Carnaval enogastronômico no Uruguai.

No dia 03/03/2014, as 2:00 partimos de Guarulhos com destino ao aeroporto de Carrasco, em Montevidéu, num turboélices  da Buquebus.

Chegando em Carrasco, após os tramites de desembarque/alfândega pegamos a Van Hyundai H1 alugada na Multicar e partimos direto para Colônia, num percurso de 190 km, visto que teríamos de apanhar dois casais amigos, que estariam vindo de Buenos Aires, de navio da Buquebus, com horário previsto de chegada as 11:00.

Após o encontro no terminal de desembarque do porto, malas acomodadas na Van, seguimos para nosso primeiro encontro gourmet, comer um Chivito no Mi Carrito.

O Mi Carrito é um trailer de lanche e o Chivito é o lanche digamos oficial do Uruguai, e o Chivito do Mi Carrito é um dos melhores; um lanche enorme e muito saboroso, que num momento lúdico compartilhamos entre os pares, num revezamento de mordidas, acompanhados de cervejas Patricia, já que vinho não tinha.

Dando seqüência a nossa exploração de Colônia del Sacramento fomos para a rua dos Suspiros, comer uma picada de quesos e fiambres no Buenos Suspiros.

Caminhando pelas ruelas de Côlonia, a sensação é de tranqüilidade, num cenário extremamente encantador, onde a percepção de detalhes está em cada casa, em cada recanto, em cada som e em cada cheiro, num misto de Parati e Tiradentes, aonde o ideal é pernoitar pelo menos um dia ai e poder apreciar mais toda a sua beleza e bucolidade.

O Buenos Suspiros,está mais para uma pequena e charmosa tasca; com pouquíssimas mesas (que está sempre lotado e reserva de antecedência é quase obrigatória), que com sorte e auxilio do pedido de dois dos melhores vinhos da casa, consegui uma mesa para dois, que foi se arranjando para seis.

Queijos artesanais muito bom e fiambres deliciosos foi a nossa pedida, acompanhados do Irurtia Sauvignon Blanc, Tannat Reserva da Bodega Boutique El Legado e o Luz de Luna da Bodega Narbona.

A procura por mesas era intensa e não quisemos nos demorar demais no Buenos Suspiros, seguindo para o Lentas Maravillas, aonde o nome já diz tudo.

Já um pouco escolado pelo movimento de Colônia, segui na frente para reservar lugar e consegui um privilegiado, no jardim, de frente para o mar/porto, aonde nos aconchegamos em poltronas muito confortáveis e só faltou uma rede preguiçosa para deitar. Rs

O Lentas Maravillas é o lugar ideal para se ler um livro, acompanhado das sobremesas deliciosas e um bom café ou chá.

Pedimos quase tudo do cardápio, compartilhando um pouco de cada entre nós, aonde para mim se destacaram uma tortinha de maça e o delicioso Helato de café.

Tomamos café, acertamos a conta, voltamos para a Van, que tinha deixado estacionada em frente o Mi Carrito e partimos em direção a Carmelo, num percurso de 35 km até Los Cerros de San Juan.

A bodega Los Cerros de San Juan é uma das mais antigas do Uruguai e o enólogo Pablo Bieito foi nos mostrando as instalações, com destaque para um antigo sistema de captação de águas de chuva em cisterna subterrânea, que era bombeada para servir de resfriamento na fermentação do mosto.

Depois do recorrido fomos para a prova dos vinhos, passando por Gewurztraminer, um Riesling com notas de querosene bem evidente, um Pinot Noir Viejo 2002 muito bom, o Celebración 150 años e o Mil Botellas Pentavarietal 2011, que trouxe uma garrafa para apresentar aqui no Brasil.

Terminada a visita pegamos a estrada para Montevidéu, chegando ao anoitecer, para o check-in no Dazzler de Pocitos, e já atrasados ir jantar no restaurante Francis, considerado um dos melhores restaurante de Montevidéu e que em plena segunda feira estava lotado.

Para beber pedimos um espumante Pizzorno Brut Nature, um Preludio Blanco e um Guldai Deti.

Para comer pedimos polvo a galega, cazuela de mariscos, paella, risotto de cordero y hongos frescos.

Muito bom, mas eu esperava algo mais gourmet; e o pimentón ahumado encobria quase todo o gosto dos pratos de peixe.

