendo.

Esta parada foi extra, pois eu tinha agendado a visita na Casa del Bosque para o outro dia.

Saciada a fome e a sede, fomos para a Kingston, pertinho dali, aonde a Angela Mochi e a Judith Ramirez aguardava-nos.

A Kingston Vineyards é de família americana e possuem em torno de 150 ha de vinhedos em Casablanca, mas só vinificando 10% disto para seus vinhos próprios, sendo as uvas restantes vendidas para terceiros (Montes, Undurraga, Villard, etc...).

http://www.kingstonvineyards.comEntrada_Kingston
Kingston_valle















Outros compram as uvas e vinificam nas próprias instalações da Kingston, como é o caso Tunquen Wines, da amiga Angela Mochi, que junto com seu marido Marcos Attilio fazem jus a autodenominação de Passionate Winemakers.

Visitamos as instalações da Kingston e fomos para um agradável caramanchão, aonde a Angela/Marcos apresentaram os vinhos da Tunquen Wines e a Judith os vinhos da Kingston.
 
KingstonKingston_degusta















Provamos 11 vinhos e gostei do Sauvignon Blanc, Malbec e Cabernet Franc da Tunquen e do Alazan Pinot Noir e Bayo Oscuro Syrah da Kingston.

É interessante frisar que no Chile todas as visitas são comerciais, ou seja, se paga por elas e os preços dependem dos vinhos a serem provados; a única degustação que não pagamos foi da Tunquen, as outras variaram de U$ 30 a U$ 80 por pessoa.

E nestes preços normalmente não estavam inclusos os vinhos ícones, as quais eram bem mais caras, e no nosso entendimento a melhor maneira de apreciarmos foi o que fizemos: comprávamos uma garrafa dos vinhos ícones, degustávamos na vinícola e o restante da garrafa levava para apreciar na pousada/restaurante

Terminada a visita seguimos para a Pousada La Mirage Parador, em Tunquen, já a beira do pacifico.

www.lamirage.clLa_MirageInterior_La_Mirage

















Escolhi a La Mirage (e nossas outras hospedagem no Chile) por ser em circuito off, com atendimento dos próprios donos, num modelo mais intimista, quase que de charme.

No caso particular da La Mirage, ainda tinha o diferencial de contar com um bom restaurante, o que facilitaria na volta das visitas, aonde eu poderia beber um vinho sossegado, sem a preocupação de dirigir.

Infelizmente eles perderam a equipe de cozinha e ainda não tinham conseguido encontrar outra para substituí-la, e não nos restou outra alternativa a não ser ir até Algarrobo (7 km) para jantarmos no restaurante Cava Fe.

Restaurante simples, com decoração peculiar, atendimento muito hospitaleiro, aonde logo parecíamos da família.

Cava_fe1Cava_Fe
















Tínhamos iniciado na Casa del Bosque um procedimento de refeições que se estenderia por toda a nossa viagem ao Chile: o compartilhamento e degustação de todos os pratos, aonde dividíamos as entradas, saladas, primeiro prato, segundo prato e sobremesas, numa harmonia dificilmente vista entre comensais.

Começamos com os ceviches, de 3 tipos, os melhores que comemos em todo os Chile.

Em seguida um Caldillo de Congrio, muito bom, aonde meus companheiros adoraram, mas eu chato que sou, achei que faltou um pouco de tempero.

Na sequência veio uma Paila marina (tipo nossa caldeirada) sensacional, a melhor que comi no Chile ( a do Galino estava boa).

Excelente restaurante. Recomendo.

Para bebermos levamos os Sauvignon Blanc e os Pinot Noir da degustação da Tunquen/Kingston.

Saciados e felizes voltamos para a La Mirage, para dormir o sono dos justos e se estar em forma para as visitas do dia seguinte.

 

2º dia- Vale de Casablanca e San Antonio- 11/11/2012- Domingo

 

Tomamos o café da manhã na pousada e fomos para a visita na Casa del Bosque, as 10:30h.

Estava lotado, com turistas de várias partes do mundo, aonde as visitas eram divididas conforme a proficiência em espanhol ou inglês.

