Viagem enogastronomica para Bourgogne, Loire e Bordeaux

21 de outubro a 11 de novembro de 2018

 

1º dia 22/10/2018- Lundi- Paris/Lyon/Beaujolais

Após um voo tranquilo, saindo domingo de Guarulhos até o aeroporto CDG em Paris pela Air France, pequei a conexão até Lyon, aonde pontualmente, as 16:00, me encontrei com o Peter para pegarmos a van e seguirmos até a região de Beaujolais, aonde começaríamos esta viagem.

 

Beaujolais tem 12 denominações, todas somente com uva Gammay: Beaujolais, Beaujolais-Villages, e 10 crus (Brouilly, Côte de Brouilly, Régnié, Morgon, Chiroubles, Fleurie, Moulon à Vent, Chenas, Juliénas e Saint-Amour)

 

Para aproveitar o dia, segui direto para Broully, o cru mais ao sul dos vinhedos de Beaujolais e encravado dentro desta denominação a Côte de Broully, aonde visitamos o Domaine Les Roches Bleues, aonde Dominique Lacondemine nos recebeu e nos mostrou os seus vinhos.

Bons vinhos, frutados, leves, num perfil de vinhos que seriam as características da maioria dos vinhos que provamos de Beaujolais.

Seguindo até Juliénas fui contornando os limites oeste do território de Beaujolais, passando pelos vinhedos de Régnié, Morgon, Chiroubles, Beaujolais-Villages Émeringes, Chenas e Juliénas.

Esta parte alta de Beaujolais é muito bonita.

Check-in feito no Hotel des Vignes, fomos jantar no Le Coq Julienas, aonde apreciei os primeiros escargots da bourgogne. Uma garrafa de Juliénas e descansar.

 

2º dia 23/10/2018- Mardi- Beaujolais

Café da manhã tomado, seguimos para visitar o Château de Moulin à Vent, com seus bons vinhos, num perfil mais estruturados, especialmente de seus single vineyards.

Uma visita ao vinhedo Le Clos de Londres, passando pelas caixas de apicultura, de onde provem um delicioso mel.

Na continuidade seguimos para Morgon para uma rápida visita a Marcel Lapierre, uma subida até o topo da Côte du Py, principal vinhedo de Morgon e almoçar no bom restaurante Le Morgon, para bons escargots e uma Cuisse de Pintade Fermière aux lentilles du Puy acompanhada de um Morgon Côte du Py.

Uma passada do Domaine Jean Marc Burgaud, que não pode nos atender, e seguimos para Fleurie para vermos a igreja de La Madone e visitar o Domaine de La Madone, com seus bons vinhos de Fleurie de vinhas velhas, inclusive um de vinhas de 1889.

Fomos até o Domaine Jules Desjourneys em La Chapelle de Guinchay, mas Fabien Duperray não estava; então cruzamos Saint-Amour e fomos para Juliénasl, vistar o Laurent Perrachon, cujo domaine fica em frente do nosso hotel.

Muito simpático atendeu no finzinho de tarde e pude provar a vasta gama de seus vinhos, desde um Cremant de Bourgogne, um Beaujolais blanc de Chardonnay e seus crus de Saint-Amour, Chenas, Morgon, Moulis à Vent, Fleurie e 4 Juliénas.

Como em Juliénas na terça não tem restaurante aberto, tínhamos comprados uns queijos, mortadela italiana, pão e uma garrafa de Côte Rotie no Intermarché, cujo caixa perguntou se realmente íamos comprar uma garrafa de vinho de E$ 35.

Curtir o frio e a noite de Juliénas na mesa de fora do hotel, pois o mesmo não deixou fazermos nosso lauto jantar na parte de dentro do hotel. Devia ter comprado um La Turque para compensar o desconforto. Dormir.

 

3º dia 24/10/2018-Mercredi - Côte Maconnais, Côte Chalonnaise e Côte de Beaune

Café tomados seguimos nossa viagem, dando 5 passos e entrando na Bourgogne por Saint Veran.

Pontualmente chegamos em Fuissé para nossa visita ao Domaine Robert Denognet as 10:00. Tocamos a campainha e nada de aparecer alguém; para dar um tempo fomos na enoteca do Georges Burrier em frente e provamos uns vinhos.

Retornamos e demos sorte de encontrar Nicolas Robert que estava retornando, explicamos o acontecido e ele riu dizendo que ali as pessoas simplesmente abrem a porta e vão entrando.

Provamos seus belos vinhos, Macon-Village, Macon-Fuissé, Macon-Solutré, Saint Veran, Pouilly-Fuissé, o excelente Pouilly-Fuissé les Cras e o Monopole Pouilly-Fuissé Le Carron.

Peter tinha interesse em conhecer o Domaine Merlin, de quem já tinha comprado uns vinhos e ligando para ele conseguiu agendar uma visita para antes do almoço, então seguimos para La Roche-Vineuse e fomos recebidos por Olivier Merlin, que nos mostrou a nova e bela vinícola, de onde sai uns dos melhores vinhos da Côte Maconnais. Pudemos comprovar a qualidade de seus vinhos, muito puros, boa acidez e mineralidade, madeira muito bem integrada.

Um passeio até a Rocha de Solutré e seguimos para a Côte Chalonnaise até o Château de Chamirey em Mercurey.

Comemos um sanduiche de queijo que restou da noite anterior, na frente do Château, vendo estampada na traseira de uma carreta que carregava vinhos, a foto do Airton Senna.

Visitamos o Château de Chamirey, degustamos seus vinhos e pudemos ver os vinhedos de Mercurey da sua bela sacada.

Seguimos para Santenay, já na Côte D’Or e ainda deu tempo de ver os vinhedos de Chassagne-Montrachet e Puligny-Montrachet.

Retornamos a Santenay para o check-in no charmoso B&B Prosper Maufoux Maison des Grands Crus, aonde a simpática Pascale nos proporcionou uma degustação dos vinhos do Château de Saint Aubin na sua cave. Comprei um Criots-Batard-Montracher e um Batard-Montrachet.

A noite fomos jantar no Le Terroir, bom restaurante no outro lado da pracinha do hotel. Dormir

 

4º dia 25/10/2018- Jeudi- Bourgogne- Côte de Beaune

Bom café da manhã, fomos a pé até o Domaine Roger Belland, mas não puderam nos atender então seguimos até Meursault aonde degustamos os vinhos do Château de Citeaux (Philippe Bouzereau), de Chouet Noel e do Château de Meursault.

Seguimos para Pommard para uma degustação de vinhos de AF Gros no Jefferson’s Club, com uma dose de Richebourg 2013 a E$ 80.

Cancelei minha reserva de almoço no restaurante ED.Em em Chassagne Montrachet, já que Peter não iria almoçar.

Retornamos ao hotel, aonde o Peter fez o check-out e o levei até Chalon Sur Saone para que pegasse o carro na locadora e partisse para Nuits Saint Georges e no dia seguinte para Luxemburgo.

Retornei ao hotel para um breve descanso e fui jantar sozinho no restaurante L’Ouillette. Excelente restaurante.

Uma taça de Krug de aperitivo, uma garrafa de Bachelet-Ramonet 1 er Cru Grandes Ruchottes 2015 para o peixe, uma taça de Maury para o Poire Belle Helene, um Chapoutier Vin de Paille para o sorbet, um Marc de Hospice de Beaune para o Epouisse. Cognac XO Excellence e café. Dormir.

 

5º dia 26/10/2018- Vendredi - Bourgogne- Côte de Beaune

Sem compromisso na parte da manhã, pude dormir até mais tarde e tomar o café da manhã as 10:30.

Provar uns vinhos na lojinha da esquina aonde comprei um Clos de La Pucelle Monopole.

Check-out feito segui para Meursault para almoçar no restaurante Le Chevreuil, do chef brasileiro Tiago, mas estava fechado.

Segui para Beaune para o check-in no Ibis Styles.

Passear por Beaune e tentar reservar algum bom restaurante, mas tudo lotado.

Consegui uma mesa para dois, no Piqu’Boeuf, na esquina do hotel.

Ricardo chegou a noite e fomos comer um grande Côte de Boeuf, acompanhado de um Pommard. Dormir.

 

6º dia 27/10/2018- Samedi - Bourgogne- Corton e Hautes Côtes de Nuits

Saímos cedo para visitarmos o Château de Corton André e provarmos seus vinhos, um passeio pelos vinhedos de Corton e serguimos para a visita ao Château de Villars-Fontaine nas Hautes Côtes de Nuits; Jean Claude Cara não estava, mas fizemos a degustação com o Louis e um breve papo com o Bernard.

Muito bons os Les Jiromées Grand Tradition blanc e os Les Genevriéres Grand Tradition rouge.

Em seguida fomos almoçar no bonito restaurante Le Charlemagne, com uma vista privilegiada dos vinhedos de Charlemagne, aonde para acompanhar o menu Il Etait une Fois pedimos uma garrafa do Bonneau de Matray Corton Charlemagne 2005 e para o Pigeon de Corton uma taça de Corton Bressandes.

Depois do almoço fizemos por conta uma degustação de Armagnac Vieux, Cognac XO e Whiskies japoneses (Yamazaki, Nikka).

Ricardo aproveitou para comprar um charuto e fumar no terraço.

 

Retornamos para Beaune e as 17:30 em ponto estávamos defronte a portinha da Cave Vieux Millesimes, do Jean Claude Cara, que chegou em seguida, acompanhado de dois casais de brasileiros de Goiás.

Satisfação de ver JC, fomos conhecer a sua cave, na qual ele garimpa preciosidades da ancienne bourgogne.

Provamos um Vieux Beaujolais excelente, pedi para abrir um ancienne Aligote, que surpreende mente estava bom, e abriu mais dois ótimos vinhos.

Sem ter reservado restaurante, fomos jantar no Chevalier, aonde novamente os escargots estavam excelentes e o Calvados continua bom. Dormir

 

7º dia 28/10/2018- Dimanche- Beaune

Era dia livre, mas como Ricardo não conhecia os vinhedos de Montrachets, retornei até Santenay e mostrei toda a trilha de vinhedos da Côte de Beaune, de Santenay, Saint Aubin, Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet, Meursault, Volnay, Monthélie e Pommard.

Retornando a Beaune, uma chuva fria, sem muita opção de almoço fomos comer uma pizza na Pizza Bufala e ouvindo o pizzaiolo cantar Pink Floyd pedimos um Montepulciano D’Abruzzo, único vinho decente da casa.

Muito boa pizza, mas tive de pedir uma biéres belges para acompanhar, pois o Montepulciano não desceu.

Consegui reservar uma mesa para 4 no Puiq’Boeuf para jantar.

Italo e depois Juvenal chegaram e fomos jantar, com direito a champagne e tudo o mais, até que botaram uma vassoura atrás da porta para poderem fechar o restaurante. Dormir

 

8º dia 29/10/2018- Lundi- Bourgogne- Côtes de Nuits

Já com um grupo de 4 pessoas saímos para a Côte de Nuit, passando pelos vinhedos de Nuits Saint Georges e passeando pelos vinhedos de La Tache, La Grande Rue, La Romanée, Romanée Conti, Romanée Saint-Vivant e Richebourg.

As 11:00 em ponto estávamos no Domaine François Lamarche para visita, aonde fomos recebidos por Nicole Lamarche, que após uma apresentação do domaine nos serviu seus vinhos da safra de 2017: Bourgogne Pinot Noir, Bourgogne Hautes Côtes de Nuits, Vosne-Roamnée, Vosne-Romanée 1er Cru Les Chaumes, Vosne-Romanée 1er Cru Suchots, Vosne-Romanée Les Malconsorts, Echezeaux Grand Cru, Clos de Vougeot Grand Cru e La Grande Rue Grand Cru Monopole. Excelente.

 

Partimos de Vosne-Romanée atravessando os vinhedos de Echezeaux e Grands Echezeaux e fomos almoçar no muito bom restaurante do Castel de Tres Girard.

