Carnaval 2018 na Itália e pós carnevale em Veneza

Milão, Lombardia, Veneto, Trento-Alto Adige, Friuli e Veneza.

Dia 09/02/2018- Sexta

Saindo de Guarulhos as 17:15 pela Alitália, com destino a Milão com breve conexão em Roma, chegando no aeroporto de Linate as 11:10 do dia seguinte.

Dia 10/02/2018- Sábado

Transtorno de reserva automóvel, Weyler e eu pegamos um taxi do aeroporto de Linate até o aeroporto Caselle em Turim, num percurso de 2 horas e E$ 420.

Transtorno novamente por não ter a Van grande reservada e os dois carros oferecidos não adiantavam, cancelo a reserva na Sicily by Car (nunca mais) e consigo uma Fiat Ducato na Avis.

Com o limão da Sicily resolvo fazer uma bela caipirinha e no trajeto de volta a Milão, aproveitamos para conhecer Gattinara e Gheme, ainda na região do Piemonte.

Chegamos as 17:00 na Vinicola Nervi, que mesmo sem reserva, nos atendeu muitíssimo bem, explicando o terroir de Gattinara e de seus vários vinhedos cultivados em 28 hectares e aonde pudemos provar a linha top de seus vinhos.

O meu preferido foi o Valferana, mais direto, limpo, mineral; o do Weyler o Molsino, mais aromático, redondo, frutado.

Saindo de Gattinara fomos para Ghemme, mas como estava escurecendo, optamos por não ir na Antichie Vigneto Cantalupo, só passando ao lado e seguindo de volta para Milão.

Chegando a noite no hotel Degli Arcimboldi, de fácil acesso da rodovia e escolha estratégica para quem está com carro em Milão e quer percorrer as redondezas; e ao mesmo tempo ao lado da estação Bignami do metro.

Check-in feito, um bom banho e fomos para a Piazza Duomo, um breve passeio pela galeria Vittorio Emanuelle e ir para o jantar no restaurante VUN do chef Andrea Aprea.

Bonitas instalações, dentro do Park Hyatt Milano, ambiente sofisticado, excelente atendimento, arriscamos no menu Viaggiando Tra Nord e Sud de E$ 300 com a harmonização do sommelier.

Começamos bem com um Champagne De Saint Gall Cuvee Orpale Blanc de Blancs Grand Cru 2002, os acepipes e Seppia ala Diavola.

O encanto acabou com o Scampi e Lingua Zucca , Salsa verde; piorou com o Antinori Cervario della Salla 2016 e assim continuou com pratos belíssimos, poucos saborosos e combinações não harmônicas de textura e sabores.

As harmonizações de vinhos foram um desastres e tinha sido preferido ter ficado só no Champagne e no Meursault 2015 básico do Michelot; nem o bom Sociando Mallet 2013 conseguiu se encontrar.

Um porquinho cozido a 100 horas, com gosto de 10 minutos e uma nebbia de gelo seco com intensitá di limone completaram a apresentação.

Decepcionante para uma conta de E$ 350 per capita.

Mas no final tudo acaba bem e se não acabou bem é porque ainda não é o final.

Dormir que amanhã é outro dia.

 

Dia 11/02/2018- Domingo- Milão

Uma boa noite de sono, um café da manhã bom, pegamos o metro na Bignami, seguindo até a Zara e baldeação para a estação da Piazza Duomo, agora para ver de dia o que vimos de noite.

Uma conferida na loja Signorvino e seguimos para o almoço no restaurante Contraste.

Como combinado, encontramos com o casal Juvenal e Marcia, que seguiriam conosco na viagem.

Um pouco ressabiados da noite anterior, arriscamos novamente no menu degustação, e a escolha foi o reflexo, que na verdade era no escuro, a escolha e criação do chef Matias Perdono e seu braço direito Simon Press.

A proposta do menu reflexo seria refletir os gostos e personalidade do cliente, interpretado pelo chef, na lógica “Dimmi cosa mangi e ti dirò chi sono”; mas que sem me conhecer, acaba exprimindo a vontade do que o chef gostaria que eu experimentasse, apreciasse e comesse.

Quando funciona é ótimo, pois foi a nossa melhor refeição desta viagem, com pratos bonitos, equilibrados, harmônicos e principalmente muito saborosos, numa sinergia da vitalidade do moderno com a sabedoria anciã; uma cozinha que nos remete ao velho fogão de lenha com suas nuances afumicattas, mas que é apresentada numa roupagem vistosa e elegante.

Em vez do Contraste de influencias uruguaia, argentina e italiana, o que se vê é o reflexo destas mesmas culturas canalizadas pelo prisma da amizade para a sua origem latina.

Parabéns e sucesso também com o EXIT.

Para não deixar de ser Luiz Otávio, só os Rinones de Coniglio que poderiam terem sidos rapidamente escalfados, para perderem a sensação de crus.

Para beber, embora o Contraste contasse com o Thomas Piras de sommelier, não quis arriscar novamente e escolhi um Franciacorta de aperitivo, um Coppo Monteriolo e um Luciano Sandronne Barolo Le Vigne.

Café, Grappa e Cognac.

A conta E$ 250 per capita.

Voltamos para a Piazza Duomo, fomos provar e comprar uns vinhos no Signorvino; acabamos abrindo um amarone Marion e petiscando uns formaggios e prosciutto, saindo já perto da meia noite para nosso hotel.

Dormir que nossa jornada começaria no dia seguinte.

 

Dia 12/02/2018- Segunda- Franciacorta, Lago di Garda e Valpolicella

Saímos as 10:00 para Brescia, num percurso de uma hora até a Ca del Bosco, para a visita de Franciacorta.

O portão solar de bronze da entrada da Ca del Bosco já impressiona, e é o cartão de visita do que vimos, uma cantina muito bonita, com obras de arte espalhadas pelos jardins e instalações, muito moderno e que exprime no conceito de alegria e comemoração do espumante, mas ao mesmo tempo a elegância e austeridade dos grande espumantes.

Visita de praxe de cantina, com a novidade de usarem um sistema de lavagem das uvas, que não ficou muito bem explicado; para mim mais para tirar as leveduras autoctones do que para tirar poeira.

Provamos alguns Franciacortas, mas o destaque ficou para o AnnaMaria Clementi 2008, um pas dose RD 2017, com 55% Chardonnay, 25% Pinot Bianco e 20% Pinot Nero.

Um breve circuito até os vinhedos da Bellavista e seguimos para Sirmione.

Um passeio pelas poucas ruelas de Sirmione, sem tempo para um gelatto, fomos almoçar no La Rucola.

Muito bom e simpático restaurante, aonde tivemos de fazer uma refeição ligeira, mas fomos muito bem atendidos e demos muitas gargalhadas.

Ambiente confortável, comida excelente e preço bastante amigável.

O Juvenal que já era velho conhecido do garçon, conseguiu uns mimos a mais para a Marcia.

à voltar a Sirmione para provar o Gelatto e não o Bardolino, pois nós ficamos mesmo foi no Ripasso de Valpolicella.

Saída as pressas pois ainda tínhamos mais estrada pela frente até Valgatara na Ca la Bionda.

Felizmente chegamos no horário, para a visita as 16:00 e fomos recebidos pela Valentina, que posteriormente nos apresentou o Alessandro Castellani que nos conduziu na visita.

Nossa primeira visita a la Luiz Otávio, de conversa produtiva, nada programada e falas decoradas.

Alessandro é um apaixonado pelo que faz, um Contadini da gema, que ama a terra e que se orgulha de cada suor derramado para extrair dela a sua melhor expressão em cada grapollo de uva.

São 29 hectares e uma cantina, tendo como esteio seu pai Pietro e Alessandro e Nicola como suas pernas.

Seus vinhos refletem a sua filosofia de trabalho, aonde Valpolicella tem de parecer com um bom Valpolicella, a expressão direta e limpa de uma Corvina, um Ripasso tem de ser Ripasso e não um pequeno ou grande Amarone, os Amarones tem exprimir a expressão do terroir, mas mais da filosofia de cada produtor e o Reciotto a contemplação e celebração de uma safra abençoada.

O Signor Pietro se juntou a nós na degustação de seus vinhos.

As 19:00 conseguimos sair da visita, numa bonita e fria noite e nos dirigimos para o Agriturismo Corte Galvani, pertinho dali.

Na Corte Galvani fomos recebidos pelo senhor Vittalino, muito solicito e gentil; nos acomodamos no rustico, simples e muito bom B&B.

Logo em seguida seguimos para o Ristorante al Ritrovo, já que a pizzeria da Gigi estava fechado na segunda.

Como taxi era difícil ali e eu queria poder beber uns vinhos sossegado, o próprio Vittalino pegou o seu carro e nos levou no restaurante, se prontificando em ir nos buscar quando quiséssemos. Gentilíssimo.

Tinha combinado de encontrar com um casal de amigos brasileiros que moram praticamente em frente (Al Vitrovo/Negrar), o Luciano e a Izaura.

O Luciano se formou em Sommelier lá no Veneto e agora trabalha com vinhos (garimpando vinhos italianos), de quem compro alguns vinhos, que são enviados diretamente para o Brasil.

Encontro em prima, mas que parecia que já éramos velhos amigos.

Muito gentil, nos levou um Soave DOC (Fasili Gino Pieve Vecchia 2016), afinado em barrica, que nos mostrou uma expressão da Garganega que é rara nos Soaves normais.

Bom papo, boas risadas, boa comida, bons vinhos, o compartilhamento da amizade ao redor da mesa; mas o cansaço foi batendo e meus companheiros resolveram ir descansar.

Para não chamar o Vittalino, o Luciano levou-os até o Galvani e retornou para prosseguirmos.

Conversa se prolonga, as taças se enchem e se esvaziam e já batia as 2:00 da madrugada, quando retorno ao Galvani.

Desmaiar na cama.

 

Dia 13/02/2018- Terça- Valpolicella

Muito bom café da manhã, preparado pelo Vittalino, com seu excelente omelete e frutas da azienda própria.

Seguimos para Tregnano, do outro lado de Verona, para a visita a Dal Forno.

Fomos primeiramente recepcionados pela Senhora Loretta dal Forno, que com grande simpatia nos fez a honra da companhia, até que seu filho Michelle pode nos receber e conduzir a visita.

A cantina e instalações são belíssimas e grandiosas, aportando algumas invenções tecnológicas desenvolvidas pelo próprio Senhor Romano dal Forno.

Aqui o sentido da precisão e cuidado são levados quase ao extremo, e que seus vinhos expressam muito bem.

Aqui já não é mais o Contadini a produzir seus vinhos, mas sim o Ourives Inventor.

Filosofias divergentes e convergentes que se cruzam numa garrafa de Amarone, sejam passificadas em caixas de madeira ou de plástico.

No final da visita provamos o Valpolicella Superior (que é um amarone), o Amarone e o Recioto Vigna Serè. Todos excelentes. Comprei um Amarone 2010 por E$ 250.

No final, enquanto esperávamos os vinhos que tínhamos comprados, encontramos com o Senhor Romano dal Forno, numa conversa animada.

Terminada a excelente visita, partimos de volta para Negrar, atravessando por Verona e um breve pit stop para comer algo no Signorvino da estrada.

As 14:30 em ponto estávamos na Quintarelli, aonde tivemos de esperar uns 20 minutos até a chegada de outros dois participantes, que por coincidência eram um casal de brasileiros.

Linda vista do vale de Negrar, a partir da colina da Quintarelli, com os vinhedos a seus pés.

Fomos recebidos por Francesco Quintarelli, que nos mostrou toda a bela cantina, seus toneis entalhados de história e representações familiares, as paredes aonde as garrafas como obras de artes contam o desenvolvimento de seus vinhos.

Aqui agora é a expressão do Mestre Artesão na intersecção de duas trajetória.

Após a visita degustamos o Primofiore, Valpolicella Superiore, Rosso del Bepi, Amarone, Alzero e para finalizar o Recioto. Faltou só o Riserva 2007.

Giuseppe Quintarelli pode descansar em paz, pois seu legado de Mestre Artesão foi transmitido com sucesso para seus netos.

Comprei um Alzero 2007 por E$ 220.

Saímos correndo para a visita na Tommaso Bussola, que tinha frisado para ser pontualmente as 16:00, pois fecharia as 17:00.

Pontualidade britânica, fomos recebidos pelo filho do Tommaso Bussola, que meio timidamente foi apresentando a cantina e o frutaio.

Visita rápida, fomos provar os vinhos: Valpolicella, Valpolicella Superiore Ca del Laito (Ca é uma corruptela de casa), Valpolicella TB, Amarone Clássico, Amarone TB e o Reciotto Classico. Muito bons vinhos, num perfil mais moderno.

Voltamos ao Galvani para um rápido descanso e asseio e fomos jantar na Locanda 800, aonde desta vez não quis abusar da gentileza do Vittalino e fui conduzindo nosso próprio carro.

Muito bonita instalações, cordialidade e gentilezas foram nossas primeiras impressões.

Pedimos uma Franciacorta Bellavista e um Amarone Tommaso Bussola TB Vigneto Alto.