Visita turística, aproveitando alguns detalhes como os grandes ventiladores nos vinhedos, sistema automático de punch down (pigeage).vinhedos_casa_del_bosque
punch_down
















Terminado o recorrido, fomos para a degustação; bons vinhos, mas nada excepcional, ficando com a sensação que o Pinot Noir que tomamos no dia anterior foi o melhor de todos.Tanino
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Saímos as pressas para a visita e almoço na Matetic.

Chegando na Matetic, íamos almoçar e depois fazer a visita, mas sendo informado de dois ônibus lotados de turistas e já entediado de uma visita turísticas, resolvemos ir até a vinícola (uns 10 km do restaurante) e em vez de fazer a visita, compramos um belo EQ Sauvignon Blanc 2010 e fizemos a 
prova e visita por conta nossa mesmo, até dar tempo para a nossa reserva no restaurante Equilibrio.Matetic
vinhedos_matetic















O restaurante estava lotado, pedimos um EQ Chardonnay, um EQ Pinot Noir e o Matetic Syrah.

Sinceramente esperava mais do restaurante, bom, mas nada surpreendente, talvez devido ao dia lotado e a prioridade tenha sido para o churrasco sendo preparado para a excursão.

Seguimos até El Tabo, para visitar a casa de Neruda em Isla Negra.

Muito bonita, com detalhes e vista impressionante; só não pode fotografar.

Neruda















No café da casa, provamos um pisco sour nerudiano, um pouco doce para o meu gosto.

Voltamos para a La Mirage, aonde o Kim (proprietário) nos prepararia um típico e delicioso pastel de choclo para o jantar, que acompanhamos com um Amayna Sauvignon Blanc 2010 e um Leyda Pinot Noir Lot 21 2010.

Um bom sono nos esperava.

 

3º dia- Vale de Leyda- 12/11/2012 - Segunda Feira

Café da manhã tomado, saímos com destino a Casa Marin, em Lo Abarca/Cartagena, onde num frio danado, o atencioso e simpático Sr. Oswaldo Marin estava nos aguardando.

A visita começou com uma amostra do solo da região, feita num barranco, as instalações de vinificação, salas de barricas e a degustação de seus vinhos.

fachada_casa_marin

Casa_marin















casa_marin_1sala_barrica















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Provamos o Cipreses Sauvignon Blanc 2011, o Casona Gewurztraminer, o Miramar Riesling, o Lo Abarca Pinot Noir e o Miramar Syrah.

Vinhos excelentes, com muita tipicidade; o único senão ficou por conta do Syrah, que na minha opinião estava comprometido com um forte aroma de borracha queimada (Disulfureto de dietilo) e uma boca desequilibrada. Espero que não seja no lote todo.

 

Saimos de Lo Abarca e fomos até o Valle de Leyda, para conhecer o vale e ver os vinhedos de Leyda e Viña Garces, já que não tinha conseguido agendar visita com eles.

Retornamos até Algarrobo para almoçarmos no restaurante Al Muelle.

www.almuelle.cl

Ceviches variados, pulpo crocantes, camarões equatorianos de entrada.

Chupe de locos e Ravioles rellenos de jaiba algarrobina na sequência.

Atun de isla de pascua com crosta de sésamos, acompanhado de tabule de quinoa.

Bife de chorizo com salsa de vino.

Sobremesa

Não lembro dos vinhos que pedimos no restaurante.

Muito bonito e excelente restaurante, meu terceiro da lista das melhores refeições no Chile.

 

Voltamos para a pousada, para uns pisco sour e aguardar as deliciosas empanadas de mariscos que o Kim nos prepararia para o jantar; as melhores empanadas que comi no Chile.

Tambem não me lembro que vinho abrimos para o jantar. Amnésia.

Dormir, que no dia seguinte teríamos de acordar cedo, para um esticão de 200 km até Curicó, com visita marcada para as 10:30h na Viñedos Puertas. 

 

4º dia- Vale de Curicó/Colchagua- 13/11/2012- Terça Feira

Saímos cedinho de Tunquen, indo até San Domingos e pegando a carretera de la fruta (ruta 66) com destino a Curicó.