Após o almoço seguimos a pé até o Domaine de Dujac, para uma visita com o Alec Seysses, que nos conduziu a cave e provamos uns 8 de seus vinhos de 2017, ainda nas barricas, tiradas em pipetas por ele. Excelentes vinhos, mesmo ainda não prontos, aonde se pode constatar a diferença do Clos San Denis do Clos de La Roche, o primeiro mais sutil e elegante e o segundo mais viril e tanico. Para o final uma garrafinha de Clos de La Roche 2016.

Difícil visitar uma vinícola deste nível, sem ter uma boa litragem de seus vinhos, pois não se tem muito parâmetros para conversar e a chance fazer uma pergunta fora de contexto é grande.

 

Seguimos para Gevrey Chambertin, aonde o pessoal ficaria hospedados no excelente B&B Les Chambertines e eu ficaria hospedado no Ma Maison, pois no Les Chambertines só tem 4 quartos e nenhum com cama de solteiro, só de casal.

Aguardamos o Olivério chegar para compartilhar uma garrafa de vinho branco com nossa anfitriã Margareth.

Em seguida fomos jantar no Bistrot Lucien, ao lado, do qual eu não gostei.

Caminhar até o Ma Maison embaixo de uma chuva gelada. Dormir

 

9º dia 30/10/2018- Mardi - Bourgogne- Côte de Nuits

Pode aparecer bizarro pela época, mas amanheceu nevando, numa boa nevasca, de encobrir os telhados, teto dos carros e a rua. Sorte que parou.

Um bom café da manhã e agora num grupo de 5, seguimos para Clos de Vougeot, passando pelos vinhedos de Musigny, para visitar o Chateau de La Tour as 10:30.

Claire nos recepciona e falante nos mostra uma parte do Château, na cave Edouard Labet nos encontra e entra no bate papo, em seguida vamos provar seus vinhos.

Bons vinhos e muito bom o Vielles Vignes.

 

Em seguida fomos almoçar no restaurante Le Chambolle, muito bom, com comida típica e saborosa, aonde comemos um bom boeuf bourguignon, acompanhado de um Chambolle Musigny 1er Cru que não lembro qual.

Um passeio pelos vinhedos de Gevrey Chambertin, incluindo o Clos Saint Jacques, seguimos para a visita ao Domaine Drouhin-Laroze a côte do hotel.

Fomos recebidos pela simpática e elegante Christine Drouhin, que nos mostrou a cave, contou um pouco da história da família e por fim num terraço envidraçado, com um jardim de vinhedos, pudemos provar seus vinhos: Gevrey Chambertin Em Champs 2015, Gevrey Chambertin 1er Cru Lavaut Saint Jacques, Latricières Chambertin Grand Cru 2015 e Chambertin Clos de Beze 2015. Excelentes.

 

Voltamos para o hotel e para terminar fomos jantar no restaurante Chez Guy.

Não gostei nem um pouco. Comida média e atendimento péssimo e grosseiro.

Dormir.

 

 

10º dia 31/10/2018- Mercredi- Chablis

Saimos cedo com destino a Chablis, aonde eu decidi ir pela Combe de Lavaux, para mostrar os cortes geológicos e também para cortar caminho.

Tinha tentado reservar a visita com o Vincent Dauvissat, mas o mesmo tinha me dito que só poderia ver no final de outubro e não consegui resposta.

Chegando a Chablis fui conversar com ele, que se desculpou, mas que tinha outros compromissos e não poderia nos atender. Paciência.

Segui até o Raveneau, mas também não consegui que nos recebesse, como opção fomos até o Willian Fevre, que nos proporcionou uma aula do terroir de Chablis através de seus vinhos: Chablis 2016, Chablis 1er Cru Côte de Léchet 2016, Chablis 1er Cru Beauroy 2016, Chablis 1er Cru Fourchaume 2016, Chablis Grand Cru Les Preuses 2016, Chablis Grand Cru Bougros 2016, Chablis Grand Cru Bougros 2014 e Chablis Grand Cru Bougros 2013.

Almoçamos no muito bom restaurante do Hostellerie des Clos e em seguida fui mostrar os vinhedos de Montmains, Vaillons, Côte de Lechet e Beauroy na margem esquerda; e os vinhedos de Fourchaume, os grands crus, Monte de Tonnérre e Mont de Milieu na margem direita.

Fomos para o hotel du Vieux Moulin para deixar as malas e um breve passeio por Chablis.

A noite fomos jantar no bom restaurante Les Trois Bourgeons e bebemos uma garrafa do Dauvissat La Forest e uma do Raveneau Monte de Tonnérre. Dormir.

 

11º dia 01/11/2018- Jeudi- Saint Bris, Pouilly Fume e Sancerre

Feriado nacional, tomamos café e partimos para o Loire, passando pelos vinhedos de Saint Bris, Irancy e Coulanges La Vineuse, este o ultimo vinhedo de bourgogne antes de entrar no Loire.

Seguimos para Saint Andelain, mas eu quis mostrar um pouco dos bosques de Nevers, então entrei na floresta de carvalho de Cessy les Bois e Saint Colombe Les Bois, e demos sorte de ver carvalhos recém cortados na beira da estrada, todos etiquetados, pronto para seguir para a tonelaria.

Segui até o domaine Didier Dagueneau só para mostrar os vinhedos, cruzei os vinhedos de Tracy Sur Loire e atravessando o rio Loire fomos visitar e almoçar na cidade de Sancerre.

Restaurante de la Tour e L’Auberge Joseph Mellot lotados, fomos comer uma pizza na pizzaria Sacripanti e beber uns Pouilly-Fumê e Sancerre.

Em seguida subimos a Tour des Fiefs, com sua linda visão panorâmica de todo o vale.

Seguimos para Chavignol, fizemos check-in no hotel La Côte des Monts Damnés e conseguimos ainda fazer uma excelente visita no Domaine Henri Bourgeois, comparando vinhos de Pouilly-Fumê, Sancerre e de Marlborough na Nova Zelândia.

Gostei muito do Sancerre Jadis.

Jantamos no restaurante do próprio hotel, com um serviço meio complicado e provamos os famosos Crottins de Chavignol de différents affinages, mas não no contexto que eu gostaria, que seriam harmonizados com vinhos de Henri Bourgeois de diferentes idades. Dormir

 

12º dia 02/11/2018- Vendredi- Périgord e Bordeaux

Saímos cedo com destino a Bordeaux num percurso estimado de 650 km.

Viagem tranquila, com duas paradas técnicas a cada 150 km, até chegarmos a cidade de Perigueux para almoçarmos.

Na dúvida entre almoçarmos e passearmos pela cidade, optamos por comer uma tosta e passear. Bonita e elegante cidade, vale uma parada com mais calma.

De volta a estrada, seguimos para Bordeaux, chegando no finzinho da tarde, com um transito intenso, normal de Bordeaux.

No check-in no Adágio Gambeta encontramos o Felipe, último a se juntar ao grupo.

Como a van não entrava no estacionamento do hotel e nem nos públicos ao redor, fui procurar uma vaga para estaciona-la na rua mesmo, achando uma a uns 700 m do hotel.

Van estacionada, dei uma passada no Chez le Pépère, para tomar um gin tônica e tirar a tremedeira das mãos.

Juntos fomos jantar no Bistro Reno, muito bom restaurante, aonde fomos atendidos muito bem.

Um passeio pela agitada noite de Bordeaux. Desmaiar na cama.

 

13º dia 03/11/2018- Samedi- Bordeaux

Dia livre, de manhã cada um foi cuidar dos seus interesses e na hora do almoço decidimos ir a pé até a Cité du Vin, para conhecermos e almoçar.

Passeio tranquilo pela orla do Garone, chegamos na Cité du Vin e fomos direto para o restaurante Le 7, na cobertura.

Bonito espaço e sem reservas conseguimos uma mesa.

Para começar uma garrafa de Bollinger e 30 g de caviar Sturia Prestige Osciètre.

Para continuar um Jacqueson Rosé Terres Rouge Rosé com Salmão Gravlax e Jamon Pata negra.

Para terminar assiette de fromages e armagnac.

Descemos para conhecer a parte interativa da Cité du Vin e em seguida retornarmos de trem para o hotel.

A noite cada um optou por comer individualmente; eu dei uma passada no Bistro Chez Lolotte para comer um tapa de jamon belotta e manchego, uma taça de Cava e uma taça de Protos Verdejo. Dar uma olhada na van e dormir.

 

14º dia 04/11/2018- Dimanche- Bordeaux

Check-out feito, saímos cedo para Moulis em Medoc, para deixar a van no Domaine de Giron, aonde encontraríamos o Plinio Oliveira, as 10:00, o qual nos levaria para um passeio pelo litoral de Bordeaux.

Plinio Oliveira é brasileiro e mora em Bordeaux, trabalhando com serviço de motorista e conciérge, principalmente para brasileiros que visitam Bordeaux; eu já tinha feito as minhas duas últimas visita a Bordeaux com ele.

Satisfação de reencontra-lo, seguimos para a Duna de Pilat, aonde felizmente o tempo estava ensolarado e deu para subir na Duna e desfrutar da sua bela paisagem.

Em seguida fomos no Le Coorniche aonde pedimos uns tapas ibéricos e uma Drappier.

Em seguida fomos dar um breve passeio por Arcachon e seguimos para Cap Ferret para comermos ostras e camarão no La Barraque, acompanhadas de um fraco vinho branco de Bordeaux.

Voltamos a tardezinha para o Domaine de Giron para o check-in e brindarmos com o vinho da casa: Château Lestage D’Arque Grand Poujeaux 2016.

A noite fomos para Arcins, comer pizza no Dolce Vita, único lugar aberto. Dormir

 

15º dia 05/11/2018- Lundi- Margaux, Saint Estéphe e Pauillac

Café da manhã tomado, partimos para nossa primeira visita a vinícola de Bordeaux.

As 10:00 em ponto estávamos no Château Margaux, aonde Emilie nos recepcionou e nos levou para conhecer as bonitas instalações do novo chai, incluindo a tonelaria própria.

Em seguida fomos para a sala de degustação para provarmos o Pavillon Rouge 2009 e o Château Margaux 2004. Para mim 91 e 94 pontos respectivamente.

Ainda em Margaux fomos almoçar no bom restaurante Le Savoie.

Demorou até conseguirmos pagar a conta e saímos atrasados para a visita no Château Cos D’Estournel.

Para complicar estava interditado uma rua em Pauillac e o GPS me enviou pela orla do rio Gironde, e para complicar a estradinha estava interditada com caminhões cortando plátanos; acabei cortando caminho pelos vinhedos de Saint-Estéphe até Marbuzet e me perdi, acabando chegando 14:30, meia hora atrasado. Lei de Murphy.

Já prevendo o cancelamento da visita, me desculpei, mas no fim Anais nos recebeu e providenciou uma rápida visita nas bonitas instalações do Château Cos D’Estournel.

Em seguida fizemos a degustação do Les Pagode De Cos 2011 e Château Cos D’Estournel 2008. Para mim 90 e 92 pontos respectivamente.

Ainda tiramos uma foto no sofá do marajá.

 

Saindo de Saint-Estéphe fomos para Pauillac para a visita no Château Pichon Baron.

Satisfação de rever a Sonia, que alegremente nos recebeu e levou para conhecer todas as instalações do chai.

Em seguida a degustação de seus vinhos: Les Tourelles de Longueville 2015, Les Griffons de Pichon Baron 2015, Château Pichon Baron 2015 e Pichon Baron 2010.

Para mim 89, 91, 94 e 96 pontos respectivamente.

Pedi para a Sonia abrir um 2005 e um 2000 para podermos comparar, mas ela alegou que a quantidade destas gfs que tinha em estoque eram mínimas e não podia abrir.

Compramos uma garrafa do Pichon Baron 2010 para bebermos no jantar.

De volta ao Domaine de Giron, Christian Grosbois, proprietário, iria nos preparar o jantar.