Uns acepipes de cortesia do chef, seguido de antipastos, pesce intero del giorno, costeletas de agnello e guancia di vitelo all’amarone, fizeram muitíssimo bem as apresentações da casa.

Comida saborosa, ponto de cocção excelentes, boas apresentações e principalmente a cordialidade, fizeram desta noite nossa segunda melhor refeição da viagem e com um excelente custo benefício.

Retornamos ao Galvani felizes com o dia produtivo de um duro lavoro.

Desmaiar, mas antes lembrar de arrumar as malas, que sairíamos cedo.

 

Dia 14/02/2018- Quarta-feira- Trento e Alto Adige

Mais uma vez Vittalino nos preparou um bom café da manhã e assim nos preparamos para adentrar pelo vale do Adige.

Chegamos na Ferrari 15 minutos adiantados e esperamos para começar a visita.

Muito bonita instalações, moderna, na produção, de para mim, os melhores espumantes da Itália.

Após conhecer todo o processo, fomos degustar Ferrari Perle Nero 2009, Ferrari Riserva Lunelli 2008 e Giulio Ferrari 2006 RD (excelente).

Dali seguimos para a Locanda Margon, imersa no meio dos vinhedos, para o nosso almoço, aonde optamos pelo menu Terroir.

Bonita instalações, atendimento profissional e simpático, fomos recebidos com os acepipes mimos do chef e Ferrari Perle.

Sequência de prato de boa apresentação e sabor, falhando somente na Coscia di Coniglio (novamente o coelho não saiu da cartola), que estava muito duro.

Fiquei surpreso com a humildade do Alfio Ghezzi, que reconheceu o erro e não cobrou esta parte do menu. Rara atitude para um chef.

Tranquilos, saímos as 15:00 da Locanda Margon para prosseguir até Termeno, um congestionamento na estrada devido a um acidente, e um passeio pela estrada do vinho do Campo Rotaliano (Mezzolombardo/Mezzocorona), Cortachia e Tramin chegamos pontualmente as 16:00 para a visita a Elena Walch. Perfeito

Só que nossa visita era as 15:00 e eu não conferi a agenda, estava crente que era as 16:00.

Constrangimento, desculpas, no fim o Wine Bar estava aberto e fomos provar seus vinhos.

Provamos uns 12 rótulos; para mim os brancos melhores que os tintos, com destaque para o Behind the Clouds, Sauvignon, Pinot Grigio e Chardonnay dos vinhedos Castel Ringberg e o Gewurztraminer Kastelaz. Gostei também do Gewurztraminer passito Cashmere.

No final ainda fizemos um rápido recorrido pelas instalações da cantina, que são de um antigo mosteiro e que serviu bunker para abrigar o povo dos bombardeios das guerras mundiais.

Estávamos pertinho e fomos para o hotel fazer check-in.

O hotel Traminoff é um Bike Hotel, todo estruturado para ser base dos circuitos de bicicleta pelas dolomitas e seus vales.

Por ser inverno e baixa temporada, o restaurante do hotel estava fechado e fomos até o centro da cidadezinha procurar algum lugar para comer.

Como era dia de San Valentin (dia dos namorados) todos os 3 restaurantes da cidade estavam lotados; acabamos no Burgerstube e comendo uma pizza e bebendo umas birras Erdinger e Paulaner.

Para aguentar o frio de -5º C da rua devia ter tomado uma grappa.

Comemorei San Valentin nos braços de Morpheus.

 

Dia 15/02/2018- Quinta – Dolomitas, Valdobbiadene, Conegliano e Mestre Veneza.

Café da manhã muito bom, saímos revigorados para enfrentar nossa jornada mais gélida, cruzar as dolomitas pelo Passo San Pelegrino.

Tempo bonito, só 2º C, sairíamos as 10:00, para chegar aos 2.000 metros ao meio dia, e pegar só – 8º C, em vez de -17º C a noite.

Van abastecida com gasólio ártico (para a parafina do diesel não congelar e entupir a alimentação de combustível), partimos por Ora, Montagna, Cavalese, Predazzo, Moena e San Pellegrino.

Muitas curvas e paisagens de neve, e a partir de Cavalese estações de esqui pelo caminho.

Muito bonita paisagens, embora quase dicromática de branco e cinza.

Paramos em San Pellegrino, para observar as estações de esqui e beber um chocolate quente; como previsto -8ºC.

É muito bonito ver famílias inteiras esquiando, com filhos a partir dos dois anos de idade já tendo domínio do esqui e da neve.

Seguimos nosso caminho por Falcade, Agordo, Santa Giustina, Trichiana e paramos para almoçar na entrada do Passo San Boldo, na Osteria La Muda.

Como chegamos depois das 14:00, a cozinha já estava fechada, mas foi possível arrumar uma porção de queijos e salames, um paio de pão e uma excelente zucca com pinoli.

Seguimos pelo íngreme e bonito Passo San Boldo, já saindo em Tovena e dali seguimos para a visita na vinícola Perlage, no coração de Valdobbiadene/Conegliano.

Voltando a nossa boa índole britânica, pontualmente chegamos no horário agendado e fomos conduzidos para a visita pela Jéssica Zanette.

O recorrido de praxe, visita aos vinhedos, algumas perguntas sobre a Glera, a diferença entre os Prosecco DOC e o DOCG, fomos para a degustação de seus espumantes.

Muito bons espumantes e nossa preferência foi para o Col di Manza Extra Dry Biodinamico e para o Aleph, um método tradicional de Incronzio Manzoni (Riseling X Pinot bianco).

Compramos algumas garrafas e seguimos para Mestre Venezia, atravessando Conegliano.

Muito bonito o hotel Villa Barbarich, num ponto estratégico para quem está de carro e quer se deslocar pelos arredores de Veneza.

Jantamos no próprio restaurante do hotel, o Malipiero; bom, mas não me encantou, tanto pelo sabor, como pela falta de opções e originalidade.

Bebemos um excelente Prosecco do restaurante (Merotto Prosecco di Cartizze), um Prosecco Perlage nosso e o Nervi Gattinara Molsino do Weyler.

Dormir.

 

Dia 16/02/2018- Sexta-feira- Friuli Venezia Giulia

Saímos cedo para Gorizia, para visita no Gravner as 11:00.

Um pouco adiantados, fomos recebidos por Jana Gravner, que nos apresentou sua vinícola e suas famosas ânforas.

Muito interessante e novamente retornamos ao Contadini no seu extremo de ligação com a terra e a natureza.

Gravner consegue retornar a 8.000 anos nas suas ânforas caucasianas e levar todo o conhecimento do século XXI para a produção de vinhos âmbar, mas sem os seus defeitos. Vinhos diferentes, mas diretos, limpos, complexos, como que acredito que seriam improváveis de serem produzidos 50 anos atrás.

Outra coisa importante é que toda a filosofia de Steiner e da biodinâmica estão tão implantadas no seu dia a dia, que não precisam ficar discursando sobre suas vantagens e benefícios, pois sabem que seus vinhos podem falar por si próprios e são seus melhores interpretes para as mais diferentes culturas.

Mas sabem também que o bom gosto não está ao alcance de todos e que do vale só se consegue enxergar a próxima colina.

Conversaram conosco o Bianco Breg, o Ribolla, o Rosso Gravner, o Rosso Breg Pignolo e o Ribolla Riserva 98. Excelente conversa.

Saímos da Oslavia pela Eslovênia, e fomos até Dolegnano para a visita a Livon.

Acabamos almoçando na Osteria Al Buco, para um piatto del giorno rápido.

Na Livon fomos recebidos pelo Matteo Livon e logo em seguida pelo Maurizio Dalmassons, que iria nos ciceronear.

Começamos pela sede em Dolegnano, aonde vinifica alguns vinhos, mas que engarrafa todos os vinhos e é o centro de distribuição.

Em seguida fomos a alguns km pra visitar a unidade Masarotte, unidade de vinificação de seus crus e de afinamento em barricas dos vinhos brancos.

Ali estão seus vinhedos Eldoro (Pignolo) e Riul (Refosco del Penduculo Rosso).

Depois para o Ronc Alto, com seus vinhedos de Ribolla Gialla e Cabernet Sauvignon do lado do parque de floresta de Plessivas em Ruttars.

Seguindo até a divisa com a Eslovênia, fomos no topo da colina, numa bonita casa, na qual faríamos a degustação.

Um deck sai bem em cima do vigneto Braide Alte, com uma vista belíssima da fronteira, no lado oposto o vigneto Manditocai de Friulano, no sótão da casa uma bela acetaia, com as piccola botte de 20, 30, 50 anos de balsâmico só para consumo próprio.

Eu já conhecia praticamente a linha toda, importada para o Brasil pela Mercovino.

Degustamos Ronc Alto Ribolla Gialla, Braide Grande Pinot Grigio, Pinot Bianco, Valbuins Sauvignon Blanc, Soluna Malvasia Istriana, Manditocai Friulano, Braide Alte, Eldoro Pignolo e por fim o Cumins Picolit.

Fantástica visita, fechando com chave de ouro nossa jornada pelas vinícolas.

Mandi Maurizio e pegamos a estrada de volta para Mestre Veneza, chegando já noite.

 

Um rápido banho e nos aprontamos para assistir a “Opera e Commedia dell’Arte” seiscentista no próprio Villa Barbarich.

Não entendi niente, mas dei boas risadas; na verdade pensei que a confusão iria se alastrar por ser o pretendente interessado na serva e não na filha do senhorio, mas no fim levou a mão da filha e os ducados, e tudo acabou bem, e se acabou bem é o fim.

No preço estava incluso um buffet e vinhos, mas noi non apprezziamo o Prosecco servido e pedimos uma garrafa do Cartizze.

Descansar que foi um duro lavoro.

 

Dia 17/02/2018- Sábado- Veneza

Dia tranquilo, sem maiores compromisso a não ser entregar a Van no aeroporto Marco Polo e o jantar no Terrazza Danielli em Veneza.

Obrigação feita, carro entregue, meu contrato com São Pedro acaba e ele logo muda o tempo para chuva.

A tarde pegamos um taxi até a Piazza Roma, atravessamos a ponte degli Scalzi e começa a chover, compro um guarda-chuva no primeiro camelô e seguimos para a Ponte di Rialto e dali até a Piazza San Marcos, num burburinho de pessoas e congestionamento de guarda-chuvas.

Após passear um pouco pelas vielas de Veneza e pelo Fondaco dei Tedeschi, fomos para o Hotel Splendid Venice collezione, se encontrar com o Juvenal e Marcia (agora hospedados ali), para bebermos uma garrafa de Perlage Incronzio Manzoni, que tínhamos comprado na vinícola.

Em seguida fomos para o jantar no Terrazza Danielli.

Bonito local, vista prejudicada pela chuva.

Atendimento um pouco confuso.

Pedi um Prosecco di Cartizze e o pseudo sommelier me disse que Cartizze era só marketing, que bom era um outro; aceitei a sugestão e não gostamos do Prosecco sugerido.

Parei de aventurar e fui para o porto seguro da Giulio Ferrari.

Serviço continuou confuso, a comida sem graça e sem sabor; como era pos carnevale e ainda tinha alguns mascarados pedi um Inferno (Valtellina).

Conta E$ 250 per capita, conseguiu suplantar o VUN em pior custo benefício.

Retornamos a pé, deixamos Juvenal e Marcia no Splendid e seguimos até a Piazza Roma, aonde pegamos um taxi até o Villa Barbarich.

 

Dia 18/02/2018- Domingo

Uma noite mais longa de sono, café da manhã tomado no limite das 11:00, as 15:00 segui para o aeroporto.

Check-in feito, embarquei as 19:35 pela Alitália, com destino a Roma e em seguida para Guarulhos.

Cheguei na segunda feira cedo, com tempo meio frio, e o congestionamento habitual de São Paulo.


Degustação Toscana- Supertoscanos X Brunellos

Joinville- 05/12/2017

Vinhos apresentados: 

1-      La Pergole Torte IGT 2010

Produtor- Montevertine- Radda in Chianti- Siena- Toscana- Itália.

Castas- 100% Sangioveto (Sangiovese)

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 18 meses em botti de carvalho da slavonia e 6 meses em barricas Allier.

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom vinho, frutado, equilibrado, madeira bem integrada, muito bom retrogosto. Nota 91, meu oitavo melhor vinho da noite.

Obteve 63 pontos, ficando na oitava colocação.


2-      Messorio IGT 2010

Produtor- Le Macchiole- Castegneto Carducci- Toscana- Itália.

Castas- 100% Merlot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas (75% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 1.800,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom vinho, estruturado, muito equilibrado, viril, frutas vermelhas, tostado, excelente retrogosto. Nota 94, meu quarto melhor vinho da noite .

Obteve 03 primeiro lugar, somando 119 pontos, ficando na quarta colocação.