Chegamos na Viñedos Puertas as 10:30h e fomos atendidos pelo enólogo Carlos Torres, que nos mostrou toda as dependências da vinícola.

A Viñedos Puertas possui mais de 650 ha de vinhedos próprios e sua vinícola é enorme, com equipamentos de vinificação e controle de qualidade de ultima geração, inclusive uma maquina selecionadora de uvas automática, que dispensa  a seleção manual na esteira.

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Produz entorno de 25 milhões de litros por ano, tanto de vinhos próprios, quando para terceiros.


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Fomos para a sala de degustação e pudemos comprovar a qualidade de seus vinhos, como Lujuria Chardonnay/Viognier, Tronador Ensemblaje, El Milagro Reserva Carmenere, Corona de Aragon Reserva Cabernet Sauvignon, Aguanegra Malbec, Caballo Azul e Toro de Casta.

Como o seu vinho ícone, o Puertas, não estava disponível para degustação, compramos uma garrafa e abrimos para comprovar a sua excelente qualidade.

 

Terminada a visita nos dirigimos para a Miguel Torres, também em Curicó, aonde tinha reservado visita e almoço para as 13:00h.

Como vimos que a visita seria turística, resolvemos cancelar e fomos direto almoçar.

O restaurante é muito bonito.

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Acomodamos-nos, pedimos um Cordilheira Brut Pinot Noir para as entradas e para abrir um Manso de Velasco e decanta-lo.

Começamos nossa degustação de pratos: salada, entradas diversas, primeiro prato (Mero), um prato de carne para o Manso, sobremesas.

O serviço foi meio demorado, principalmente para pagar a conta, mas mesmo assim valeu e muito, pois foi a melhor refeição que fizemos no Chile.
O de Santiago não sei como é, mas o de Curicó recomendo fortemente.

Com a demora, já era 16:00h não daria mais tempo para irmos até Santa Cruz e fazermos a visita a Casa Lapostolle, que estava agendada para este horário.

Partimos para a pousada, na estrada entre Santa Cruz e Lolol.

Bonita pousada, com uma vista maravilhosa e um atendimento super simpático da Oriana.

http://www.bellavistadecolchagua.cl/bellavista_colchagua
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Instalados aproveitamos para descansar um pouco a beira da piscina e provarmos pisco sour, que após o quarto já estava do jeito que queríamos. Rs

Pedimos para re-agendar a visita na Lapostolle para o dia seguinte, as 16:00h.

Resolvemos não sair para jantar e fizemos uma refeição mais leve na pousada mesmo, terminando com a garrafa do Puertas, que tínhamos comprado.

Eu estava cansado e dormi como uma pedra.


5º dia- Vale de Colchagua - 14/11/2012- Quarta Feira

Café da manhã tomado, partimos para a visita na Montes.

Chegamos ainda com um pouco de serração; muito bonito o lugar e a vinícola.chegada_montes
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Como chegamos um pouco cedo e tínhamos de aguardar a chegada de outros visitantes, pedimos um Montes Reserva Chardonnay 2011 para iniciar os trabalhos do dia.

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Muito bonita as instalações, desde a recepção das uvas, tonéis de carvalho para a vinificação dos vinhos Premium, interessante sistema de elevador para remontagem por gravidade.

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Sala de barricas e uma sala de degustação com uma vista maravilhosa para o vale.

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Provamos o Montes Sauvignon Blanc 2011, o Montes Alpha Carmenere 2010 e Montes Folly 2003. Compramos um Montes Alpha M 2009 e abrimos também; um dos melhores ícones que provei no Chile.

 

Terminada a visita, fomos almoçar no restaurante La Rayuela, na Viu Manent.

O restaurante tem estilo rústico.

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Pedimos um chardonnay e para decantar um Viu 1.

Alem das entradas, peixe, pedimos umas short rack de cordeiro que estava divina e harmonizou muito bem com o Viu 1, tanto que repetimos a dose. Muito bom

 

Voltamos para o vale, para a visita na Casa Lapostolle.