Para início Christian nos recepcionou com um bom cremant de Bordeaux, o Jaillance Cuvée de l’Abbaye brut rosé, em seguida com o camarão e avocado pedi um branco de Bordeaux, que não lembro qual; para o Côte de Veau Grillée duas gfs do Château Lestage D’Arque Grand Poujeaux 2016 e uma do Château Pichon Baron 2010.

Café, Armagnac e dormir.

 

16º dia 06/11/2018- Mardi- Saint Julien e Pauillac

Café da manhã tomados, fomos para Saint Julien visitar o Château Ducru Beaucaillou, embaixo de uma chuva fria.

Mr. René Lusseau nos atendeu e muito simpático e brincalhão nos mostrou a frente do castelo e nos conduziu pela visita ao chai, um misto de tradição e modernidade.

Provamos o Lalande Borie 2014, La Croix de Beaucaillou 2012, e Château Ducru Beaucaillou 2006. Perdi minhas notas dos vinhos.

Para mim uma das visitas marcantes, por ser conduzida por um dos grandes mestre de chai de Bordeaux, reverenciado por todos os funcionários enquanto passávamos.

Fomos almoçar no bom restaurante Le Saint Julien, em frente do Château Léoville Poyferré.

Escaldados do almoço anterior, tentamos antecipar para as 11:45, mas não teve jeito, só abria as 12.

Um almoço meio corrido, a sempre demora para conseguir pagar a conta e um pouco atrasados cruzamos a rua para a visita no Château Léoville Poyferré.

Eu já tinha escolhido e pago a visita que iriamos fazer, mas como tínhamos a visita no Château Lafite as 15:30, e tinha sido instruído para ser pontual, declinei da visita completa no Château Leoville Poyferré e após breve mostra e explicação do chai, fomos para a degustação de seus vinhos, harmonizados com chocolate.

- Château Léoville Poyferré 2017 (amostra barrica) e chocolate Hasnaâ São Tomé Forastero 67%.

Muito bom vinho, já bastante agradável e mostrando o que vai ser. 93 pontos

Não harmonizou com o chocolate.

- Château Léoville Poyferré 2012 e chocolate Hasnaâ Costa Rica Trinitario 70%.

Bom vinho, num perfil menos estruturado e mais fácil. 90 pontos

Este conseguiu fazer um acompanhamento interessante com o chocolate.

- Château Léoville Poyferré 2005 e chocolate Hasnaâ Ecuador Arriba 72%.

Muito bom vinho, já num ótimo momento. Nota 94 pontos

Não harmonizou com o chocolate, ficando bem melhor sozinho.

Para finalizar comprei uma garrafa do Château Leoville Poyferré 2010 para tomarmos e seguimos para o Château Lafite.

 

As 15:30, pontualmente, chegamos no Château Lafite Rothschild, e após esperarmos um pouco o Nicolas Quillet nos atendeu e nos proporcionou uma excelente visita, mostrando desde o chai até os vinhedos.

Ainda na sala de barricas provamos o Château Lafite 2007, que embora não seja um grande Lafite, pelo momento estava muito bom. 94 pontos.

 

Nos despedimos do Medoc e partimos para Pessac-Léognan, aonde ficaríamos hospedados no Château de Léognan.

Uma hora e meia de transito pesado de Bordeaux, chegamos nos Château e após o check-in provamos uma gf de Château de Léognan blanc 2016.

Acomodados fomos jantar no restaurante La Manège, dentro da propriedade do Château de Léognan.

Bebemos um Château La Louvière blanc com as vieiras e um Château de Léognan rouge 2011 com as carnes. Calvados e Cognac. Dormir.

 

17º dia 07/11/2018- Mercredi- Pessac Léognan

Enfim pudemos dormir até mais tarde, visto que nossa visita no Château Haut Brion era somente as 11:00.

Chegando pontualmente, fomos recebidos pela Elsa, que nos mostrou a sala de vinificação e sala de barricas, em seguida fomos até a tonelaria, observar o mestre toneleiro confeccionando uma barrica (faz 4 ou 5 por dia, num total de 800 anual).

Em seguida provamos o Château Haut Brion rouge 2011. 94 pontos.

 

Em seguida fomos para o Château Smith Haut Lafite, para almoçarmos no bom restaurante La Table du Savoir.

Para bebermos pedimos uma gf do Château Smith Haut Lafite blanc 2010, que estava excelente; uma taça do Château Smith Haut lafite blanc 2014 (mais fresco, mas sem o brilho do primeiro) e uma gf do Château Smith Haut Lafite rouge 2011.

 

Em seguida fomos visitar o Château Haut-Bailly, aonde Jessica nos mostrou os vinhedos, as instalações e provamos o muito bom Château Haut Bailly 2015.

 

Retornamos ao Château de Léognan e sem muita opção fomos jantar novamente no Le Manège.

Para bebermos uma gf do Château Larrivet Haut Brion Blanc 2010, uma gf do Domaine de Chevalier blanc 2006 (que estava com notas oxidadas e passado e depois no finalzinho como por que milagre ressuscitou e ficou ótimo), Uma garrafa do Château Pape Clement rouge 2014 e abrimos nossa gf do Château Léoville Poyferré 2010.

 

18º dia 08/11/2018- Jeudi- Pomerol

Deixamos a margem esquerda e partimos para o Pomerol, chegando pontualmente na nossa visita das 10:00, no Château La Conseillante, aonde Elodie nos aguardava.

Nos guiou pela bonita e nova sala de vinificação, toda circular, com seus tanques de beton, a sala de barricas, dividida no momento numa sala quente para a fermentação malolática de 2018 e numa sala fria para a elevage dos vinhos de 2017.

Após a visita fomos para a bonita sala de degustação com vista para o Château L’Eglise.

Provamos o muito bom Château La Conseillante 2017 (amostra de barrica).

 

Tinha reserva no La Table de Catusseau, mas chegando lá encontramos um bilhete dizendo que estavam congés (férias, licença); sem outra opção fomos para o La Terrasse Rouge e felizmente conseguimos uma mesa.

O la Terrasse Rouge é meio que incontornável pela vista dos vinhedos ao redor, mas a comida sempre deixa muito a desejar e mais uma vez foi assim.

Bebemos um bom Château La Dominique 2010.

 Em seguida fomos para a visita no Château Clinet, as 14:30 em ponto, aonde Nathalie nos aguardava e nos mostrou os seus vinhedos e dos arredores, frisando na diferença de coloração das folhas dos mesmos quando novos, velhos e biodinâmicos.

Nos mostrou a nova chai e a sala de barricas, e em seguida fomos provar seus vinhos: Ronan By Clinet 2015 e Château Clinet 2014, o primeiro um vinho jovial para beber descontraidamente e segundo muito bom, entre os grandes de Pomerol.

Para comparar compramos uma gf do Château Clinet 2009, abrimos para provar e levamos o resto da garrafa para bebermos depois.

 

Tomando cuidado para não se atrasar, chegamos no Château Lafleur, uma das visitas mais aguardada por mim (junto com o Dujac).

Estaciono a van, e não observo nenhum movimento, toco o que penso ser campainha e nada, dou a volta no edifício e nada, já apreensivo cruzo o vinhedo e vou para a estrada, ver se tinha alguma entrada pela frente, nada.

Voltando para a entrada, sou informado por um dos nossos, que apareceu alguém, que estava com visita, mas que logo iria nos receber. Alivio.

Finalmente fomos recebido pelo Omri, animado, que conseguiu falar mais que o Felipe.

Nos explicou os vinhedos, o terroir, o ênfase pela Bouchet (Cabernet Franc), e eu tinha ficado intrigado com um certo vinhedo, acabou nos explicando, que tentaram implantar um vinhedo de Cabernet Franc de mudas selecionadas do Loire, mas que após vários anos, estas não corresponderam ao esperado e que decidiram cortar os troncos das Cabernet Franc e enxertar a Bouchet proveniente de seus próprios vinhedos.

Nos explicou que a exigência de qualidade é muito alta e que quase tudo é feito na vinha, aonde conhecem pé por pé das suas 21.000 plantas.

Nos explicou também que seus vinhedos é um só bloco, num quadrado quase perfeito, mas que dentro dos 4,5 ha de vinhas, há diferenças de solos, e que em uma faixa especifica, que corta em meia lua o vinhedo, o solo é diferente, uvas das quais eles fazem o Pensées de Lafleur.

Perguntei se esta faixa correspondia a ancestral rio que cortava o que seria o platô hoje, e ele confirmou.

Explico isto, pois para mim o Château Lafleur é o vinho com mais consistência de qualidade em Pomerol, numa qualidade excepcional, mesmo em anos ruins, sendo talvez superado pelo Petrus em anos quentes e pelo Le Pin em anos úmidos.

Fomos conhecer o novo chai, inaugurado este ano, todo simples e funcional.

Em seguida degustamos seus vinhos: Les Champs Libre Blanc 2015, Les Pensees de Lafleur 2014 e Château Lafleur 2011.

 

Terminada a visita, fomos até o Château Hotel Grand Barrail, para fazer o check-in.

Como ainda era cedo, resolvi ir mostra o Château Valandraud, a bonita vista do Château de Pressac, o Château Faugères e retornar ao hotel.

A noite fomos jantar no restaurante do hotel, mas foi decepcionante, tanto no quesito comida, como no atendimento.

Um Habana Monte Cristo para o Felipe e um Hennessy XO para mim. Dormir

 

19º dia 09/11/2018- Vendredi- Pomerol e Saint Emilion

Café da manhã tomados, seguimos para nossa visita para o Château Belair-Monange do grupo de Jean-Pierre Moueix, responsável para elevar o nome de Pomerol ao status que tem hoje.

Chegamos pontualmente e aguardamos um pouco até a chegada da Madame Nathalie Millaire, que se desculpou pelo atraso e no terraço, com vista para o que era os vinhedos do Château Magdelaine, nos explicou sobre o grupo JP Moeuix, suas diversas propriedades tanto na França, como nos EUA; a época da colheita e a enorme festa que fazem com todos os funcionários, juntando tanto os que vem colher as uvas, como a família, numa celebração exemplar.

Após a vista as caves do Château Belair-Monange, fomos até Pomerol para visitar o imponente castelo do Château Lafleur Petrus.

Nos mostrou o novo chai, e em seguida fomos degustar os seus vinhos: Château Belair-Monange 2015, Château Lafleur Petrus 2016.

Todos ótimos mas meu preferido foi o Lafleur Petrus.

 

Seguimos para a cidade de Saint Emilion para almoçar no bom restaurante LaTertre e tomarmos uma gf de vinho branco e uma de vinho tinto que não me recordo qual, só sei que foi bizarro pois nossa carteira não dava para comprar nenhum dos vinhos que estávamos visitando em Pomerol ou Saint Emilion.

Em seguida, a pé fomos visitar o Clos de Fourtet, aonde Corinne nos mostrou a sala de vinificação e a incrível sala de barricas, um labirinto de cave de mais de 2 km de galerias, de onde tiraram as rochas para a construção da cidade de Saint Emilion.

Achamos umas ossadas de um enófilo que se perdeu por lá. Rs

Também vimos o início destas galerias no Belair-Monange e elas são inter-comunicantes.

Depois fomos provar o Château Fourtet 2016, que eu considero um dos muito bons vinhos de Saint-Emilion e que tem um belo custo benefício.

 

Em seguida fomos para o que dentro do programa seria a última visita em vinícolas, e chegamos pontualmente no Château Canon La Gaffelière, do Vignobles Comtes von Neipperg.

Uma breve espera e Emilie nos leva para conhecer os vinhedos, agora já nas cotes de Saint Emilion, vinificação e sala de barricas.

Em seguida vamos degustar seus vinhos : Château d’Aiguilhe 2012, Clos D’Oratorie 2013, Château Canon La Gaffelière 2011 e Château Mondotte 2006. Muito bons

 

Terminada a visita voltamos ao Grand Barrail e a noite voltamos a Saint Emilion para jantar no Logis de La Cadene. Muito bom restaurante.