Como estávamos a somente 4 quadras do hotel, mesmo com a chuvinha, deu para ir caminhando e fazer um pouco de digestão, que por sorte no dia seguinte, a visita a Bouza era somente as 11:00.

 

Dia 04/03/2014, terça feira, após tomarmos o café da manhã, com uma chuva fraca, nos dirigimos para a Bodega Bouza.

Bouza_Bodega
































Bonita bodega boutique, bem organizada, mas que tinha uma enorme quantidade de  visitantes, por baixo uns 100 e com a chuva estava meio complicado acomodar (e arrumar guarda chuvas para todos).

Eu não gosto de visita turísticas e embora as vezes sejam inevitáveis, preferimos não fazê-la, e graça a intervenção do Juan Borda, conseguimos que o enólogo Eduardo Boido pudesse ter um tempinho para nos receber, já que estava em plena cosecha e com as chuvas tudo estava complicado.


Bouza_Eduardo































Pudemos ver o recebimento das uvas provenientes de La Violeta, todo o processo de vinificação e as explicações do Eduardo foram fantásticas.


Bouza_Barricas




















Com o término da chuva, deu para observar um pouco do vinhedo de Melilla e seguir para o bonito restaurante da Bodega, para a degustação dos vinhos e almoço.


Bouza_vinhedos_1

































Para não perder o costume, não nos contentamos somente com a degustação convencional, pedindo para alem dos 05 vinhos pré estabelecidos, abrirem uma garrafa do Cocó, do Merlot Parcela única e do Tannat Parcela única, que com a providencial e gentil intervenção do Juan Borda, fomos prontamente atendidos.

Como não tinha mais o menu degustação, fizemos por nossa conta mesmo, num festival de salada de queijo brie, seleção de queijos, fiambres e jamón, Patê do campo, Foie Gras, Salmão com aspargos, Short rack de cordero na brasa, Lombo de Cerdo na brasa e o Bouza Baby Beef.

Sobremesas, Café e Orujo depois, e estávamos todos muito satisfeitos.

Fantástico almoço, tudo perfeito. U$ 140 por pessoa, que valeu cada centavo.

 

Voltamos para o hotel, contornando a orla, para um breve descanso e marcamos de ir no My Wine Bar (My Suites) as 20:30 para degustação de queijos, fiambres, azeites e vinhos.

Muito interessante o conceito do Wine Bar, aonde degustamos vinhos da Bodega Garzón e seus excelentes azeites, como alguns vinhos diferenciados na opinião do sommelier Mauricio, que se mostraram mais ou menos.

A localização do Dazzler Montevidéu é excepcional e mais uma vez voltamos a pé para o mesmo.

Dia 05/03/2014, quarta feira, saímos cedo, pois tínhamos visita agendada as 9:00 na Pisano,aonde Daniel Pisano nos aguardava.


Pisano
































Pisano_vinhedos































Daniel é um anfitrião encantador e com sua boa conversa, nos mostrou os vinhedos, algumas cepas centenárias, suas instalações, com uma breve presença do enólogo Gustavo Pisano, a adega, a sala de barricas, o parriforno e degustação de uns 9 vinhos de seus excelentes vinhos, aonde a visita de 2 horas se estendeu para 4 horas.


Pisano_inst


























Gabriel Pisano também estava por lá e degustamos alguns de seus vinhos da Viña Progresso.

Trouxe uma garrafa do excelente Pisano Gran Reserva Oculta nº 1Don César Tannat 2002, um vinho da adega particular de Don César Pisano, numa boa opção entre o Arretxea e o Axis Mundi.

Estávamos tão atrasados que pedi para o Daniel ligar para o estabelecimento Juanicó, comunicando nosso atraso e que iríamos pular a visita (11:00), fazendo a degustação e almoço junto no horário (13:00).

Saindo da Pisano e em 10 minutos estávamos no Estabelecimento Juanicó (Familia Deicas), aonde fomos direto para o restaurante, que estava quase vazio, com somente uma mesa ocupada; nossa degustação era a Premium e foram sendo servido as entradas e os vinhos da degustação, começando pelo espumante Castelar, um branco que não me lembro, o Atlântico Sur Pinot Noir, o Preludio Tinto e na falta do Massimo Deicas Tannat, serviram o Malbec.

Eu esperava muito mais do restaurante e foi uma decepção, comida mediana e sem inspiração, que não encantou, e por U$ 150 por pessoa, foi a pior relação custo/beneficio de toda a viagem.