Muito bonita e moderna vinícola, encravada na montanha, e com uma vista maravilhosa do vale.

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Aguardamos um pouco numa bonita sala de espera e logo começamos a visita.

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Tonéis de carvalho para vinificação; e eu saciei a minha curiosidade de ver de perto um Vat Egg.

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Sala das barricas.

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Corte da montanha.

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Sala de degustação e entrada da adega particular.

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Provamos um Cuvée Alexandre Chardonnay, um Cuvée Alexandre Carmenere e um  Borobo, que estava muito bom.

Compramos um Clos Apalta 2009 e provamos também; dos vinhos ícones provados foi o que menos me encantou.

 

Voltamos para a pousada, para mais uma rodada de pisco sour, e jantamos por lá mesmo, terminando de beber o Clos Apalta 2009.

No final não fomos em nenhum restaurante de Santa Cruz.

Dormir, que teríamos de pegar estrada cedinho amanhã.


6º dia- Vale Cachapoal, Isla de Maipo e Maipo- 15/11/2012- Quinta Feira

Café da manhã tomado, despedimos da Oriana (recomendo a Bellavista Colchagua) e seguimos rumo a Viña Altair em Requinoa.

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Chegamos no horário e a Danitza Olivarez nos recepcionou num bonito quiosque de frente para os vinhedos.


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Depois de um chá com petit fours, fomos para a visita.

Representação da Estrela Altair na constelação da Águia e quadro do terroir de Altair.


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Instalações de vinificação.


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Prensa e Bomba peristáltica para remontagem.


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Sala de barrica e degustação.


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Depois da visita fomos para a degustação, aonde em vez de degustar somente o Sideral e o Altair 2007, pedimos para abrir também um Altair 2003 e 2005 fazendo uma mini vertical (eu acabei provando também um Altair 2006 na Baco Y Vino).

Excelente degustação, aonde minhas impressões foram:

2003- fantástico, no auge.

2005- o mais estruturado, novo.

2006- ainda com algumas arestas e menos equilibrado que os outros.

2007- outro estilo, mais pronto, sem arestas.

 

Agradecemos a Danitza e seguimos para a De Martino em Isla de Maipo.

Chegamos um pouco atrasados e fomos direto para o almoço, num quiosque ao ar livre, aonde fizemos à degustação de 06 vinhos, harmonizados com o almoço a base de grelhados.

Compramos uma garrafa do De Martino Familia e degustamos juntos.


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Almoço ao ar livre num dia ventando muito, não foi uma boa combinação.

Fizemos uma rápida visita, vendo os pontos de mais destaque, como os foudres de carvalho para a vinificação dos vinhos Premium, as Tinajas, etc...

A bateria da minha maquina acabou e não pude tirar mais fotos.

 

Saímos as pressas para a visita na Perez Cruz, mas um pneu murchado no caminho nos atrasou e só conseguimos chegar na Perez Cruz, as 16:30, e não foi possível fazer a visita.

Pena fica para outra oportunidade.

 

Seguimos para Santiago, passando por umas periferias meio complicadas, mas chegando intactos no Mito Casa Hotel, no inicio da Av.Providencia.

Muito bom hotel, mas logo de cara pude sentir o seu maior senão: não tem estacionamento.

Deixei o pessoal e fui procurar o estacionamento indicado, por um é logo ali, sem endereço.

Transito congestionado das 18:00h, sem saber direito aonde ir, fiquei rodando por mais de meia hora, até que sem querer passei na frente e verifiquei que era no sub-solo da Universidade San Sebastian em frente ao Patio Bellavista.

Deixei a Van e segui de volta ao hotel.

Acomodado, um belo banho, curtir o resto da garrafa do De Martino Familia e esperar para ir ao Liguria.

Tem certos dias que de noite é assim mesmo: pegamos um taxi, mas que alem de se atrapalhar para achar o Liguria, o mesmo ainda estava fechado para reformas.

De volta ao hotel e sem animo para procurar outro lugar, resolvemos comer um lanche nas imediações da praça Baquedano mesmo.

Dormir que no dia seguinte iríamos cedo até a Errazuriz, em Aconcagua.