Como eles já sabiam que falamos muito, nos colocaram numa sala prive, no andar superior do restaurante, só que a sala de baixo estava mais barulhenta. Rs

Deu dó só das garçonetes terem de levarem o pesado carrinho de fromage para cima e depois para baixo. Rs

Como estava preste a terminar a viagem e Felipe já seguia cedo para Paris, bebemos um Champagne para comemorar.

Retornar ao hotel, beber um cognac e dormir.

 

20º dia 10/11/2018- Samedi- Saint Emilion

Café da manhã tomado, nos despedimos do Felipe que embarcava de trem para Paris.

Era para ser um dia livre, aproveitar para descansar um pouco, mas o Italo contatou a Alexandra Forbes, que o convidou e por tabela nós, para irmos visita-la no Château Marjosse.

Então fomos para Entre-Deux-Mers, mais precisamente em Tizac-de-Curton, e chegamos pontualmente as 10:30, aonde Alexandra nos esperava.

Nos recepcionou e sentamos a mesa para degustar o bom Château Marjosse blanc 2017, fresco, me surpreendeu pela qualidade e preço.

Enquanto estávamos a mesa, Pierre Lurton chega, após uma viagem pela Asia.

O normal seria ir descansar, mas não, senta-se conosco à mesa.

Divertido, bom papo; provamos o Château de Marjosse rouge 2016.

Na mesa uma excelente tabua de queijos, inclusive um Canastra brasileiro.

E também compota de figo, feita pelo próprio Pierre.

Alexandra nos convida para irmos almoçar no Le Caffé Cuisine, em Branne.

Pierre resolve se juntar ao grupo.

Chegando no Caffé Cuisine, Pierre consegue avisar sua mãe que chegou e consegue que a mesma se junte ao grupo. Madame Hélène é de uma simpatia contagiante.

 

Para começar Alexandra comanda uma entrada de ostras, que estavam fantásticas, melhores do que as que comemos em Cap Ferret.

Para beber Château Marjosse Blanc e Clos Canarelli blanc, um vinho da Córsega, feito com uva Biancu Gentile, autóctone e considerada extinta, até ser resgatada por pequenos produtores; interessante que notei umas notas fumadas nele.

Com as ostras o Marjosse ficou melhor.

Alexandra deu a dica de pedir carne ou pato, mas eu insisti num prato de vieira, que infelizmente até que ficou bom com o vinho que veio a seguir, pois o bacon encobriu o gosto das vieiras.

Para beber Petit Cheval Blanc 2011 e Petit Cheval Blanc 2006.

O 2011 estava bom, mas o 2006 estava ótimo, para mim muito perto do Château Cheval Blanc 2006.

Em seguida para os fromages, um Château D’Yquem 2007, que estava fantástico, com boa acidez, mel de acácia e tudo mais.

Comentei com Hélène e Pierre da delicadeza e elegância dele, com uma botrytis discreta.

 

Terminado o almoço, nos despedimos e voltamos para o Grand Barrail e em seguida fomos para Libourne, fazer umas comprinhas.

Paramos na Brasserie du Lycee para umas biéres e acabamos comendo um bom omelete de cepes como jantar.

Retornar ao Grand Barrail e dormir.

 

21º dia 11/11/2018- Dimanche- Retorno ao Brasil

Café da manhã tomado, Ricardo e eu nos despedimos do Olivério, Juvenal e Italo, que retornariam de trem de Libourne a Paris.

Check-out as 12:00 feito, partimos para o aeroporto de Merignac/Bordeaux, aonde devolvi a van na Sixt e fomos despachar nossas malas para retorno.

Aguardávamos nossos voos, Ricardo para Madri/SP, eu para CDG/SP, no restaurante do aeroporto, bebendo um champagne Ayala e comendo uma salada com tosta de Reblochon.

Portões diferentes, nos despedimos e cada um pegou seu voo.

 Retorno tranquilo, chego em São Paulo no outro dia cedo, um transito complicado, e chegando em Piracicaba, um calor de 35º C.

Bom estar em casa de novo.

 

Abs,

 

Luiz Otávio


Viagem ao Rhône e Bourgogne

14 a 24 de Setembro de 2018

 

1º dia- Saída do Brasil dia 14/09 (sexta) em voo da Airfrance de Guarulhos para Marsella com conexão em Paris, chegando a tarde de sábado no aeroporto para pegar carro na locadora, encontrar com o Weyler e ir para o hotel Kyriad Marseille Provence-Aéroport para pernoitar.

Bom hotel funcional, novo; mas não tem restaurante, então tivemos de ir até o Grill Courtepaille (Ibis) para jantar, e para nossa surpresa comemos uma bela carne, acompanhada de uma garrafa de Champagne Blanc de Blancs para tirar a poeira da viagem e um tinto do Rhône.

 

2º dia- 16/09/2018- Domingo- Ventoux

Café da manhã feito, saímos cedo com destino ao Monte Ventoux, numa viagem tranquila de mais ou menos duas horas.

O último trecho da estrada para atingir os seus 1912 metros de altitude estava bloqueado, pois estava tendo um desafio de supercarros, e ficamos assistindo as largadas de Ferraris, Porsches, Lamborghinis, Masseratis, e outros carros.

Nos estacionamentos ao longo da estrada uma profusão de ciclistas, carros antigos, supernovos e destacando entre eles um Fiat 500 antigo superconservado.

Na descida do Monte Ventoux, lá vem o Fiat 500 e me ultrapassa com tudo, sumindo no meio de tantas curvas.

Como ainda era cedo para almoçar, resolvemos ir até o Château Pesquié, para fazermos uma visita.

Bonita propriedade e estruturada para receber visitas, aonde fizemos uma bela degustação de seus vinhos mais emblemáticos, 2 brancos e 6 tintos.

Para mim o melhor foi o Artemia, o qual comprei uma gf para apresentar aqui em Piracicaba.

Voltamos ao pé do monte Ventoux para almoçar no restaurante Les Mas des Vignes.

Dia bonito optamos pelo terraço, com uma vista linda; e para acompanhar o menu de lagosta um Champagne rosé.

Bom restaurante, mas o menu poderia ter sido mais saboroso, para valorizar a lagosta.

Retornamos um trecho da estrada para chegar em Chateauneuf du Pape, pegar a chave do Les Bosquets (excelente casa do Domaine de Pegau, bem no centro da cidade), guardar o carro e tomar um banho.

Como o dia só estava escurecendo as 20:00, saímos bater pé pela cidade, enroscando no primeiro caveau, aonde o simpático Dominique (Chevreuil) nos apresentou uma bela seleção de vinhos, tantos de brancos como de tintos, aonde gostamos muito do Cuvée Roussanne nos brancos e do CDP Vendages du Roy Vieilles Vignes 2012, que comprei uma garrafa.

Sem muita opção de restaurantes aberto no domingo, fomos jantar no La Maisouneta.

Bom restaurante, mas sem maiores atrativos.

Descansar.

 

3º dia- 17/09/2018- Segunda- Gigondas e Chateauneuf du Pape

Sem muita opção de um café da manhã decente em Chateauneuf du Pape, saímos cedo para Gigondas para a visita no Château de Saint Cosme.

Chegando cedo, deu para dar um passeio pela bucólica cidade de Gigondas e ao estacionar o carro a coincidência de encontrar com um casal, que moram ali e que ela é brasileira.

Beber um café no Nez Bar à Vins e seguir até o Château de Saint Cosme.

Degustamos os diferentes vinhos, que são referências para a região e comprei uma garrafa do Château de Saint Cosme Gigondas para apresentar aqui.

Fomos a pé até a chapelle de Saint Cosme, rodeada de vinhedos e um linda vista.

Em seguida fomos para o sopé da subida para o Les Dentelles de Montmirail, uma breve degustação de vinhos do Domaine des Florets e almoço no restaurante do bonito hotel Les Florets.

Um bom menu déjeneur e uma boa garrafa do Les Pallieres Gigondas Terrasses du Diable satisfizeram o nosso almoço.

 

Uma passagem por Vacqueyras, seguindo cortando caminhos por entre vinhedos da Côte du Rhône até Courthézon e desbravar o terroir de Châteauneuf du Pape.

Os Galets roulés de Domaine de Marcoux e Château de Beaucastel; o Sable e Marga de Le Clos du Caillou (aonde fizemos uma bela degustação); Argiles Rouges de Château Rayas; Calcário e Safre de Château de Valdieu (outra bela degustação).

Breve visita as ruinas do castelo de Châteauneuf du Pape.

 

E mais uma visita aos caveaux de Chateauneuf du Pape (Perrin, Vinadea, The Bet Vintage, Trintignants).

Como o Verges des Papes estava fechado, optamos por jantar no La Mule du Pape, no menu do dia. Funcional

 

4º dia- 18/09/2018- Terça- Chateauneuf du Pape

Mais escolados fomos tomar o café da manhã no La Mule de Pape, comprando uns croissant na limitada boulangerie da frente.

Seguimos a pé para a visita ao Domaine do Pegau, marcada para as 10:00.

Excelente visita, com explicação dos terroir, degustação de seus belos vinhos e uma visita a cantina de vinificação. Comprei um Cuvée do Capo.

Passamos no Château de la Nerthe e degustamos uns vinhos e em seguida fomos para Vieux Télégraphe, mas era hora de almoço e estava fechado.

Retornamos para o Château de Fines Roches para almoçar, mas estava lotado (aproveitamos para degustar alguns de seus vinhos).

Voltamos para a cidade e fomos almoçar no Le Pistou, que acabou se revelando um achado, com uma comida excelente, belas e suculentas vieiras, e uns excepcionais camarões gigantes.

Gostamos tanto que reservamos para o jantar também.

 

Seguimos a pé para visitar o Pierre Usseglio, com uma bela degustação de seus vinhos e desta vez eu preferi o Reserve 2 Fréres ao Mon Aeuil.

Em seguida passamos no Bosquet des Papes e mais uma vez o Gloria de Mon Grand Pére foi meu favorito.

Retornamos para o Vieux Télégraphe e quase fechando fiz uma bela degustação, e o La Crau foi o destaque.

Retornando a cidade ainda deu tempo de passar na Ogier e degustar o bom Clos de L’Oratorie, mas que é um patamar abaixo do nível dos vinhos que estávamos degustando.

A noite retornamos no Le Pistou para jantar e embora a comida estivesse muito boa, a do almoço foi melhor.

Desmaiar na cama.

 

 

5º dia- 19/09/2018- Quarta- Saint Peray, Cornas, Crozes Hermitage e Hermitage

Saímos com destino ao Rhône norte, passando por Saint Peray e seguindo até Cornas para a visita à Jean Luc Colombo.

Chegamos pontualmente as 10:00 e Jérémie nos aguardava, para num 4X4 nos levar até as íngremes encostas da parte alta de Cornas e nos mostrar o vinhedo La Ruchets.

Após a visita aos vinhedos retornamos a sede para a degustação de uma vasta gama de vinhos, em especial aos single vineyard de Cornas (Vallon de L’Aigle, Les Ruchets e La Louvee). Excelentes.

Após a visita fomos a pé até vinícola Clape e Thierry Allemand, mas ambas fechadas.

Uma parada estratégica para almoçar em Roche de Glum, no restaurante Monnet.

As 14:00 chegamos Domaine Graillot, aonde Antoine nos recebeu rapidamente, devido estar ocupado com a vinificação de seus vinhos.

Muito boa visita, com degustação de vinhos em vinificação, em barricas e já engarrafados. Excelentes vinhos de Crozes Hermitage e uma pequenina parcela em Hermitage.

Nossa próxima parada seria no Domaine Aléofane, aonde a simpática Natacha Chave nos aguardava para mostrar seus vinhos, em estilo diferente ao Graillot, mas também encantadores, com uma fruta muito limpa. Vinhos de excelente custo benefício.