 

3-      Massa Giorgio Primo IGT 2013

Produtor- Fattoria La Massa- Panzano in Chianti- Toscana- Itália

Castas- 50% Cabernet Sauvignon , 45% Merlot e 5% Petit Verdot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas (60% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom vinho, embora tenha decepcionado a minha expectativa com ele, frutado, muito bom equilibrio, especiarias, tostado e muito bom retrogosto. Nota 92, meu setimo melhor vinho da noite.

Obteve 92 pontos, ficando na sétima posição.

 

4-      Tenuta di Trinoro IGT 2009

Produtor- Tenuta di Trinoro- Sarteano-Val D’Orcia-Siena- Toscana- Itália.

Castas- 42% Cabernet Franc, 42% Merlot, 12% Cabernet Sauvignon e 4% Petit Verdot

Teor alcoólico- 15,5%

Amadurecimento- 8 meses em barricas novas de carvalho francês, 10 meses em cubas de cimento.

Preço- R$ 2.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom vinho, viril, exótico, muito boa estrutura, frutado, especiado, boa acidez, excelente retrogosto. Nota 93, meu sexto melhor vinho da noite.

Obteve 107 pontos, ficando na sexta posição.

 

5-      Castello di Romitório Brunello di Montalcino Riserva 2007

Produtor- Castello di Romitório- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 3 anos em botti de carvalho francês e 1 ano em botti da Slavonia

Preço- R$ 1.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Muito bom vinho, estruturado, frutado, taninos finos, tostado, excelente retrogosto. Nota 93+, meu quinto melhor vinho da noite.

Obteve 114 pontos, ficando na quinta colocação.

 

6-      Poggio di Sotto Brunello di Montalcino DOCG 2007

Produtor- Poggio di Sotto (Collemassari)- Castelnuovo dell’Abate- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 4 anos em botti (30 hl) de carvalho da Slavonia

Preço- R$ 1.800,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Excelente vinho, muito equilibrado, elegante, viril, frutado, boa acidez, frescor, notas mentoladas, alcaçuz, excelente retrogosto. Nota 95+, meu melhor vinho da noite.

Obteve 08 primeiro lugar, somando 156 pontos, e ficando na primeira colocação.

 

7-      Stella di Campalto Brunello di Montalcino Riserva 2010

Produtor- Viola di Campalto Stella- Castelnuovo dell’Abate- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 43 meses em barricas e botti de carvalho.

Preço- R$ 1.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Muito bom vinho, estruturado, muito equilibrado, boa acidez, notas minerais, exclente retrogosto. Nota 94+, meu terceiro melhor vinho da noite.

Obteve 05 primeiro lugar, somando 147 pontos e ficando na segunda colocação.

 

8-      Uccelliera Brunello di Montalcino Riserva DOCG 2010

Produtor- Uccelliera- Castelnuovo dell’Abate- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 15%

Amadurecimento- 42 meses em barricas e botti de carvalho da Slavonia e Francês.

Preço- R$ 1.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Excelente vinho, complexo, muito equilibrado, frutas negras e vermelhas, tostado, alacaçuz, excelente retrogosto. Nota 95, meu segundo melhor vinho da noite.

Obteve 02 primeiro lugar, somando 138 pontos e ficando na terceira colocação.

 

Depois da degustação tivemos o jantar no Santa Mistura, aonde foi servida uma excelente bisteca, muito suculenta, que foi melhor que algumas que comi na Toscana.

Top_Toscana_Joinville_2017















Enopira Road Piemonte e Toscana 2017

1º dia

Dia 07/10/2017 embarco para Turim/Itália, via Paris, pela Air France; chegando no dia 08/10 e se encontrando com outros três participantes da viagem no aeroporto Charles de Gaule, seguindo juntos no voo para Turim; no aeroporto de Caselle encontramos o ultimo participante a se juntar ao grupo, pego a van e seguimos para Barbaresco, numa curta viagem de 120 km.

Nos instalamos no bonito e sossegado Agriturismo Tre Stelle, em Barbaresco, e após breve descanso, seguimos para Alba, a cerca de 10 km, para visitarmos a 87º Fiera Internacionale Tartufo Bianco d’Alba.

Percorrida a feira, provando várias iguarias a base de tartufo bianco (Tuber magnatum), fomos jantar no excelente restaurante Conterosso Enosfizioteca, aonde comemos os melhores pratos de trufas de toda nossa viagem, pois foram as trufas mais frescas que nos serviram, simplesmente divinas.

Este ano foi ruim para as trufas, por ter sido muito seco, e a consequência disso é que os preços já caros foram para a estratosfera, mas valeu cada cent de euro.

Para beber Franciacorta Bellavista, Roero Arneis e Barbaresco.

Não poderia ter começado melhor.

Satisfeitos voltamos ao hotel, para ainda apreciar uma bela lua cheia, uno bicchiere de Barbaresco e uma grappa para ajudar a dormir.

2º dia

Bom café da manhã, seguimos para nossa visita a vinícola Rizzi, que dá o nome de uma das 66 MGA (Menzione Geografiche Aggiuntive) de Barbaresco, na sub-região de Treiso.

Fomos muitíssimos bem recebidos por Jole e Enrico Dellapiana, e que entre uma boa prosa e excelentes explicações técnicas provamos: espumante pas dosè, Langhe Chardonnay 2016, barbera D’Alba 2013, Barbaresco Rizzi 2013, Barbaresco Nervo 2013, Barbaresco Pajorè 2013, Barbaresco Pajorè 2014, Barbaresco Riserva Boito 2013 e Frimaio Vendemmia Tardiva.

Em seguida fomos almoçar no muito bom restaurante La Ciau del Tornavento, com uma bela vista e uma fantástica adega, vídeo da qual andou circulando como sendo de propriedade de nossos probos políticos/empresários.

Bom almoço, num menu degustação, que como de praxe uns pratos encantam e outros não; novamente um Arneis e Barbaresco e já um pouco atrasados fomos para nossa visita a Sottimano.

Outra excelente visita proporcionado por Andrea Sottimano, que nos explicava as sutis diferenças entre seus barbarescos, conforme íamos provando: Fausoni, Currá, Cottà e Pajoré; além de um Barbaresco Riserva com uvas dos vinhedos Cottà (Neive) e Pajorè (Treiso).

No final da visita ainda nos deu duas garrafas de seus vinhos para bebermos no hotel.

Voltamos para o La Cieu del Tornavento para visitar a adega e depois fomos passear em Barbaresco, observando a região do alto de sua torre.

Eu ainda passei no Produttori del Barbaresco e degustei 04 de seus Riservas, confirmando minha preferência pelo Montefico.

Após se reunirmos, provamos uns Barbarescos na Enoteca Regionale del Barbaresco, e proporcionei uma bela degustação no restaurante Antine: Gaja Rossj Bass 2016, Gaja Barbaresco 2006, Bruno Giacosa Faletto Barbaresco Asili Riserva 2011 e Bruno Giacosa Barolo Faletto 2012. O Faletto Barbaresco Asili Riserva 2011 foi o melhor Barbaresco que provei nesta viagem.

Como todo restaurante estava fechado na segunda feira, Adriana e Michelle nos providenciaram um pouco de salada, queijos e prosciutto para comermos no Tre Stelle mesmo, e tomarmos umas garrafas de Barbaresco.

3º dia

Após café da manhã, seguimos para Bricco di Neive, para visitar Dante Rivetti.

Explicações da cantina e mostra da bonita sala de barricas e toneis, fomos para a degustação: Ivan Brut clássico, Arneis Bricodoro, Barbera D’Alba Alabarda 1999, Barbera D’Alba Alabarda 1990, Barbera D’Alba Mara, Barbera D’Alba Boschi 2014, Barbaresco Micca 2005 e Barbaresco Bricco di Neive Riserva 2004. Por minha indicação compramos o Barbaresco Bricco di Neive Riserva 1989 para bebermos a noite.

Uma breve passagem pelos vinhedos Gallina e Albesani, e na frente da Piero Busso, fomos para o almoço no restaurante Rabaya, com uma bonita vista, mas com sol, declinamos da nossa mesa na varanda, preferindo o anonimato da sala interna.

Bom restaurante, com um serviço um pouco demorado, talvez por termos ficado dentro.

Bebemos um Moccagatta Barbaresco Bric Balin 2013.

Saindo do Rabaya, fomos para o Vallegrande, visitar Ca del Baio, num breve percurso pela cantina e a prova de seus vinhos: Langhe Chardonnay Sermine, Barbera D’Alba Paolina, Langhe Nebbiolo Bricdelbaio, Barbaresco Vallgrande, Barbaresco Pora, Barbaresco Asili e Barbaresco Asili Riserva.

Seguindo o percurso, fomos para o topo da colina, visitar a Giorgio Pelissero, aonde Ilária nos aguardava para a degustação de seus vinhos: Langhe Riesling Rigadin, Langhe Nebbiolo, Langhe Long Now (Barbera e Nebbiolo), Barbera D’Alba Tulin, Barbaresco Tulin, Barbaresco Vanotu, Barbaresco Vanotu Riserva.

De volta ao hotel para um breve descanso, e logo em seguida fomos jantar no muito bom e simpático Osteria Tasté, recentemente inaugurado em Tre Stelle, pertinho do hotel, com pratos bem saborosos e muito bom atendimento. Recomendo.

Para beber um vinho do seu vizinho: Montaribaldi Barbaresco Sori Montaribaldi

E assim terminamos nossas aventuras pelas MGA de Barbaresco.

4º dia

Café tomado, check-out feito, seguir para Barolo.

Nossa primeira parada seria na Ceretto, com belíssimas instalações unindo o antigo com o moderno, num perfil de visita turística, feita para encantar o visitante e induzi-lo as compras.

Nossa degustação de E$ 45 por pessoa nos permitia provar 05 vinhos, que consegui estender para 07: Langhe Arneis 2016, Nebbiolo D’Alba Bernadina 2015, Barbaresco 2014, Barolo 2013, Barbaresco Bernadot 2013, Barolo Brunatte 2012 e Barolo Bricc Roche 2012.

 

Seguimos para o almoço, em Serralunga D’Alba, na Cascina Schiavenza, um muito bom restaurante e que também produzem seus vinhos.

Bebemos seu muito bom Barolo Prapó.

Seguimos contornando os vinhedos de Serralunga (Ornatto, Boscareto, Francia) até a Elio Grasso em Monforte D’Alba.

Excelente, objetiva e didática visita proporcionada por Gianluca Grasso e da degustação de seus vinhos: Langhe Chardonnay Educato, Dolcetto D’Alba dei Grassi, Langhe Nebbiolo, Barbera D’Alba Martina, Barolo Ginestra Casa Maté, Barolo Gavarini Chiniera e o Barolo Riserva Runcot. Muito bons.

Felizmente Stephanie ligou confirmando que Roberto Conterno interromperia os seus afazeres e nos receberia pontualmente as 16:30, aonde tratamos de nos antecipar e chegar as 16:20 na Locatitá Ornatti.

Belíssimas instalações da Giacomo Conterno, tanto na fachada, como na cantina e sala de barricas.

Conversar e entender um pouco da filosofia de elaboração de um grande vinho, da precisão e cuidado que se estende da vinha a cantina, na premissa que são estes detalhes que norteiam o nascimento, afinamento, evolução e por fim o objetivo final, que é proporcionar deleite para quem o sabe e pode apreciar.

Provamos: Barbera D’Alba Francia, Barolo Ceretta, Barolo Francia e por fim Roberto nos levou de volta para a sala de afinamento, fazendo nos prometer que não iriamos cheirar ou provar o vinho lá.

Nos serviu um pouco de um tonel de Barolo Francia 2013 e explicou que aquele tonel provavelmente se tornaria o Monfortino 2013.

Minha experiência com Monfortino se reduz a 3 safras, mas pelo que já mostrou, acredito que este será um belo Monfortino em 2020, para os dispostos a pagar E$ 800 por uma garrafa.

Seguimos pelos vinhedos de Monforte, Barolo e La Morra, até o B&B Roche Costamagna Arts Suits, que também possui uma vinicola.

Para jantar fomos no Mangé, praticamente em frente do hotel, boa massa e boa comida.

Depois dos vinhos do Giacomo Conterno não tive muita escolha e na falta do Aldo Conterno Gran Bussia, fomos do Giuseppe Mascarello Barolo Monprivato 2010; outro grande vinho.

Também começamos bem em Barolo.

5º dia

Um belo café da manhã e fomos para a visita na Renato Ratti, num misto de visita técnica e turística, aonde nos apresentou um vídeo de introdução muito bem elaborado, extremamente didático.

Como eu conhecia um pouco da MGA de Barolo, deu para checar as marcações cartográficas que Renato Ratti fez anteriormente, por fim uma bela vista e a degustação: Roero Arneis 2016, Dolcetto Colombé 2016, Langhe Nebbiolo Ochetti 2015, Monferrato Villa Pattono 2014 e por fim o muito bom Barolo Marcenasco 2013.

Seguimos para o nosso almoço na Locanda in Canubbi, mas antes aproveitamos para visitar a cantina de Serio e Battista Borgogno, ao lado.