 

7º dia- Valle de Aconcagua- 16/11/2012- Sexta

Talvez o maior inconveniente deste tipo de viagem é ter de acordar cedo todo dia.

Café da manhã tomado, fui buscar a Van no estacionamento e agora com mais dois integrantes na nossa comitiva, partimos para Aconcagua.

Chegamos no horário na Errazuriz, e começamos a visita.

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Visita turística, com um guia que falava para caramba.


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Muito bonita as instalações da Errrazuriz, mesclando o antigo e o moderno, numa composição muito harmônica.


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Sala de barricas e sala de degustação com vista priveligiada.

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Visita feita, fomos para a degustação da linha Max (Chardonnay, Carmenere e Cabernet Sauvignon). Gostei do Cabernet Sauvignon.

Compramos uma garrafa do Don Maximiano 2009 e degustamos no terraço ao lado, com uma bonita vista para as montanhas. Muito bom.

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Como tínhamos de pegar uma amiga no aeroporto de Santiago, as 13:00h, descartamos a visita no vale de Ocoa e rumamos para Santiago.

O vôo atrasou e não pudemos ir almoçar no El Meson da Patagônia (comemos um lanche no Le Fournil do aeroporto mesmo);  também não conseguimos ir fazer a visita a Almaviva, que estava programada para as 16:00h.

Voltamos para o hotel, deixei a Van no estacionamento e fomos de taxi fazer uma visita na Wain, para ver se tinha alguns vinhos interessantes e em conta.

Muito bonita loja, mas os preços não ajudam.

Como não estava mais dirigindo e estava meio decepcionado com os chardonnay do Chile, comprei uma garrafa do Sol de Sol Chardonnay e abri para bebermos na própria loja. Bom vinho, mas a impressão é que já tinha provado Sol de Sol melhor e não conseguiu tirar a impressão que os Sauvignon Blanc chilenos são melhores.

Ei tinha ido com a intenção de comprar Seña, mas a 120.000 pesos chilenos (U$ 250) desisti; acabei comprando um Montelig, um Payen e um Morande Carignan, não muito diferente do preço que conseguiria comprar aqui no Brasil.

Voltamos para o hotel e reservamos uma mesa para jantar no Cumarú.

Gostei do estilo do Cumarú, que classifiquei como chique despojado, com uma área central aberta, estilo bar, para fumantes e separado por vidros, a parte de não fumantes.


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Mesas e cadeiras meio rústicas, num clima descontraído, mas com uma comida muita atenta na apresentação, textura e sabores.

Um serviço bem executado, que nos deixou a vontade para o nosso ritual de degustações de pratos, sem cara feia para pratos e talheres extras e mantendo-se eqüidistante o suficiente para não nos atrapalhar e ao mesmo tempo ser solicito quando precisávamos.

Pedimos um Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2010 para as entradas, ceviches; e para decantar um Seña 2009, que acompanharíamos com as melhores carnes de boi que comi no Chile.

Foi a segunda melhor refeição que fiz no Chile. Recomendo.

Solicitamos um taxi e voltamos muito satisfeitos para o hotel.


 

8º dia- Valle de Maipo- 17/11/2012- Sábado

Saimos cedo para ir até Pirque e visitar a El Principal.

Caminho tortuoso e difícil, chegamos pontualmente na vinícola, mas estava fechada.

Ao conseguir falar com a vinícola, nos informaram que tentaram confirmar a nossa visita, mas como eu estava incomunicável (não tinha visto e-mail desde que sai daqui no dia 10) consideram que não iríamos fazer a visita.

Não adiantou justificar que tinha confirmado a visita com o Gonzalo Guzman.

Fica o alerta para quem agendar visita em vinícolas com bastante antecedência, para confirmar as mesmas na época da viagem, ou na própria viagem.

Paciência, demos meia volta e seguimos para a Santa Rita.

Resolvi ir por outro caminho e passar na vinícola Haras de Pirque, mas sem agendamento não foi possível fazer a visita.

Seguimos para a Santa Rita, aonde tinha reserva para almoçar, mas ao chegar na mesma nos informaram que o restaurante estaria restrito para uma festa de matrimonio.