Depois do almoço, Diego Herrera nos conduziu para a visita as instalações e vinhedos.

 

Saímos da Juanicó e na volta decidimos dar um pulo na Bodega H.Stagnari, já pelas 17:00 da tarde; eu não tinha reservado a visita e a Virginia não estava, mesmo assim conseguimos com a Camila Delgado fazer um degustação de seus vinhos, comprando uma garrafa do Dinastia Tannat 2011 para provarmos lá e trazendo outra para apresentar aqui.

Saindo da H.Stagnari entramos na Antiqua Bodega Stgnari, aonde já fechado, acabaram por nos receber e providenciar uma degustação de seus vinhos, aonde compramos uma garrafa do Osiris Reserva Tannat 2006 para provarmos e outra para apresentar aqui no Brasil.


Antigua_stagnari
























Voltamos para o hotel, e sem compromisso para a noite o Gerhard/Rosana e Guilherme/Ana Maria resolveram descansar; Julio e eu fomos jantar no La Pulperia, uma parilla a algumas quadras do hotel. Estabelecimento muito simples, mas com uma ótima parilla, aonde provamos uma salada, uma molleja (média) e um excelente Ojo de Bife; para bebermos um Filgueira Sauvignon Gris e um Castillo Viejo Vieja parcela Cabernet Franc.

Voltar para o hotel e desmaiar.

 

Dia 06/03/2014, quinta feira, a opção era dia livre, para que pudessem descansar um pouco ou fazer passeio visitando o Parque Rodó ou o Museu Blanes com seu belo jardim japonês.

Eu iria seguir até Canelones para visitar a Gimenez Mendez e a Marichal.

No fim, todos resolveram me acompanhar e fomos todos para Canelones; eu tinha contatado a Silvina Labandera da Gimenez Mendez, mas a mesma tinha compromisso de manhã e tinha ficado de ligar a tarde para ver se ela poderia nos atender; na Marichal eu tinha solicitado visita para as 12:00 e para lá nos dirigimos.

Chegamos na Marichal pelo caminhos de La Violetas, observando os vinhedos em toda a sua extensão.

Ao chegar na Bodega fomos informados que tinham tido dois contratempo de saúde e que tinham enviado um email cancelando a visita, mas que com uma breve conversa com o Juan Manuel Pozzi, combinamos uma visita descompromissada, que ao final se revelou fantástica, com a visita aos vinhedos, as provas de tanque junto com o enólogo Juan Andrés, a simpatia da Sra.Lidia, a prova de vinhos com Alejandro Carlos, as deliciosas empanadas feitas pela matriarca da família,Sra. Teresita, que por fim, depois de 5 horas, comprei uma garrafa do Marichal Gran Reserva Tannat A 2011 para apresentar aqui no Brasil.


Marichal


























Liguei para a Silvina, mas a mesma ainda se encontrava em Montevidéu, não sendo possível nos receber em Caneloles; sendo assim só passamos em Caneloles e seguimos para Montevidéu para ir visitar a Ciudad Vieja e o Mercado do Porto.

Estacionando nas imediações da Plaza Independênc ia fomos até o mercado a pé, para provar a parilla do El Palenque.

Como não tínhamos visitado a Gimenez Mendes, resolvemos fazer uma degustação por conta no El Palenque, pedindo um Sauvignon Blanc, um Chardonnay, um Petit Verdot e um Luis A.Gimenez Premium Tannat 2006; para comer Tortilla espanhola, Polvo na brasa, Aspargos de Navarra, Lagostins a La plancha, Champignons na brasa, Mollejas, Asado de tira e na falta do Cochinillo, um Entrecôte.

Ficamos quase até as 22:00 e retornando ao hotel, meu irmão e eu ainda fomos no La Perdiz, ficando numa entradinha de vieiras e cervejas. Rs

 

Dia 07/03/2014, sexta feira, saímos cedo para a visita a Bodegas Carrau, em Colón, indo por dentro da cidade, aonde a interdição de parte da Gel.Artigas e um transito mais pesado, nos fez chegar com atraso de meia hora na Bodega Carrau, as 10:30, aonde Javier Carrau nos esperava impaciente, devido a ter um compromisso as 12:00.