Seguimos para conhecer os terroir de Hermitage (Doigniéres, La Croix, Les Murets, L’Homme, les Grands Vignes) até chegar na La Chapelle e os vinhedos de L’Hermite e Bressards; no retorno para Tain passando pelos vinhedos de Chante Alouete, les Beaumes, Le Meal e Les Greffieux.

Um breve passeio por Tain e seguimos para Tournon-sur-Rhône para o check-in no hotel Les Amandiers.

Em seguida fomos a pé jantar no Le Cerisier.

Bonito e clean restaurante, mas que deixou a desejar tanto no sabor da comida, como pelo pecado de servirem um Champagne em temperatura muito acima do ideal.

Bebemos um Graillot La Guiraude até o Champagne esfriar.

Dormir.

 

6º dia- 20/09/2018- Quinta- Hermitage e Saint Joseph

Um bom café da manhã e seguimos para Tain para a visita a M.Chapoutier.

Após visitar os vinhedos de Plantiers com vista para La Chapelle fizemos uma excelente degustação, com mais de 10 vinhos, só faltando os tops Pavillon, L’Ermitas e l’Oreé.

Em seguida fomos na Vineum (Jaboulet) para almoçar, acompanhado de uma taça do Chevalier de Sterimberg Hermitage blanc 2014 e uma taça do La Chapelle 2011.

 

Depois do almoço fomos visitar a Cave de Tain, aonde seus vinhos não me impressionaram.

Seguimos para Mauves para ver se o JL Chave estava aberto, mas nada; seguimos então para visitar o Domaine de Coursodon e degustar seus belos Saint Joseph.

A noite fomos jantar no muito bom Le Tournesol, aonde o chef Cyrill Jamet faz uma comida de fusão muito saborosa.

Muito boa carta de vinhos da região, aonde provamos alguns bons vinhos indicados pela Hea.

Dormir.

 

7º dia- 21/09/2018- Sexta feira- Saint Joseph, Condrieu e Côte Rotie

Saída cedo seguindo por caminho alternativo e passando pelos diversos terroir de Saint Joseph.

Passeio pelos vinhedos de Condrieu, indo até a entrada do Château Grillet.

Seguimos até o bonito e imponente Château D’Ampuis e ao Domaine Rostaing ao lado.

Pierre estava ocupado na vinificação e seu pai René, mesmo com pé machucado foi quem nos recebeu.

Muito simpático nos explicou os seus vinhos e as diferenças de estilo da Cote Blonde e Brune, e mesmo com vinhedos em La Landonne a vê como muito marketing e de vinhos mais fáceis.

Depois da degustação de vários de seus vinhos, de fato a minha preferência ficou com o seu Côte Blonde e em segundo o La Landonne.

Fomos almoçar no Auberge La Source, aonde a simpática Lucie tinha me indicado para não deixar de visitar a Natacha Chave em Crozes Hermitage.

Muito bonita vista do restaurante, com uma comida bastante saborosa, aonde fomos do prato do dia; bons vinhos em taças completaram nossa refeição.

Seguimos para Chonas L’Ambalan para o nosso check-in no bonito, sossegado e charmoso Domaine de Clairefontaine.

Retornamos para Ampuis e fomos passear pelos vinhedos da Côte Blonde, Lancement, uma breve passagem e degustação no Domaine Chambeyron, Tartaras, Champin, Cõte Baudin. Uma esticada até o Domaine Jamet, mas não estava aberto.

Uma parada em Ampuis para garimpar vinhos nas enotecas e aproveitamos para fazer uma degustação de Condrieu no Las Cercle des Vignerons, aonde alguns vinhos de Georges Vernay estavam excelentes.

Aproveitei para provar o Lancement 2011 do Jamet, mas não correspondeu ao que esperava.

Como o restaurante do Domaine de Clairefontaine é estrelado e sofisticado, decidimos que exaustos seria desperdício neste dia jantar lá e optamos por comprar uns queijos e embutidos e fazer um repasto por nossa conta. Decisão acertada.

Dormir.

 

8º dia- 22/09/2018- Sábado- Côte Rotie

Após poder acordar mais tarde e desfrutar de um exclente  café da manhã, fomos passear pelos vinhedos da Côte Rotie, passando pelos vinhedos de  La Landonne, Côte Razier, Rochins, La Brosse, Ritolas e Cote Brune.

Conseguimos ainda visitar o JM Gerin em Vérenay e provar seus excelentes vinhos Les Grands Places e La Landonne.

Comemos uns mata fome na boulangerie e retornamos para o hotel para descansar.

A noite fomos jantar no estrelado restaurante do hotel, do chef Philippe Girardon.

Optamos pelo menu Signature harmonizado com vinhos e foi simplesmente a melhor refeição desta nossa viagem.

Comida saborosa, tempo entre passos perfeito, harmonização acertada, serviço profissional e simpático.

Um Calvados antigo para finalizar um dia excelente. E$ 210 muito bem pago.

Desmaiar na cama.

 

9º dia- 23/09/2018- Domingo- Bourgogne

Roteiro alterado seguimos para Bourgogne em vez de ficar em Lyon.

Passagem pelos vinhedos de Beaujolais, Macon, visita a Rocha de Solutre, rota alternativa pelos vinhedos da Côte Chalonaise e com 5 minutos de atraso chegamos no Le Montrachet para nosso almoço das 13:30.

Bonito restaurante, com serviço profissional, comida boa, embora sem maiores atrativos, preços dos vinhos caros, enfim incontornável mas não indispensável.

Em seguida fomos vistar os vinhedos dos Montrachets, seguindo até Santenay e dali para Meursault, Pommard e Beaune.

Se na Côte du Rhône estava um calor de Brasil (33º C) em Beaune choveu e esfriou, chegando nos 10º C.

Chech-in no Ibis Style e um breve passeio pela cidade.

A noite embaixo de chuva procuramos restaurantes, mas tudo lotado, encharcados fomos no primeiro que tinha mesa, o Les Chevaliers, na cave, e não sei se pela situação, o fato é que comemos bem (escargots, porco) e bebemos melhor ainda (Meursault Genévrieres).

Ainda bem que a chuva passour na hora de voltar ao hotel.

Para finalizar abrimos no bar do hotel, uma garrafa do Château de Saint Cosme que estava em excesso na bagagem do Weyler.

Dormir.

 

10º dia- 24/09/2018- Segunda- Bourgogne e retorno Brasil

Um café da manhã bem mediano, saimos para visitar os vinhedos da Côte de Nuits.

Segui direto até Gevrey Chambertin, visitando os vinhedos do Clos Saint Jacques e adentrando a La Combe Lavaux-Jean até Chamboeuf.

Retorno pela route de Grands Crus, passando pelos vinhedos de Chambertin, Clos de La Roche, Musigny, Clos de Vougeot, Grands Echezeaux, Richebourg, Romanée Saint Vivant, Romanée Conti, La Grande Rue, La Romanée, Reignots, Cros Parantoux, La Tache; passando pelo meio dos vinhedos de Malconsorts e Les Chaumes.

Passagem pelos vinhedos de Corton e seguindo até Pernand Vergeless para almoçar no Le Charlemagne as 12:00.

Novo, bonito e clean restaurante, com bela vista dos vinhedos de Corton.

Serviço profissional, embora um pouco impositivo, boa comida e preço razoável.

Boa carta de vinhos, embora desta vez, não fiz companhia no vinho com o Weyler, ficando só na agua com gas.

Terminado o almoço, segui para Beaune para deixar o Weyler no hotel e prossegui para o aeroporto de Saint Exuperry em Lyon.

Viagem de 200 km tranquila, aonde cheguei as 16:00, entregando o carro na locadora e despachando as malas.

Tranquilo, com uma espera de 2 horas, já que meu voo saia as 19:50 para conexão no CDG as 23:30 para Guarulhos.

Com atraso, o voo saiu de Lyon as 21:45, chegando no Charles de Gaule as 22:50; até sair do terminal F para o terminal E, tendo de pegar navete até a porta K, pensei que ia perder o voo. As 23:15 consegui embarcar, antes das portas se fecharem.

Imprevisto acontecem.

 

Cheguei no dia seguinte as 06:20 em Guarulhos e segui para Piracicaba.

 

Agora dia 21 retorno para Lyon, para uma viagem para Bourgogne, Loire e Bordeaux.

 

Até mais.

 

Abs,

 

Luiz Otávio

 


Viagem enogastronômica à Bordeaux.

11 a 21 de outubro de 2015.

1º dia (12/10/2015), segunda feira: Bordeaux

Depois de uma viagem tranquila, chegando no horário dos vôo Guarulhos/Charles de Gaule/Bordeaux; Plinio Oliveira nos apanhou no aeroporto, com sua costumeira pontualidade, simpatia e profissionalismo, nos levando até o hotel Adágio Bordeaux Gambetta, no coração do centre de ville de Bordeaux.

Instalados, fizemos um curto passeio a pé pela cidade, que a cada ano parece rejuvenescer e esbanjar jovialidade.

Sou um pouco desatualizado das redes sócias e não curto muito o curtir/gostei/compartilhar, preferindo o dialogo ao monologo, mas que ela aproxima as pessoas com interesse em comum, isto eu não tenho dúvidas; e foi isso que aconteceu ao aceitar a amizade do Ju Vieira, que eu não tinha ideia de quem era, mas que o contato virtual foi estreitando os laços, descobrindo os mesmos interesse por vinho, brasileiro, que morava em Bordeaux, e jogava no time da cidade: Jussiê Vieira.

Combinado de ir jantar no dia 12 e por sua indicação fomos ao L’Univerre, um bar de vinhos e restaurante na Rue Lecocq nº 40.

Foi uma noite memorável, primeiro por ter a oportunidade de conhecer pessoalmente o Jussiê, muito simpático, boa conversa, gente fina; segundo que o L’Univerre não é simplesmente um bar de vinhos, mas um tesouro, aonde o Fabrice Maison, garimpa e seleciona vinhos diferenciados do mundo todo; terceiro por ter uma cozinha genuína e muito boa, com ingredientes frescos e selecionados; quarto pela atmosfera de simpatia, cordialidade, hospitalidade proporcionadas a nós pelo Jussíê e Fabrice; e quinto pelos vinhos, que parecem saber quem os venera, e se apresentam de forma inarrável, quando todos os elementos estão em sinergia.

2º dia, terça feira: Pauillac e Saint Estéphe

Saída cedo para o Pauillac para nossa primeira visita, que seria o Château Mouton Rothschild, visita turística e cara (E$ 50), com direito a prova de 03 amostra de barricas, aonde somente o Mouton 2014 se salvou; dali fomos almoçar no café Lavinal, que também é turístico, mas que por felicidade estava melhor que no ano passado, com comida pelo menos boa, que um Leoville Barton 1982 ajudou muito.

Dali seguimos para Saint Estéphe para visitar o Cos D’Estournel, para uma visita privada muito boa, na moderna chai, tendo provado o Cos D’Estournel Blanc 2011, o Pagode de Cos 2011 e o Cos D’Estournel 2008.

Em seguida voltamos para Pauillac para visitar o Pichon Lalande, aonde a simpática Astrid nos recepcionou muito bem, com direito a várias explicações e a prova do Pichon Lalande 2008 e 1999.

Voltamos para Bordeaux e fomos jantar no simpático restaurante GEM, do casal amigo, que não sei o nome, que me reconheceu e me tratou como da casa; continua com boa comida, boas opções de vinhos e excelente custo benefício.

3º dia, quarta-feira: Pauillac, Saint Julien e Margaux

De volta ao Pauillac fomos visitar o Château Pichon Baron, aonde novamente fomos muito bem recebido e com um tratamento diferenciado; após a visita as belíssimas instalações fomos para uma prova especial, numa vertical do Pichon Lalande 1990, 1996, 2000, 2005, 2008, 2009, 2010 e 2012. Simplesmente fantástica e para mim o 2010 continua sendo o meu preferido, com 97 pontos; e tenho a convicção que o Pichon Baron, mantendo esta estabilidade de qualidade está no nível dos Premier Grand Cru Classé, junto com o Cos D’Estournel e Leoville Las Cases.