O Locanda é um bonito restaurante, com uma bela vista, aonde comemos nosso segundo melhor menu de trufas brancas, comprando uma trufa de 50 gramas, por E$ 250, a qual foi fatiada nos nossos pratos de ovos, massa e risotto. Muito bom.

Bebemos um excelente Rivetto Barolo Bricollina 2010.

Prosseguimos para a nossa visita a Paolo Scavino, outro grande nome de Barolo.

Uma boa visita a cantina e seguimos para a degustação de seus vinhos: Barbera D’Alba Affinato in Carati 2015, Langhe Nebbiolo 2016, Barolo Carobric 2014, Barolo Bricco Ambrogio 2014, Barolo Bric del Fiasc 2014, Barolo Bric del Fiasc 2012 e Magnum de Barolo Bricco Ambrogio 2002. Excelentes.

Saindo da Paolo Scavino, fiz um percurso pelos vinhedos de Castiglione Faletto (Fiasco, Codana, Monprivato, Bricco Rocche, até Poderi Aldo Conterno e retorno por Villero, passando por Sandrone), e dali seguindo para Barolo, para um breve passeio pela cidadela.

Provamos uns barolos na Enoteca Regionale del Barolo, e na Enoteca do museu do Cavatappi provei um Gaja Barolo Dragomis 2012 (bom) e um Giacomo Conterno Barolo Monfortino 1947 (muito bom, vivo, mas já decaindo).

Voltamos para La Morra, e só fomos beber e petiscar no UVE; e no final comendo uma rapsódia de frutas e sorvetes com Barolo Chinato. E uma bela grappa para dormir sem ouvir o sino da igreja de uma em uma hora, que amanhã tinha estrada.

6º dia

Saímos cedo para a Toscana, por Alexandria, Genova, La Spezia, até Pisa, aonde paramos para almoçar no excelente restaurante de frutos do mar La Scaletta, passear um pouco por Pisa e ver sua torre inclinada e prosseguir para San Gimigniano, suas torres, o burburinho de turistas e seus deliciosos gelatos.

Prosseguir até Siena e cansados, jantar no Da Michelle, ao lado do nosso Hotel San Marco, aonde comi um belo Calzone di Carciofi e para beber um Vermentino e um Chianti Riserva.

7º dia

Saída cedo para o coração do Chianti clássico, para a visita a Fattoria La Massa, aonde Francesco Mazzi fez a deferência de nos receber no sábado.

Mostra dos vinhedos, cantina e sala de barricas, tudo estava calmo, em contraponto a agitada atividade de setembro, aonde peguei em plena colheita e vinificação.

A prova de seus vinhos: La Massa, Carla e Giorgio Primo, aonde mais uma vez o Giorgio Primo 2013 se destacou. Comprei uma garrafa para compartilharmos.

Fomos almoçar no restaurante Il Vescovino, em Panzano, sendo recebido novamente pela Renata, que fez a gentileza de deixar abrir o Giorgio Primo 2013 para acompanhar nosso almoço. Obviamente que pedimos uma garrafa de Franciacorta para compensar e acompanhar as entradas.

Logo após chega a família La Massa, com Gianpaolo Motta, sua mulher e seus filhos Giorgio e Carla, que dão seus nomes a seus vinhos.

Nos cumprimenta e nos felicita ao ver seu Giorgio Primo 2013 no decanter na nossa mesa.

Após o almoço seguimos para o Castello di Ama, que estava restrito a uma festa particular, e voltamos para Siena.

A noite somos para Siena passear, aonde dois companheiros de viagem foram a ópera e outros dois e eu ficamos bebendo e comendo na La Speranza, na Piazza del Campo, e observando o vai e vem de turistas de todo o mundo.

8º dia

Check-out feito, seguimos para Montalcino, deixar nossas bagagens na Azienda Podere Brizio, e seguir para Monticchielo, para uma breve visita e almoçar.

Como a Osteria La Porta estava sem opção de mesas, acabamos achando a Taverna di Moranda, que acabou se revelando excelente, serviço no seu ritmo, já que eram somente uma senhora na sala e seu marido na cozinha.

Um carré de Agnello muito bom, minha tagliata com tartufo nero também muito boa, mas o destaque acabou ficando por conta do funghi Porcini frescos assados no forno e no Piccione do Gioia, delicioso (me lembrou das codorninhas que caçava e assava).

Um assortimento di Pecorino di Pienza também estava excelente.

Eu pedi um Bruno di Rocca 1995, que teve até direito a usarmos taças especiais, e que por sinal estava excelente. Recomendo a Moranda, nosso terceira melhor refeição.

Seguimos para Pienza, bonita cidadela, e para aproveitar melhor a vista fomos bebericar uma birra rossa no La Terrazza del Chiostro.

Voltamos para Montalcino, compramos uns queijos trufados, salumi e prosciutto e voltamos para o Poderre Brizio para fazer um repasto noturno, com direito a champagne Aubry para comemorar o compleanno de Gioia, e mais duas botellas de Barbaresco Ca del Baio.

Segundo aniversário que passamos juntos, Bordeaux e Toscana, que muitos mais ajam meu amigo.

Morfeu cantando Simon & Garfunkel.

9º dia

Fomos para a visita a Col D’Orcia, aonde Nicola nos apresentou as instalações e fizemos a degustação de seus vinhos: Pinot Grigio, Nearco Sant’Atimo Rosso, Rosso di Montalcino Banditella e o muito bom Poggio al Vento Brunello di Montalcino riserva.

Saímos para o Castello di Banfi, aonde iriamos almoçar, e chegando cedo deu para percorrer as bonitas instalações, seu museu e apreciar a bonita vista.

A opção de almoço era um menu degustação, mediano, com vinhos medianos.

Viu está visto, não precisa retornar.

Atrasados saímos para a Poggio di Sotto, aonde Luigina me puxou as orelhas pelo atraso, mas que tinha aberto e decantado um Poggio di Sotto 2008. Grazie mille.

Degustação de um rosso e um Brunello da Tenuta San Giorgio, num perfil mais rustico, e o rosso da Poggio di Sotto 2014 (melhor que muitos brunellos) e o Poggio di Sotto 2008, viril, estruturado e elegante.

Compramos um Rosso 2014 para bebermos no hotel.

A seguir fomos para a Uccelliera, outro grande de Brunello, aonde Agnes nos proporcionou uma experiência fantástica ao provarmos seus vinhos de 2016, de dois vinhedos distintos afinando em botti e barrica, e depois fazer o blend destes vinhos para ter uma noção do que serão estes vinhos em 2021; em seguida a mesma coisa com os vinhos de 2015 e a percepção de como eles serão em 2020; a prova em botti já assemblado do 2013, depois o rosso já engarrafado de 2015 e 2014, o Rapace 2014 e 2012, o Magnum Costabate IGT Sangiovese 2011 e o Ucceliera Brunello di Montalcino Riserva 2008.

No final Andrea Cortonesi interrompe seu trabalho de pulverização de cálcio nas videiras e conversa um pouco conosco e ainda nos faz a gentileza de nos presentear com uma garrafa do Rosso 2014 para bebermos no hotel.

Compramos umas garrafas do Uccelliera Riserva 2010.

Visita maravilhosa.

De volta ao hotel, resolvemos repetir o repasto noturno da noite anterior e confrontar o Poggio di Sotto Rosso di Montalcino 2014 e o Ucceliera Rosso di Montalcino 2014.

Dois estilos um pouco diferente, o Poggio levou vantagem por sua maior elegância e finesse, contra a fruta e estrutura do Ucceliera.

10º dia

 Dia mais tranquilo, deixando a parte da manhã para descanso, embora eu tenha ido sozinho visitar as instalações da Podere Brizio.

As 11:30, para quem quis, fiz um breve passeio mostrando os vinhedos de Caprili, Soldera, Tenuta Santa Restituta, Maté e Fattoi Ofelio.

Fomos passear em Montalcino e um frugaz almoço no Grapollo blu.

As 14:30 estávamos na Tenuta Il Greppo, para a visita na Biondi Santi, com uma mostra de seus vinhedos velhos.

Em seguida a prova de seus vinhos com fichas técnicas em nome da Enopira: Rosso di Montalcino Fascia Rossa 2014, Brunello di Montalcino 2012 e Brunello di Montalcino Riserva 2011 (excelente). Eu fiquei esperando provar uma das duas garrafas remanescente do 1888, mas a Sabine me enrolou e não abriu. Quem sabe na próxima visita ela abre pelo menos a 1988.

Terminada a visita, voltamos para Montalcino, aonde não queria me atrasar, pois Alessia deixaria seu trabalho de colher azeitonas, para nos receber na Salvioni as 17:00.

E chegando na Piazza Cavour, Alessia estava estacionando o carro. Quem diz que brasileiro é sempre atrasado.

A Salvioni é muito familiar e suas instalações são bem simples, mas em compensação seus vinhos são uns dos melhores que há, limpos, estruturados, viris, elegantes, verdadeiros punhos de ferro em luva de pelica.

Alessia nos proporcionou outra grande experiência, provando seus vinhos em botti e fazendo nos antever o quanto seu 2015 será um grande Brunello.

Não é à toa que vende toda a sua produção antecipadamente e quem entende sabe o valor de um Cerbaiola. E em safras ruins seu rosso é melhor que muitos Brunellos.

Compramos um Brunello 2012 para bebermos no hotel.

De volta ao Podere Brizio, tínhamos agendados de jantar no restaurante do hotel.

Um bom menu degustação e para bebermos o Tenuta Le Colone Vermentino 2016, o Podere Brizio Brunello 2012 e o Salvioni Brunello 2012; embora muito bom o Podere Brizio não acompanhou o Salvioni.

Morfeu novamente nos embalou ao som do silencio.

11º dia

Check-out feito, partimos para Florença, aonde faríamos uma parada na Antinori, para conhecermos as novas instalações e almoçarmos no restaurante Rinuccio.

Grandiosa e bonitas instalações e já de entrada não nos permitiram entrar com a van, tendo de deixar no estacionamento fora e uma van deles faz o trajeto até as instalações. Imponente.

Tudo muito bonito, grandioso e turístico, aonde tem a opção de visita da cantina e sala de barricas e prova de diferentes vinhos, tudo extremamente caro, pela qualidade de seus vinhos.

Já sabendo disso tinha considerado só almoçar no Rinuccio e no máximo pagar E$ 120 numa garrafa de Tignanello.

Eu tinha feito reserva para três pessoas, e depois enviei e-mail pedindo alteração para 05; no chegar só tinha reserva para 03, conversando consegui a mesa para 05, mas ao sentarmos estava sol na mesa e ao pedir a troca de mesa, me deram a opção do bar.

Ok, fomos para o bar, pedimos o que tinha disponível, um Guado al Tasso Vermentino para beber e a leve impressão que já vai tarde. Nunca mais, os turistas que se divirtam, prefiro comprar umas garrafas de Solaia.

Seguindo para Florença, chegamos no B&B Dimora Bandinelli, fora da cidade, mas ao mesmo tempo perto para ir a pé.

Transtorno de se acomodar em hotel que não tem elevador, com malas pesadas de vinhos, enfim pude ir entregar a van na Budget/Avis na Borgo Ognissanti, tendo o cuidado de não entrar em nenhuma ZTL.

Todos acomodados fomos comprar malas em Firenze, que as nossas já não cabiam mais vinhos.

Tudo resolvido, foi cada um cuidar de seus interesses e após levar as malas para o hotel, retorno a cidade passeando pelas ruas até a Piazza del Duomo, aonde sento numa mesa do Bottegone, beberico um Mojito, uma birra Dolomiti rossa e comendo uma Mozzarella di Bufala, com pomodoro e prosciutto; e vendo a multidão passar, cantando coisas de amor.

As 20:30 como combinado nos encontramos no restaurante C’Est La Vie, que embora com um cantante cantando um pouco alto, nos divertimos e comemos muito bem a especialidade da casa que é peixes e frutos do mar. Recomendo, para quem é desafinado e tem os ouvidos iguais aos meus.

Bebemos um vinho branco e um Chianti Clássico Riserva, e fomos os últimos a deixar o restaurante.

Dormir, sem pensar em esticar.

12º dia

Dia livre, nosso voo era somente as 17:40, então deu tempo de passear um pouco por Florença, apreciar uma belo gelato de nocci e pistácio, arrumar as malas e as 14:00 pegamos um taxi para o aeroporto.

Dois de nossos amigos ainda ficaram em Florença, seguindo depois para Roma, Weyler indo para Paris e Gioia para Lisboa.

Vera, Henrique e eu, seguimos de Florença para Charles de Gaule, pela Air France, e conexão para Guarulhos as 23:30, chegando as 07:00 da sexta feira.

Transito complicado, enfim chegamos a Piracicaba, antes do almoço.

E hoje estou escrevendo estas lembranças, antes que as mesmas se percam em novos acontecimentos.

Um muito obrigado a todos que nos receberam e em especial aos meus companheiros de viagem, que me aturaram e me proporcionaram muitas risadas nestes dias.

Até a próxima, em fevereiro 2018 com pós carnaval em Veneza.