Paciência novamente e fomos visitar o jardim, o Museu Andino, comprar um Casa Real e provarmo-lo no café da vinícola.

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Na volta mudei o caminho, passando em frente da Concha Y Toro e dirigi até o portão da Almaviva. 
Isto que é fazer 05 visitas às vinícolas em meio dia. rs

Voltamos para Santiago e fomos para a Bellavista para almoçarmos.

O Galino estava muito cheio e para um grupo de 8 pessoas não tinha como esperar desocupar uma mesa.

Incrível a disparidade, um monte de restaurante vazio e no Galino saindo gente pelo ladrão. Resolvemos almoçar na cebicheria do Pátio Bellavista.; ceviches medianos, pisco sour também, salvou um camarão a la plancha que estava muito bom.

Um longo almoço, 3 garrafas de vinhos e voltamos para o hotel.

O pessoal foi descansar, deixei a Van no estacionamento e com mais um amigo fomos de taxi até a Baco Y Vino para conhecer e ver se achava algum vinho mais em conta.

O Baco Y Vino é um bistrô que serve uma boa gama de vinhos em taça e conta com uma pequena loja de vinhos a parte.

Ele ainda não estavam aberto, mas mesmo assim me serviram um bom pisco sour, uns tapas e uma taça de Altair 2006.

Preços melhores que na Wain, meu amigo comprou umas garrafas de vinhos e eu comprei um Almaviva 2009 por 89.000 pesos (R$ 410,00 quando chegou a fatura do cartão).Muito caro.

Voltamos para o hotel e a noite fui jantar na Coquinaria com amigos.

Bonito lugar, o Coquinaria é um tipo de empório gourmet, que serve lanches e também conta com um restaurante.

Eu pedi um pisco sour, que veio numa bonita copa de argila, mas que estava intragável devido um limão passado.

Ceviches medianos, uns tapas também medianos e um Mero bom, com boa cocção, acabou satisfazendo, mas não empolgando.

O atendimento também não é lá estas coisas.

Os vinhos são a preço de prateleira, mas tem poucas opções de vinhos melhores.

Pedimos duas garrafas de vinhos, mas não lembro quais foram.

Voltei para o hotel e desmaiar; ainda bem que não teria de acordar cedo no outro dia.


 

9º dia-Santiago- 18/11/2012- Domingo

O domingo não tinha programação e cada um poderia optar para fazer o que melhor lhe agradasse.

Como não tínhamos conseguido almoçar no Galino no dia anterior, resolvi ir almoçar no mesmo, junto com um amigo.

Como sempre o Galino estava lotado, mas com um pouco de espera conseguimos uma mesa para dois.

Deu para ver porque de tanto movimento, a comida é mediana, mas é farta e barata, o que faz a festa de estudantes, turistas e nativos.

Pedi uns pisco sour, que estavam muito bom, uma paila marina (enorme, boa) e para contrariar bebi cerveja, já que as opções de vinhos eram pobres.

Voltamos para o hotel e aproveitei para fazer a devolução da Van para a TransBetel.

O Oscar (proprietário do Mito Casa Hotel) me presenteou com uma garrafa de um vinho que trouxe de Limari e queria saber minha opinião.

Em virtude disto nos reunimos a tarde, no jardim do hotel para degustá-lo, junto com outro vinho que comprei. Ficha de degustação feita (dei 84 para o vinho), deixei com a Tamara na recepção.

Agradecemos a Tamara/Oscar e ao Mito Casa Hotel toda a cordialidade e empenho para conosco no período em que ficamos hospedados ali.

A noite foi fazer um lanche e dormir, pois amanhã de madrugada, pegaríamos um taxi até o aeroporto, pois nosso vôo sairia as 06:50h

Retorno sem contratempo, ficaram estas felizes lembranças, as quais relato agora, ainda vivas, mesmo já se passando mês e meio desta viagem.

Até uma próxima.

Da viagem trouxe um vinho, que representaria cada denominação de origem chilena, e os apresentaria numa degustação realizada aqui na Enopira, conforme segue  a seguir:

Degustação- Uma viagem enogastronômica pelo Chile.