Carrau




















Javier_Carrau

























A Bodega Carrau em Colón é muito bonita e organizada, e para mim que já tinha conhecido a bodega de Cerro Chapéu, em Rivera, era um complemento espetacular, tanto das bodegas em si, como de seus vinhos, mas principalmente de suas pessoas e família, aonde o contato com o Ignácio  Carrau e com o Javier Carrau, que prontamente atendeu o pedido de palestrar sobre os vinhos uruguaios no Enopira Road Gonçalves 2014, me fazem ter a Bodega Carrau na mais alta estima.

Javier nos mostrou as instalações da bodega, o laboratório, o local de provas sensoriais, os pulpitres dos espumantes, sala de barricas, etc..., sempre me cobrando o atraso lastimável, que não daria a ele a oportunidade de nos mostrar mais.



Carrau_espumantes

























Javier_Carrau_1Javier_e_Ana_Maria















Já brincando de delirius tremis com as mãos, fomos para a prova dos vinhos e já sendo quase meio dia, Javier teve de se despedir as pressas, para não chegar ele atrasado ao seu compromisso, passando a chave para a Fernanda, simpática e divertida química, responsável pelo controle de qualidade dos vinhos da Bodegas Carrau, já que a Margarita e Ana Laura estavam ocupadas com outras visitas.

Começamos nossa degustação com um espetacular Petit Manseg/Sauvignon Gris 2011, que eu só tinha provado um do Brumont, e é uma uva que faz parte da AOC Pacherenc-du-Vic Bilh, na mesma região da AOC Madiran, berço da uva Tannat.


inicio_degust
































Passamos pelo Juan Carrau Chardonnay de Reserva, J.Carrau Pujol 1752, Ysern Cabernet, Vilasar Nebbiolo 2004, Amat  e por fim o espumante Sust. Todos espetaculares.

De regalo do Javier, ganhei o livro In Vino Veritas- La família Carrau y el vino; e comprei uma garrafa do Carrau 1752 Gran Tradicion Petit Manseg/Sauvignon Gris 2011, uma do Vilasar Nebbiolo 2004 e uma do Amat 2002 para a apresentação dos vinhos uruguaios em Gonçalves/Mg.

 

Muito satisfeitos, saímos da Carrau e fomos para Atlântida, visitar o Viñedo de Los Vientos.

A Viñedo de Los Vientos é uma joven bodega, iniciada em 1988 por Pablo Falabrino e Mariana Cerutti, aonde procuram elaborar vinhos diferenciados, explorando um terroir diferente, em Atlântida, com um clima que pode ser ingrato, como se mostrou este ano para a Gewurztraminer, mas que pode ter as suas compensações nas cepas Arneis e Nebbiolo que estavam muito boas.

Produzem um muito bom  Ripasso de Tannat, o qual comprei uma garrafa do Angel’s Cuvée Ripasso de Tannat 2007 para apresentar em Gonçalves/MG.

A Mariana Cerutti é uma eximia cozinheira e provamos umas empanadas deliciosas, com destaque para a de carne.

 

De volta para Montevidéu, foi só a tempo de tomar banho e ir para o restaurante Tandory, do chef Gabriel Coquel.

Muito bom, dos que provamos, foi o melhor restaurante gourmet do Uruguai, uma cozinha sem muita frescura, mas muito sensível e saborosa.

Gabriel nos providenciou um menu degustação informal, aonde foi trazendo os pratos que ia elaborando: desconstrução de pulpo a galega, molleja a Jerez (molleja de vitela deliciosa), morcilla com quesos de cabra, pescado gratinado com coco y lemongras, pad thai, salmon mit cuit e codillo de cerdo.

Pedimos um Pinot Gris, um Pinot Noir e um Tandory, vinho da casa, elaborado pelo Carlos Pizzorno para o Gabriel.

Sobremesas pedidas,indaguei ao Gabriel porque não havia vinhos de sobremesa do Uruguai na carta, em vez do Casilero del Diablo Late Harvest; disse desconhecer e indiquei o Irurtia Botrytis Excelence, o Cuna di Pedra Late Harvest Gewurztraminer, Pisano Late Harvest Fábula; sem contar com os inúmeros vinhos fortificados de Tannat, como o Vivent da Carrau e o Pisano Etxe Oneko e o Alcyone do Viñedo de Los Vientos.

Pedimos um porto (Adriano) e o café.

A conta de uns U$ 85 por pessoa ficou num excelente custo/beneficio. Recomendo fortemente.