Abs,

Luiz Otávio


Enopira Top Toscana 2017

Emporio del Gusto- Niterói- RJ- 29/09/2017 

Vinhos apresentados:

1-      Tignanello IGT 1998 (1971)

Produtor- Antinori- San Casciano Val di Pesa- Toscana- Itália

Castas- 80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 14 meses em barricas de carvalho francês e húngaro.

Preço- R$ 1.200,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Viril, tamarindo, excelente retrogosto. Nota 92, meu oitavo vinho da noite.

Obteve 44 pontos, ficando na oitava colocação.

2-      Lucciaiolo IGT 1996 (1994)

Produtor- La Torraccia di Presura- Greve in Chianti- Toscana- Itália

Castas- 80% Sangiovese e 20% Cabernet Sauvignon.

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado para retirar as borras e servido a 18ºC

Já decaindo, estrebarias e muito bom retrogosto. Nota 89, meu nono vinho da noite.

        Obteve 24 pontos, ficando na nona colocação.

3-      Solaia IGT 1995 (1978)

Produtor- Antinori- San Casciano Val di Pesa- Toscana- Itália

Castas- 75% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc e 20% Sangiovese

Teor alcoólico-13%

Amadurecimento- 14 meses em barricas de carvalho Allier e Tronçais.

Preço- R$ 3.000,00

Serviço- Decantado por três horas e servido a 18º C

Excelente estrutura, taninos finos, tabaco, frutas vermelhas e negras, tomilho e excelente retrogosto. Nota 94, meu quinto melhor vinho da noite.

Obteve 61 pontos, ficando na sexta posição.

4-      Ornellaia DOC Bolgheri 1998 (1985)

Produtor- Tenuta dell’Ornellaia- Castagneto Carducci- Toscana- itália

Castas- 65% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 5% Cabernet Franc

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 meses em barricas (60% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 2.000,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Muito equilibrado, ameixa, pimentão, caramelo, lembrou mais um vinho do novo mundo que italiano, excelente retogosto. Nota 93, meu sétimo melhor vinho da noite.

Obteve 60 pontos, ficando na sétima posição.

5-      Sassicaia DOC Bolgheri Sassicaia 1998 (1968)

Produtor- Tenuta San Guido- Bolgheri- Toscana- Itália

Castas- 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc

Teor alcoólico-13%

Amadurecimento- 23 meses em barricas (40% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 3.000,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Muito equilibrado, viril, elegante, ameixa, pimenta, tomilho, notas terrosas, excelente retrogosto. Nota 94+, meu quarto melhor vinho da noite.

Obteve 75 pontos, ficando na quinta posição.

6-      Biondi Santi Tenuta Greppo DOCG Brunello di Montalcino 2010 (1888)

Produtor- Jacopo Biondi Santi- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 3 anos em botti di carvalho da Slavonia

Preço- R$ 1.800,00

Serviço- Decantado por quatro horas e servido a 18º C

Bouchonné, sem nota. Ficou na última colocação.

7-      Gaja Sugarille DOCG Brunello di Montalcino 1990 (1990/1995)

Produtor- Pieve Santa Restituta (Gaja)- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 2 anos em barricas de carvalho francês e 1 ano em botti da Slavonia

Preço- R$ 1.600,00

Serviço- Decantado para tirar as borras e servido a 18º C

No auge, muito equilibrado, sutil, viril, elegante, excelente retrogosto. Nota 95, meu terceiro melhor vinho da noite.

Obteve 01 primeiro lugar, somando 96 pontos, ficando na segunda colocação.

8-      Casanova di Neri Cerretalto DOCG Brunello di Montalcino 1995 (1993)

Produtor- Casanova di Neri- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 3 anos em botti de carvalho, 3 anos em garrafa.

Preço- R$ 2.500,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Viril, taninos finos, muito equilibrado, muito bom retrogosto. Nota 94, meu sexto melhor vinho da noite.

Obteve 01 primeiro lugar, somando 86 pontos, ficando na quarta colocação.

9-      Poggio di Sotto DOCG Brunello di Montalcino 1996 (1991)

Produtor- Poggio di Sotto (Collemassari)- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 4 anos em botti (30 hl) de carvalho da Slavonia

Preço- R$ 1.500,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

No auge, muito equilibrado, elegante, notas balsamicas e notas minerais. Nota 95, meu segundo melhor vinho da noite.

Obteve 88 pontos, ficando na terceira colocação.

10-  Soldera DOCG Brunello di Montalcino Riserva 2005 (1977/1983 Riserva)

Produtor- Azienda Case Basse di Gianfranco Soldera- Montalcino- Toscana- Itália

Castas- 100% Brunello (Sangiovese grosso)

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 64 meses em botti de carvalho da Slavonia.

Preço-R$ 4.400,00

Serviço- Decantado por três horas e servido a 18º C

Melhorou muito com o decanter, aparando as arestas.

Viril, elegante, muito equilibrado, frescor de menta, mineral, excelente retrogosto. Nota 96, meu melhor vinho da noite.

Obteve 10 primeiro lugar, somando 116 pontos e ficando na primeira colocação.

 

Depois da degustação tivemos um jantar harmonizado, onde os pratos preparados pelo Chef Bruno Marasco estavam excelente e a harmonização funcionou muito bem.

Jantar harmonizado Itália

Restaurante Empório del Gusto- Chef Bruno Marasco- 29/09/2017

Menu e vinhos:

Antipasti- Fiore di Salmone e Bianco con Insalata di limone Sicilia (Flor de carpaccio de dois peixes com salada de limão siciliano)

1-      Espumante Ferrari Maximum Brut Trento DOC NV- R$ 260,00

Produtor- Ferrari Fratelli Lunelli- Trento- Itália

Castas- 100% Chardonnay

Teor alcoólico- 12,5%

Amadurecimento- 36 meses Sur Lattes

Preço- R$ 260,00

Serviço- Servido a 8º C

 

Per cominciare- Parmigniana di Melanzane sopra crostata di pesto (Mini parmegiana de berinjela sobre crouton de pesto)

2-      Livon Friulano Collio Manditocai DOC 2012

Produtor- Azienda Livon- San Giovanni al Nat.- Friuli- Itália

Castas- 100% Friulano de vigneto Manditocaí em Ruttars

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 50% do vinho estagia por 8 meses em barricas de carvalho húngaro.

Preço R$ 350,00

Serviço- Servido a 10º C

 

Primi piatti- Risotto di Funghi (Risotto de cogumelos com pasta de trufas)

3-      Pio Cesare Barbera D’Alba Fides DOC 2012

Produtor- Pio Cesare- Alba- Piemonte- Itália

Castas- 100% Barbera

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 20 meses em carvalho (80% em barricas e 20% botti)

Preço- R$ 390,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16º C

 

Seconde piatti- Suprema di Galetto ripiena di Brie e Broccoli (Suprema de galeto recheada de brie e brócolis)

4-      Franz Haas Pinot Nero Schweizer Alto Adige DOC 2008

Produtor- Franz Haas- Montagna- Bolzano- Alto Adige – Itália.

Castas- 100% Pinot Noir

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento-12 a 15 meses em barricas de carvalho.

Preço- R$ 400,00

Serviço- Decantado por meia hora e servido da 16ºC

 

Dolce- Tiramisù di Fragole (Tiramisu de Morango)

5-      Franz Haas Moscato Rosa Alto Adige DOC 2006

Produtor- Franz Haas- Montagna- Bolzano- Alto Adige – Itália.

Castas- 100% Moscato Rosa

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento-em tanques de inox.

Preço- R$ 350,00 (375 ml)

Serviço- Servido da 10ºC

Abs,

Luiz Otávio

Top_Toscana_niteroi















Viagem enogastronomica pela Toscana- Setembro/2017

 

Dia 9/9/2017 saindo de Guarulhos com a TAP, com conexão em Lisboa para o aeroporto Fiumicino em Roma, para encontrar com meu amigo Joseli, que estava na cidade para um encontro com o Papa Francisco.

1º dia.

Domingo, nos encontramos no aeroporto, que estava um caos, e carro na mão, saímos para Maremma margeando o mar Tirreno.

Caminho tranquilo, 270 km em 3 horas e as 18:00 já estávamos na nossa primeira vinícola, a Chiappini, não muito conhecida, mas literalmente no meio da Macchiole e Ornellaia.

Visita sem agendar e nem avisar, já que não sabíamos que hora chegaríamos, adentramos e encontramos o Giovanni Chiappini, já encerrando o expediente.

Obviamente que atrapalharíamos seu descanso, mas oferece a prova de um vinho, conversa vai, prova mais um vinho, cada um melhor que outro, conversa sobre o terroir de Bolgheri, prova o excelente Guado di Gemoli 2013, mostra sua linha de varietais de produção limitadíssima, curiosidade de provar, compramos uma gf de Petit Verdot, prova, muito bom (ainda prefiro o Toknar), mais conversa e compra de umas garrafas, finalmente deixamos o Giovanni ir descansar.

Já umas 19:30 seguimos mais uns 1000 metros na Strada del Vino e nos deparamos com a Osteria Magona, aonde pretendia jantar, mas estava lotada; com um pouco de conversa, conseguimos uma mesa para as 21:15.

Seguimos para o hotel Podere San Filippo, em Bibbona, check-in, banho e o próprio proprietário do hotel nos leva de volta para a Osteria Magona, para que eu pudesse beber um supertoscano sossegado.

Muito bom restaurante, especializado em carnes, aonde pedimos um bisteca (T-bone), de 1,7 kg (traz a peça, mostra e escolhe; a menor de 1,5 kg). Carne suculenta e macia, no ponto, aonde só teve de esquentar novamente depois de 20 minutos comendo e ai foi roendo até os ossos.

Conversa com o dono, muita risada e quase meia noite o carro veio nos pegar para levar de volta ao hotel.

2º dia

Bom café da manhã tomado, chegamos pontualmente na Le Machiole, aonde a simpática Giovanna nos recebeu e de forma muito didática foi mostrando a vinícola, seus vinhedos, instalações, bonita sala de barricas e finalmente a degustação de seus vinhos.

- Bolgheri Rosso DOC 2015- LO 89

- Paleo Rosso Cabernet Franc 2013- LO 94

- Scrio Syrah 2009- LO 92

- Messorio Merlot 2009- LO 93+

- Messorio Merlot 2010- LO 95

Comprei um Messorio 2010.

Saindo da Machiole, fomos almoçar na Enoteca San Guido, local bucólico, rustico e agradável, aonde fizemos por conta uma degustação de 06 vinhos em taça, para harmonizar com os pratos pedidos. Boa comida, mas nada excepcional.

Dois brancos simples, o simples Le difese, o ruim Guidalberto e um dos piores Sassicaia que provei, o 2014. Salvou um vinho desconhecido para nós Caccia al Piano Levia Gravia 2013.

Voltamos para a Strada del Vino, para a visita na Ornellaia, imponente desde a entrada, seguimos pela estrada cortando os vinhedos até a cantina, belíssima, decorada com obras de artes desde o jardim de entrada.

Visitamos os vinhedos, vinificação, bela sala de barricas e pôr fim a sala de degustação, toda de vidro, descortinando a paisagem dos vinhedos.

- Le Volte 2015- LO 89

- Variazioni in Rosso 2013- LO 90

- Serre Nuove 2014- LO 90

- Ornellaia 2014- LO 93+

Para mim é a primeira vez que um Ornellaia na mesma safra é melhor que o Sassicaia.

Depois ainda fomos degustar Grappa e Olio di Oliva, bonita embalagem, mas para mim faltou qualidade neles.

Muito boa visita, que valeu os 80 euros por pessoa, mais pela fazenda em si e instalações, do que propriamente, pelos vinhos degustados.

Saimos da Ornellaia e passamos novamente no Chiappini, para comprar vinhos, aonde comprei uma garrafa do Guado de Gemoli 2013, no mesmo nível de Ornellaia e Sassicaia.

Como ainda era cedo, fomos dar uma passada para conhecer a Caccia al Piano, que gentilmente nos atendeu, sem ter reservado; como o vinho estava mais caro que na Enoteca San Guido e o Joseli ia comprar várias garrafas, decidimos voltar para comprar na Enoteca.

Ainda demos uma passada na Cantina Vaira e provar uns vinhos, voltamos na Enoteca San Guido para comprar os vinhos, demos uma passeada pelas (5) ruas de Bolgheri, conferimos os preços nas enoteca, e tudo muito mais caro, inclusive na Tognoni e antes que escurecesse fomos para a Locanda dell’Aioncino aproveitar o pôr do sol.

Bonito restaurante e cantina, aonde mesmo esfriando um pouco decidimos ficar no jardim/gramado aproveitando a belíssima vista e provando os vinhos deles, acompanhado de alguns antepastos e relaxar com o pôr do sol, crepúsculo e pôr fim a bela noite iluminada por pequenas lamparinas no jardim. Com certeza mais apropriado para o desfrute de um casal.

Boa comida, bons vinhos, satisfeitos, fomos para Bibbona dormir, a longíssimo 3 km dali.