Dali fomos almoçar no simpático e sempre saboroso Bistrot Chez Meme em Saint Julien, e em seguida para Margaux para a excelente visita ao Château Palmer, com direito a prova do Alter Ego 2006 e Palmer 2006; aqui vai uma crítica generalizada, se os Châteaux tivessem o cuidado com o serviço de seus vinhos, decantando-os por pelo menos umas duas horas, a experiência da prova seria muito mais agradável.

De volta a Saint Julien, fomos fazer a visita ao Château Leoville Poyferré, com direito a bandeira do Brasil hasteada e tudo; O Poyferré é outro dos Leoville que aprecio muito e que a cada safra tem se esmerado em fazer um vinho melhor, comprovado pela prova do 2009, 2010, além do 2012 e da barrica do 2014.

De volta a Bodeaux, fomos jantar no restaurante Racines, do jovem Chef Daniel Gallacher, que correspondeu todas as minhas expectativas, como um dos melhores restaurantes de Bordeaux.

4º dia, quinta feira feira: Barsac e Sauternes

Nos atrasamos um pouco e conseguimos chegar no Château Coutet somente as 09:30, para uma visita rápida, visto que em seguida, tínhamos a visita ao Château Climens, que por sua deferência em nos receber, não queria chegar atrasado; Alexandra Lemahieu nos mostrou os vinhedos, que são biodinâmicos desde 2010, o processo de vinificação e amadurecimento, tendo por final a prova de seus vinhos, que corresponderam toda a expectativa.

Em vez de ir para Sauternes almoçar no Saprien, escolhi um restaurante meio que em off, mas muito bom, o Les Erables, em Preignac, que correspondeu na sua especialidade de peixes, embora alguns frutos do mar nem tanto; dali seguimos para o Château de Yquem, numa visita turística em grupo, porem diferenciada, visto que Cécile se esmerou nas explicações e foi muito atenciosa nas provas, pena que não pode me atender na prova do Y de Yquem, que por ser em quantidade muito limitada, não estava disponível.

Ainda teríamos a visita ao Château Suduiraut, as 16:00, mas um imprevisto nos obrigou a cancela-la e voltarmos para o hotel e dali para o aeroporto, pegando um transito infernal, que nem em São Paulo, em dia de chuva tem.

De retorno a Bordeaux, cansados, fomos jantar na pizzaria Le Pizzaiolo, em frente do hotel, e a preguiça cobrou seu preço, pois comemos (experimentei) uma pizza horrível e um Chianti do mesmo nível. Devia ter insistido e ter ido jantar no Garopapilles.

5º dia, sexta feira- Saint-Emilion

Feito o check-out no Adágio, seguimos para a margem direita de Bordeaux, atravessando Entre-Deux-Mers, para a nossa primeira visita em Saint-Emilion, no Château Pavie.

Fomos muito bem recebidos pela Luciana, que nos mostrou todas as belas instalações, sempre dando ênfase na promoção do Château Pavie a Premier Grand Cru Classé lado A, inclusive com uma garrafa diferenciada para a safra 2012, e depois para a prova do Aroma de Pavie, Château Pavie e por minha insistência o Château Pavie Decesse.

Dali seguimos para o Château Troplong Mondot, para almoçar no restaurante Les Belles Perdrix, bonito, confortável, mas que eu esperava mais em relação a comida; pedimos 06 safras diferentes no Troplong Mondot em taças e fizemos nós mesmos uma degustação vertical.

Dali seguimos para a visita no Château Canon La Gaffelière, aonde Magali Malet nos esperava para uma visita primorosa, muito solicita e atenciosa, nos mostrou os vinhedos, instalações, seguindo depois para a prova de todos os rótulos do Vignobles Comtes von Neipperg: Château Canon La Gaffelière, La Mondotte, Clos de l’Oratorie, Château Peyreau, Château d’Aiguilhe e Clos Marsalette.

Terminada a visita, seguimos finalmente pra fazer o check-in no Château Valandraud, e depois de acomodados, ir até Saint-Emilion para jantar.

Um breve passeio por Saint-Emilion e escolher um restaurante, primeira opção o Logis de Cadene, vazio, mas lotado, sem reserva nada feito; segunda opção o L’Envers du Décor, vazio, mas lotado, insistindo um pouco, consegui um mesa, mas não era no salão principal, e um dos colegas não aceitou, saímos para procurar outro, sem opção fomos jantar no La Côte Braisée; comer e beber mal novamente, devia ter descido mais uns metros e tentado jantar no Le Tertre.

Sair para almoçar/jantar, sem programar/reservar, a chance de se dar mal, é grande, principalmente se for exigente.

Pegar um taxi e voltar para o Château Valandraud .

6º dia, sábado: Baia de Arcachon

Era para irmos para o Perigord, até Salart de la Caneda, mas resolvemos ir para a Baia de Arcachon, seguindo primeiro para o lado externo e provar ostras em Le Canon e Cap Ferret, depois seguir por terra até Arcachon, contornando toda baia, passando por Biganos, mas sem visitar a criação de esturjões/caviar, e depois de um breve passeio por Arcachon, seguir para Dune du Pilat e degustar tapas e ostras no restaurante La Coorniche.

De volta para o Château Valandraud (Saint Ethienne de Lisse), para o excelente jantar preparado por Elodie, a base de Foie Gras, Cèpes (cogumelos), Pommes de Terre, Confit de Canard e uma sobremesa de frutas vermelhas; para beber Virgine de Valandraud Blanc, Château Laniote, Château Laroze, Château Destieux.

7º dia, Domingo: Saint Emilion

Dia livre que começou com uma chuva fria, forçando a ficar mais tempo na cama, mas que devagar foi amainando, convidando para a caminhada programada e lá fomos, por Château Pressac (bonita vista), Château Faugères (bonita adega), Saint Etienne de Lisse, Château Bernateau, Château Boutisse, Château Tour Puyblanquet e Château Haut Veyrac e de volta ao Château Valandraud, num percurso de 9 km, que fizemos em 1:30h, chegando de língua de fora.

Seguimos para o almoço em Saint Emilion, no restaurante L’Huitrier Pie, bastante simpático e agradável, a base de peixes, que correspondeu às expectativas; infelizmente quem não correspondeu às expectativas foram o Condrieu e o Châteauneuf du Pape blanc que bebemos após o Pouilly Fumê.

Um breve passeio por Saint Emilion e de volta ao Château Valandraud, para mais uns vinhos e ai o Château Valandraud 2012.

Sem muita opção para o jantar acabei fazendo um mata fome: Chevre e pepino em conserva, umas torradas com Camembert e damasco, e uma omelete com cebola e Reblochon

8º dia, Segunda feira: Saint Emilion e Pomerol

Acabei acertando a agenda para fazer a visita ao Château Valandraud as 10:00, aonde Juan Carlos nos mostrou os vinhedos, explicando as parcelas, depois a visita a sala de vinificação e de barricas e posteriormente seguimos para Saint Emilion (já com com o check-out feito) para a prova dos vinhos do Jean-Luc Tunevin, bons vinhos, mas o destaque é o Château Valandraud.

Deixando Saint Emilion, fomos almoçar no La Terrasse Rouge, do Château Dominique, o qual não gostei nem um pouco, perdendo a boa impressão que tinha ficado do ano passado; infelizmente o La Cave de Catusseau, melhor restaurante da viagem do ano passado, não abre as segunda.

Depois do almoço fomos para a visita ao Château Gazin, aonde o Sr. Nicolas de Bailliencourt, nos recebeu pessoalmente, com direito da bandeira do Brasil hasteada, e que com paciência nos explicou o terroir de Pomerol, nos mostrando tanto os vinhedos, como fotos das diferentes tipos de argilas, como a azul que compõe o boutonnière de Petrus, a Crasse de Fer, drenagens, graves, etc... Gostei bastante da estrutura do Gazin 2008 e 2012.

Dali seguimos para o Château Le Pin, aonde encontramos o Sr.Jacques Thienpont ocupado e sujo de vinho, mexendo numa prensa pneumática; sem ter muita opção, deixou os afazeres e veio nos cumprimentar e se prontificou em nos mostrar todas as instalações, que são minimalistas e se desculpou por não poder nos dar mais atenção e não poder proporcionar a prova dos vinhos, já que tinha de voltar ao trabalho. Paciência.

Deixamos a margem direita e voltamos para Bordeaux, ficando hospedados novamente no Adágio; saímos para jantar e desta vez escolhi a pizzaria Masaniello para fugir um pouco dos pratos franceses, o que se mostrou bem adequado.

9º dia, terça feira: Pessac Léognan

Fomos para a visita das 11:30 no Château Pape Clement, turística e em grupo, pelas belas instalações do Château, depois seguimos para a loja para a prova de vinhos, aonde nem o Pape Clement rouge 2007 se salvou (se fosse o branco 2007, ai sim); não nos animamos nem em comprar uma safra melhor para provar e seguimos para o Château Smith Haut-Lafite para almoçar.

Bonitas as instalações do hotel Les Sources de Caudalie e dentro dele se encontra o restaurante La Table du Lavoir; bom restaurante, mas que falta um pouco mais de sabor e originalidade para merecer a fama que tem; provamos os Château Smith Haut Lafite Blanc e Rouge, que estavam muito bons.

Linda tarde e aproveitamos para passear pelos Châteaux da região, passando pelo Château de Thill, Carbonieux, La Louvière, Haut-Bailly e Larrivet Haut-Brion.

De volta a Bordeaux, a noite saímos para um passeio pelo bairro do Chartrons, e depois comer uns tapas e beber uns vinhos espanhóis no movimentado Jamon Jamon.

10º dia, quarta-feira: Retorno

Dia livre, um breve passeio pela cidade, acabamos por optar almoçar no restaurante chinês Le Lotus, para variar um pouco e fomos felizes com a entrada de salada de caranguejos, porco com abacaxi caramelizado e arroz, e um mélanges de dim sum no vapor.

Para beber- agua.

A tarde seguimos para o aeroporto de Merignac, para pegar nosso vôo até Paris e dali direto para São Paulo, aonde chegamos no outro dia.

Até a próxima viagem!

Abs,

Luiz Otávio

 

 

Viagem enogastronômica à Bordeaux

Embarquei dia 10/10/2014, no aeroporto de Guarulhos num vôo da Air France, as 19:10, com destino à Bordeaux, com conexão de espera de 06 horas, no aeroporto Charles de Gaule.

Cheguei no aeroporto de Merignac as 19:45 do dia 11/10, onde o nosso motorista e concierge Plinio Oliveira esperava para levar-me ao hotel Adágio Bordeaux Gambetta e encontrar meus outros cinco companheiros de viagem.

Check-in feito, saudações de encontro, fomos para a nossa primeira programação em grupo: jantar no restaurante Glouton Le Bistrot, bom e simpático restaurante perto do hotel, do chef Ludovic Le Goardet.

Algumas garrafas de vinhos, várias entradas, alguns pratos principais (gostei da Poisson de La Criée e não gostei do Pot au feu du Mum), sobremesas compartilhadas, fomos descansar o sono dos justos.

 

Domingo, dia 12/10, saímos cedo para a nossa jornada por Barsac/Sauternes/Baia de Arcachon e Duna de Pilat.

Grupo e motorista pontuais, partimos as 09:00 para Barsac, aonde Florence Bernard nos recebeu no Château Gravas, encravado entre o Châteaux Climens e Coutet.

Nos mostrou os vinhedos, as rochas de pedras calcarias, o velho lagar de calcareo, datado de 1900.

Por fim provamos os vinhos, aonde o Château Gravas 2010 estava excelente.

Terminada a visita partimos para Sauternes, para almoçar no restaurante Le Saprien, não sem antes passar no Yquem, que já sabia que estaria fechado.