Enopira- 13/12/2012

Vinhos apresentados:

 

1-      Kingston Cariblanco Sauvignon Blanc 2008- DO Casablanca

Produtor-Kingston Family Vineyards- Casablanca Valley- Chile

Castas- Sauvignon Blanc

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 10% do vinho estagia 3 meses em barricas de carvalho Francês.

Preço- R$ 92,00

Serviço- Servido a 8º C

Muito bom, leve herbáceo. Nota 88

 

2-      Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2011-DO San Antonio

Produtor- Viña Casa Marin- Cartagena- San Antonio Valley- Chile.

Castas- Sauvignon Blanc

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- sem passagem por madeira.

Preço- R$ 133,00- (U$ 30 na Casa Marin)

Serviço- Servido a 8º C

Muito bom, boa acidez, com certa salinidade. Nota 90

 

3-      Morande Edición Limitada Carignan 2007- DO Loncomilla

 Produtor- Viña Morande- Pelenquen- Chile

Castas- Carignan

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho americano.

Preço- R$ 135,00 (U$ 40 na Wain)

Serviço- Aberto duas hora antes e servido a 17º C

Muito bom, bem equilibrado. Nota 89

 

4-      Puertas Parnaso 2003- DO Curicó

Produtor- Viñedos Puertas- Curicó- Chile.

Castas- 80% Carmenère e 20% Cabernet Sauvignon

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 250,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 17º C

Muito bom, leve herbáceo e certa rusticidade. Nota 89

 

5-      Altair 2005- DO Cachapoal

Produtor- Altair Vineyards & Winery- Cachapoal- Chile

Castas- 85% Cabernet Sauvignon, 12% Syrah e 3% Carmenère

Teor alcoólico- 14,7%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 320,00 (U$ 80 na Altair)

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 17º C

Muito estruturado, novo, taninos ainda bem marcados, madeira bem harmônica.

Potencial para evoluir bem. Nota 91

Meu terceiro melhor vinho da noite.

 

6-      Almaviva 2009- DO Maipo

Produtor- Viña Almaviva- Puente Alto-Maipo- Chile

Castas- 73% Cabernet Sauvignon, 22% Carmenère, 4% Cabernet Franc e 1% Merlot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 700,00 (U$ 190 na Baco y Vino)

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 17º C

Contrariando o que se esperava, um vinho quase pronto, taninos muito agradáveis, madeira bem integrada, harmônico. Nota 93

Meu melhor vinho da noite.

 

7-      Siebenthal Montelìg 2007- DO Aconcagua

Produtor- Viña Von Siebenthal- Panquehue- Aconcagua- Chile.

Castas- 40% Cabernet Sauvignon, 30% Carmenère e 30% Petit Verdot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 24 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 300,00 (U$ 90 na Wain)

Serviço-Decantado por duas horas e servido a 17º C

Muito bom vinho, equilibrado, sem arestas. Nota 90

 

8-      Seña 2006- DO Aconcagua

Produtor- Viña Seña- Panquehue- Aconcagua- Chile.

Castas- 55% Cabernet Sauvignon, 16% Merlot, 13% PV, 10% Carmenére e 6% CF.

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 498,00 (trazido pelo José Henrique)

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 17º C

Excelente vinho, elegante, muito equilibrado, taninos muito agradaveis, madeira bem integrada. Nota 92

Meu segundo melhor vinho da noite.

 

9-      Tabali Payen 2009- DO Limari

Produtor- Viña Tabali- Santiago- Chile.

Castas- 100% Syrah

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 meses em barricas de carvalho francês

Preço- R$ 240,00 (U$ 80 na Wain)

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 17º C

Muito bom vinho, num perfil mais potente, sem ser enjoativo. Nota 90

 

Co m os Sauvignon Blanc foi servido ceviche de namorado e palta.

Com o Morande e Parnaso foi servido um pastel de choclo.

Depois da degustação foi servido um pernil de cordeiro ao forno.

 

 

Abs,

Luiz Otávio


 

 
 
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