3º dia

Saída de Bolgheri com destino ao Chianti Clássico, passando perto de San Gimigniano e adentrando pelas colinas até chegar pontualmente a Isole e Olena, sendo recebidos pela gentil Sra. Marta de Marchi, que nos mostrou as paisagens de seus vinhedos em Isole, as instalações em plena atividade e no final a degustação de seus belos vinhos, tanto da Toscana, como do Piemonte.

- Sperino Uvaggio, Isole e Olena Chianti Clássico, Sperino Lessona, Isole e Olena Colezione di Marchi Syrah, Isole e Olena Ceparello, Isole e Olena Colezione di Marchi Chardonnay, todos muito bons ou excelente, para mim o destaque foi o Ceparello.

E por fim um fantástico Vin Santo, que já sabendo, brinquei com Marta, cadê o Catuccini, que de pronto respondeu que seu Vin Santo não é para ser tomado com biscotti, mas sim de meditação.

Seguindo nossa viagem paramos no restaurante La Cantoniera, mas estava fechado, seguimos para o Castello di Ama, para ver se o Il Restoro estava aberto, mas também fechado; tinha agendado visita, mas tínhamos de comer alguma coisa, fizemos uma degustação de seus belos vinhos, inclusive o L’Apparita, sem visita e seguimos para o Castello di Brolio, para ver se ainda dava tempo de almoçar na Osteria.

Com um pouco de paciência e conversa, conseguimos uma mesa para dois na bonita osteria.

Fizemos uma degustação dos vinhos do Castello di Brolio.

Os fracos Barone e Campo Ceni, os bons Brolio e Casalferro e o muito bom Castello di Brolio.

Dali seguimos para o hotel Le Pozze di Lecchi.

O hotel fica encravado no meio de floresta e vinhedos, numa paisagem muito bonita; o hotel é tipo de charme, com bonitas instalações e uma bela piscina.

Para nossa sorte também conta com um bom restaurante, o Monna Ginevra, aonde decidimos jantar ali mesmo e cancelar a reserva na Osteria di Castello di Brolio, visto que já tínhamos almoçado lá.

Aproveitamos e fizemos uma caminhada morro acima, para poder apreciar ainda mais a linda vista.

Para acompanhar o jantar a base de Chinghiale, dois vinhos da La Casa di Bricciano: Chianti Clássico Riserva 2009 e o Il Ritrovo 2008.

Boa cama e bons sonhos.

4º dia

Muito bom café da manhã e pé na estrada para Panzano in Chianti, para pontualmente nos apresentarmos na Fattoria La Massa, sendo recebidos pelo gentil e simpático Francesco Mazzi, que nos mostrou toda a cantina, belíssima, toda pensada e planejada para o melhor; e seus vinhos refletem exatamente isso.

Na sala de degustação Giampaolo Motta nos cumprimenta, e provamos o La Massa, Carla 6, Giorgio Primo 2013 e no decorrer da conversa Francesco nos serve um Giorgio Primo 1996, mas que já não estava a altura do 2013 e para mim na descendência.

Comprei um Giorgio Primo 2013.

Saindo de La Massa, fomos almoçar no restaurante Il Vescovino, em Panzano, que pertence a uma família de brasileiros de Barretos, o casal Sergio e Renata e o filho Felipe; Sergio cuida da cozinha e Renata e Felipe do atendimento.

Belíssima vista, apreciando a Conca D’Ouro, fizemos uma ótima refeição, com uns raviólis muito bons, provando uns vinhos simples em taça.

Após o almoço fomos para a Fontodi, para a visita, nos mostrando a novidade que são as experiências com vinhos vinificados e estagiados em ânforas de argilas.

Depois provamos seus vinhos: Meriggio, Pinot Nero, Syrah, Chianti Clássico, Vigna del Sorbo Chianti Clássico Gran Selezione e Flaccianello della Pieve.

Comprei um Flaccianello 2013.

Em seguida fomos para Radda in Chianti visitar a Montevertine, outro lugar muito bonito, numa colina, completamente circundada de seus vinhedos.

Excelente visita técnica e depois a prova de seus vinhos: Pian del Ciampolo, Montevertine e Le Pergole Torte. Excelentes.

Retornamos para o hotel, ainda a tempo de apreciar o pôr do sol e tomar uma taça de vinho tranquilo na beira da piscina.

Jantamos novamente no Monna Ginevra.

5º dia

Saída cedo para o Val D’Orcia, para a visita na Tenuta del Trinoro, a uns 100 km, cortando caminho por Sarteano, aonde me equivoquei numa entrada para pegar a estrada para Castiglioncello del Trinoro e chegamos 15 minutos atrasados, sendo recebidos por Enea, que estava preocupado se tínhamos nos perdido nas estradinhas de terra.

É uma nova região para vinhos, e a qualidade dos vinhos da Tenuta di Trinoro é uma indicação que tem muito futuro.

Enea nos conduziu na visita aos vinhedos, instalações e uma prova de vinhos fantástica com os vinhos da Franchetti, tanto da Sicília como da Toscana.

Passorosso 2015, Le Cupole 2015, Franchetti 2013, Palazzi 2014, Tenuta di Trinoro 2007 e Tenuta di Trinoro 2009.

Não provamos os single vineyards de Cabernet Franc Campo di Camagi, Campo di Tenaglia e Campo di Magnacosta.

Comprei uma garrafa do Tenuta di Trinoro 2009.

Saindo de Trinoro seguimos para Montepulciano, cortando caminho por Castellucio e fomos almoçar no muito bom Le Logge del Vignola e provamos alguns bons Nobile di Montepulciano.

Após almoçar, passeamos pelas ruelas de Montepulciano e fomos provar vinhos na La Bottega del Nobile, aonde comprei uma garrafa de Le Pergole Torte 2013 e uma do Stella di Campalto Brunello Riserva 2010.

Já atrasados só passamos por Pienza e San Quirico e tentamos pegar aberto a Casanova di Neri, chegando 15 minutos atrasados, já que fechou as 18:00.

Seguimos para Montalcino, deixando as malas na Piazza Cavour, já que dali em diante era ZTL e nos instalamos no B&B da Idolina, bem localizado, mas que é para gente mais jovem, pois é simples e tem escadas íngremes.

Após breve descanso e banho, fomos passear por Montalcino e jantamos na Pizzaria San Giorgio, com uma pizza muito ruim; como tinha vinhos em taças, provamos vários Brunellos, mas nenhum interessante. Afinar muito o bico é um problema.

6º dia

Café da manhã meia boca, saímos para Castelnuovo dell Abate, mas no caminho passamos na Biondi Santi, sem agendar, fechada, parei o carro no estacionamento e uma pessoa verificando o vinhedo ao lado me inquiriu se eu ia demorar, dito que não, mas se precisasse tiraria o carro.

Respondeu que não, e foi minha vez de perguntar se estava cuidando do vinhedo, e me explicou que era fotografo e iria tirar umas fotos para book da Biondi Santi.

Conversando contou que tinha morado em Curitiba, e andando fomos até a entrada da Biondi Santi e nos apresentou a Sabine, que explicou que a vinícola estava fechada por estar vinificando, mas ofereceu se queríamos provar um vinho. Obvio que aceitamos.

Serviu um Rosso 2014 e um Brunello 2012; conversando com ela contei o que fazia e ela foi para dentro buscar um Riserva 2011, muito bom; como ela percebeu que não tinha conseguido me encantar, foi para dentro novamente e trouxe um Riserva 1997, ai sim, foi o melhor Biondi Santi que provei até hoje, no auge e que vai mais uns 10 anos assim, no que ela concordou totalmente.

Como 800 euros é pesado para Brunello, me contentei em deixar para comprar um Biondi Brunello 2010 em Montalcino por 160.

Já teria válido o dia, e seguimos à Abazia de Sant’Antimo para agradecer por tudo.

Em seguida fomos na Poggio di Sotto, pontualmente e sendo recebidos pela simpática e eficiente Luigina.

A Poggio di Sotto é uma pequena joia, tanto nos vinhedos, como nas instalações e processo de vinificação, com muita precisão. Para mim é um dos melhores Brunellos, pelo estilo que gosto, não muito extraído, fino, delicado, elegante, preciso, e com certo frescor e mineralidade.

Vendo tudo de perto deu para entender melhor o seu estilo.

Provamos dois vinhos da Tenuta San Giorgio, recentemente comprada: Rosso Ciampoletto e o Brunello Ucolforte, estilos frutados, pesados, sem finesse.

E da Poggio di Sotto o Rosso 2014, melhor que muitos Brunellos 2012 e o Brunello 2012, o melhor de todos os Brunellos 2012 que provei.

Comprei uma garrafa do Poggio di Sotto Brunello 2007.

Seguimos para Sant Angelo in Colle, para almoçar na Tratoria Il Pozzo, quase ao lado da Il Poggione.

Boa comida, mas sem maiores atributos.

Seguimos à visita ao Castello di Romitório, aonde o gentil Daniele nos esperava e nos conduziu a visita.

Foi muito importante para mim, verificar o contraste do estado das uvas nas diversas regiões de Montalcino, enquanto em Castelnuovo, seco e quente, uma parte das uvas estava passificada no pé, na região de Nacciarello, mais fresca as uvas estavam perfeitas, gordinhas.

Em seguida provamos seus vinhos: Romito Sant’Antimo 2014, Rosso di Montalcino 2015, Brunello 2012 e Brunello Filo di Seta 2012.

Ganhei uma garrafa do Castello di Romitório Brunello di Montalcino Riserva 2007.

Seguindo viagem passamos na Poggio Rubino de propriedade da família do B&B Idolina, mas não deram muita atenção a nós, prosseguimos viagem de volta a Montalcino, fechando o quadrado de Brunellos.

Fomos garimpar vinhos por Montalcino, achando a excelente Enoteca La Grotta del Brunello, com os preços mais baixos da cidade, aonde depois de provar vários vinhos comprei uma garrafa do Biondi Santi Brunello 2010 e uma garrafa do Luciani Brunello Riserva 2010, além de uma garrafinha de aceto di Modena Gocce 8 anos.

Fomos jantar no muito bom Taverna del Grapollo Blu e bebemos um bom Brunello Canalicchio di Sopra.

Dormir que outro dia tinha estrada.

7º dia

Saída para Roma, decidindo ir por Grosseto e conhecer a parte mais sudoeste de Brunello.

3 horas de viagem tranquila, e uma breve parada para um lanche, as 14:30 já estava no aeroporto Fiumicino para deixar o Joseli, que embarcava para Vitória no mesmo dia.

Eu só embarcaria no outro dia de manhã, as 6:00, então reservei um hotel em Fiumicino para pernoitar.

Segui até o B&B Happy Home, para deixar minhas malas e abastecer o carro.

Giuseppe me recepcionou muito bem, e se prontificou em ir me pegar no aeroporto, após a devolução do carro (por 15 euros).

Carro devolvido, vou tentar encontrar o Joseli e ver se estava tudo certo; encontro de imediato, até parecia que combinamos, tudo certo, nos despedimos e ligo para o Giuseppe vir me pegar.

O BB Happy Home não aprece o que é, visto de fora, excelente instalações, tudo de muito bom gosto, muito limpo e bonito.

Para jantar o Giuseppe me indicou o Contro Corrente a um quarteirão dali, outra joia em Fiumicino, carne de primeira qualidade, ponto de cocção perfeito e uma simpatia no atendimento do Roberto e sua equipe.

Como combinado, pontualmente as 4 da manhã, o filho do Giuseppe, está esperando para levar-me ao aeroporto. Rapidinho.

Despacho as malas, um pouco de espera, voo de Roma a Lisboa, duas horas de conexão, e de Lisboa a Viracopos pela Azul, chego no domingo as 19:00.

Pego as malas e um pulo para Piracicaba.

Acabou, mas em outubro tem mais, desta vez embarco dia 07 para Paris/Turim, para fazer Piemonte e Toscana e retorno dia 20.

Abs,

Luiz Otávio

 




DOCG Barbaresco

Barbaresco



























É uma das 17 DOCG (Denominazione de Origine Controlata e Garantita) do Piemonte (74 na Itália), situada ao norte da cidade de Alba, no Langhe, com uma área de 700 hectares de vinhedos e produção de 4 milhões de garrafas, englobando quatro comunas: Barbaresco, Neive, Treiso e San Rocco Seno d’Elvio (Alba).


Sua área geológica situa-se no Langhe, região formada a 70 milhões de anos atrás, no período Terciário (Cenozócio), e nos sucessivos avanços e recuos do mar sobre a Planura Padana ao longo das eras (que deixou um grande deposito de cálcio),  até culminar na formação de suas colinas sedimentares (20 a 10 milhões de anos), constituídas principalmente de solos Serravalian (mais antigos, vermelhos, compostos de Marga, Arenito, Calcário, Ferro e Fosforo- Vale de Serralunga) e solos Tortonian (mais novos, cinzas azulados, compostos de Argila, Marga, Arenito, Calcário, Manganês e Magnésio- Vale Central de La Morra e Barbaresco).