Bonito restaurante, boa comida, mas não me encantou; alguns foram de Menu Barsac e eu fui de Menu Sapriens.

Um champagne Henriot Blanc de Blancs, um S de Suduiraut, um Raimond Lafont 2007 e uma taça de Suduiraut 1999 acompanharam a refeição.

 

Chegamos com 15 minutos de atraso para a visita das 14:00 no Château Guiraud, e pelo jeito em Barsac/Sauternes não gostam de mostrar a cozinha, pois alegaram que tinha quebrado a chave e não podia abrir o chai.

Prova de alguns vinhos e novamente o destaque foi para o grand vin, o Château Guiraud 1er Cru Classé.

 

Saindo de Sauternes fomos para a Baia de Arcachon, mas em vez de ir pela auto estrada, voltando para Bordeaux, pedi para atravessar o Parque Natural de Landes.

Passeamos por Arcachon, que lembra um pouco Punta del Leste, fomos para a Duna de Pilat, que me impressionou pelo tamanho, tanto que não foi fácil subir até o seu cume.

Duna_di_Pilat















Como o restaurante La Coorniche estava fechado, fomos comer umas ostras em Phila Sur Mer, não lembro direito o nome, acho que é Royal Moulleau, mas lembro das batatas fritas côncavas e dos escargots de mer.

Entardecendo seguimos para Bordeaux, chegando por volta das 21:00.

Um bom banho e desmaiar, que o dia seguinte teria de sair cedinho.

 

Segunda, 12/10, novamente pontuais, saímos as 08:30 para nosso primeiro château do Medoc, o Cos D’Estournel em Saint-Estéphe.

Fomos muitíssimos bem recepcionados e as instalações de 1830 são belíssimas, contrastando a parte exterior antiga do castelo com as modernas instalações da cave interior.

Cos_Estournel















A parte externa tem suas influências arquitetônica da Índia (pagodes), Zanzibar (exuberante porta), norte da África (janelas de Marrocos) e da China (brinquei que o Sr. Louis Gaspard era um homem visionário); já a parte interna, mesmo mantendo as linhas originais, são moderníssimas, baseadas em inox, vidro e concreto, deixando a madeira por conta das barricas; o processo é todo por gravidade e os 04 tanques elevatórios de 10 hl se encarregam de fazer a delestage das cubas tronco cônicas isotérmicas.

Bom, visto a parte técnica chegou a hora de ver o resultado de todo o trabalho, provando os vinhos:

- Cos D’Estournel Blanc 2011- 75% Sauvignon Blanc e 25% Semillon- Branco bem estruturado, muito equilibrado, notas minerais, citricos e excelente retrogosto. Nota 91. Excelente vinho, mas a relação custo/benefício não ajuda.

- Les Pagodes de Cos 2011- 65% Cabernet Sauvignon, 33% Merlot e 2% Petit Verdot- Vinho de corpo médio, frutado, notas de frutas pretas e vermelha (pitanga), especiarias e notas terrosas. Nota 88

- Cos D’Estournel 2008- 85% CS, 13% Merlot e 2% Petit Verdot- Excelente vinho, estruturado, taninos muito agradáveis, muito equilibrado e excelente retrogosto. Nota 93. Na minha opinião ele teria ganho muito se tivesse sido decantado por umas 2 horas.

Tentei degustar o 2009, mas não deu e estava bastante puxado para comprar uma garrafa e degustar. E$ 500.

Eu já tinha comprado uma garrafa do 1982 e pago E$400 e fui ver o preço- E$ 800.

Despedidas feitas seguimos para o nosso almoço no Café Lavinal, não sem antes parar para umas fotos do Château Lafite.


Lafite














O Café Lavinal é o que eu considero um restaurante turístico das visitas aos châteaux de Pauillac, tanto que eu tinha considerado ir almoçar em Lesparre Medoc, mas estava fechado na segunda.

A comida refletiu esta constatação, farta, porém sem alma; meu Faux Filet (contra filé) veio no ponto, mas não tinha gosto; o magret de canard também não ajudou.

De boa memória ficou o Leoville Barton 1999, que estava excelente.

 

Seguimos para o belíssimo (desculpem a redundância de adjetivos superlativos, mas não tenho como fugir deles para estes lugares) Château Pichon Longueville Baron.

A visão do castelo refletida no espelho d’agua moldurada por grama é indescritível.

pichon_Baron















Visita as instalações, com destaque para a selecionadora ótica de uvas, cubas de vinificação, salas de barricas e finalmente uma bela sala de degustação.

A degustação normal seria o Tourelles de Longueville 2011, Château Pibran 2008 e o Pichon 2008, mas dei um jeito de ficar mais Luiz Otávio.

- Tourelles de Longueville 2011- Segundo vinho de Pichon Baron, corpo médio, frutado, com características mais da Merlot. Nota 88

- Château Pibran 2008- 50% CS e 50% Merlot- vinho de estilo mais rustico, mais tanico. Nota 88

 

- Pichon Baron 1998- 75% CS e 25% Merlot- Já num perfil mais evoluído, com notas terrosas, cassis e tomilho. Nota 91

- Pichon Baron 2008- 71% CS e 29% Merlot- velho conhecido não decepcionou, estruturado, muito equilibrado, viril, com cassis, amora, especiarias, cedro, retrogosto excepcional. Nota 93

- Pichon Baron 2009- E$ 210- 77% CS e 33% Merlot- Estrutura, equilíbrio, tipicidade, taninos, acidez, frutas integram um conjunto harmônico, aliado a um excelente retrogosto fazem um vinho excelente. Nota 96

- Pichon Baron 2010- E$ 210- 79% CS e 21% Merlot- Poderoso, viril, elegante, este é um vinho soberbo; meu melhor vinho da viagem. Nota 97.

 

Pago a conta, feito as despedidas, seguimos para o Château Ponte-Canet.

 Pontet_Canet













O Château Pontet Canet tem o seu foco no cuidado de seus vinhedos, que são biodinâmicos, utilizando cavalos para arar, e mesmo dois jegues (Tic e Tac) por serem mais leves.

Na vinificação procuram ter o mínimo de interferência, mas isto não significa ausência de tecnologia, ao contrário, suas 50 anforas Nomblot produzidas especificamente para Pontet Canet está na vanguarda do processo de vinificação, procurando suprimir o processo de micro oxigenação artificial.

25 destas ânforas foram produzidas a base de cimento e calcário (extraído do próprio solo de Pontet Canet) e são utilizadas para a vinificação da Merlot.

As restantes 25 ânforas foram produzidas a base de cimento e cascalho (graves extraídos do próprio solo de Pontet Canet) e são utilizadas para a vinificação da Cabernet Sauvignon.

Gostaria de ter provado o 2009 e 2010 para ter uma ideia do que estes avanços significaram em relação ao produto final, mas vai ficar para uma outra oportunidade, provavelmente na ENOPIRA.

 

Provamos o Pontet Canet 2007, que não correspondeu a expectativa de tanto perfeccionismo, embora para uma safra ruim (palavra tabu, pois não existe safra ruim em Bordeaux.rs), até que tenha se superado. Nota 90.

Já era 18:00 e os funcionários estavam com pressa de fechar tudo e ir embora, então seguimos para Bordeaux, por um transito meio congestionado.

Foi chegar ao hotel para um banho e sair para jantar.

Como estávamos hospedados praticamente no centro de Bordeaux, tudo era perto e bastou pegar a Cours de Intendance para ir até as atrações de Bordeaux e daí para uns petiscos e verres de vin na Bodega, atracar no Le Epicerie Bistrot (Jamon Jamon) para uns pintxos, patas negras, pulpo, quesos, uma garrafa de Mauro e umas doses de Jerez.

Dormir que tinha mais para o dia seguinte.

Terça feira, dia 14/10, pudemos tomar o café da manhã mais sossegado, pois começaríamos por Margaux, numa visita ao Château Palmer as 10:00.

Fomos muito bem recebidos e o castelo é belíssimo, com seus jardins, arvores e flores.

Palmer












Tivemos a felicidade de ver o ultimo recebimento de uvas (Petit Verdot) e o trabalho de seleção de cachos e depois a selecionadora ótica em ação.

Uma percorrida pela área de vinificação e barricas, fomos para a sala de degustação, com exposição de quadros, para provar o Alter Ego de Palmer 2008 e o Château Palmer 2004.

- Alter Ego 2008- 52% merlot e 48% Cabernet Sauvignon- corpo médio, frutas negras, café, especiarias- Nota 89

- Château Palmer 2004- 47% Merlot, 46% Cabernet Sauvignon e 7% petit Verdot- encorpado, estruturado, viril, muito equilibrado, frutas negras, cassis, especiarias, tabaco. Nota 93

 

Despedidas feitas, fomos almoçar no Bistrot Chez Meme, um lugar simples, mas encantador em Saint-Julien.

Recepção muito simpática, comida encantadora, carta de vinho simples, mas conseguimos localizar e consumir a única garrafa de Leoville Barton disponível.

O Foie Gras Demi Cuit estava muito bom e foi o melhor creme brulé que comi; leve, saboroso.

 

Pertinho dali, aonde fui a pé, fomos para a visita ao Château Leoville-Poyferre, gêmeo xifópago do Château Leoville Las Cases, atualmente separados.

Instalações antigas e modernas se complementam, com a terceira sala de barricas novíssima.

Leoville_Poyferre













Terminada a visita as instalações fomos para a prova de seus vinhos:

- Leoville Poyferre 2013- amostra de barrica- 65% CS, 26% merlot, 6% PV e 6% Cabernet Franc- Bom vinho (para a safra desastrosa de 2013, que teve uma redução significativa do volume produzido, para poder fazer algo razoável), bastante concentrado. Nota 89

- Leoville Poyferre 2011- 58% CS, 30% Merlot, 6% PV e 6% CF- corpo médio, interessante, complexo, frutas negras e taninos muito agradáveis; não consegui compreende-lo bem. Nota 91

- Leoville Poyferre 2006- 73% CS, 21% Me e 6% PV- Mais estruturado, viril, frutas e madeira bem integradas, excelente retrogosto. Nota 92

- Leoville Poyferre 2003- 70% CS, 25% Me e 5% PV- Este é o estilo Saint-Julien que gosto, estruturado, elegante, muito equilibrado, frutas negras e vermelhas, cassis, terra, tostado, tabaco, cedro e um excelente retrogosto. Nota 95.

 

A visita demorou mais que o previsto e saímos apressados, pois eu tinha de pegar uns vinhos em Bordeaux e o pessoal queria aproveitar o tempinho livre para as compras em Bordeaux.


De volta ao hotel, um bom banho e sair para jantar, não sem antes provar uns verre de vin no bar da esquina.rs

Os vin aberto não deram para encarar, mas o Château Gloria desceu bem.

Eram 22:00 e fui jantar no Bistrot L’Exploit, mas desole/ferm; passei em outros e desole/ferm, até que encontrei o GEM, fechando, mas consegui uma mesa.

Umas entradas e um Filet de Cabillaud acompanhou um Dr.Lossen Riesling kabinnet e um Ris au Veau Gratinado, muito bom, acompanhou um La Conseillante 2008.

Foi divertido, pois o casal proprietário também abriu uma garrafa de vinho e ficamos conversando, só que eu não falava francês e eles não falavam português, mas nos entendemos (acho) e rimos bastante, um gozando com o outro.

Ferm o Gem, estiquei para o Calle 8, um bar cubano, para ouvir umas salsas e provar rhums vieux: Clement, JM, Diplomatico e Don Papa. Aiaiaiai.

Ferm o Calle 8, ainda tive de fazer as minhas malas, pois logo as 08:30, tinha o check-out no hotel, para seguirmos para o Haut-Brion e dali para Saint-Emilion.

 

Quarta feira, dia 15/10, check-out feito, saímos para a visita ao Haut-Brion e La Mission Haut-Brion, aonde fomos muito bem recebidos.