 

Dia 08/03/2014, sábado, saída cedo com destino a Bodega Alto de La Ballena, na ruta 12, inicio da Laguna del Sauce, aonde Paula Pivel e seu marido Álvaro Lorenzo resolveram explorar o terroir da Sierra de La Ballena.


vista_ballena























mirador

























Diferente de outras regiões que visitamos, na parte mais alta (110 msm), o solo são de rochas metamórficas (xistos) tombadas, com orientação vertical, que permite uma boa drenagem, aonde estão plantados as uvas Syrah.


Paula_Pivel


























Na parte mais baixa (30 a 50 msm) ficam os vinhedos de Viognier, Merlot e Cabernet Franc, dependendo da composição dos solos, se mais argiloso ou argilo-calcário.


rochas

degust















Do  mirante pudemos degustar seus vinhos, descortinando a nossa frente a bela visão da paisagem que se estendia pela Laguna del Sauce, até ao horizonte avistar o Cerro Pan de Azúcar, imponente com seus 423 m, terceiro mais alto cerro do Uruguai, perdendo somente para o Cerro Catedral (513 m) e o Cerro de La Animas (501 m)

Os vinhos são muito bons, começando com um Tannat/Viognier, seguindo pelo Merlot Reserva, Cabernet Franc Reserva e o Cetus Syrah.

Comprei uma garrafa do Tannat/Viognier Reserva 2010 e uma do Cetus Syrah 2010 para apresentá-los aqui no Brasil.

Deixando Alto de La Ballena, nos dirigimos para Punta del Leste, a uns 35 km dali, aonde tinha reserva para almoçar no restaurante Lo de Tere.

Fomos gentilmente recebidos pelo Lalo, que nos conduziu para a nossa mesa, no meio de um turbilhão de norte-americanos, que provenientes de um cruzeiro, tinham deixado lotado o restaurante e que agora tinham de voltar para o mesmo.

Felizmente, aos poucos foi reinando o silencio, conforme os turistas iam deixando o restaurante, até que restaram somente os 06 turistas da nossa mesa. rs

Tiraditos, Nautilus, Casquinha de Cangrejo, Lagostins a La plancha, Black Crab, Peixe espada( Marlin), Inaki (Merluza negra do Atlantico), lulas maravilhosas (Mi amigo El Vasco), Butiá, Homenagem al Dulce de Leche.

Já sem muitas opções de vinhos para experimentar ficamos com o Bouza Alvarinho, o Cocó e o Preludio Blanco.

Excelente refeição, com um serviço esmerado, que com custo na faixa de U$ 100 por pessoa se mostrou uma opção excelente.

Saindo do restaurante fomos passear por Punta del Leste, visitando a Playa Brava e andando pelo centro.

Eu tinha cogitado visitar as esculturas do Pablo Atchugarry, na fundação de mesmo nome, que fica na saída de Manantiales e El Chorro, mas não tínhamos mais tempo e seguimos para Punta Ballena, para visitar Casapueblo e observar o por do sol do mesmo.

Fantástica construção, por fim só a conheci por fora, já que um desencontro de informações nos dava que o bar/restaurante estava fechado para um casamento.


Casapueblo






















Casapueblo_1






















Casapuev
























Em todo caso, deu para apreciar um lindíssimo por do sol, sentados numa pedra, observando o astro rei se por gradativamente, sendo agradecido por uma salva de palmas, que já é parte do cerimonial em Casapueblo, neste caso mais em particular, devido ao ocaso do Vilaró em 24 de fevereiro de 2014, mas que continua tendo a sua alvorada a cada vez que a Casapueblo é aberta ao publico e sua lembrança continuar brilhando fortemente.


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Voltamos para Montevidéu, num transito complicado e depois de um belo banho para descansar, fomos comer uns tacos, burritos e Baby Ribs no Roma-Tijuana.

Só tinha vinhos muito básicos, mas ainda insisti, mas não deu para beber, pedindo um Mojito e misturando com o vinho, fazendo um médio y médio diferente. rs

Sensação de missão comprida, pude dormir sossegado e sem hora para acordar neste dia, já que já era mais da meia noite.

 

Dia 09/03/2014, domingo, depois do café da manhã, dei uma corrida (quase que literalmente) na casa de vinhos Las Croabas, a umas 15 quadras do hotel, para comprar dois vinhos que faltavam na minha lista, o Luis A. Gimenez Tannat e o Pizzorno Primo.