O cultivo de Nebbiolo e produção de vinhos nesta região é muito antiga, e o nome de Barbaresco deriva de Barbaritium, nome dado pelos romanos ao local de selva impenetrável e seu povo bárbaro (Liguro-Gauleses), e que segundo as lendas já produzia um excelente vinho (Barbaritium).

 

O Barbaresco como vinho atual remonta a 1894 quando o Prof. Domizio Cavazza implantou um Consorcio (Cooperativa) em Barbaresco, com a finalidade de delinear uma qualidade mínima para os vinhos de Barbaresco. Em 1933 foi delimitado o território de Barbaresco, em 1966 foi uma das primeiras DOC e em 1980 novamente uma das primeiras DOCG.

 

Os vinhos de Barbarescos são exclusivamente de uvas Nebbiolo, de vinhedos plantados até 550 m de altitude, com exposição Oeste/Sudoeste/Sul/Sudeste e Leste, com rendimento máximo de 8 t/ha; não sendo permitido vinhedos de exposição Norte, vinhedos estes que são direcionados ao plantio de Barbera e Dolcetto.

 

O Barbaresco tem de ser envelhecido por pelo menos dois anos e os reservas por quatro anos, ambos com pelo menos 9 meses de amadurecimento em madeira.

Normalmente são amadurecidos em Botti de carvalho de variadas dimensões e também uma parte em barricas de carvalho, dependendo do estilo que o produtor que dar ao seu vinho.

 

A tipicidade do Barbaresco é dada por sua cor intensa e brilhante, que varia do vermelho rubi ao granada desbotado; aromas etéreos e buquê estimulante com frutas vermelhas, gerânio, violetas e rosas; além de notas de pimenta verde, canela, noz moscada, feno, madeira, avelã torrada, alcatrão e aniz.

 

Normalmente está no seu melhor a partir de 5 anos, mas alguns só atingem seu auge com 15, 20 anos ou mais.

É recomendado nos mais novos aerar por uma a quatro horas, dependendo da estrutura e nos mais velhos decantar para retirada das borras.

 

Na DOCG Barbaresco podemos destacar de maneira genérica:

 

1) Área de Barbaresco- 25 MGA (Menzione Geografiche Aggiuntive)

Asili, Ca'Grossa, Cars, Cavanna, Cole, Faset, Martinenga, Montaribaldi, Montefico, Montestefano, Muncagota, Ovello, Pajé, Pora, Rabajá, Rabaja-Bas, Rio Sordo, Roccalini, Roncaglie, Roncagliette, Ronchi, Secondine, Tre Stelle, Trifolera e Vicenziana

 

-Solo Tortonian, com 3 sub-regiões:

- Vinhedos mais perto do rio Tanaro, com exposição Oeste/Sudoeste e mais baixos- Vinhos frutados, macios, sutis, menos estrutura. Janela ideal de consumo de 5 a 10 anos.

- Vinhedos no topo, com exposição Oeste/Sudoeste- Vinhos estruturados, viris e elegantes, com boa carga tânica. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

- Vinhedos no topo com exposição Leste/Sudeste/Sul- Vinhos estruturados, Tânicos, Poderosos. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

 

2) Área de Neive- 20 MGA

Albesani, Balluri, Basarin, Bordini, Bricco di Neive, Bric Micca, Canova, Cottà, Currà, Fausoni, Gaia-Principe, Gallina, Marcorino, Rivetti, San Cristoforo, San Giuliano, Serraboella, Serracapelli, Serragrilli e Starderi.

 

- Solos Tortonian e uma pequena faixa de Solos Serravalian, com 3 sub-regiões:

- Vinhedos em solos Tortonian com exposição a Oeste/Sudoeste- Vinhos estruturados, viris e elegantes, com boa carga tânica. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

- Vinhedos em solos Tortonian com exposição Sudeste/Sul- Vinhos estruturados, Tânicos, Poderosos. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

- Vinhedos em solos Serravalian, no topo com exposição Oeste, Sudoeste, Sul, Sudeste e Leste- Vinhos estruturados, Tanicos, Poderosos. Janela de consumo 10 a 30 anos.

 

3) Área de Treiso- 17 MGA

Ausario, Bernadot, Bricco di Treiso, Casot, Castellizzano, Ferrere, Garassino, Giacone, Giacosa, Manzola, Marcarini, Nervo,  Pajoré, Rombone, San Stunet, Valeirano e Vallegrande.

 

- Solo Tortonian, com 3 sub-regiões:

- Vinhedos mais perto do rio Tanaro, com exposições Oeste/Sudoeste e mais baixos- Vinhos frutados, macios, sutis, menos estrutura. Janela de consumo de 5 a 10 anos.

- Vinhedos no topo, com exposição Oeste/Sudoeste/Sul- Vinhos estruturados, sutis, elegantes e refinados. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

- Vinhedos no topo com exposição Leste/Sudeste- Vinhos estruturados, viris, elegantes. Janela de consumo de 10 a 20 anos.

 

4) Área de San Rocco Seno d’Elvio- 4 MGA.

Meruzzano, Montersino, Rizzi e Rocche Massalupo.

 

- Solo Tortonian.

- Vinhedos com exposições Sul/Sudoeste e mais baixos- Vinhos frutados, macios, sutis, menos estrutura. Janela de consumo de 5 a 10 anos.

 

Degustação Crus de Barbaresco- Neive

Enopira- 06/04/2017

Vinhos apresentados:

 

1-      Sottimano Barbaresco Fausoni 2012

Produtor- Az.Agr.Sottimano- Neive- Piemonte- Itália.

Castas- 100% Nebbiolo de vignetto Fausoni (45 anos)

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 a 22 meses em barricas (15% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 600,00

Serviço-  Decantado por duas horas e servido a 16º C

Excelente vinho, nariz muito agradável com um elegante floral (rosas), na boca mostrou-se muito equilibrado, sutil, elegante, com nota minerais, terrosas, taninos finíssimos, cereja, pitanga, tostado, chocolate e excelente retrogosto. Nota 94

 

2-      Sottimano Barbaresco Cottá 2012

Produtor- Az.Agr.Sottimano- Neive- Piemonte- Itália.

Castas- 100% Nebbiolo de vignetto Cottá (50 a 70 anos)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 a 22 meses em barricas (15% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 600,00

Serviço-  Decantado por duas horas e servido a 16º C

Muito bom vinho, num perfil mais austero e rustico, notas terrosas, taninos mais duros, cereja, especiarias, chocolate e muito bom retrogosto. Nota 92

 

3-      Sottimano Barbaresco Currá 2011

Produtor- Az.Agr.Sottimano- Neive- Piemonte- Itália.

Castas- 100% Nebbiolo de vignetto Cottá (55 a 75 anos)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 a 22 meses em barricas (15% novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 700,00

Serviço-  Decantado por duas horas e servido a 16º C

Excelente vinho, muito equilibrado, estruturado, taninos finos, viril, cereja, chocolate, menta, especiarias e muito bom retrogosto. Nota 93

 

4-      Dante Rivetti Barbaresco Bricco de Neueis Riserva 1988

Produtor- Az.Agr.Dante Rivetti- Neive- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de Vignetto Bricco de Neive

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 36 meses em botti de carvalho da Slavonia e uma pequena parte em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 600,00

Serviço-  Decantado e servido a 18º C

Nariz já mostrando evolução, com sous bois, chá de frutas vermelhas, manjericão, caixa de cigarro, corpo médio, kirsch, salvia e bom retrogosto; já decaindo. Nota 91

 

5-      Dante Rivetti Barbaresco Bricco de Neive Riserva 1989

Produtor- Az.Agr.Dante Rivetti- Neive- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de Vignetto Bricco de Neive

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 36 meses em botti de carvalho da Slavonia e uma pequena parte em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 600,00

Serviço-  Decantado e servido a 18º C

Muito mais vivaz que o anterior, nariz com sous bois, pelica, notas de rosas, bom corpo, boa estrutura, boa acidez, sutil, elegante, frutas vermelhas em geleia, menta, muito bom retrogosto; no auge. Nota 93+

 

6-      La Spinetta Barbaresco Starderi 2004

Produtor- La Spinetta- Castagnole Lanze- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de Vigneto Starderi

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 20 a 22 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 1.500,00

Serviço-  Decantado por uma horas e servido a 16º C

Nariz exuberante e excelente com funghi porcini, na boca mostrou um pouco moderno demais, com leve dulçor, frutas sobre maturadas, rapadura, chocolate, funghi e muito bom retrogosto. Não evoluiu bem no decanter. Nota 92+

 

7-      La Spinetta Barbaresco Gallina 2004

Produtor- La Spinetta- Castagnole Lanze- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de Vigneto Gallina

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 20 a 22 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 1.500,00

Serviço-  Decantado por uma hora e servido a 16º C

Excelente vinho, nariz exuberante e complexo com couro, alcatrão, rosas e leve cocada preta.

Na boca se mostrou encorpado, estruturado, muito equilibrado, viril, harmônico, numa bela junção do moderno e o tradicional, frutas negras e vermelhas, boa acidez, taninos finíssimos, chocolate, especiarias, alcatrão, lembrando mais um barolo que um barbaresco, excelente retrogosto. Já pronto, mas evoluiu muito bem no decanter. No auge. Nota 95

 

Para o jantar tivemos um Pappardelle com Brasato/Stracotto de paleta bovina ao Barbaresco, com chocolate, ameixa, menta e pimenta verde; engrandeceu todos os vinhos.

 

Assim terminamos nossa série de MGA (Menzione Geografiche Agiuntive) de Barbaresco, próxima etapa MGA de Barolo.


Barbaresco_cru_neive





























Degustação de Barbaresco- Crus de Treiso

Enopira- 24/11/2016

Vinhos apresentados:

1-      Pertinace Barbaresco Marcarini DOCG 2012

Produtor- Cantina Vignaioli Elvio Pertinace- Treiso- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em botti de carvalho da Slavonia e em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 350,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Sem grande evolução no Decanter.

Nariz típico com frutas vermelhas e leve alcatrão.

Muito bom vinho, boa acidez, frutado, pimenta, taninos finos, leve rusticidade, notas terrosas e leve alcatrão, muito bom retrogosto. Nota 91

 

2-      Ca del Baio Barbaresco Valgrande DOCG 2010

Produtor- Giulio Grasso (Ca’del Baio0- Treiso- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 30 meses em botti de carvalho da Slavonia

Preço- R$ 400,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Melhorou muito com o Decanter.

Nariz típico e mais complexo, frutas vermelhas, rosas, alcatrão, leve sous bois, funghi.

Muito bom vinho, estruturado, muito equilibrado, taninos finos, boa acidez, frutas vermelhas, funghi, leve alcatrão e excelente retrogosto. Nota 92

 

3-      Piero Busso Barbaresco San Stunet DOCG 2009

Produtor- Piero Busso- Neive- Cuneo- Piemonte- Itália.

Castas-100% Nebbiolo do vigneto San Stunet (S.Stefanetto) em Treiso

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses, 70% em botti e 30% em barricas de carvalho

Preço- R$ 480,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Melhorou bastante no Decanter.

Nariz típico, com floral (rosas), frutas vermelhas, alcatrão, tabaco e funghi.

Excelente vinho, muito equilibrado, viril, elegante, taninos finíssimos, boa acidez, pimenta, frutas vermelhas, kirsch, tabaco, funghi e excelente retrogosto. Nota 93+

 

4-      Rizzi Barbaresco Rizzi Boito DOCG 2007

Produtor- Azienda Vitivinicola Rizzi- Treiso- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 20 meses em botti de carvalho da Slavonia.

Preço- R$ 350,00

Serviço- Aberto uma hora antes e servido a 18º C

Sem evolução na taça.

Nariz típico, frutado, pimenta e leve aceto balsâmico.

Bom vinho, mais simples, frutado, redondo, muito equilibrado, frutas vermelhas em geleia, pimenta e muito bom retrogosto. Nota 89

 

5-      Pertinace Barbaresco Nervo DOCG 2012

Produtor- Cantina Vignaioli Elvio Pertinace- Treiso- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento-12 meses em botti de carvalho da Slavonia e barril de carvalho francês.

Preço- R$ 350,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Melhorou muito no Decanter.

Nariz típico e complexo, funghi, tabaco, alcatrão, frutas vermelhas, floral.

Muito bom vinho, viril, estruturado, taninos finos, leve rusticidade, pitanga, pimenta, tabaco, salvia e muito bom retrogosto. Nota 92

 

6-      Pio Cesari Barbaresco Bricco di Treiso DOCG 2009

Produtor- Pio Cesare- Alba- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 30 meses, 70% em barricas novas e 30% em botti de carvalho francês.

Preço- R$ 900,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Sem grande evolução no Decanter.

Nariz exuberante, mas sem tipicidade, amadeirado, toffe, leve baunilha, frutas vermelhas e pretas.

Muito bom vinho, num perfil mais moderno, estruturado, muito equilibrado, redondo, taninos finíssimos, frutas maduras, tostado, toffe, cacau e muito bom retrogosto. Nota 92+


Cru_Treiso
























Degustação Crus de Barbaresco- Produttori del Barbaresco

Enopira- 06/10/2016

Vinhos apresentados:

1-      Barbaresco Riserva Pora DOCG 2008

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 4 anos em barricas de carvalho

Preço- R$ 545,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz floral (rosas), frutas vermelhas, tostado, leve alcatrão.