Os dois Châteaux ficam encravados dentro da cidade e primeiro visitamos o Haut-Brion, com suas instalações e salas de barricas e depois fomos para o La Mission, as uns 800 m dali, aonde também visitamos as suas instalações, salas de barricas e seus lindos jardins.


Depois fomos para a sala de prova, aonde provamos o Haut-Brion e o La Mission 2007.

- La Mission Haut Brion 2007- 48% CS, 43% Me e 9% CF- Sensual, elegante, muito equilibrado. Nota 93

- Haut-Brion 2007- 44% CS, 43% Me e 13% CF- Viril, estruturado, muito equilibrado, excelente retrogosto. Nota 94

Novamente, dois vinhos que poderiam ter sido beneficiados com umas duas horas de aeração.

 

Haut_Brion














La_Mission













Despedidas, partimos para Pomerol, para almoçar no Le Bistrot e La Table des Vignerons.

Eu imaginava um bistrot simples, mas me surpreendi, pois era de muito bom gosto, elegante, sutil, um encanto de lugar.

Um atendimento irrepreensível, presente sem ser intruso, atencioso e prestativo; estávamos em 07 pessoas e como de costume, gostamos de compartilhar entradas e conhecer as variedades, e ao perguntar se era possível, a resposta foi de que tudo era possível.

Entradas de Trompet de la Muerte e Foie Gras frescos- simplesmente deliciosos.

Para coroar o dia, o aniversariante José Flavio Gioia nos oferece um Champagne Cristal 2006 e nós para retribuirmos tamanha gentileza, oferecemos uma Dom Perignon 2004.

Um Chablis premier Cru acompanhou os peixes e vieiras e um Clos Fourtet acompanhou as carnes.

Eu fui de Ris de Veau e estava estupendo, melhor do que eu tinha comido no GEM.

Para mim foi o melhor restaurante da viagem. Sensacional.

 

Pertinho dali, seguimos para o Cheval Blanc.

Fomos muito bem recebidos, e enquanto aguardávamos um pouquinho para ir visitar as caves, pudemos contemplar a bela paisagem ao redor e dar um breve olhada nos vinhedos.

Cheval_Blanc















Chai_Cheval_Blanc













A nova cave é espetacular, toda em curva e até as suas novas cubas tronco cônicas de cimento tem curvaturas do lado exterior.

Cubas_Cheval_Blanc













Terminada a visita as instalações fomos provar o Cheval Blanc 2006.

- Cheval Blanc 2006- 55% Merlot e 45% CF- Vinho muito fechado, poderia ter ganho muito com umas horas de Decanter, estruturado, frutas negras, taninos ainda a lapidar, bom retrogosto. Nota 92.

Despedimos, mas em vez de irmos embora, fomos dar uma curtida na paisagem, se instalando na cobertura da adega, que nos dava uma visão privilegiada da região, tanto de Pomerol, quanto de Sant-Emilion.

O vontade era de ter pego a garrafa pela metade e ficar ali bebericando com os amigos de viagem.

 

Finalmente saímos, com destino ao Château Valandraud, para fazer o chech-in.

O Château Valandraud está a uns 10 km de Saint-Emilion e é um encanto de lugar; funciona com um Bed & Breakfast sofisticado, aonde dispõe de 05 suites; como tínhamos reservado 04, o Château ficou praticamente a nossa disposição.

Instalações modernas, cozinha excelente e decorações sofisticadas atestam o muito bom gosto do casal Jean Luc Thunevin e Murielle Andraud.

Instalados abrimos um Virgine de Valandraud Blanc para comemorar.

 

Já anoitecendo fomos passear em Saint-Emilion e jantar no L’Envers du Decor.

Abri um Château Clos Fourtet 1989 e me apareceu meio que na decadência e um outro Château novo (que não me recordo o nome) que pedi para decantar e fomos passear por Saint-Emilion, retornando dentro de uma hora.

Qual não foi a surpresa de ver o Clos Fourtet despertar e se mostrar inteiro e delicioso, com um alcaçuz e frutas vermelhas.

Como estávamos todos cansados e sem fome, foi pedido somente umas entradas e coisas leve para comer.

Voltamos para o Château Valandraud para um sono reparador.

 

Quinta feira, 16/10, como é bom dormir bem e acordar no meio da natureza.

Após um belo e lauto café da manhã seguimos para o Pomerol, para a visita ao Vieux Château Certain, que produz um vinho que gosto muito.

O Vieux Chateau Certan fica bem no meio do Le Pin (o qual eles cuidam da viticultura) e do Château Petrus.

Mais uma vez fomos muito bem recebidos e visitamos os vinhedos com estação meteorológica própria, as instalações, etc...

Vieux_Chateau_Certan













Fomos para a prova do vinho, na própria sala de barricas (me lembrou do Aalto), aonde o próprio Guillaume Thienpont veio conduzir a prova e elucidar as perguntas técnicas que tínhamos feito anteriormente.

- Vieux Château Certan 2006- Viril, muito equilibrado, estruturado e excelente retrogosto. Nota 93

- Vieux Château Certan 2002- mais sutil, muito equilibrado, frutas e madeira em perfeita sintonia, taninos finos. Nota 93.

Comentei com Guillaume, que na minha opinião a safra 2002 de Bordeaux foi subavaliada e que muitos dos vinhos provados agora tem se mostrado muito bom.

 

Para não atrapalhar, já que estavam em pleno processo de vinificação, nos despedimos e seguimos para o Château Petrus, só para tirar foto, e eu para andar pelos terrenos do Petrus e Lafleur, observando as diferenças de solos e seu sistema de drenagem.

Petrus













Dali partimos para o Château La Dominique, para almoçarmos no La Terrasse Rouge, moderno restaurante todo em vermelho. E com nós chegou a chuva.

Bonitas instalações, restaurante lotado, nos acomodamos na nossa mesa e já fomos presenteados com uma taça de vinho branco de boas vindas. Aprecio este gesto.

Pedimos um caviar de france (ovas de esturjão criados em Biganos, na Baia de Arcachon) e uma terrine de foie gras demi-cuit de entrada e para acompanhar uma Bollinger.

Um vinho branco para os peixes e um Château Dominique 2009 para as carnes.

Eu fui de Lampreia à Bordalesa, que estava muito bom, melhor que a que comi em Matosinho.

Por um default deles, fomos agraciados com uma garrafa de Taittinger de cortesia.

 

Terminado o almoço, partimos para um tour pelos arredores de Saint-Emilion, parando em frente do Château Angelus para umas fotos.

Angelus













Seguimos para Saint-Emilion, aonde deu para visitar a igreja e suas ruazinhas, aonde providenciaram uns quitutes para uma linda tabua de frios e outras guloseimas a serem degustadas no nosso Dinêr/Pic-Nic.

Comprei um Marcel Deiss Schoenenbourg 2004 e um Leoville Barton 1985 para a noite e o Plinio nos presenteou com uma garrafa do Château Le levant de L’Aiguille 2009.

 

De Saint-Emilion seguimos para o Château Valandraud, para a nossa visita, aonde o Juan Carlos nos aguardava para nos mostrar as instalações e explicar os conceitos que transformaram um simples vinho de garage em um dos vinhos de mais prestigio de Saint-Emilion, culminando na sua classificação como Premier Grand Cru Classé B em 2012.

E foi justamente a amostra ainda de barrica do 2012 que provamos, mostrando todo o seu potencial. Na minha inexperiente avaliação de vinhos de barrica. Nota 92.

Também provei o Valandraud 2009, muito estruturado, muito equilibrado, frutas vermelhas e pretas, tostado, alcaçuz, e excelente retrogosto. Nota 95.

 

Desfrutar do entardecer no château com os vinhedos ao fundo, uma boa música, boa conversa com os amigos, boa comida e bons vinhos. Perfeito.

ValandraudValandraud_vinhedos





























Dormir que amanhã o percurso seria longo.

 

Sexta feira, 17/10, novamente um lauto café da manhã, chech-out feito, despedidas e seguimos para Libourne, aonde Gioia, Heloisa e Noeli seguiriam suas viagens pela Dourdogne/Périgord.

Nos despedimos já com saudades e Gerhard, Rosana e eu seguimos para a Gare de Saint Jean para pegar o TGV para Paris.

Viagem de 3:30 tranquila, tanto que se soubesse que podia, teria comprado um vinho para ir tomando no percurso.

Chegamos a Paris 13:50, pegamos um táxi e fomos para o Hotel Langlois na Ópera para fazer o check-in.

O hotel fica ao lado da igreja de La Trinité, a poucas quadras da galeria Lafaiette e da Ópera; tem um estilo meio carregado de carpetes e cortinas e moveis antigos, mas eu gostei, principalmente pela sua localização.

Instalado, banho tomado, sair para conhecer a cidade e os restaurantes; andando pelas ruas me deparei com um restaurante japonês que me chamou a atenção, pois não tinha nome, só dois balcões centrais para no máximo 12 pessoas.

Entrei e consegui uma cadeira, era o restaurante Sara, um restaurante de Soba.

Provei várias entradas, um tempura delicioso, um soba de sarrasin e uma prova de 03 tipos de saques. Muito bom.

 

Dali segui para o restaurante Costes, no hotel Costes; lugar muito bonito, sofisticado e ao mesmo tempo descontraído.

Pedi uma taça de Bilecart Salmon Rosé para acompanhar uns crevettes e uma taça de Puligny-Montrachet e outra de Pommard acompanharam os escargot.

Já que estava embalado pela música do Costes, estiquei para a Cave de Huchete, e curtir um pouco de jazz e dançar fox-trot embalado por algumas doses de Calvados.

Boa banda, bons dançarinos, ambiente muito agradável.

Ferm Cave de Huchete e volta para o hotel para desmaiar.

 

Domingo, 19/10, eu ia almoçar no L’Epicure, no hotel Le Bristol, provando seu menu degustação, tinha até levado blazer, obrigatório até no almoço, mas acordei tarde e perdi a hora; a opção foi fazer um tour pelos pontos turísticos de Paris, no teto de um ônibus.

Tinha também programado de jantar no Café Marli, no Louvre, mas ao me dar conta que tinha de acordar as 06:30, pois meu voo era as 10:30, desisti e fui jantar no Bistrot des Deux Theatres, ao lado do hotel.

Consegui uma mesa e pedi um Calvados para abrir o apetite e acompanhar uma soupe a l’oignon (muito boa), um achado de um Dagueneau Pur Sang 2009 para acompanhar um Sole a Belle meunière e uma taça bem servida de Sauternes para acompanhar um Crepe Suzette, uma nova dose de Calvados, café e assim encerrei de maneira clássica a minha viagem enogastronomica pela França.

Dormir, acordar cedo, pegar pontualmente o táxi as 07:30, 08:20 no Charles de Gaule, tramites de despacho de malas, 12 horas de avião, ônibus do aeroporto para a rodoviária, do Tiête para Piracicaba e finalmente as 23:30 chego em casa.

Um beijo na esposa e olhar se todos os vinhos chegaram bem.

Enfim posso dormir sossegado, com a certeza de ter vivenciado uma bela experiência.

 

Com a cabeça num turbilhão,  com degustação de Margaux na próxima quinta, a grande degustação da Probat Maximum em dezembro, fechando todas as degustações do Enopira Road Gonçalves 2015, nossa viagem para o Chile no Carnaval 2015, Alentejo e Andaluzia em abril/2015 e Liguria, Piemonte, Lombardia e Acetaia em outubro 2015, me desculpo por nestas reminiscências, trocar alguns nomes, erros de português, vinhos e etc..., mas são tudo fruto das minhas recentes lembranças, marcadas e tatuadas para sempre, na minha memória e na minha retina.

Agradeço aos meus companheiros de viagem, por terem me aturado, neste compartilhamento de sensações e emoções e mais uma vez ter provado que ao beber vinho não simplesmente ingerimos a bebida, mas sim sorvemos cultura.

 

Grande abraço,

Luiz Otávio

 
 
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