Fui muito bem atendido pelo Fernando, que acabo me convencendo de levar o Don Pascual Edition Limitad 2012, um blend que eles do Las Croabas fizeram, num corte de uma barrica cada de Tannat, Petit Verdot e Syrah.

E de regalo me deu um Reinaldo de Lucca Nero D’Avola Reserva 2011, que eu não conhecia.

Trouxe estes vinhos para apresentar aqui no Brasil, uma parte no painel aqui em Piracicaba e outra em Gonçalves/MG.

 

Voltando ao hotel, fui com meu irmão para a Cuidad Vieja, ver se o Estrecho ou o Wasa Ethinic estavam abertos, mas ambos já estavam fechados.

Decidimos voltar para Pocitos/Punta Carretas e ir na parilla La Otra e fomos muito felizes na decisão; foi simplesmente a melhor parilla que comemos no Uruguai.

Um asado de tira muito bom e um Ojo de Bife Ancho simplesmente maravilhoso, com o qual acompanhamos um Pizzorno Tannat Reserva.

 

Saciados, voltamos para o hotel, pegar a Van e dirigir para o aeroporto, devolver a mesma , fazer o check-in e esperar o vôo, que devido a mudança de horário de verão, atrasaria uma hora.

Vôo cansativo, depois da semana de maratona enogastronômica, chegamos sem contratempo em São Paulo, aonde com 16 garrafas de vinhos, poderei apresentar algumas das preciosidades que o Uruguai está elaborando e que todo enófilo deveria conhecer; e que a enogastronômia do Uruguai não se limita a Tannat e Parilla, embora os faça muitíssimo bem.

O Gerhard/Rosana retornariam de navio para Buenos Aires.

Guilherme e Ana Maria seguiriam para Rivera, para visitar a Carrau e depois em Santana do Livramento a Almadén e Cordilheira de Santana, seguindo para Bagé para complementar as visitas as vinícolas da Campanha Gaúcha.

 

Um agradecimento a todos que nos receberam em suas bodegas, restaurantes, estabelecimentos;  e aos meus companheiros de viagem que me aturaram e compartilharam suas amizades, vinhos, comidas e risadas.

Segue os dois painéis de vinhos que trouxe do Uruguai:

Degustação de vinhos uruguaios

Palestrante: Luiz Otávio

LOCAL: ENOPIRA 

DIA: 20/03/2014  (Quinta-feira)                

HORÁRIO: 20:00h

VINHOS APRESENTADOS:

1-                  Alto de La Ballena Tannat/Viognier Reserva 2010

2-                  Don Pascual Edición Limitada nº 7 Trivarietal 2012

3-                  H.Stagnari Dinastía Tannat 2011

4-                  Antigua Bodega Stagnari Osiris Reserva Tannat 2006

5-                  Pizzorno Primo Quatrovarietais 2006

6-                  Los Cerros de San Juan Mil Botellas Pentavarietal 2011

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APÓS A DEGUSTAÇÃO SERÁ SERVIDO: Fettuccine al ragu de Braciole

PREÇO POR PESSOA: R$ 120,00
 Vagas limitadas

 

Atividade nº 4- A diversidade do Uruguai e seus grandes vinhos

Palestrante- Javier Carrau- Presidente Bodegas Carrau

Local- Pousada Vida Verde/Gonçalves/MG

Dia- 22/08/2014

Horário- 14:30

Preço- R$ 150,00

Vagas- 17

Vinhos apresentados:

1-      Carrau 1752 Gran Tradicion Petit Manseng/Sauvignon Gris 2011

2-      Reinaldo de Lucca Nero D’Avola Reserva Barrica 335 2011

3-      Carrau Antigua Viña Vilasar Nebbiolo Limited Edition 2004

4-      Alto de La Ballena Cetus Syrah 2010

5-      Bouza Monte Vide Eu Tannat/Merlot/Tempranillo 2008

6-      Marichal Grand Reserve Tannat A 2011

7-      Gimenez Mendez Luis A.Giménez Super Premium Tannat 2009

8-      Viñedo de Los Vientos Angel’s Cuvée Ripasso de Tannat 2007

9-      Pisano Gran Reserva Oculta nº1 Don César Tannat 2002

10-  Carrau Amat Tannat 2002

 

 

 

Até a próxima viagem, em outubro, para Bordeaux.

 

Abs,

Luiz Otávio

 
 
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