Corpo médio, taninos finíssimos, boa acidez, frutas vermelhas, madeira e excelente retrogosto. Nota 92

 

2-      Barbaresco Riserva Muncagota DOCG 2009

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 36 meses em botti de carvalho, 12 meses em garrafa.

Preço- R$ 545,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz com funghi, frutas pretas, leve alcatrão.

Encorpado, taninos finos, excelente estrutura, viril, complexo, frutado, tostado, notas terrosas, alcatrão e excelente retrogosto. Nota 93

 

3-      Barbaresco Riserva Rabajà DOCG 2009

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 4 anos em barricas de carvalho

Preço- R$ 559,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz floral (rosas), frutas vermelhas e pretas, funghi e leve alcatrão.

Encorpado, taninos finíssimos, boa acidez, frutado, viril, elegante, leve mineralidade, tostado, notas terrosas e excelente retrogosto. Nota 94

 

4-      Barbaresco Riserva Ovello DOCG 2008

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 4 anos em barricas de carvalho

Preço- R$ 545,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz floral (rosas), funghi e frutas vermelhas.

Corpo médio para encorpado, taninos finos e suaves, frutado, redondo, leve rusticidade, menor acidez, madeira sobressaindo um pouco e excelente retrogosto. Nota 92

 

5-      Barbaresco Riserva Montefico DOCG 2008

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 4 anos em barricas de carvalho

Preço- R$ 545,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz fechado, abrindo lentamente em frutas vermelhas e pretas e leve alcatrão.

Encorpado, excelente estrutura, viril, elegante, taninos finíssimos, boa acidez, sápido, frutas vermelhas acidas (canberrry), alcatrão, excelente retrogosto. Nota 95

 

6-      Barbaresco Riserva Montestefano DOCG 2009

Produtor- Produttori del Barbaresco- Barbaresco- Piemonte- Itália

Casta- 100% Nebbiolo

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 4 anos em barricas de carvalho

Preço- R$ 545,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18º C

Nariz com funghi, rosas, alcatrão, chocolate e amora.

Encorpado, viril, taninos finos, boa estrutura, frutado, menor acidez, tostado, chocolate e excelente retrogosto. Nota 92+

Cru_Barbaresco
























Enopira Road Campos do Jordão 2016- 10/09/2016- Supertoscanos

Apresentação- Bruno Vianna

Vinhos apresentados:

1-      Tignanello Toscana IGT 2012

Produtor- Antinori- Firenze- Toscana- Itália

Castas- 80% Sangiovese, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e húngaro.

Preço- R$ 900,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Frutado, floral (violeta), viril, tostado, chocolate amargo, pimenta, boa acidez, excelente retrogosto. Nota 92.

Obteve 01 terceiro melhor vinho da noite, somando 1 pontos.

 

2-      Sassicaia Borgheri Sassicaia DOC 2011

Produtor- Tenuta San Guido- Castagneto Carducci- Livorno- Toscana- Itália

Castas- 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc

Teor alcoólico-14%

Amadurecimento- 24 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 2.800,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC   

Excelente acidez, frutas vermelhas e pretas, menta, tomate, excelente retrogosto. Nota 93+

Obteve 01 indicação como segundo melhor vinho da noite, somando 2 pontos.

 

3-      Grattamacco Bolgheri Superiore DOC 2010

Produtor- Grattamacco- Castagneto Carducci- Toscana- Itália

Castas- 65% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot e 15% Sangiovese

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 18 meses em barricas de carvalho francês.

Preço- R$ 620,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Frutas maduras, leve vegetal, leve rusticidade, chocolate amargo, excelente retrogosto. Nota 91+

Obteve 01 indicação como segundo melhor vinho da noite, somando 2 pontos.

 

4-      Guado al Tasso Bolgheri Superiore DOC 2010

Produtor- Tenuta Belvedere- Bolgheri- Toscana- Itália

Castas- 55% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 15% Cabernet Franc.

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 1.000,00

Serviço-Decantado por duas horas e servido a 18º C

Frutado, redondo, harmônico, chocolate amargo, especiarias, excelente retrogosto. Nota 92+

Obteve 03 indicação como o terceiro melhor vinho da noite, somando 3 pontos.

 

 

5-      La Pergole Torte 2010

Produtor- Montevertine- Radda in Chianti- Siena- Toscana- Itália.

Castas- 100% Sangioveto (Sangiovese)

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 18 meses em botti de carvalho da slavonia e 6 meses em barricas Allier.

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Corpo médio, frutado, tostado, muito bom retrogosto. Nota 90.

Possivelmente uma má garrafa, pois estava muito diferente do 2009.

 

6-      Flaccianello IGT Colli Toscana Centrale 2010

Produtor- Fontodi- Panzano in Chianti- Toscana- Itália

Castas- 100% Sangiovese

Teor alcoólico- 15%

Amadurecimento- 24 meses em barricas de carvalho Allier e Tronçais

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito bom equilíbrio, frutas negras, tostado, excelente retrogosto. Nota 92

Obteve 01 indicação como o melhor vinho da noite e 04 como o terceiro melhor vinho, somando 07 pontos.

 

7-      Massa Giorgio Primo IGT Toscana 2007

Produtor- Fattoria La Massa- Panzano in Chianti- Toscana- Itália

Castas- 50% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 10% Petit Verdot

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 1.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Muito equilibrado, elegante, viril, frutas vermelhas predominando, tostado, leve tabaco, excelente retrogosto. Nota 96, meu melhor vinho da noite.

Obteve 05 indicação como o melhor vinho da noite, 03 como o segundo melhor vinho e 01 como o terceiro, somando 22 pontos.

 

8-      Ornellaia Bolgheri Superiore DOC 2006

Produtor- Tenuta dell’Ornellaia- Castagneto Carducci- Toscana- itália

Castas- 51%Cabernet Sauvignon, 32%Merlot, 11%Cabernet Franc e 6%Petit Verdot

Teor alcoólico- 15%

Amadurecimento- 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Preço- R$ 2.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Viril, frutado, tostado, chocolate, especiarias, excelente retrogosto. Nota 93

Obteve 03 indicação como o segundo melhor vinho da noite e 03 como o terceiro melhor vinho, somando 09 pontos.


9-      Sassicaia 2001

Produtor- Tenuta San Guido- Castagneto Carducci- Livorno- Toscana- Itália

Castas- 85% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc

Teor alcoólico-14%

Amadurecimento- 22 meses em barricas (1/3 novas) de carvalho francês.

Preço- R$ 3.000,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Viril, frutas vermelhas (pitanga, acerola), tostado, pimenta, excelente retrogosto. Nota 94+, meu terceiro melhor vinho da noite.

Obteve 06 indicações como o melhor vinho da noite, 03 como o terceiro melhor vinho e 01 como o terceiro, somando 25 pontos.

 

10-  Solaia IGT Toscana 1995

Produtor- Antinori- Firenze- Toscana- Itália

Castas- 75% Cabernet Sauvignon, 5% Cabernet Franc e 20% Sangiovese

Teor alcoólico-13%

Amadurecimento- 14 meses em barricas de carvalho Allier e Tronçais.

Preço- R$ 3.000,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18º C

Nariz com arruda.

Frutado, viril, harmônico, taninos finíssimos, especiarias, maço de cigarro, tostado, tabaco, excelente retrogosto. Nota 95, meu segundo melhor vinho da noite.

Obteve 03 indicação como o melhor vinho da noite, 04 como o segundo melhor e 02 como o terceiro, somando 19 pontos.

 

A degustação foi as claras e a votação só apontou os 03 primeiros colocados de cada participante, sendo dado 03 pontos para o primeiro melhor vinho, 02 pontos para o segundo e 01 ponto para o terceiro.

Supertoscanos_2016




























Degustação Joias de Angelo Gaja

Enopira- 10/03/2016

Vinhos apresentados:

 

1-      Gaja Barbaresco DOCG 1994 (1859)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de 14 vinhedos diferentes em Barbaresco

Teor alcoólico- 13%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 2.000,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Já pronto, com cereja, alcaçuz, funghi, notas de couro, notas de rosas e leve alcatrão.

Boa acidez, corpo médio, muito bom equilíbrio, sutil e muito bom retrogosto. Nota 93

 

2-      Gaja Barbaresco DOCG 2006 (1859)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de 14 vinhedos diferentes em Barbaresco.

Teor alcoólico- 14,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 2.000,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Mais corpo e estrutura que o anterior, notas licorosas, couro, funghi, alcaçuz e café.

Harmônico, muito bom equilíbrio e excelente retrogosto. Nota 94

 

3-      Gaja Sperss Barolo DOCG 1993 (1988)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- 100% Nebbiolo de vinhedo Sperss em Marenca-Rivette (Serralunga)

Teor alcoólico- 13,5%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 2.500,00

Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC

Boa estrutura, bom corpo, boa acidez, muito bom equilíbrio, cereja, funghi, alcatrão, rosas, notas terrosas e excelente retrogosto. Nota 94+

Obteve 05 primeiro lugar, 02 segundo lugar e 03 terceiro lugar, somando 22 pontos, ficando como o segundo melhor vinho da noite.

 

4-      Gaja Sperss Langhe DOC 2004 (1996)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas- 94% Nebbiolo e 6% Barbera de vinhedo Sperss em Marenca-Rivette (Serralunga)

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 2.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Nariz fechado e complexo, frutas negras, alcaçuz, funghi.

Encorpado, viril, harmônico, muito estruturado, excelente equilíbrio, taninos finíssimos e excelente retrogosto. Nota 96, meu terceiro melhor vinho da noite.

Obteve 02 primeiro lugar, 03 segundo lugar e 04 terceiro lugar, somando 16 pontos, ficando como o quarto melhor vinho da noite.

 

5-      Gaja Costa Russi Langhe DOC 1998 (1978)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas-95% Nebbiolo e 5% Barbera de vinhedo Costa Russi em Barbaresco

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 4.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Vinho excepcional, no auge.

Nariz e boca muito elegante, viril, excelente equilíbrio, muito boa estrutura, frutas vermelhas e pretas, alcaçuz, alcatrão, rosas, bergamota e excelente retrogosto. Nota 97, meu segundo vinho da noite.

Obteve 02 primeiro lugar, 05 segundo lugar e 05 terceiro lugar, somando 21 pontos, ficando como o terceiro melhor vinho da noite.

 

6-      Gaja Sori Tildin Langhe DOC 1998 (1970)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas-95% Nebbiolo e 5% Barbera de vinhedo Sori Tildin em Barbaresco

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 4.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Mais sutil e menos estruturado que o Costa Russi.

Corpo médio, muito bom equilíbrio, frutas vermelhas, alcaçuz, rosas e excelente retrogosto. Nota 94.

Obteve 02 primeiro lugar, 01 segundo lugar e 02 terceiro lugar, somando 10 pontos e ficando como o quinto melhor vinho da noite.

 

7-      Gaja Sori San Lorenzo Langhe DOC 1998 (1967)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas-95% Nebbiolo e 5% Barbera de vinhedo Sori San Lorenzo em Barbaresco

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 4.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Vinho excepcional e que provavelmente melhorará com mais alguns anos de garrafa.

Excelente estrutura, excelente equilíbrio, muito viril e ao mesmo tempo elegante, taninos finissimos, frutas vermelhas e pretas, alcaçuz, alcatrão, rosas, couro e excelente retrogosto. Nota 97+, meu melhor vinho da noite.

Obteve 07 primeiro lugar, 05 segundo lugar e 02 terceiro lugar, somando 33 pontos, ficando como o melhor vinho da noite.

 

8-      Gaja Sori San Lorenzo Langhe DOC 2001 (1967)

Produtor- Gaja- Barbaresco- Cuneo- Piemonte- Itália

Castas-95% Nebbiolo e 5% Barbera de vinhedo Sori San Lorenzo em Barbaresco

Teor alcoólico- 14%

Amadurecimento- 12 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses em Botti.

Preço- R$ 4.500,00

Serviço- Decantado por duas horas e servido a 18ºC

Fechado, complexo, viril, excelente acidez, nota licorosas, taninos já integrados, excelente estrutura e excelente retrogosto. Nota 95.

Obteve 02 segundo lugar e 02 terceiro lugar, somando 06 pontos, ficando como o sexto melhor vinho da noite.

 

Painel fantástico e muito equilibrado, aonde embora as percepções fossem muito parecidas, pode se observar a diversidade, as nuances e a personalidade de cada vinho, ficando cada preferência aos pontos que cada degustador mais valoriza.

 

Após a degustação foi servido Brasato al Barolo e Tri-funghi, Polenta con Mascarpone e Cipolline in agrodolce e o Cascina Ballarin Barolo Bussia 2006, que não fez feio perante os vinhos do painel e que harmonizou muito bem com a comida, visto que o Brasato foi cozido no mesmo.

 

Gaja_(2)

 

 
 
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